As Impegáveis

8 O traste.


Notas iniciais
Feliz ano- novo super atrasado, gentee. Desculpem a demora, foram quase dois meses, não? Mas bem, espero que gostem desse e espero que ainda estejam aí. O POV é geral, ok? Para não confundir. Beijos e até logo.

– Meu Deus – Serena resmunga ao entrar no quarto de sua mais nova parceira, Loreine. – Isso aqui é... Horroroso.

Lori faz uma careta para ela que finge não ver. Não é pra menos... O quarto é totalmente colorido, e isso pode fazer Serena sofrer um ataque cardíaco já que muita felicidade a intoxica.

– Quieta – Loreine briga. – Você topou, então shiu.

– Hey, enfezadinha, calma.

– Por que viemos para cá mesmo? – Carly pergunta se sentando na cama. Logo ela se levanta um pouco e tira um ursinho de debaixo dela. – Hmm.

– Deixa o senhor Patonildo aí – Loreine reclama. Todas no quarto a olham.

– Patonildo? – Pergunta Marine, segurando a risada.

– Por que Patonildo se isso é um cachorro? – Agnes pergunta e isso faz todas ali caírem na gargalhada, menos Loreine, que está rindo debochadamente.

– Há há há – ela diz. – Tão engraçado, que pena que a graça está indo embora – ela aponta para o nada e vai acompanhando a “graça” – Tchau graça!

– Graça era o nome da minha avó, mas ela morreu – Carly diz.

– Meus pêsames – Marine argumenta.

– Morreu de quê?

– Cruzes Serena – Agnes dá bronca, Serena apenas dá de ombros e espera a resposta da morena.

– Morreu atropelada, lá na Argentina.

– E o que sua avó foi fazer lá na Argentina?

Essa pergunta idiota veio de Marine. Todas a olham com a cara fechada, não acreditando na tamanha idiotice.

– Um milagre uma pergunta idiota não ter saído da boca da morena – Serena zomba.

– Carly é metade argentina, Marine – Agnes explica e a outra cora, percebendo a tamanha burrada.

– Desculpe.

– Para de pedir desculpa por tudo! – Loreine pronuncia. – Você encosta na pessoa e já pede desculpas! Assim nunca vamos conseguir fazer o criador imbecil engolir aquela lista.

– Desculpe – ela diz outra vez, sem pensar.

– Grr – Loreine começa a avançar, mas Agnes se põe na frente dela.

– Nada de brigas, Ok? – E então suspira. – Tem como você falar o seu objetivo logo? Eu tenho que levar minha irmã pro balé.

– Você tem uma irmã? – Pergunta Marine. – Eu também, infelizmente.

– Eu tenho um irmão gêmeo, mas ele não é tão parecido comigo – Carly argumenta.

– Eu tenho um primo que está sempre lá em casa, então considero ele um irmão – essa é Serena. Então todas começam a conversar sobre irmãos, primos e pessoas insuportáveis. Enquanto isso, Loreine começa a esvaziar o guarda roupa dela e coloca algumas blusas e shorts em cima da cama. Serena é a primeira a perceber.

– Hey, o que é isso?

– Roupas.

– E por que está colocando em cima da cama?

– Pra ver qual dessas fica bem em vocês.

Serena automaticamente começa a rir enquanto Agnes se engasga. As outras duas ficam assistindo a tudo. Loreine ajuda Agnes dando tapinha em suas costas. Ela se recupera ao mesmo tempo em que Serena se recupera do ataque de riso.

– Ai meu Deus – Serena diz, sorrindo. – Tão engraçada essa garota. – ela vira para as roupas e pega uma blusa amarela com um ursinho rosa no meio – Que merda é essa aqui? Ah tá, duvido que eu vá vestir algum desses trapos.

– Ou! – Loreine a interrompe. – Veja como fala das minhas roupas. Eu, até agora, não falei mal das suas.

– Porque não tem nada de ruim para dizer delas – Serena se gaba; Loreine põe as mãos na cintura.

– Parece que foram tiradas do corpo de um rockeiro deprimido que estava prestes a se matar. Eu tenho certa aversão por preto e você tem aversão por colorido, isso quer dizer...

– Que isso não vai acabar nada bem? – Marine responde.

– Ê otimismo – Carly zomba.

Antes que Marine pudesse responder, alguém entra no quarto fazendo todas ficarem quietas. Loreine, que tinha se enfiado no guarda- roupa de novo, estranha o silêncio e olha. Logo ela faz uma careta.

– Que que foi, Daniel? – Ela pergunta.

– Eu não tinha nada pra fazer – ele responde e dá de ombros.

– Tá, mas eu tenho algo para fazer, então, se não se importa – ela começa a empurrar o garoto para fora do quarto, mas uma voz a interrompe:

– Não!

Todos olham para Serena que está visivelmente envergonhada.

– Quer dizer... Precisamos de uma opinião masculina, você não acha?

– Não acho não – Lori responde.

– Mas eu acho – ela bate no lugar ao lado dela na cama. – Ô loiro, senta aqui, você vai nos ajudar, não me agradeça.

Ele se desprende dos braços de Loreine e se senta ao lado de Serena... E do lado de Carly também.

– Tudo bem – Loreine revira os olhos. – Tanto faz. Tô nem aí. Contando que o traste ai não atrapalhe, está tudo bem.

Daniel não parece ficar ofendido com o apelido carinhoso que Lori lhe deu.

– Não vou atrapalhar – ele diz. – Como a loira aqui disse, vou ajudar. Tudo bem pra você, morena?

Ah meu Deus, Serena pensa, ele tem a mesma mania que eu de chamar os outros pela cor de cabelo.

– Não me chame de morena – Loreine briga. – Você sabe meu nome.

– Mas não sei o de mais ninguém aqui do quarto, a não ser – ele aponta para Serena. – Você é a Vanguard, não é? A que odeia as patricinhas e que ficou em primeiro lugar na lista?

– Por favor, não me lembre disso – ela diz, fechando os olhos.

Daniel sorri e estende a mão para ela.

– Sou Daniel Black, prazer – ela aperta sua mão.

– Você sabe meu nome. Prazer – ele sorri então olha para as outras garotas no quarto.

– Não conheço vocês – ele diz.

– Meu nome é Marine – ela se aproxima com a mão estendida. Ele a aperta. Todas as outras garotas fazem o mesmo, mas quando ele aperta a mão de Carly, ele não a solta rapidamente, apenas fica a olhando e ela fica visivelmente constrangida com isso.

– Ahn, prazer – ela diz. – Agora pode soltar minha mão.

Então ele acorda do transe e a solta. Serena ficou olhando tudo de soslaio e não gostou nada da cena.

– Podemos começar? – Loreine perguntou.

Notas finais
Comentem *u*.