As If It Were The Last Day - 5ª Temporada.
5 What's worse?
Notas iniciais
Rick caminha pela casa toda, ele parece estressado e o grupo vai o acompanhando com o olhar, ele para na frente da Ana, que está sentada olhando para a janela.
— Ana.
— Pode falar — ela diz ainda sem se virar ou piscar
— Pode cuidar da Judith pra mim?
— Posso. Por que?
— Vou sair com a Carol e o Daryl
— Pra quê?
— Precisamos manter o disfarce, vamos dar aulas de tiro pra Carol.
Ela se vira para ele — O que você ta fazendo?
— Eu só não confio nesse lugar completamente ainda.
— E vai demorar muito pra você confiar?
— Só um bom pressentimento seu não vai me ajudar
— Você precisa de um sinal maior. Por favor, não faça nada.
— Eu não vou. Prometo. Eu não vou fazer nada.
— Ótimo.
— Obrigado — ele toca o ombro dela e sai da casa.
Daryl desce as escadas já com um cigarro na boca e um isqueiro o ascendendo.
— Daryl, vem cá — Ana chama o mais casual possível
Ele para seu trajeto e caminha até ela, parando a sua frente
— Que é que o Rick tá aprontando?
— Ele disse que vamos ficar, mas no primeiro sinal de que esse lugar não é o que parece, ele vai tomar Alexandria.
— Puta que pariu, é um filho da puta! — ela respira fundo — E você tá de qual lado?
— Não é só porque eu não tô curtindo o lugar que eu quero destruir tudo. Eu não quero ter que ameaçar ninguém aqui, essas pessoas não estão prontas pra isso.
— Então você tá do meu lado.
— É uma pergunta?
— Não. Daryl, fique de boa e não de muitos palpites, eu vou tentar convencer o Rick a não fazer nada.
— Tá — ele diz e sai da casa também.
Daryl fecha a porta e olha em volta e lá a frente, do outro lado do lago ele vê um moça abaixada falando com uma criança, o cabelo dela cobre seu rosto e os cachos brilham no sol, e ele fica olhando.
A mulher joga os cabelos pro lado e fica em pé, e o rosto dela não tem nada a ver com o que ele queria ver. Mas os cabelos são iguais. Ela segura a mão da criança e os dois começam a andar, o olhar dela se encontra com o dele por dois segundos e ela continua o trajeto com o menininho.
— Daryl! — Carol chama
Ele desce os degraus da casa, apanhando a besta no meio do caminho e segue Carol e Rick
***************
Drake joga o pano no gramado e se senta, Ana entrega a bebê para ele, ele a coloca entre suas pernas enquanto a Ana se senta à sua frente.
— Afastados do grupo, o que você precisava me contar?
— Rick quer tomar o lugar
Ele junta a sobrancelhas — E pediu sua ajuda?
— Não. Daryl e Carol. O Daryl me contou porque não quer fazer isso
— E você tá me contando…?
— Por que você é meu melhor amigo e mais inteligente que eu.
Drake dá um sorriso modesto — Quer que eu te ajude a convencer o Rick de que aqui é um bom lugar?
— Você é muito inteligente.
— Mas e se não for um bom lugar?
— Impossível
— Eu te ajudo. Mas eu não confio nesse lugar--
— Completamente ainda, eu sei
— Era isso que eu ia falar mesmo — ele arruma a bebê que se joga pro lado para pegar a flor no arbusto — Hoje tem aquela festa. Haja naturalmente. Vou fingir pro Rick que eu tô desconfiado de alguma coisa, com certeza ele vai me falar sobre esse plano. Talvez não hoje, mas vai.
— Então o plano é você ficar desconfiado e eu ficar feliz?
— Isso, até porque ele já sabem que você gostou do lugar. Se você mudar de ideia agora, eles vão perceber alguma coisa
— E quanto ao Daryl?
— Sério? Você acha mesmo que ele vai na festa? Sério? O Daryl cuida da Judy quando ela dormir.
Ela ri — É. Você tá certo.
— Só me surpreendo com o Rick fazendo coisas pelas nossas costas. Ele contava tudo pro conselho, ou pelo menos pra você.
— O conselho já era, agora é o Rick e a Carol.
— Será que a Michonne sabe disso?
— Não — Ana diz com absoluta certeza e ajuda a pequena a ficar em pé entre eles, Judy aperta seus dedos — Hoje no café ela estava muito empolgada, disse que se sentia mais leve porque não estava com a espada. Ela estava… empolgada.
Drake coça a barba e desce pro pescoço
— Você não vai tirar isso não?
— Não!
Ele ri e ele pisca pra ela
***************
— Uau! — Ana suspira
— Você veio buscar roupas pro grupo todo?
— Não. Pra mim, pra bebê e pro Drake
— Ah… O Drake é um homem… grande — O “grande” da Olivia é quase sem ar
Ana a olha e vê que a mulher está vermelha
— É… Ele é grande — ela diz rindo
— Você vai encontrar as maiores roupas ali — ela aponta pro fim do closet — Abraham pegou ali. Não temos muita roupas de bebê, o que tem tá na gaveta rosa e pra você fica bem ali — ela mostra o canto esquerdo do closet. Tem sapato também, roupas intima, fique a vontade.
— Obrigada Olivia.
Ana nunca havia entrado num closet em toda a sua vida, era como nos filmes, ela caminha até as calças e ali estava uma que ela não tinha. Uma jeans amarela, ela pega e coloca na cesta no canto do quarto. A gaveta rosa, a do meio, tem algumas roupas de bebe, mas são menores que a Judy, unica coisa que la acha é um vestido e inverno que provavelmente vai ficar grande. Na sessão de roupas masculinas, ela pega uma jeans preta, um tênis e uma camisa social preta para o Drake e para ela ela não acha nada que lhe agrada. Mas no fim decide usar algo que esconda suas cicatrizes, ela já vai chamar atenção demais com aquele risco no meio do rosto e um pedaço a menos de orelha.
Rick pega a Judith no colo e Maggie se aproxima para arrumar a manga do vestido dela.
— A Ana já está pronta?
— Acho que sim, ela tava no banho, já deve ter terminado
— Tá — Maggie termina de dobrar a manga — Obrigado — Rick sobe as escadas da casa e vai até o quarta que Ana escolheu pra ela, ele bate duas vezes — Ana, é o Rick
— Ai, eu não vou
— Posso entrar?
— Pode
Ele entra no quarto e fecha a porta, Ana está parada em frente ao espelho do guardarroupa, alisando o vestido com as mãos.
Rick, por um instante, vê Lori na sua frente. Com aquele vestido reto vermelho que ela usava nas reuniões da policia, mas com um toque mais jovem… Ana amarrou o cabelo num rabo de cavalo alto e usa uma meia calça grossa preta e nos pés, all star preto. Rick sempre a achou bonita, mas nunca havia visto ela arrumada, ela se vira e sorri de lado, a cicatriz no seu rosto se repuxa
— Não vai porque? Você vai a mais linda da festa
Ela fica vermelha — Eu não sei. Não gosto do jeito que me olham.
— Nada a ver, eles devem pensar… “se com essa cicatriz, ela é bonita, imagine antes”.
— Rick, eu pareço o coringa. Sem orelha. To mais feia que o Deadpool.
Ele junta as sobrancelhas
— Carl sabe quem é o.. o Deadpool — ela volta a ficar vermelha.
— Pare com isso e vamos logo — ele se aproxima dela e Judy se joga pra cima dela, Ana a segura e sorri — Vamos enfrentar essa juntos.
— Tá…
Daryl sai do seu banheiro com a toalha enrolada na cintura, ele olha sua roupa lavada jogada numa cadeira no canto do quarto.
Durante a tarde, ele encontrou o Aaron na floresta, eles conversaram e ele pareceu ser um cara legal, e falou que ele deveria ir a festa da Deanna, mas disso, Daryl ainda não tinha certeza. Aaron disse que um modo que Daryl tinha de fazer com que as pessoas parassem de olhar atravessado para ele, ela fazer com que as pessoas o vissem em situações comuns, como uma festa. Mas ele não estava pronto pra ouvir a Olivia falando de sua sofrida vida sem internet, ou a Deanna sonhando com o futuro da sociedade.
Ele se senta na beirada da cama
O que você iria querer que eu fizesse? Consigo imaginar apenas duas situações… Você me arrastaria pra lá, beberíamos muito, voltaríamos pra casa bêbados e só ai faríamos uma festa particular… Situação dois: Você tentaria me convencer a ir, eu recusaria, então você iria sozinha, brava, voltaria bêbada e faríamos uma festa particular…
Em qualquer uma das situações eu estaria feliz. Mas, eu acho que eu vou, porque você com certeza faria eu me enturmar, então por você eu vou tentar.
Ele solta uma lufada de ar e fica em pé, pega sua roupa lavada e joga na cama, joga a toalha por cima da cadeira e vai se vestir.
Ana se senta, cruza as pernas e coloca a mão no rosto, cobrindo a marca da facada, ela olha pela janela e observa o sol ir embora.
— Já bebeu isso aqui? — Drake pergunta com um copo vermelho na mão esticado pra ela — Se chama cerveja.
— Obrigada — ela pega e toma um gole, faz uma careta e bebe outro — Caseira. Forte.
— Sim — Drake bebe outro gole e se senta com ela.
Os dois observam as pessoas passarem pela casa e vindo da cozinha, está Olivia, num vestido preto e um casaquinho branco, com os cabelos presos no mesmo coque de sempre. Ela para na porta e ergue uma mão para os dois, Ana e Drake retribuem
— Ela te adora — Ana murmura bebendo mais um gole
— Olivia?
— É.
Drake ri de leve
— Achou alguém bonita aqui?
— Hm.. — ele olha em volta — Aquela ali, e aquela… e aquela lá. E tem mais… — ele roda o dedo indicando toda a casa — Aquelas lá
— Tô falando sério
Ele sorri e as marcas em volta dos olhos aparecem — A mais linda é você.
— Awn — Ana se aproxima dele e deita no seu ombro — Já podemos ir embora?
— Não, vou pegar algumas coisas pra você comer e se alegrar — ele fica em pé — Fica ai. Não se mova.
Ele caminha pela casa, desviando das pessoas e as mulheres o seguem sem nem disfarçar. Ana olha pra porta e vê Jessie Anderson com os dois filhos e o marido entrando, ela olha para Ana e sorri, Ana retribui. Ela está tão linda. O cabelo está até escovado.
Ela se vira para a janela de novo e olha lá para o meio das árvores, tem um figura ali, olhando, Ana força a visão e reconhece o Daryl. Ela o chama com a mão, Daryl nega, dá meia volta e some. Ela fica se levanta e corre pra porta
— Daryl! — chama na varanda — Entra. Fica um pouco. Tem cerveja e uns salgadinhos.
— Não, Ana. Eu realmente queria poder entrar, mas eu não consigo. Toma uma cerveja por mim — ele continua andando com as mãos os bolsos, se vira e antes de continuar seu caminho diz — Você não tá ridícula.
— Obrigada — ela volta pra dentro e fecha a porta, olhando em volta, Maggie, Glenn e Noah riem bebendo alguma coisa em copos verdes. Drake volta da cozinha com um pratinho na mão e uma mulher do lado, ela fala com ele e ele escuta atenciosamente. Abraham e Rosita bebem sentados num sofá e Michonne conversa com um senhor alto de óculos que ela não conhece.
Ela alisa o vestido enquanto anda em direção ao amigo.
— … Se você quiser, a minha casa é há seis casas da de vocês — a mulher fala
— Muito obrigado, quem sabe eu não passo lá — Drake diz e olha a outra — Ana! — ele a puxa pela cintura — Aqui estão seus salgadinhos, coração.
— Ah, ela é sua namorada? — a mulher pergunta
— É, sim. Ana, amor, essa é a Claudia.
Ana quase ri — Oi, tudo bem?
— Tudo ótimo! Estão gostando da festa?
Os dois balançam a cabeça
— Ótimo! Aproveitem bastante.
— Obrigado — os dois dizem juntos, a Claudia se afasta e Drake ri — Valeu, coração — ele solta a cintura dela e ela pega o prato
— Por que a Claudia não?
— O mundo acabou, mas isso não é razão pra eu pegar uma mulher que tem a idade da minha vó.
— Muito novo que você é.
— 33… 34, sei lá.
Noah, Glenn e Maggie se aproximam com seus copos verdes e Noah ergue para Ana, Ana bate um copo no outro e os dois bebem.
Daryl marcha de volta para sua casa, jogando a aliança pro alto,
— Hey, Daryl.
Ele guarda o anel e olha para a casa da direita, Aaron está ali na porta
— Achei que estaria na festa
— Achei que você iria.
— Não — ele continua andando
— Hey — o outro chama de novo — Por que não entra e janta com a gente?
— Eu não sei…
— Venha, temos macarrão
Daryl coloca as mãos nos bolsos da calça e vai atrás dele, Eric está servindo a mesa e parece que eles já sabiam que Daryl ia aceitar o convite porque já tem três pratos na mesa.
— Boa noite, Daryl
— Oi.
— Sente-se, fique a vontade
Daryl se senta onde Eric mostra e aperta uma mão na outra, nervoso. Aaron pega o prato dele e coloca três porções de macarrão
— Mais?
— Não, está ótimo, obrigado
Eric serve as taças com vinho e se senta ao lado dele.
— Espero que goste
Daryl enrola o macarrão no garfo e leva pra dentro da boca.
Senhor.
Ele saboreia a melhor comida que ele tem desde a prisão. E acaba perdendo a pose para a próxima garfada, pega muito macarrão e tem que sugar o fio.
Aaron e Eric se olha, escondendo um sorriso, lembrando que a última convidada deles fez a mesma coisa.
— Está muito bom, obrigado — ele diz e limpa a boca, pega a taça de vinho e toma um gole
— Quando estiver lá fora — Eric diz se curvando na direção dele — E passar por uma loja de utensilios de cozinha, ou algo assim, a Sra. Neudermyer quer muito um maquina de macarrão. E todos queremos que ela pare de falar disso, a gente tem muita caixa de macarrão, mas ela quer a máquina...
Daryl junta as sobrancelhas, sem entender nada.
— … Acho que ela só quer ter assunto, então se vir numa das suas viagens seria uma grande — ele olha o namorado
Aaron tem uma cara de alerta, Daryl olha de um pro outro
— Achei que tinha falado. Ainda não perguntou a ele?
Aaron nega
Daryl coloca a taça na mesa — Perguntou o quê?
Aaron fica em pé e chama ele com a mão — Pode me acompanhar?
Daryl também se levanta e os dois saem da cozinha, ele é levado para a garagem da casa que mais aprece uma oficina e Daryl logo se familiariza com peças de moto.
— Quando eu cheguei aqui já tinha esses equipamentos. A pessoa que morou aqui deve ter construido.
— É muita peça pra uma moto
— Eu pegava o que eu encontrava lá fora e trazia. Não sabia o que ia precisar, achei que alguém saberia o que fazer. E acho que você sabe o que fazer, e o lance é que… ai precisar de uma moto.
— Por quê?
— Eu pedi pra Deanna não te dar um serviço, porque acho que tenho um pra você. Quero que seja o outro recrutador de Alexandria. Não quero mais que o Eric arrisque a vida.
— Quer que eu arrisque a minha?
— Sim. Mas é porque você sabe o que faz lá fora. Pertence aquele meio, sei que é dificil, mas você está acostumado.
Daryl escuta mexendo no pano que cobre a moto, ele para e olha para o outro um momento.
— Eu sei que as vezes você precisa estar lá fora, eu também. Mas o maior motivo de eu te pedir isso, é porque você sabe diferenciar pessoas boas das ruins.
Daryl pensa bem…
Essa pode ser a melhor maneira dele sair, esvaziar a cabeça, procurar pela Marie, se afastar daquele lugar sem que desconfiem de nada. E ele concorda com a cabeça
— Eu não tenho nada pra fazer mesmo.
— Obrigado
— Vou trazer uns coelhos pra você — ele diz e sorri de leve
Aaron ri — Seria bom.
Ana observa Jessie com Judith no colo na sala do lado, enquanto Glenn fala alguma coisa que ela não escuta. Rick se aproxima dela e os dois começam a conversar. Ana não disfarça e continua olhando. Rick dá um de seus muitos sorrisos para Jessie, o sorriso que a Ana chama de “Que bom que está aqui”, é o preferido dela. Jessie se aproxima para entregar o bebê e os dois ficam muito perto um do outro, mas isso não é nada comparado ao que Rick faz depois.
Ele beija a bochecha dela e dá o segundo sorriso preferido da Ana, o sorriso tímido.
Ana coloca o copo na mesa e começa a respirar pesado, seu corpo esquenta
— Licença — ela diz tocando o braço do Noah que sai da frente dela
— Ana — Maggie chama mas ela apressa o passo.
Andando com a cabeça baixa ela não ve a pessoa que aparece na sua frente e acaba batendo de frente com um rapaz muito alto, é Spencer, filho da Deanna.
— Opa! — ele segura os braços dela — Desculpa.
— Não foi nada, licença
Ele sai da frente também e Ana sai da casa e aí começa a chorar, ela olha para céu escuro sem lua e respira fundo.
— Ana — Drake diz atrás dela e dois segundos depois ele está na frente dela, curvado para ficar na altura dela — Que foi?
— Nada. Fica na festa, eu quero ir pra casa.
— Não, não. Me conta.
— Eu não to me sentindo bem de estar numa festa. Só isso.
— Quer que eu vá com você?
— Não, eu vou tomar um banho, tirar essa maquiagem e dormir. Eu vou ficar legal — ela mente
— Eu te levo até em casa
— Não, vai pra festa.
Ele fica reto de novo e concorda — Tá.
— Até amanhã, Drake.
— Até amanhã, Ana.
Quando Drake entra na casa Rick está vindo com Judith no colo, ela bebe água numa pequena mamadeira, o líder olha em volta
— Cadê a Ana? Achei que íamos passar por isso juntos.
— Ela foi pra casa, não tava legal — ele diz pensando sobre o que ela falou, é mentira.
Ana fecha a porta atrás de si e se encosta nela, seca as lágrimas e respira fundo, ela fecha os olhos e a imagem aparece nitida na sua abeça.
— Ei.
Ela pula e sorri — Oi, Daryl, não vi você.
— Por que não tá na festa?
— Não me agradou
Ela o segue para a cozinha e se senta em frente a pia — E você?
— Eu tentei ir, juro. Mas quando eu cheguei lá… — ele nega com a cabeça — Não ia conseguir fingir que tava bem.
Ele ergue as sobrancelhas — Sei como é. Me ajude com uma coisa… O que é pior? Gostar de uma pessoa e ela gostar de outra? Ou gostar de uma pessoa e ela não gostar de ninguém, inclusive de você?
Daryl se curva sobre o balcão na direção dela — O pior é ficar longe da pessoa que você gosta.
— Ai… Desculpa.
— O que foi o que o Rick fez?
Ela arregala os olhos — Tá tão óbvio?
— Tá.
Ela apoia o rosto na mão — Ele não fez nada. Não posso ficar brava por ele gostar da Jessie.
— Jessie? Ela não é casada?
— E isso impede o quê?
— Justo.
Ana o olha e suspira — Que ridícula eu…
— Que ridícula você.
Ela acaba rindo de leve, Daryl fecha o punho e o ergue, Ana dá um soquinho.
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