As If It Were The last Day - 3ª Temporada.

2 The inside of the prison: Maze of grills.


Notas iniciais
Oi, meu povo. Seguinte: cap postado pelo celular, então qualquer erro, ou uma fala de um personagem junto com o outro, ignorem, eu revisei, mas vai que deixei passar alguma coisa. Espero que gostem, pq eu a-d-o-r-e-i escrever esse cap e todos os outros que viram!

Marie acorda deitada em um braço, ela reconhece aquele braço e aquela tatuagem. Daryl. A mão dele está levemente fechada e tem uma joaninha no meio dela. Ela ri um pouco e ele se mexe, fazendo a joaninha voar pra longe.

– Ah, Daryl.

– O quê? — ele pergunta num fio de voz

– Tinha um joaninha na sua mão — ela se vira de frente pra ele — Que delicado… Pegou até um lençol.

– Você dormiu e me deixou falando sozinho, ai percebi que você não estava mais ligada, peguei um lençol lá e trouxe de volta. Ou a gente ia morrer de tanto se coçar com essa grama ai. Dormiu bem?

– Como não faço há algum tempo e você?

– Como não faço há algum tempo — ele ergue a cabeça, olhando onde o grupo fez a fogueira — Já levantaram. Vamos?

– Você vai lá pra dentro né?

–Vou e você?

– Ah… Acho que o Drake me dá na cara se eu for.

– Eu cuido de você.

Ela sorri abertamente — E eu cuido de você.

A vontade que eles tem agora é de se agarrarem, sem censura ou pudor algum, como não fazem há algum tempo.

***************

Rick segura o portão — Prontos? — ele nem espera a resposta, já o abre e T-Dog é o primeiro a ir pra cima de um prisioneiro morto, ele enfia o arpão de ferro no meio da testa dele.

Hershel fecha o portão quando o grupo todo entra: Glenn, Rick, Drake, Marie, Ana, T-Dog e Daryl. Eles estão em circulo, não podem dar mais de um passo para matar. “Esperem eles chegarem” foi o que Rick disse, “Mas não esperem que todos eles cheguem”.

Marie tem um facão e uma flecha do Daryl na mão, assim como Ana. Ambas usam mais a flecha, que com a morte de três errantes, já estão grossas e precisam ser limpadas nas calças.

Marie dá um passo a mais pra matar um errante e quando volta, Daryl grita com ela.

– TEM QUE FICAR JUNTO, PORRA!

– E O QUE EU TÔ FAZENDO, CARALHO?!

O grupo que não entrou, chama a atenção dos mortos pelas grades e os matam com facas e barras de ferro.

Ana troca a flecha pela faca e dá um passo para matar um outro prisioneiro, mas Drake vai na frente com a barra de ferro e acaba com aquilo.

– Eu ia dar conta!

– ANA! — chama Rick — SEM COMPETIR! NÃO SAIAM DA FORMAÇÃO!

T-Dog corre para um guarda que estava caído com um escudo e o pega, Marie vai atrás e mata o guarda.

– Marie, T-Dog! Voltem… A gente tá quase lá!

São tão poucos no pátio principal que pareceu fácil. Eles chegam numa outra torre e Rick abre a porta, mas nada sai, ele dá mais um passo e vê o outro portão do pátio, aberto e cheio de errantes lá, Rick se encosta na parede e espera, Ana está do outro lado, todos encostados na parede, Menos Daryl e Marie que estão mais pra trás, ele tem a besta apontada e ela o facão na mão.

– Merda, fiquem aí atrás — Rick sussurra

Quatro errantes surgem, eles usam armaduras e capacetes, dois de detrás de um latão de lixo e outro dois saem por trás da torre, Daryl dispara uma flecha em um deles, mas o capacete nem quebra e a flecha cai no chão.

– Mas que merda — ele se afasta e Rick vai pra cima.

É quando outro sai da torre, com uma máscara de oxigenio, ele vai pra cima da Ana, ela pega o facão e bate na sua cabeça, mas nada acontece, o empurra e pega folego, quando ele volta, ela segura seu capacete e o ergue, enfiando toda a faca até o cabo pelo seu queixo. O guarda cai no chão. Ela sorri pro Drake.

– Viu só?!

Ele, que lutava inutilmente contra um dos guardas, o derruba no chão e ergue um pouco o capacete, enfiando a faca no meio da sua cara.

– MARIE!

Ela corre para Rick, mas antes, derruba uma mulher errante, seugra seus cabelos e enfia a faca na testa dela, ele derruba um e ela vai para o portão, chuta outro preso que tentava sair de lá e o fecha, Rick prende as hastes de mola nele, mas tem dificuldade em uma delas.

– Caralho, anda logo.

– Pode soltar.

Eles correm de volta para ajudar com os guardas, Daryl pega um por trás e o mata com a faca entrando pelo osso occipital, por baixo do capacete. Glenn levanta o capacete de um e T-Dog o mata, Ana mata outro e Rick pega o último, arranca sua máscara com ele caído no chão e a pele sai juntos, seus globos oculares ficam soltos no meio do rosto, batendo nos cantos das órbitas, muito nojento. Rick corta a cabeça dele ao meio e para de respirar por causa do cheiro. Ele se levanta e olha seu estado, todo sujo e fedendo, nada diferente dos outros ali. Mas acabou. Aquele pátio pelo menos, acabou.

– Limpo… — diz Drake

– Não se considerarmos aquele pátio — fala Daryl, ele aponta com a flecha um mulher de vestido, casaco e cabelos pretos — E aquela é um civil.

– Então o interior foi dominado por errantes de fora… Se tiver um muro caído não tem o que fazer, não podemos reconstruir esse lugar — Drake diz tomando folego.

– Mas não podemos ter um ponto cego — Rick diz olhando os blocos de cela — Vamos ter que entrar.

Eles o acompanham até um caixote de grade, que protege uma escada que leva à uma porta. Rick fica com a faca erguida e Daryl se prepara para abrir a porta. Ao comando dele, o outro arrasta a porta, mas não tem nada, porque tem outra grade ali. Eles entram e se deparam com uma pequena sala, com três mesas e uma pequena torre de vigia.

A sala de guarda dos policiais? Ana se pergunta.

Nos cantos tem duas outras grades que levam a outros corredores, e escadas nas paredes que levam para as janelas do alto.

Marie sobe a pequena torre de vigia, tem um guarda caído ali e sangue espirrado no vidro, ela o cutuca e nada, olha em volta e se concentra em um molho de chave no cinto do guarda.

– Rick.

Ele a olha quando ela desce, Marie arremessa as chaves para ele.

Com todo o silêncio possível, Rick abre a porta de grade que range, Daryl entra primeiro. É a parte das celas. Tudo aberto, sujo, sem ninguém ali. Ana e Drake checam as celas. Todas elas tem um beliche, uma mesa e uma privada suja, e todas tem pelo menos um preso com a cabeça estourada por um tiro. Daryl sobe e Rick vai logo atrás.

Eles escutam um barulho de alguma coisa aparentemente oca batendo, mas pode ser que esteja só ecoando. Os dois seguem o corredor de celas e logo vem um par de mão cinza e podre pra fora de um cela e outro surge na do lado.

Rick mata os dois.

***************

Ana vem com as coisas dela e da Lori nos braços, um gesto de gentileza. Rick desce as escadas.

– O que acharam?

– Lar doce lar — canta Glenn.

– É seguro? — Lori pergunta acariciando a barriga.

– Esse bloco de celas… — Rick se aproxima dela.

– E quanto ao resto? — pergunta Hershel.

– Amanhã vamos achar o refeitório e a enfermaria.

– Então a gente dorme nas celas? — Beth pergunta meio enojada.

– É o que tem. Eu tenho um jogo de chaves e o Daryl também.

– Eu não vou ficar numa gaiola — Daryl fala ríspido — Vou pegar aquele poleiro.

Marie corre para o andar de cima — A última é minha!

Drake a segue — Filha da mãe!

– Ei, ei, ei, ei, ei! — Ana larga todas as coisas e corre atrás deles.

Rick e Lori sorriem.

Glenn e Maggie entram em uma cela — Até parecem crianças… — ela diz

Glenn deixa as coisas dele na cama de cima — As vezes isso é bom. Eu fico com a de cima!

Ela ri — Idiota.

Marie deixa sua mala na ultima cela, Drake consegue pegar a última do outro lado do corredor e Ana do seu lado. Sua cela fede a xixi de rato e tem pontos pretos no chão que ela tem certeza que são fezes do roedor.

***************

A cela está aberta e o sol entra por ela vindo das janelas, ele está usando vários cobertores e ainda assim treme.

– Toda vez que esfria você fica doente, porque dessa vez não? — pergunta uma voz feminina suave e meiga.

– Quem disse que eu não tô? Tô morrendo aqui e nem tá frio, não tá vendo?

Amy se senta ao lado dele — Na verdade não, não vejo nada…

Ele olha para o rosto dela e ela não é mais aquela loira linda que o encantou logo no primeiro dia daquela merda toda. Ela está seca e cinza e a boca antes vermelha e tentadora, agora enrugada e preta e no lugar dos olhos dois buracos pretos.

Drake se senta e se desfaz dos cobertores e a Amy não está mais lá. Agora quem está na porta limpando as unhas com a faca é a July.

– Até que enfim… Vamos, o almoço está pronto.

Foi só um sonho...

Ele fica em pé e calça os chinelos, sua cela tem luz e uma TV que funciona, espera… July grita e Drake se vira para ela, Sophia está mordendo a cintura da amiga e arrancando pedaços, Drake arremessa uma faca na cabeça da menina que desaparece e July cai pela sacada pro andar de baixo, ele corre até lá e olha, a amiga não está mais lá, agora quem está lá é Ana e Marie, paradas, enquanto um bando avança sobre elas.

– NÃO, NÃO, NÃO, ELAS NÃO!

Seus olhos se abrem de repente, agora ele está acordado, deitado em sua beliche, virado pra cima, se senta e olha em volta, não tem luz, não tem chinelo, não tem TV. Drake sai da cela e os únicos que já levantaram é Daryl e Beth, ele está lá embaixo afiando sua faca e ela sentada no outro canto penteando os cabelos

– Será que agora é legal falar “Bom dia”? — ele diz baixinho descendo as escadas — Bom dia.

– Bom dia — responde Beth toda meiga.

Daryl murmura alguma coisa parecida com um “bom dia” para ele.

Drake se senta no último degrau da escada e boceja — Meu eu interior aqui já tá ficando mal acostumado.

– Por que? — Daryl pergunta.

– Por que eu to com fome. Na rua eu não sentia fome por umas quatro horas depois de acordado.

– Por isso hoje vamos achar a cantina.

Eles olham lá pra cima, Rick vindo.

***************

Marie começa a mexer nas coisas na mesa — Nada mal.

– Granadas de luz… — Rick diz mexendo nos achados também — De espalhamento, não sei como funcionariam com os errantes, mas peguem.

Daryl pega um capacete e dele escorre uma gosma rosada, ele torce a boca — Não vou usar isso.

– A gente pode ferver — diz T-Dog

– Nem com toda a madeira da floresta, não! — ele até se afasta com cara de nojo — Não precisamos disso até agora, certo? — diz fingindo golpear a cabeça do Drake com um cacetete.

– Hershel — chama Carol surgindo na sala de guarda — Pode vir aqui?

– Tá tudo bem? — Rick pergunta

– Sim, não se preocupe.

Drake entrega a Marie um colete — Eu ficaria menos tentado a te proteger se usasse isso — ele abre o colete e põe por cima dela, depois ajusta as fivelas.

Marie pega um capacete e entrega a ele — Usa esse.

– O caralho! Tira isso de perto de mim, que nojo!

Ana dá risada da idiotice dos amigos, dessa vez ela não vai, está preocupada com a Lori, que acha que já perdeu ou vai perder o bebê.

Rick os guia por outro corredor, onde não foram ainda e são barrados por um porta de grade novamente, Daryl a destranca e abre bem devagar, Rick vai na frente.

É ultra macabro andar por aqueles corredores com suas lanternas mal iluminando o caminho, tudo fica em tons de azul e cinza e a poeira se move devagar em frente aos feixes de luz. Eles dobram mais um corredor de grades, todas abertas e vários corpos caídos no chão comidos. Sangue por todos os lados.

Daryl usa uma lata de spray para pintar na parede uma seta que indica a saída, Marie está olhando dentro de um cela e ao se virar, bate no peito dele, os dois se assustam e ela acaba soltando um gritinho.

– Foi mal — ele sussurra

Ele vai na frente com Rick e Drake e joga a lata para o Glenn, o corredor principal está vazio e eles dobram à direita, vazio também, exceto pelo corpos caídos no chão de sempre, o final desse corredor dá acesso a mais dois corredores em cada lado que estão vazios também. Só é possível ouvir os sons dos pés e do spray do Glenn. Eles vão pelo lado esquerdo e quando Drake vira para a direita, só pra checar, a luz da sua lanterna chama a atenção de vários errantes que estavam lá.

– Voltem, voltem!

Marie não enxerga mais nada, ela só sente a mão da Maggie a puxando para trás, e ela agarra a blusa do Rick, fazendo uma corrente. Ela acaba se soltando da amiga quando Maggie dobra um corredor a direita e ela segue em frente, mas acaba ficando bloqueada. Da onde eles vieram?!?!

– POR AQUI, POR AQUI! — grita Drake e eles seguem a luz da sua lanterna.

O grupo consegue ir para onde ele disse, menos Daryl e Marie, ele até pensa em voltar, mas estão totalmente bloqueados, ela abre um armário e puxa ele lá pra dentro, se tiver um errante ali, ferrou! Mas não tem.

Os mortos se jogam contra a porta de ferro quando ela é fechada. O armário é pequeno e uma barata passa ao lado da Marie, ela se encolhe e se arrepia.

– Sério? — Daryl pergunta — Medinho de barata?

– Cala a boca.

O armário é bem pequeno mesmo e eles só percebem isso quando o nervosismo do momento passa e eles prestam atenção ao fato de estarem muito perto um do outro. Tão perto que a respiração dele, ela consegue sentir no alto da sua cabeça.

E novamente, a vontade que eles tem é de invadir a boca um do outro e de arrancarem suas roupas, mas não dá.

– Daryl? Marie? — escutam do lado de fora.

– É o Hershel — ela sussurra — Será que já foram?

Ele ergue um dedo e põe a besta pro alto enquanto abre levemente a porta e quando a porta se abre por completo, ele mira com a besta e Marie ergue a arma, o corredor está vazio.

– Hershel? — ele pergunta baixinho — Hershel?

Ela vai pé ante pé por um lado e ele pelo outro, mas antes que pudessem chegar a qualquer um dos lados, eles escutam um grito e Daryl volta correndo para ela, veio naquela direção. O grito continua e ai um tiro. É quando eles acham o Hershel.

Caído, com a panturrilha direita desfeita e um cadáver sentado com um tiro no olho.

– Pai! — Maggie se joga sobre ele.

– VAI, VAI! NÃO TEMOS TEMPO — grita Drake, tentando avisar sobre os muitos errantes que estão se aproximando — DARYL!

Daryl dispara uma flecha, T-Dog bate com a barra de ferro em outro.

– Estamos bloqueados!

Um desespero começa, todos gritando e Hershel chamando Deus, E Rick mandando alguém abrir a porta, enquanto correm pelo corredor, ele e Glenn carregando Hershel.

– VAI, ABRE A PORTA!

Marie dá dois tiros silenciosos e o barulho da corrente estourando dá pra ser ouvindo, um clarão vem neles e eles passam pela porta.

Marie e Daryl fecham a porta e ficam jogados contra ela.

– CONSEGUIU? — pergunta Daryl — VOCÊ CONSEGUIU?

Os pés da Marie começam a se arrastar, ela está caindo — PRA QUEM DIABOS VOCÊ TÁ PERGUNTANDO?! SEGURA ESSA PORTA, PORRA!

– E O QUE EU TÔ FAZENDO, DESGRAÇA?!

Rick ignora a briga de casal e rasga a perna da calça do Hershel, tem um buraco em sua panturrilha, e tecido caindo pra fora. Ele começa a tirar o cinto e todos já começam a entender.

–Segura ele — pede Rick

AI, MEU DEUS… Marie baixa a cabeça e se concentra em segurar aquela maldita porta.

– Só há uma maneira de mantê-lo vivo — ele pega a machadinha e bate na canela, logo abaixo do joelho do velho.

O machado corta até o osso e para, Rick o retira e bate de novo, e de novo e de novo, há essa altura, Hershel já desmaiou, outra vez, tem sangue pra todo lado e a perna está quase saindo, mais um vez. Rick se afasta e se olha, todo sujo do sangue do amigo, a perna dele está conectada por talvez um nervo, apenas. Só mais uma, Rick…

Ele acerta o machado e a perna se solta, um trabalho mal feito e improvisado nunca ficaria bom, a perna do Hershel está desfigurada e com relevos de pele no que sobrou.

– Oh…

– Ele está sangrando muito…

Drake olha para o lado e vê cinco figuras surgindo do outro lado da sala, atrás de uma grade — Se abaixa — ele sussurra

Rick faz o que ele pede e Drake se levanta com a glock na mão.

Cinco homens, de tamanhos alternados, com roupas de presidiários os olham, eles parecem assustados.

– Minha nossa! — diz o menor.

Rick vira pra trás, mas ignora.

– Quem são vocês? — um dos presos pergunta.

– Quem são vocês? — Drake devolve a pergunta.

– Ele tá sangrando muito! A gente tem que voltar agora! Glenn, segura aqui — Rick diz enquanto coloca um pedaço de pano na perna do velho.

Daryl dá um sinal e Marie vai ajudar eles com a perna do Hershel.

Ela tira a camisa xadrez que usa e fica de regata — Maggie, aqui — ela embola a camisa e põe na perna, ignorando toda aquela pele e o sangue — Segura o mais forte que puder — fica em pé e olha em volta, não tem nada útil ali!

– O que houve com ele? — pergunta um preso.

– Foi mordido — Drake

– Mordido? — um dos presos, de cabelos compridos coloca a mão numa arma presa na calça.

Daryl ergue a besta para eles — Wow, wow! — ele se junta ao Drake depois de T-Dog colocar o arpão na porta para ele poder sair dali.

Glenn e Marie vão pra onde os presos estava — Tem suprimentos médicos ai? — ela pergunta.

– Ei! Aonde pensa que vai?! — o de cabelo comprido pergunta, com a arma apontada para Daryl — Afinal quem são vocês?

– Não se parecem com o resgate — diz o loiro pequeno.

– Se é o que querem, podem esquecer! — Rick grita, erguendo Hershel.

Marie e Glenn olham em volta, parece um refeitório ou algo assim.

– Glenn — ela chama segurando uma mesa com rodinhas — Me ajuda a tombar!

Os dois viram a mesa e tudo o que tinha nela vai pro chão, depois correm de volta para Hershel.

T-Dog, Rick e Glenn colocam Hershel ali na em cima.

– Marie! A porta!

– O QUE? NÃO ABRAM ISSO! — se desespera o preso.

Ela segura a barra de ferro e puxa. O primeiro a entrar é um daqueles com armadura, mas ela já pegou o jeito, o empurra contra a outra porta e enfia a barra pelo queixo dele.

Ela sai e mata mais um, e empurra o outro pra longe.

– Daryl! Drake!

Eles caminham de costas e saem, aquele que Marie jogou se levanta e vai em direção a ela, ela o mata e eles começam a correr atrás do grupo.

Os três vão na frente para matar o que aparecer, o caminho está limpo, eles já se dispersaram. Dois surgem e Rick para com a mesa-carrinho.

– Daryl!

Ele dispara a flecha e Marie corre para matar o outro, antes que ele caísse no chão ela o segura e tira do meio do caminho para eles passarem.

– Vão, vão!

Eles escutam vários passos atrás deles e param, então escutam vozes e se tocam que são os presos.

– Continua — diz Drake

– Está perdendo muito sangue! — Maggie murmura

– Abram a porta! — Rick grita ao chegarem na sala dos guardas — É o Hershel! Carl! Agora!

Carl abre a porta e eles entram, Daryl e Drake ficam pra trás.

– TRAGAM ELE AQUI! — Ana grita e Lori já prepara um cama numa cela.

Ela, Rick e Glenn erguem o velho e o colocam no colchão bolorento.

– Marie! Carol! — Rick as chama, elas já estão ali

Carol passa por eles e se ajoelha ao lado do velho. Do jeito que a Marie é, ela não vai conseguir trabalhar com aquele monte de gente.

– SAIAM DAQUI!

Todos ficam quietos e saem, ela se junta a Carol.

– Ele foi mordido. Talvez Rick tenha amputado a tempo. Precisamos de mais faixas.

– Já foi tudo — diz Glenn na porta.

– Carl pegue as toalhas na minha cama — Lori diz lá do lado de fora

– Talvez de pra cauterizar — fala Carol

– Não, o choque pode mata-lo! Glenn, pegue travesseiros, a perna tem que ficar pra cima! Posso dar uma olhada, Carol? — Carol se afasta um pouco e Marie tira as faixas dali — Não rompeu ligamento, os nervos… Ah, meu Deus… — ela respira fundo e Rick aparece ali na porta — Tá… Vai dar certo por que a artéria femoral tava longe, ele não vai morrer… A gente pode… O que deve ser feito… AH! — ela começa a tremer e Rick se aproxima dela.

– Vem comigo, deixa que a Carol faz isso — ele a ergue pelos braços e a tira dali.

Ela fica encarando as mãos cheias de sangue, sangue do Hershel. Ana vem e a abraça.

– Eu não consegui… Eu não… — ela começa a chorar — Eu tinha que ajudar a Carol…

– Tá tudo bem — Ana passa as mãos pelos cabelos da amiga e Marie a abraça, sujando o cardigan branco com marcas de mão de sangue.

Drake se senta em uma das mesas e Daryl fica em pé, com o joelho numa cadeira servindo de apoio para a besta. Os cinco presos vem cautelosos.

– Aí já está bom — Drake diz, a arma está deitada na mesa e a mão dele por cima, mas isso não significa que não esteja pronta para atirar.

– Bloco C… a cela 4 é minha — diz o do cabelo comprido — Deixe eu entrar

– Estão com sorte, camaradas — Daryl diz — Estão livres, foram perdoados pelo estado da Geórgia.

– O que tá rolando lá?

– Não é da sua conta.

O cara saca a arma — Não me diga o que é ou não da minha conta.

Drake fica em pé e aponta a arma para a cabeça dele e Daryl dá um passo pra frente.

– Relaxa ai, cara — diz um homenzarrão negro — A perna do cara tá zoada e estamos livres, o que estamos fazendo aqui?

– O cara tem razão — Drake diz

– E eu preciso ver minha mãe.

O QUÊ? Drake pensa. E a mãe dele vai estar viva?

– Civis invadindo uma prisão sem motivo aparente? — diz o do cabelinho de novo — Me faz pensar que não temos pra onde ir.

– Porque não vai descobrir?

– É melhor irmos — diz o loiro

– Eu não vou sair daqui.

– E nem vai entrar! — diz T-Dog vindo do outro corredor

– É MINHA CASA EU MANDO! ANDO POR ONDE EU QUISER!

– NO MOMENTO É NOSSA CASA, CARA! — grita Drake de volta

– AQUI NÃO TEM NADA PRA VOCÊS! VOLTEM “PRAS” SUAS LAIAS! — Daryl grita e Rick vem com seu facão na mão.

– Pessoal, calma, não tem necessidade disso!

– Quantos tem lá? — pergunta o Cabelo com a arma apontada para o T-Dog

– Mais do que pode dar conta.

– Vocês são ladrões de banco? Por que não o levam para um hospital?

Os quatro se entreolham rapidamente.

– Há quanto tempo estão no refeitório? — pergunta o líder.

– Uns dez meses.

– Houve um motim — diz o grandão — Nunca vi nada parecido

– Maior que a rebelião de Attica, cara — o pequeno fala impressionado.

Foda-se Attica! Que merda é essa?! Drake enruga a testa por um instante.

– Pessoas se tornando canibais e atacando os outros, é loucura — diz outro, um negro pequeno com cara de garoto.

– Um guarda nos trancou lá — explica o Cabelo — Me deu a arma e disse que voltaria.

– Isso foi a 292 dias — o grandão fala.

– 94, pelas minhas contas — discorda o Loiro.

– CALA A BOCA! — o Cabelo se volta para os quatro — Achei que o exército viria.

– Não tem exército — Rick diz calmo — Nem governo, nem hospitais ou policia. Tudo se foi.

– É verdade? — pergunta o Loiro.

– É sério.

– E a minha mãe?

– E meus filhos? E minha mulher? — diz outro se pronunciando pela primeira vez, de pele negra, parece irritado — Vocês tem celulares para ligarmos para nossas famílias?

– Não há celulares, ou computadores. Até onde sabemos metade da população se foi. Provavelmente mais.

– Sem chance — diz o Cabelo

– Veja você mesmo.

Notas finais
E então?!?!?! Comentem o que acharam e você!!! Anonimo!!! É! Eu sei que você tá ai, cria uma conta e me diz o que acha, vai me deixar mt feliz, sério, adoro cada comentário, é legal saber que as pessoas curtem a série e tem teorias sobre cada cap. Até algum dia dessa semana ai, povo :*