As If It Were The last Day - 3ª Temporada.
7 Woodbury.
Notas iniciais
– Esse lugar é longe — Ana diz quebrando o silêncio, se enfiando entre os bancos da frente.
– Estamos pela Srta. Enigma… — Drake diz
– Tá. Vamos cantar.
– Ana… — Marie diz meio rindo, meio séria.
– Vai, cantem comigo…
– Ana…
– Não podemos ser sérios assim pra sempre, ou vamos virar um bando de Ricks… Cantem comigo…
Os dois esperam e nada. Drake olha pra ela pelo retrovisor e ri — Ué… Canta aí, Ana.
– Eu tô tentando lembrar alguma música… Meu Deus… Canta você, Drake.
Ele pensa por um instante e então começa, com sua voz grave, bem baixinho e lento, como na música original:
There's a lady who's sure all that glitters is gold
And she's buying a stairway to heaven
When she gets there she knows, if the stores are all closed
With a word she can get what she came for
Marie sorri– And she's buying a stairway to heaven
Ana se lembra de repente da música toda– There's a sign on the wall but she wants to be sure
'Cause you know, sometimes words have two meanings
In the tree by the brook there's a songbird who sings
Sometimes all of our thoughts are misgiven
Os três sorriem lembrando de tempos antigos, onde eles saiam depois do trabalho e tomavam cerveja, ou dos shows da banda do Drake, ou de quando Ana queria ver alguma peça de teatro que os dois não queriam, mas iam mesmo assim, e essa música… Essa música… Nem eles sabem, mas tem alguma coisa especial pra eles.
E juntos cantam — It makes me wonder
It makes me wonder
There's a feeling I get when I look to the west
And my spirit is crying for leaving
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking
Rick quebra o momento de nostalgia deles estacionando o dando pisca para a direita e estacionando o carro, Drake para de cantar, juntos com as duas e freia o Jipe.
– É muito vigiado — diz a Enigma — Melhor irmos andando agora.
Drake pega as mochilas deles no porta malas, e entra a elas, Marie distribui as armas, ele coloca a as capsulas de munição atravessada no peito e a Submetralhadora MP5 no ombro a faca vai presa no cinto, Marie carrega a espingarda portuguesa, sua Ruger na perna direita e a Glock 9mm na esquerda, as facas vão uma de cada lado. Ana tem as escopetas recortadas nas pernas, como sempre junto com sua faca e agora está com a escopeta 12. que normalmente, é do Drake.
– Quantos ficam na vigia? — Rick pergunta
– Mais de três — a Enigma responde.
Eles se embrenham nas árvores, andam cinco metros até chegarem a uma nova estradinha de terra, Enigma na frente com Oscar, Daryl e Rick, Ana e atrás Drake e Marie.
– O que fizeram por mim… — ele olha Daryl, Ana e os dois lá atrás — Pelo meu bebê… Eu estava… Resolvendo umas coisas.
– É o que a gente faz — Daryl diz
Ana toca as costas dele — É isso--
– Sh, cala a boca — Marie diz baixinho e se abaixa — Pro chão!
Todos eles se abaixam e dois segundos depois escutam e vêem um pequeno bando se aproximando, vindo da estrada onde estavam.
– Em formação — Rick diz — Sem tiros!
Marie puxa as facas junto com todos eles, Rick já enfia o facão na cabeça de um, Ana da com o cabo da escopeta em outro e quando ele cai, Drake vem e pisa em cima, fazendo voar cérebro podre pra todo lado.
Daryl dispara a besta, Oscar atinge o joelho de um e quando ele cai, ele arrebenta a cabeça daquele.
– Tem muitos — Daryl fiz e puxa a faca do cinto.
Ana corre e pega flecha que ele deixou pra trás.
– Por aqui — Rick aponta um canto limpo, já que agora todos os lados estão cheios de errantes.
Sorte! Um casebre logo aparece para eles e mesmo antes de Rick falar para eles correrem mais rápido, o grupo já pensa em entrar lá. A porta estava aberta e o chute que o xerife dá só faz ela abrir com tudo,.
– Que cheiro! — Marie diz, e ela é a última da fila, Daryl cobre o nariz e Rick faz uma careta
– Nossa! — Daryl diz
Os olhos do Drake lacrimejam — Caralho…
Uma mistura de bicho morto, com suor e urina. Daryl liga a lanterna e começa a vasculhar, o cheiro de bicho vem de um cachorro morto no meio do caminho.
Os mortos se chocam contra toda a casa, não só na janela.
Rick aponta sua lanterna para uma cama, o edredom está elevado com alguma coisa embaixo dele, ele toca o braço da Marie e ela ergue a faca. Ele se aproxima, e puxa o cobertor, é tudo tão rápido, que Ana leva um susto. Um homem pula apontando uma espingarda para o Rick.
Não só a Marie, mas todos eles erguem a faca assutados.
– QUEM SÃO VOCÊS?!
– Calma, calma!
– SAIAM DA MINHA CASA! SAIAM AGORA!
– A gente vai sair!
– Calem a boca dele — a Enigma diz
– SAIAM!
– Tá cheio de mortos lá fora!
O cara olha para eles — EU VOU CHAMAR A POLICIA!
– Eu sou policial. Agora eu quero que abaixe a sua arma — Rick se agacha e põe seu facão no chão e fica em pé com as mãos estendidas em frente ao rosto — Tá tudo bem. Vamos fazer isso com calma.
O cara carrega a arma e põe na cara do Rick, o coração do xerife gela — CADÊ O DISTINTIVO?
– Tá aqui no bolso… Eu vou pegar o distintivo, bem devagar.
Rick baixa a mão e num movimento brusco, ele vai pra cima do cara, a arma estoura e passa raspando por Daryl, o tiro abre um buraco na parede, a arma cai e Rick imobiliza o cara. Enigma e Ana olham para a porta, tem muitos errantes ali, e eles vão por a casa a baixo.
– ME SOLTA! SOCORRO! SOCORRO!
– Cala a boca! — Rick o prende pelo pescoço, mas ele continua se movendo — Cala a boca!
O cara morde o Rick que acaba perdendo a força e o cara corre para a porta gritando socorro.
– NÃO! NÃO ABRA A PORTA!
“Shuim”. É o barulho que a espada da samurai faz quando é embainhada, ela enfia a lâmina pelas costas dele, bem no coração. A mão dele no trinco… Ele cai, morto.
Ela se vira para o grupo. Daryl vai até uma fresta da porta e olha lá fora, Ana e Marie correm pra ver, e outro par de olhos esbranquiçados aparecem ali.
Ana bate nas coxas — Legal. Presos.
– Ou não — Drake diz, ele olha o cara no chão, a porta… — Daryl, me ajuda aqui…
– Você não vai fazer isso — Oscar diz incrédulo
– Ele já tá morto. Dá uma olhada nos fundos.
Rick corre pra lá e abre a porta bem pouquinho pra ver — Tá limpo
Drake ergue o cara de um lado e Daryl ergue do outro, Ana segura o trinco da porta, pronta pra abrir, o restante está com as facas nas mãos caso algum entre.
– Um.... dois… três. Agora!
Ana puxa a porta e Daryl e Drake correm com o corpo do cara pra lá, eles dão um empurrão e o homem é puxado pelos errantes, Ana fecha a porta correndo e se encosta nela.
– Ufa!
Daryl tranca a porta e a puxa pra saída de frente para um laguinho. Era um lugar protegido. Eles seguram as armas com força pra não fazer barulho e correm dali.
***************
O lugar parece uma fortaleza, mais que a prisão deles, é fechado por telas de metal, caminhões, ainda por cima dos caminhões tem alguns pneus enormes de bigfoods, a Enigma se agacha e começa a correr, o grupo faz o mesmo que ela até as árvores pararem de esconde-los e eles o fazem atrás de uma carro e esperam alguma ordem do Rick, ele fica olhando os vigias nos muros e os prédios com luz. Ana olha em volta para os corpos caídos no chão. Nesse muro, deve haver uns cinco caras, todos armados, um anda de um lado pro outro, o outro controla um canhão de luz e os outros estão parados olhando pra frente. O que estava no canhão pega um arco e flecha e desaparece quando desce alguma escada.
Enigma vira as costas e começa correr agachada para outro lugar.
– Ei — Ana sussurra — Ei… Droga.
– Não tem um lugar aberto? — Marie pergunta retoricamente num fio de voz — Se for assim por todo o lugar, como vamos entrar sem sermos vistos?
Eles se viram correndo apontando suas armas, mas é só a samurai, ela aponta um lado e volta a correr.
– Vamos — Rick diz e é o primeiro a ir atrás dela.
Eles voltam por onde vieram, mas dessa vez vão para a direita, passando bem ao lado do muro de Woodbury. Um pequeno beco escuro sem vigias, também, se não os vivos, quem entraria por ali?
– Ana, você pode ir? — Rick pergunta — Você é a menor e a mais limpa de nós, se alguma coisa acontecer, se vir alguém, pode se esconder ou andar calmamente entre eles.
–Calmamente, Rick? — ela pergunta apontando as armas nas coxas e a escopeta nas costas. Rick caminha até ela e pega a escopeta, depois, abraçando a cintura dela, retira o coldre, isso deixa ela levemente vermelha.
Ana sobe nos ombros de Drake e estica o pescoço acima do muro e olha em volta, os postes acesos da rua mostrariam se estivesse vindo alguém.
– Tem alguém? — Rick pergunta baixinho
– Não.
– A sua esquerda tem uma porta, está vendo? — Enigma pergunta — Com barras de madeira.
– Sim.
– É por ai que vamos entrar. É tipo um armazém, não acho que terá alguém aí.
– Tá bom… Drake, aguenta firme aí — ela usa a cabeça dele de apoio para as mãos e põe a perna direita por cima do muro, depois a esquerda e se prepara para pular, deve ter uns 2m de altura.
– Ana, calma — Marie diz — Flexiona os joelhos de leve quando cair, ou desliza pelas paredes.
– Tá bom… — ela vai se virando com cuidado e enquanto faz isso vai deixando o corpo cair aos poucos, até ficar pendurada, seus pés ainda longe do chão, ela se solta e acaba ralando as mãos e também a barriga, ela se curva e respira fundo, a barriga ardendo, vermelha e suja — E agora? — ela pergunta
– Checa a rua — Rick sussurra.
– Tem toque de recolher — diz a da espada — Não deve ter ninguém lá.
Ela caminha agachada até lá, está vazio, os guardas dos muros estão olhando lá pra fora e não tem ninguém nas ruas, as casas estão acesas mas o beco é escuro o bastante para não deixar que o grupo forasteiro seja visto. Ela corre de volta — Podem vir.
Drake faz pezinho para Marie subir, ela joga uma perna e depois a outra e pula lá de cima como um gato.
– Tá tudo bem? — ela pergunta a Ana que mostra as mãos e a barriga ralada, nesse instante a mestre da espada pula e então Rick, Oscar e Daryl atrás.
Drake abre e fecha as mãos rapidinho.
Ô povo pesado!
Ele joga as mãos no alto do muro e se impulsiona pro alto usando os pés nas paredes, ele põe metade do corpo pra cima e então põe a perna por cima do muro, depois a outra e pula, caindo de lado no chão.
– Um salto quase perfeito — ele diz se levantando e batendo as mãos.
– Não sabia que era maloqueiro e pulava muro — Ana diz
– Pessoal! — Rick chama baixinho — Vamos!
Ele abre a porta do armazém e passa por baixo das madeiras pregadas na soleira da porta.
– Você ficou presa aqui? — ele pergunta a mulher da espada
– É… Fui interrogada.
Daryl corre para a janela e puxa um pouco a cortina florida, há um casal passando por ali.
– Você não disse que tinha toque de recolher?
– As ruas ficam cheias durante o dia, só estão passando.
– Se alguém entrar, estamos ferrados — Rick diz — Temos que continuar.
– Podem estar no apartamento dele.
– Ah, é? — Daryl pergunta irritado — E se não estiverem?
– A gente procura em outro lugar.
– Você disse que ia ajudar a gente — Rick diz bravo.
– Estou fazendo o que eu posso.
– Então, onde estão? — Drake pergunta entredentes
Rick os puxa de lado — Se isso der errado, ela consegue ir embora.
– Acha que ela tá levando a gente pra uma armadilha? — Oscar pergunta
– Por enquanto estamos parecendo cegos — Drake diz — Melhor a gente se dividir
Marie encara a porta. E começa a empurrar eles pra um canto, todos eles se escondem atrás de prateleiras. Só ai o grupo escuta: alguém está destrancando a porta de entrada.
– Eu sei que estão ai — diz um cara — Vi vocês entrando lá de fora.
Rick encara Ana, ela ergue os ombros pedindo desculpas.
– Olha, vocês sabem que não podem entrar aqui! Quem está ai?
Rick sai de trás de uma estante e o agarra pelo pescoço, prendendo ele na parede.
– Cala a boca. Fica de joelhos, mãos pra trás — o cara se joga no chão e Daryl vem com um corda pra amarrar as mãos dele — Aperta bastante — ele coloca a arma na cara do velho que usa boné — Cadê o nosso pessoal?
– Eu não sei
– Estão mantendo gente nossa aqui, me fala onde eles estão! Abre a boca — antes que o cara fizesse isso morrendo de medo, Rick pega um pano do bolso da calça e enfia entre os dentes do cara.
O cara fica grunhindo encarando ele, tentando gritar, Daryl bate com a besta na cabeça dele e ele cai desmaiado.
Todos eles se encaram com o som de tiros, vindo de uma mesma arma, uns cinco tiros.
– De lá — Marie aponta para a direita e ai escutam o som de várias pessoas correndo nas ruas.
Rick abre a porta do armazém pra rua e olha em volta.
– Rick, agora somos do grupo de guardas — Ana diz em tom de brincadeira
Ele a olha sem entender e ela balança a cabeça — Nada, vamos logo.
Eles correm pelas sombras pra onde o grupo vai e pra onde Marie disse que veio os tiros, é um velho galpão no alto da rua, Rick abre a porta e põe a arma em punho, o grupo logo atrás.
As paredes são feitas de containers, um grande labirinto, ele anda rente as placas, cada um olhando pra um lado, Rick no começo da fila para e ai um cara passa por ali, não vê eles.
Ele correm e se escondem de novo.
– Foi um bela tentativa — diz um voz na sala ao lado — Estou feliz com esse reencontro.
Marie enruga a testa, essa voz… Ela tem certeza que já ouviu essa voz.
– Eu… Te amo.
Ana arregala os olhos, é a Maggie!
– Fiquem de pé! Anda! — diz outra voz, ele passam pela janela e o grupo se agita com em preparar suas armas.
Drake abre sua pequena mochila e pega lá de dentro duas granadas de gás, ele segura o gatilho e se prepara, Daryl pega outra, enquanto o restante do grupo corre pra longe dali.
Os dois se olham e não esperam mais um segundo, eles jogam a granada do outro lado do container, ela explode e a fumaça preenche o lugar, as pessoas da sala ao lado gritam e tossem. Drake corre pra lá com as armas, enquanto o grupo tosse e protege os olhos, ele agarra Glenn e Maggie, ela tem um saco na cabeça e ele está sujo de sangue, sem camisa, com a bochecha esquerda inchada e o olho direito inchado e roxo, e é ai que eles começam a atirar.
Eles conseguem sair, Drake dando apoio para Glenn que anda curvado, eles precisam voltar para o armazém que estavam, as pessoas estão tão assustadas que parecem nem ligar pra eles, pelo contrário, alguns os olham e pensam que são do grupo de guarda e que aquele rapaz sem camisa, o Glenn, deve ter sido machucado pelo grupo forasteiro que invadiu a cidade.
Rick os faz entrar num velho café, Marie entra primeiro checando tudo com a espingarda, Ana percorre o estabelecimento e não vê nada.
– Não tem como sair pelo fundos.
Drake coloca Glenn no chão.
– Como acharam a gente? — Maggie pergunta
– Você tá muito ferido? — Drake pergunta
– Vou ficar bem — Glenn responde
– Cadê a Enigma? — Ana pergunta
Rick olha em volta — Ela estava bem atrás de nós — ele olha por uma janela, as pessoas ainda passam por ali
– Pode ter sido vista — Marie diz
– Quer que eu vá procura-la? — Daryl pergunta
– Não, temos que ir embora. Ela se vira sozinha.
– Daryl — Glenn chama
Drake tira a camisa social e fica de regata, novamente e entrega a sua ao Glenn, Maggie ajuda a por nele.
Daryl se vira — O que é?
– Foi o Merle. O Merle fez isso. Ele jogou um errante em mim e ia executar a gente.
Marie abre a boca, era o Merle a voz então…
Daryl baixa a besta e fica encarando o asiático — Viu ele?
– Cara a cara.
– Então meu irmão é o tal governador?
– Não — Maggie responde — É outra pessoa no comando. Seu irmão é tipo o tenente dele.
– E ele sabe que eu tô com vocês?
– Sabe — ele diz ajeitando a camiseta que ficou bem grande nele — Rick, desculpa a gente falou onde a prisão tá, a gente não ia aguentar.
Rick se agacha e toca o braço dele — Não, tá tudo bem. Não precisa se desculpar — ele volta para a janela e fica olhando lá fora
– Eles vão vir atrás da gente — Ana diz
– E já estaremos longe. Consegue andar? — Rick pergunta ao Glenn que concorda com a cabeça — Os carros estão há alguns quilômetros.
Drake e Maggie erguem o Glenn
– Aí, se o Merle tá aqui eu tenho que encontrar ele — Daryl diz
– Agora não, estamos em território hostil.
– É o meu irmão, eu não posso--
– Olha o que ele fez com o Glenn, temos que sair daqui agora!
– Eu posso falar com ele, fazer um acordo--
– Não, não, não. Você não tá pensando direito, não importa o que digam, eles estão feridos. Glenn quase não anda, como vamos fazer se formos pegos pelos errantes, se esse Governador pegar a gente? Eu preciso de você.
Daryl baixa a cabeça.
– Está comigo?
– É… Tô.
Marie entrelaça seus dedos nos dedos do Daryl, ele baixa a cabeça para as mãos e depois a olha nos olhos.
É… Ele não pode simplesmente ir atrás do irmão e deixar ela na linha de tiro desse Governador.
Eles saem e se escondem no beco entre o café e outro ponto comercial.
– Drake, as bombas — Rick pede
Drake tira duas granadas de gás da mochila e se prepara para jogar.
– No três… Um — Rick conta — Dois… Três.
Drake arremessa as bombas que descem rolando pela rua e explodem, faíscas saem delas antes da fumaça e logo a rua fica nebulosa, esbranquiçadas. Ele é o primeiro a sair, atirando na direção dos guardas do caminhões que formam os muros com a submetralhadora. Marie fica agachada e derruba um, o que aparentemente estava com a arma de maior calibre, ela se levanta correndo e continua a atirar. Ana corre logo atrás de Rick, com Maggie, que usa uma das escopetas dela, enquanto ela está com a 12. Rick e seu fuzil transformam alguns dos homens nos muros em peneiras e eles caem pro lado de fora.
Os tiros não são mais só na frente deles, mas por todos os lados, Ana entra num beco novamente, com Oscar e de lá eles atiram escondidos. Marie abaixa a cabeça e corre para onde Drake está com Glenn, um tiro passa raspando no perto da sua cabeça e Daryl mata o cara que atirou contra ela com um tiro na cabeça, os dois se jogam atrás de um pequeno muro.
– Daryl, Marie!
Os dois se viram para Ana que está agachada usando o joelho direito de apoio para a arma e Oscar em pé atrás dela atirando sem ao menos piscar, Daryl empurra Marie e grita pra ela ir, enquanto Rick passa pelo lado deles e Ana grita que dá cobertura. Maggie, Glenn e Drake os escutam atrás de um carro e Drake dá o sinal pra eles irem primeiro, ele apoia a metralhadora no capô e atirando, dando cobertura para eles, mas quando chega a sua vez um cara no muro o vê e atira, Drake cai.
– Cadê o Drake? — Ana pergunta
Todos eles olham em volta e lá longe, no fim da rua, de onde Maggie e Glenn vieram, eles vêem o par de all star jeans surrado caído atrás de um carro.
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