As Irmãs do Tártaro

4 Jessie. Sempre quis bater em um diretor.


Notas iniciais
AI MEUS DEUSES. Quanto tempo n escrevo ? pois é culpa da matemática
. Aqui vai mais um cap, espero que gostem. O3O

Estava na aula de química, não havia saído para o intervalo. Minha cabeça permanecia longe enquanto o professor explicava funções orgânicas. Athena e Poseidon me contaram sobre o problema, e ele infelizmente era mais sério do que eu esperava. Quando finalmente iriamos começar a misturar fórmulas a porta da sala se abriu. Euríale, a vice-diretora, mantinha um olhar sério e rígido.

- Você! – Ela apontou o dedo ossudo para mim – Venha comigo, a diretora quer falar com você.

A turma começou a abafar a risada e a fofocar se eu havia feito algo de errado, não seria a primeira vez. Levantei da cadeira e me dirigi à porta, sentia meus amigos me seguindo com olhos vidrados. Assim que a porta da sala se fechou atrás de mim, senti minha nuca se eriçar.

O corredor que ligava a diretoria era longo e fedia a mofo, cada passo que dávamos era um rangido no chão de madeira corroído por cupins. Euríale sibilava o como eu estava encrencada com aquela mania irritante de puxar o S no final de qualquer palavra. Institivamente levei minha mão ao cinto com pequenos pingentes pendurados. A porta da diretoria se abriu, revelando Megan sentada em uma poltrona de couro velho com uma cara que dizia: “Eu sei que fiz besteira, mas não conta pra minha mãe”. Minha nuca eriçou-se novamente e desta vez foi mais forte que a anterior, isso só significaria uma coisa... Monstros.

Esteno começou a falar em como Megan havia sido irresponsável, em como ela poderia ter ferido uma aluna e bla bla bla. Megan e eu ficávamos com a única cara que só nós duas conseguíamos fazer em todo o planeta. A incrível cara de: nada.

- O que a ssssra. Megan fez ressssulta em um casssstigo. – sibilou Esteno

- Sim, eu entendo – Respondi segurando o cinto com força – Quanto tempo ela ficará... Detida?

- Depende de quanto tempo eu levo para fazzzzzzzer a digesssstão – Respondeu Euríale

Então as diretoras do terror começaram a ficar mais horrendas, se possível né. Dentes foram substituídos por presas e unhas por garras enormes capazes de rasgar carros, ou até mesmo caminhões. Institivamente puxei meu cinto com penduricalhos, mas este já não possuía a mesma forma. Possuía em mãos um arco e flecha e mirando na cabeça da diretora, me pus em frente à Megan.

- Sai daqui, Megan. Agora! – Eu gritei

- Nem pensar, eu sempre quis bater em um diretor – Disse Megan segurando um guarda chuva comprido.

- Isso não é uma brincadeira! Sai daqui agora! – Gritei a empurrando porta a fora

Corremos por corredores infinitos, e descemos escadas que pareciam mudar de direção. Minha adrenalina estava a mil por hora, eu tinha um único objetivo: deixar Megan em segurança. E essa falta de atenção nos levou a uma armadilha. Assim que abri uma das portas, que julgava ser uma saída de emergência, Esteno empunhou suas garras e preparou para o corte. Tudo ocorreu rápido demais só pude ver minha flecha sendo cravada na testa de Esteno e minhas costas encharcadas com o meu próprio sangue. Megan arregalou seus olhos verdes cheios de medo e preocupação. Não sentia dor alguma, estava acostumada a me ferir.

- Ai nossa! Jessie você esta bem? – Megan perguntou

-Estou. – Menti — Agora vamos não podemos ficar paradas

Puxei Megan pelo braço até o estacionamento dos professores, a coloquei no banco do carona e a prendi no cinto bem apertado. Pulei para o banco do carona e enfiei meu rosto abaixo do painel. Depois de alguns minutos consegui fazer uma gambiarra e ligar o carro.

- Você vai roubar um carro? Mas você nem sabe dirigir! – Gritou Megan

-Quer pedir autorização para ela?! – Eu gritei apontando para Euríale que se aproximava velozmente

- Pisa fundo! – respondeu Megan

Fiz o carro cantar pneu e destruir uma cerca que separava a escola da rua. Costurava entre os carros enquanto Megan gritava “A gente vai morrer”. Prédios passavam na velocidade da luz enquanto deixávamos Nova York para trás e mostrando Long. Island. à frente. Estamos chegando, logo estariamos seguras, eu pensei. Mas minha visão começou a ficar embaçada, tudo parecia girar. Mantenha-se firme, dizia uma voz em minha cabeça. Invadi a floresta desviando de arvores até que ao longe avistei um arco de pedra. O carro raspou em uma arvore fazendo com que capotássemos por vários metros. Gritamos como loucas até que o carro parasse. Com os restos de minhas forças puxei capengamente Megan para dentro do arco de pedra, onde se lia Acampamento Meio-Sangue em grego antigo. E então tudo escureceu.