As Long As You Love Me
7 7 - Goodbye?
Notas iniciais
Mesmo assim, é um cap pequeno, mas hoje eu vou posta outro, concerteza!
Eu queria dedicar esse cap a Sofi, muito obrigada pela tua linda recoendação *_*
Hope's POV
Correspondi ao abraço, nervosa. O que se estava passando? Estaria algo correndo mal…?
Milhares de perguntas correram minha cabeça, quando senti lágrimas caírem sobre minha camisola amarela. Não, não, eu odiava vê-lo nesse jeito! O seu choro foi acabando aos poucos, mas deixando alguns soluços pra trás.
- Respira, Justin… — Falei, e ele respirou fundo, olhando pra mim de seguida, com os olhos vermelhos e uma expressão preocupada. — O que se passa, Jus…?
- Eu… — ele falou, olhando pra baixo. — Eu… terei que abandonar Portugal nessa mesma noite… — falou, e meu coração rachou.
- E… e nós? — Perguntei com a voz falha. Ele olhou pra mim novamente, quase chorando de novo.
- Nós… não nos veremos por muito… muito tempo. — Ele disse, um pedaço de meu coração partiu em mil pedacinhos, muito delicados, que partiam cada vez mais, fazendo uma enorme cicatriz nele. Meus olhos ficaram marejados, e minhas bochechas quentes. — Ou… talvez devemos dar um tempo em "nós". — Ele falou, e mais um bocado de meu coração partiu. Agora lágrimas escorriam livremente por meu rosto.
- …Como? — Perguntei, fechando os olhos. Minha cabeça não estava a conseguir ouvir tudo isso, doía, doía muito. — Eu te amo, Justin… — e o abracei.
Hoje iria ser um dia que eu nunca me iria esquecer. O dia que meu jogo acabou. O meu Game Over, e eu não sabia se iria jogar esse jogo outra vez.
Então ele desfez o abraço, juntando nossas testas. Os seus olhos estavam vermelhos, inchados, ainda mais que os meus. Suas pálpebras caíam constantemente, como que se abrir os olhos fosse mais dificil que o normal. Ele roçou meus lábios, me fazendo fechar meus olhos. E então ele os juntou, dando um beijo pequeno, mas apaixonado. Ele pediu passagem, que eu logo concedi. Passei minhas mãos por seu pescoço, enquanto ele fazia carinho no meu cabelo.
Quando o beijo acabou, o abracei fortemente, eu não queria deixa-lo ir. Não por esse tempo todo.
- Tenho de ir, amor… — Ele falou, desfazendo o abraço.
- Nunca se esqueça de mim… me visite rápido. — falei.
- Nunca te esquecerei… — ele disse, me dando um selinho. Ele se dirigiu á porta, olhando pra mim, que fingia um sorriso. Então ele saiu.
Senti meu rosto murchar, a raiva e a tristeza subiram-me á cabeça. Deixei as lágrimas rolarem ao longo da minha face. Passei a mão pelo meu cabelo. As minhas veias pulsavam, o meu ritmo cardíaco estava nos seus limites, e a minha única opção foi descarregar num vaso dali, que logo caiu no chão e partiu. Meus soluços tornaram-se mais frequentes, minha respiração estava entrecortada e eu não conseguia ver nada que não estivesse embaçado.
Subi as escadas de madeira antigas, me dirigindo ao quarto. Abri a porta com força, fazendo-a bater na parede e fazer ricochete. Me lancei na cama. Fiquei lá chorando por minutos, horas… tempo que eu não conseguia contar. Minha mãe de certo iria chegar tarde, por isso, resolvi ficar na cama, com a mesma roupa mesmo. Naquele concerto, eu não ia.
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