As Long As You Love Me
20 I'm awake
Notas iniciais
É, nosso Justino lindo vai acor*** eh eh eh
Justin's POV
Eu não conseguia abrir os olhos, me mover, falar qualquer coisa.
Era completamente impossível. Eu não mostrava qualquer reação, mas eu estava ouvindo… e sentindo. Eu queria chorar, ouvindo o som de sua voz, mas eu não consegui, alguma coisa me impedia.
Digamos que eu estava meio morto.
Meio morto o tanas! Eu quero… acordar… é, eu estou dormindo, isso não tem graça nenhuma!
Eu me senta vazio por dentro, eu tinha frio, muito frio. Eu mal sentia meus lábios. Decerto, eu estaria branco como o cal. E agora, você acreditaria se eu dissesse que ainda não parei de pensar… nela?
É, eu não consigo. Mesmo quando estou dormindo enquanto durmo!
… isso suou mal. Eu explico: Eu tou dormindo sempre, certo? Pois, e eu oiça as pessoas, mas ás vezes não, pois estou dormindo! É como se eu estivesse dormindo sem estar em coma, mas eu tô em coma.
Bufei. Mentalmente, claro. Eu queria vê-la, mas eu não conseguia me levantar da cama, não conseguia não…
Um vazio se encheu no meu coração. Droga… vontade de chorar… fraco…
Eu estava ficando mais fraco, mas as lágrimas não rolavam… é, eu achava.
Até que rolou uma. Por mais incrível que pareça, rolou uma. Preciso de descrever quantas imagens dela apareciam em minha cabeça? Otimo, porque nem mesmo eu sabia.
Escutei o barulho do 'pi pi pi ' da máquina. Me assustei, o que estava acontecendo comigo?
Engoli em seco. Mentalmente. Vamos lá Justin… tente! Tente de novo! TENTE! NÃO DEZISTA, PORRA!
Eu gritei pra mim mesmo. Eu não ia açodar de qualquer maneira… e eu temia não puder voltar a acordar.
Uma lágrima escapou. Outra?! Vamos lá Justin… vamos… Ah, não dá. Desista logo disse. Desista…
Eu me sentia imortal. Tou tão alone que até já morri. Sério.
' You can break everything I am,Like i'm made of glass, Like i'm made of paper… Go on and try to tear me down, I will be rising from the ground, Like a skyscraper!… Like a skyscraper! '
Ouvi a música que tocava na rádio. Música linda da Demi, mas… eu imaginei Hope cantando-a, num banco com pombas, comendo migalhas de pão, enquanto ela se aconchegava, o céu está branco pálido, tal como eu deveria estar agora.
– " Oi Justin." — uma voz vindo de uma luz disse. Tive vontade de gritar.
– " umm… oi consciência? " — Falei, a luz não saía daquele vazio escuro que eu sempre via. Uma figura conhecida saiu de lá.
Era Deus…
Não não! Eu tô sonhando, só pode! Afinal, eu tô dormindo né? Aff… isso é confuso.
Eu não sabia o que sentia, ânsia, medo, alegria, frustração, tristeza, ironia…
Não, ironia de certeza.
A figura sorriu pra mim, e pude ver suas feições angélicas.
– " Está na hora de você acordar… " — ele disse, ainda sorrindo.
Fiquei perplexo, mentalmente, enquanto ele desaparecia. Senti o sangue subir pras minhas bochechas… Sentia-as logo a ferver.
Consegui mexer o dedo mindinho. Mas… eu tinha medo, eu tinha medo de querer abrir os olhos e não conseguir. Vendo ali a escuridão… novamente…
– " Você só vai descobrir se tentar… " — Ele disse, por fim.
Então ele desapareceu, meu salvador desapareceu.
Agarrei os lençóis com força da cama, eu estava conseguindo os segurar firmamente. Mentalmente, respirei profundamente, já que ainda não o conseguia fazer na vida real, e não na vida dos sonhos.
Espremi meus olhos, fazendo força para os fechar brutalmente, até que os abri de seguida, fazendo uma força extraordinária para os abrir. Até me doeu a testa.
Mas olhe… valeu a pena.
Pisquei meus olhos, ainda não acreditando. Eu via um teto branco de um hospital, um monte de agulhas enfiadas nos meus braços — droga — e uma luz me cegando.
Logo a minha visão voltou ao normal. Meus olhos ainda me pesavam. Mas, eu não queria dormir, não mesmo! Dei um sorriso, sentindo um monte de lágrimas escorrer de meus olhos. Minha voz ainda não funcionava tão bem, por eu não a ter usado nesse longo tempo.
– Obrigado… — sussurrei com a voz fraca. Senti uma pontada na cabeça… não… eu levei pontos… ai que droga, e se minha cabeça abre…
Naquele momento eu só queria abraçar minha mãe… e tirar a porcaria dos pontos. Sem falar em Hope, claro… Hope Faith Tays… Eu queria poder sentir seus lábios roçando nos meus, queria olhar fundo nos seus olhos…
MAS ELA NÃO TÁ AQUI, PORRA!
A fúria voltou. A fúria que eu tinha no último mês. Agora só me apetecia chutar as bolas de alguém…
Agora eu tinha certeza que se alguém me visse, um conhecido… iria pensar que eu estava feliz, grato…
Mas não. Droga, porque eu não morri logo??
Bufei, agora, pela realidade.
– olá mundo cruel… — falei, fechando os olhos, os abrindo de novo, depois. Era quase noite, eu podia notar. — Tive saudades…
Com esforço, me levantei. Eu tinha uma camisa azul, enorme. Que me tapava todo, sem dizer da pulseira azul muito apertada o meu pulso. Calcei os chinelos peludos, também azuis.
Se fossem roxos seria melhor…
Sério, Justin? Você vai pensar mesmo nisso? Porque você não pensa antes que não consegue andar?!
É, pernas, obrigado por todo o carinho e atenção. Sacomé, vocês são muito úteis…
Caí redondo no chão, ai droga, minha cabeça bateu no chão, e você não soube o medo que eu senti quando vi que um ponto abriu. Agora minha cabeça latejava, começando a sangrar novamente. Não… outra vez não…
Até que uma mulher — um anjo — abriu a porta, me olhando assustada.
– JUSTIN?! AH DROGA, COMO VOCÊ ESTÁ?! PERE UM POUCO… — Ela disse, saindo do quarto, indo pedir ajuda. Logo chegaram mais duas mulheres, que fizeram — enfiaram! — qualquer coisa na minha cabeça, parando de sangrar.
A mulher de antes, me tinha buscado uma cadeira de rodas.
– Por enquanto, você vai precisar andar nisso… — ela disse, rindo. Bufei, as outras médicas saíram, para tratar de uma outra coisa, de uma cirurgia eu acho.
Ela parou frente a mim, ela era uma novata, e quando eu digo isso é porque ele tem 18 anos!
– Oi. — Ela disse, parando de frente pra mim.
– Oi. — Respondi mal humorado. Ela deu uma gargalhada. — Tem graça? — Perguntei frio.
– Sim. — ela respondeu. Andando de volta a minha cadeira. Me… seduzindo, é. — Você é mais lindo ao vivo do que na TV, Jus. — Ela disse, a olhei com raiva. Apenas Hope me chamava de Jus. Ela parou frente a mim de novo e… me deu um selinho.
– Pare! — Falei firme, a empurrando. Eu estava afectado com isso… Como ela podia ter tocado meus lábios…?
– Tudo bem, Bieber. — Ela disse, me lançando um sorriso provocador. Ela era alta e esguia, era morena, de cabelos cacheados, o moreno do cabelo dela era claro, porém escuro. Ela tinha olhos de cor de burro quando foge e era bem atraente, assim dizendo. Mas não me despertou interesse nenhum.
Só me apetecia socar o rosto claro e rosado dessa garota.
Fui sozinho na cadeira até o atendimento, eu necessitava saber onde estava minha família.
– onde você pensa que vai? — A voz autoritária dela me prendeu. Garota idiota.
– O que você quer? — Perguntei, virando a cadeira como um expert. Ela me dava cabo dos nervos. — Quer que eu diga obrigado, é isso? Obrigado por me salvar a vida. Agora se me deixa… — Falei, tentando virar, mas aquela… me agarrou no pulso.
– Você ainda vai se arrepender Bieber, de me tratar como lixo. Eu sei que você vai me desejar… eu sei. — Ela disse. Cara, quando a via a primeira vez pensei que fosse um anjo, eu estava completamente enganado!
– Vá sonhando… — Eu disse, seguindo meu caminho na cadeira de rodas, mas antes que eu chegasse ao atendimento, ela me lascou um beijo voraz, e como eu continha a boca aberta de surpresa, ela aproveitou a deixa.
– Larga! — Eu disse, quase gritando. Passei minha mão na boca, como se ela estivesse sangrando. Mas não… isso foi nojento.
– A gente se vê, Bustin Jieber. — Ela disse, confiante. Qual é a dela? Trocar as iniciais do meu nome? Ela não bate bem não. Cheguei no atendimento depressa, e não mais na cadeira de rodas, que eu 'atirei pra ela' quando ela se ia. Eu corri até lá. Pernas, vocês sempre me surpreendem na pior das situações.
– JUSTIN! — Adivinhe quem gritou. Pattie. yay… não, sério, eu queria abraça-la tanto, meu querido Deus, porque eu continuo fingindo que tudo está mal?… ei espera… está mesmo.
– Oi. — Falei indiferente, mas a minha vontade era de pular nela e abraça-la.
Eu, o meu ego, e o meu orgulho. Um trio perfeito.
Então todos se cercaram a mim, entre suspiros de aliviação e lágrimas prazerosas, todos me abraçaram. Eu me emocionei um pouco… Só.
Enquanto eles falavam com os médicos, a agradecer o 'milagre', vesti uma camisa branca, umas calças pretas e supras pretas também. Depois eu saí do hospital, para ver o por do sol, e tentar, de alguma forma, relaxar.
– Tudo bem? — Caitlin perguntou, se sentando a minha beira na erva grande e verde.
– Nem tudo… — suspirei, ainda olhando o horizonte. Ele me deu um abraço de lado.
– Você sabe que pode confiar em mim, não é? — Dei um sorriso de lado. Ela tinha razão, eu não podia mentir pra ela…
– Uh uh… — Respondi a única coisa que podia dizer. Dei uma risada nasalada, ele me lascou um beijo na bochecha.
– Me deixa adivinhar… Hope? — Ela disse, sorri de lado, olhando pra baixo. — Então ela era a razão para todo esse comportamento desnecessário?
– Sim… ás vezes sinto a necessidade de mostrar ás pessoas que tenho sentimentos, que não sou um robô, e o que elas fazem me magoam. — Eu desabafei, suspirando. — Elas prometem coisas que nunca cumprem, e isso me deixa magoado, me sinto excluído. Eu sei que eu posso parecer mimado, mimado até demais, mas eu sinto falta dela, no meu coma, a única pessoa em que eu pensava era… nela. — Eu disse, sentindo uma lágrima rolar por minha face. Apressei-me em limpa-la.
– Você não parece mimado, não. Você parece um idiota apaixonado. — Ela disse, me abraçando de lado novamente. — E você ainda está mais apaixonado por ela do que alguma vez você se apaixonou pelas outras, inclusive por mim. — Ela disse, tentei-a interromper, mas ela soltou uma gargalhada. — Não se preocupe, Justin. Eu já segui em frente, e estou vendo que você também. Mas por favor, me diga… você vai continuar com essa armadura?
– Por um tempo… — eu disse, lhe dando um beijo estalado na bochecha e ela riu. Ela me deu outro e se levantou.
– Tenho de ir, Biebs. — Ela disse, eu acenei com a cabeça. Então ela voltou para dentro do hospital, chamando Jasmine, com certeza elas eram melhores amigas, e andavam sempre juntas.
Passado dois minutos minha família chegou até mim, me levantei, 'vestindo' minha armadura novamente. Entramos no meu Range Rover, é, eles estavam andando com o meu carro. Eu fiquei no canto de trás, olhando pelo espelho. Um outro carro nos seguia, o carro de meu pai, que trazia Erin, Jaxon e Jazzy.
No meu carro, minha mãe guiava, Chaz estava lá na frente, enquanto Ryan estava no meu lado, emocionado. É, eu também. Mas eu enxugava baixinho. Vez ou outra me faziam perguntas, e eu respondi frio, como antes. Eles suspiravam e se emocionavam ainda mais, dizendo: "Você ainda está assim?" ou "Esquece essa porra Justin, você teve pra morrer!"
Aterrei minha cabeça no vidro, minha cabeça já não tinha pontos, porque foram retirados por aquelas médicas dóceis, completamente diferentes daquela…
Vadia.
Meu corpo estremeceu ao me lembrar dela, ela me tinha beijado.
Ah bom, eu deixei.
Chegamos em minha casa passado pouco tempo, corri pelas escadas chegando no meu quarto, bati a porta com força e tranquei-a. Me lancei na cama, quando ouvi o telefone.
– Alô? — Perguntei, sem olhar no ecrã.
– Oi Justin, tudo bem com você?
– Umm… desculpe, mas quem é você?
– Não reconhece minha voz? – Ela disse… APAPUTAQUEPARIU!
– Sei sim, você é aquela vadia que me beijou no hospital, não é mesmo?
– Eu não me trataria como vadia.
– Vendida.
– Não…
– Oferecida.
– Para! Nos encontramos hoje, no parque, ás oito da noite.– Ela disse, sério, ela é burra.
– Se não…?
– Se não sua 'Faith' vai correr perigo, meu caro.– Paralisei. Não… ela sabia o nome verdadeiro de Hope… isso deveria ser um engano.
– Uh? — Fingi-me de desentendido.
– Não vale a pena esconder. É a sua querida Hope, idiota. — Ela disse, talvez ela não fosse tão burra assim.
– Não. Lhe. Toca. — Falei, irado. — Nem se atreva!
– Tá tá, compreendi, blá blá blá, encontre-se comigo e prontos, bye.– Ela falou e desligou.
Bufei irritado. Me levantei da cama, indo tomar um duche. Tomei um duche rápido, vestindo uma roupa branca, com um casaco preto. Deixei meu cabelo normal, sem nenhuma coisa que chamasse a atenção como: "Olhem! É o Justin Bieber!"
Olhei para o relógio. Eram 19:30h.
Desci, sentei-me no sofá, onde lá estavam Ryan e Chaz.
– Tudo bem? — Ryan perguntou, nervoso.
– Mais ou menos. — Suspirei, ele respirou profundamente. Ele devia estar agradecendo a Deus por eu não estar de mau humor. — Só algumas coisas que preciso tratar.
– Que coisas?
– NADA do SEU interesse. — Falei, com a voz levemente levantada. Ele bufou. É amigo, eu sou frio, por isso, não me irrita. Escolha bem as palavras.
Fiquei vendo televisão por um tempo, até que chegaram as 19:45h.
– Vou sair. — Falei autoritário. Com o ar de 'eu sou superior que você'. — Se alguém contar para Pattie, vai ter uma conversinha muito rápida comigo. — Eles engoliram em seco. Subi para o meu quarto, pegando um vidrinho, que continha uns comprimidos.
Anti-depressivos.
É, eu tô sofrendo de depressão, um médico me diagnosticou no mês passado. Estresse, fama, paparazzis, falta de privacidade, nervos, fúria, Hope, família, fãs histéricos.
Parece que eu tenho uma vida de ouro mas eu não tenho, ok? Eu preciso deles.
Levei 2 comprimidos á boca, engolindo-os de seguida. Guardei o vidro no cofre novamente, desci as escadas. Saí da porta sem ao menos me despedir.
Corri para o parque. Quando lá cheguei, vi uma morena sentada num banco. Não havia quase ninguém lá, ela tinha tudo na manga. Suspirei, seguindo até ela.
– Oi. — Ela disse, rindo. Ela tinha trazido um mini vestido preto, com saltos altos pretos, maquiagem e o cabelo todo arrumado. Tá se fazendo a mim? Outra vez? Vá lá, não tenho paciência pra isto.
– Oi.
– Como você vai?
– Muito melhor antes de você aparecer.
– Se eu não tivesse aparecido essa tarde, você estava morto!
– Você não sabe, podia ter lá ido outro 'alguém' em vez de uma vadia. — Disse frio, senti uma coisa quente barrar minha cara.
Ela me tinha bufetado.
– Nunca mais fale assim comigo!
– Tá tá, compreendi, blá blá blá… — A imitei na hora do telefonema. Ela suspirou irritada. Passei a língua entre os lábios.
Do nada, ela me beijou, e por mais que eu tentasse me afastar, ela me impedia. Segurando-me firme. Ela tinha algo na boca, e ela passou pra mim, abri os olhos esbugalhados quando percebi o que era.
Vadia.
– Vai dar pra outro… — eu disse, tentando cuspir o conteúdo.
– Não, eu já vou dar pra si. — Ela disse, senti a malícia me afetar. Vadia, mil vezes vadia. Ela me drogou para eu a desejar… vadia.
Então ela me beijou vorazmente, e eu a beijei de volta. Maldita droga, maldita! No parque não havia mais ninguém, e então ela me levou para um sitio mais reservado, e eu, como um cão abandonado, a segui.
Logo ela abaixou minha calça, sentindo meu membro ereto.
Me envergonhei por ele estar assim, é claro, culpa da droga. E agora, ela me controlava. Ela se ajoelhou, baixando minha cueca box. Logo começou chupando meu membro, me fazendo arfar.
Uma garota que eu ainda não sabia o nome estava me fazendo sexo oral. Legal Bieber, você é um canalha.
Ela juntou nossas bocas em um beijo, um beijo em que eu não correspondi, até ela saltar pro meu colo.
Ela não trazia calcinha.
Ela tinha apenas o vestido, fazendo com que eu a penetrasse com força. Gemi alto. Ela parou imediatamente, antes de dar tempo de eu perder minha virgindade. É, se eu a penetrasse por mais tempo, eu ficava… um garoto… comum.
– Ainda não tirei a sua virgindade garoto, mas um dia desses você vai ver… — Ela disse, se afastando. A malícia estava a passar, então, ela fechou o fecho de minha calça. O efeito da 'droga' acabou.
Agora eu sentia raiva, e pena de mim. Quer eu queira, quer não, eu tinha traído Hope.
– Nunca. — Lhe respondi.
– Isso é o que vamos ver. Meu nome é Dakota. Dakota Marie Rebeib.
Então ela correu pra fora da minha vista. Franzi o cenho.
Ela vai mas pagar…
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