Notas iniciais
Bom, só estou postando agora por causa de toda aquela coisa do Nyah!, mas pronto, tudo bem, agora ele tá aberto :)
Boa leitora :*

Justin's POV

Me levantei do sofá, me espreguiçando. Eu tinha dormindo 4 horas ali. Me dirigi á cozinha, onde peguei um jarro de água e um copo. Despejei a água e de seguida dei um gole. Ouvi a porta abrir, e logo ouvi uns passos virem até mim.

– Justin… — Chaz me chamou.

– Quê que foi? — perguntei, frio. Ele deu um sorri irónico.

– Eu fui buscar sua miúda. — Ele disse, me dando um leve tapa no ombro. — Ande logo… — Ele disse, pegando meu braço e me levando até a sala.

– Oi. — Ela… disse. Meu corpo ficou imóvel e meus olhos fixos nos seus. Espere um pouco… Hope está aqui… na sala de minha casa? Em Canadá?

Não, isso não pode estar acontecendo. Eu estou sonhando! Só pode… Será que ainda estou em coma?

– Vou vos deixar a sós. — Chaz disse, indo para a cozinha.

– Vamos subir? — Ela disse, apenas assenti. Ela estava ali, e eu não tinha a mínima ideia de como agir. Abri a porta do meu quarto, onde ela logo entrou. Fechei a porta, e quando me virei para ela novamente, ela me lascou um beijo.

Um beijo que eu tinha saudades, um beijo que eu sempre quis sentir. Eu estava ansiando isso desde minutos, horas, dias, semanas, meses. Dois longos meses. E agora eu podia voltar a sentir tudo de novo. O frio na barriga, as pernas bambas, os pelos eriçados, e o bater rápido no coração.

– Hope… — Falei, com a minha voz rouca. Eu estava segurando o choro, e isso era…dificil, é.

– Não precisa falar nada Justin. — Ela disse, me dando um beijo de esquimó. — Eu vou ficar aqui por uma semana, uma única semana. Apenas com você. Você não sabe o quão preocupada eu fiquei vendo fotos suas um pouco… é. E você simplesmente não pode ter ataques de fúria assim, Jus… — Ela disse, acariciando minhas maçãs do rosto.

– Sabe é que… toda a gente me mentiu, e eu só queria você, apenas isso…

– Mas eles são sua família! — Ele me interrompeu, com um sorriso triste. Engoli em seco, eu estava errado ao longo desses dias. — Seus amigos, seus companheiros. Eles tentaram ajudar você… — Ela disse, olhando para a parede. Mas especificamente para o meu cofre. Fiquei nervoso, bem nervoso.

Desde quando ela… não, ela não sabia. Ninguém sabia! Isso era impossível…

– Jus… — Ela disse, se descolando do nosso abraço. — O que você tem aí?

– Umm… nada não, apenas o meu dinheiro. — Falei, passando a língua pelos lábios. Minha voz estava firme, sem nenhum percalço, fazendo com que ela não desconfiasse.

Ela dirigiu seu olhar a mim e levantou uma sobrancelha apenas, como que se desconfiasse. Mordi de leve meu lábio inferior, eu estava surtando. Ninguém sabia, ninguém…

– Justin, você sabe que pode confiar em mim, né? — Ela disse, rindo. Nós não estávamos agindo como… uns namorados, sabe. Eu estava mentindo pra ela. Para minha Hope. E num relacionamento é preciso ter confiança, isso é a base.

Olhei para baixo, nervoso. Eu podia confiar nela, não era? Eu podia.

Caminhei até o cofre, digitando uma série de números, abrindo-os em seguida. Retirei de lá um vidrinho com os anti-depressivos. Meus olhos lacrimejavam e eu sabia que ela estava controlando seu choro, também.

– Porquê isso, Jus…? — Ela perguntou com a voz rouca. Voltei a pousar o vidrinho no cofre, ainda aberto, e a abracei.

– Me prometa que nunca vai me deixar. — Falei, com a voz rouca.

– Eu prometo… — Ela disse. Logo pude minha camisa ficar molhada, e logo a acalmei.

– Não chora tá? Não gosto de ver você chorando… — Falei, secando suas lágrimas. Ela deu um esboço de um sorriso.

. Não choro, não… — Ela disse, rindo. Beijei sua testa. Enterrei minha cara em seu pescoço, enquanto abraçava sua cintura. Ela era apenas um pouco mais baixa que eu. — Não, mas… a sério. Você precisa mesmo disso?

– Se você não me quiser atirando coisas pelos ares, sim. — Falei, juntando as sobrancelhas. Dei um sorriso de lado, fazendo-a rir.

– Tu é maroto. — Ela disse, revirei os olhos, continuando com o mesmo sorriso. Ela me deu um tapa no ombro, me fuzilando.

– Tá, parei.

– O que vamos fazer? — Ela perguntou, se desfazendo do abraço e sorrindo incontrolavelmente.

– Ah não sei não… namorar na esquina á espera que alguém nos mande um balde de água pela cabeça abaixo? — Ele me olhou com deboche. Ri imaginando a cena, praticamente impossível. Tinha de ter paparazzi nessa frase.

– Isso só poderia acontecer se estivéssemos namorando debaixo da varanda de minha avó. — Ela disse. Arqueei uma sobrancelha. — Isso já aconteceu uma vez! — Ela disse, minha expressão divertida passou para uma de surpresa.

– Avó louca… — Murmurei, rindo.

– Mais que isso. Ela é completamente insuportável, ela é… é. — Ela disse, suspirando pesado, fazendo suas repas de lado voarem suavemente.

– Wouh. — Foi a única coisa que soltei, imaginando se fossemos eu e Hope o casal molhado. — Nós poderíamos dar um passeio, com paparazzis perseguindo a gente com máquinas que cegam e meninas correndo atrás, o que acha? — Falei caminhando até ela. Seus olhos ficaram fixos nos meus. Fiz um carinho em sua face, logo beijando seu cabelo. Ela riu com isso. E sua risada era apaixonante…

– Legal… — Ela disse, com uma voz safada. Ela gargalhou, abrindo a porta, eu ia atrás dela, quando oiço meu celular tocar.

Dakota… que legal

– Hope, vá indo pra baixo, já vou ter com você. — Eu disse. Ela assentiu e eu atendi o celular. Realmente, só me faltava esta.

Paciência, estava incluído no pacote.

Consciência, por favor, se cale.

– Oi, amor. — Ela disse, com uma vozinha que me deu nojo.

– O que você quer? — Falei rude.

– O que eu quero? Você. Nos vemos hoje novamente no parque?

– Não. Não, nunca. Agora se você me — tentei dizer, mas ela me interrompeu.

– Eu sei que Faith está aí com você, mas mesmo assim, ela não está livre de perigo…

– Você…não sabe o que fala…

– Acredite, eu sei, querido.

Desliguei o celular na cara dela. Esbravejei. Que ódio…

Desci as escadas, indo ter com Hope.

– Tudo bem? — Ela perguntou, preocupada. Dei um sorriso fraquinho e lhe dei um selinho.

– Sim, agora vamos? — Ela assentiu.

– Espere só um pouco… — Ela disse, subindo. Me encostei na porta, um minuto depois ela desceu novamente. — Fui fechar sua porta, quem sabe alguém veria seu cofre. — Ela piscou, dei um sorriso radiante.

Estar com ela era incrível. Não, era mais que incrível. Entrelacei nossos dedos na medida que andávamos pelo passeio. Ela descansou sua cabeça na curva de meu pescoço. Olhei de soslaio pra ela, que sorria.

Eu só queria que esse momento durasse eternamente.


Notas finais
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