As If It Were The Last Day - 2ª Temporada.
16 Winter is coming.
Notas iniciais
O primeiro ataque de ciúmes da Marie vem disfarçado. Ela vê Carol subindo na moto de Daryl e pergunta se ela não gostaria de ir com eles no carro. “É mais aquecido”, ela disse.
Carol vai com eles, ela não se importa na verdade se senta ao lado de Ana no banco de trás e encosta a cabeça no vidro.
Drake freia quando Rick no último carro buzina…
– Gasolina? — pergunta Daryl
– O tanque secou.
– A gente não pode ficar aqui — diz Ana, olhando em volta, com as mãos nas escopetas recortadas penduradas nas coxas.
– Vamos procurar amanhã.
– Vamos dormir aqui? — indaga Carol indignada.
– Eu tô congelando — diz Carl.
– Vamos fazer uma fogueira… né? — fala Lori esfregando o peito do filho.
Rick dá sua jaqueta para o pequeno.
– Se forem procurar lenha fiquem por perto. Só tenho algumas flechas, como é que tá a munição.
Rick balança a cabeça — Não vai dar.
– A gente vai se foder se ficar aqui dando bandeira — Maggie avisa
Hershel encara a filha, quase erguendo o dedo para ela — Olha como fala. Ninguém entra em pânico e escutem o Rick.
– Vamos estabelecer um perímetro. De manhã, vamos achar gasolina e alguns suprimentos, depois vamos continuar.
– Eu e o Drake podemos voltar e pegar gasolina — Ana diz
Rick a olha apavorado, ele ergue a mão — Não! Vamos ficar juntos, Deus me livre de acontecer alguma coisa e ficarem presos sem um carro!
– O Jipe tem gasolina pra três dias ainda.
– Não, Ana! Eu sei que parece ruim, todos nós já passamos por esse inferno, mas pelo menos um achou o outro. Eu não tinha certeza, mas conseguimos, estamos juntos e, por favor, vamos continuar assim. Eu sei que tem um abrigo, tem que existir um lugar. Onde possamos ficar e nos fortalecer…
– Rick… Olha em volta — diz Glenn — Tem errantes por todo lado…
– Eu sei, mas tem que existir! E eu sei que existe! Está lá fora, só temos que achar!
– Mesmo se acharmos um lugar… — a frase de Maggie faz Rick se virar de novo, puto da cara — Por quanto tempo ele vai ser seguro? Olha a fazenda… Achávamos que lá era bom.
– Não vamos cometer esse erro novamente.
Drake agradece por Hershel estar ali, ele coloca paz na alma das pessoas.
– Vamos acampar bem ali, essa noite — Rick aponta um conjunto de muros — Faremos vigia e de manhã, vamos embora.
– E se errantes vierem? — pergunta Beth chegando perto do xerife — Ou outro grupo como o do Randall?
Rick abre a boca para responder, mas Daryl o corta
– Sabe… Nós achamos o Randall, ele se transformou, mas não foi mordido.
– Rick, você sabe o que aconteceu? — pergunta Lori
– O Shane matou o Randall — fala Ana — Do jeito que ele sempre quis… não é? E daí o bando pegou ele? Como… ele… Como ele se transformou sem ser mordido…?!
Rick fica encarando ela, ela já sabe que ele tem alguma coisa pra falar, e incentiva isso com um cara de empolgação.
– Estamos todos infectados.
O grupo todo congela olhando Rick.
Mas é óbvio! No primeiro dia disso tudo, com o noticiário, Marie pensou ser virose que se espalhava pelo ar… Como isso nunca mais passou pela sua cabeça?!
– O quê? — Daryl a tira de suas nostalgias.
– O Jenner me contou no CCD. Seja lá o que for, todos temos.,
– E você não contou? — novamente Carol indaga indignada.
– Teria feito diferença?
Glenn dá um passo a frente — Quando eu descobri sobre o celeiro, contei pro grupo todo.
– Bom, eu achei melhor que não soubessem.
Rick olha todo mundo e dá as costas.
Lori deixa Carl ao lado da Ana e se junta ao marido.
Daryl carrega a besta com um flecha e se vira para a floresta — Eu vou pegar a porra da lenha.
Drake pega de dentro do carro o rifle sniper — Eu vou dar um checada pelo outro lado…
– Não vá longe — pede Marie — Isso vale pros dois…
Os dois concordam e cada um vai pra um lado.
***************
Marie acende seu isqueiro e aproxima da lenha e da palha molhada com álcool, o liquido entra em combustão e chamas começam a crepitar, fazendo os olhos dela arderem.
Drake e T-Dog olham para trás do alto dos muros quando o vermelhão do fogo ilumina eles.
– Já vou diminuir — ela sussurra e começa a tirar vários pedaços de madeira dali, as chamas vão diminuindo.
– Nós não estamos seguros com ele — diz Carol atraindo os olhares de Ana, Daryl e Marie, ela fala olhando direto para Daryl — Esconder uma coisa dessas de nós… Por que precisa dele? Só vai te levar pro buraco.
– Não. O Rick fez muito por mim.
– Você é o capanga dele e eu um fardo… Você merece mais mesmo — ela olha Marie
Marie entende na hora o que ela quis dizer e não sabe se fica brava ou sente pena, Carol se sente inútil, sempre no caminho das pessoas, atrapalhando…
Daryl sem entender nada, procura ajuda nos olhos esbugalhados que agora brilham com o fogo, da Ana, ela está brava e nem o olha, ele se volta para Carol — O que você quer?
– — Um homem de honra.
Agora a Marie está brava. Como assim “um homem de honra”? Daryl tem honra! Rick tem honra! O que ela tá querendo? Ela gosta do Daryl?! AH, MEU DEUS! Ela acaba rosnando involuntariamente.
– Rick tem honra! — diz Daryl baixinho, mas o grupo acaba ouvindo.
Daryl olha Marie em seguida a tempo der receber seu olhar de “Se saiu bem, bonitão, se respondesse outra coisa, tava morto”
Um barulho no meio da floresta faz todos olharem em volta e Drake e T-Dog erguerem as armas, Ana já está em pé, os dedos nos gatilhos das escopetas em suas pernas, mas pronta pra qualquer coisa, Marie ainda está sentada, mas a mão direita já puxou a espingarda pra frente.
– O que foi isso? — pergunta Beth bem baixinho
Daryl se levanta — Pode ser qualquer coisa…
– … Uma raposa — diz Marie
– … Um gambá…
– … Um morto…
Agora já está todo mundo em pé.
– Precisamos ir embora… — diz Carol — O que estamos esperando
– Mas será que você não entendeu?! — Ana dá um passo pra frente na direção dela — Não. Vamos. Embora. Vai de uma vez, fardo! Quero ver sobreviver com todo esse medo!
– Ana… — Marie a puxa
Mas Carol não parece abatida, ela se vira para Rick — O som veio de lá. De onde viemos.
– A última coisa que precisamos agora é de todos saindo correndo no escuro, não temos veículos e ninguém vai embora a pé.
– Não é isso… Eu não quero ficar sentada esperando outro bando de zumbis.
– Ninguém aqui vai alugar nenhum!
– Então faz alguma coisa.
– Eu tô fazendo! Eu tô mantendo esse grupo junto e vivo! Eu estive fazendo isso o tempo todo a todo custo e eu não pedi por isso! Eu matei meu melhor amigo por vocês! Vocês viram como ele era, como me provocava, como nos ameaçou e comprometeu. Ele ensaiou tudo, me levou pra meter uma bala nas minhas costas, ele não me deu escolha! Ele era meu amigo, mas veio atrás de mim, minhas mãos estão limpas! talvez seja melhor ficarem sem mim! podem ir! Por que não vão e ficam por vocês mesmos? A porta esta ali! me mandem um cartão! Podem fazer melhor? Pois então se vão ficar que fiquem sabendo de uma coisa! isso não é mais… Uma democracia!
Em choque. Esse é o estado do grupo todo.
Marie olha para Ana e diz sem emitir som “Você tava certa…”
Ana se levanta e se aproxima de Rick — Posso falar com você, xerife?
Rick a acompanha para longe dos muros, ambos bem atentos a tudo.
– Como assim isso não é mais um democracia?
– Ana… Eu.. Eu tô meio nervoso. Desculpa.
– Eu não ligo, se é pra ter um ditador que bom que é você. Esse grupo precisa de alguém que os guiem. Olha o desespero deles — ela começa a chorar — Olha o medo… Rick eu achei que você ia morrer hoje. Eu sempre soube que o Shane não era amigável. Eu sempre soube tudo na verdade, esse é um pequeno defeito meu, eu acho.
– Pois eu discordo… Quero você como meus olhos extras — ele diz — Confio em você.
– Pode confiar, Xerife — ela dá um tapa no braço dele.
***************
Marie abre os olhos, ela olha para o céu, ainda é noite, depois olha para o lado, Ana está deitada nas folhas, e dorme com as mãos embaixo da cabeça e do outro lado, está Daryl, ele está acordado, desfazendo folhas secas com os dedos.
– Quanto tempo eu dormi? — ela sussurra
– Meia hora no máximo.
– Uma insônia viria a calhar agora… E você dormiu?
– Não. Não consigo.
– Tenta…
– Vou ficar de olho.
Marie olha em volta, Glenn e Maggie estão no alto dos muros, depois volta para ele — Não precisa. Tenta dormir, você não vai ser nada útil cansado.
Ele a olha agora, ele já está cansado e baixa o tom de voz pra falar — Pensei ter te perdido.
– Me perdido?
Ele a puxa pra perto pelo braço — Eu vou ficar de olho em você, pode dormir.
Ela olha em volta, todos cochilam ou encaram o chão, ela solta um risada quando vê Drake abraçado na arma e dormindo com a cabeça caída pra frente e todos se levantou num pulo com um barulho de folhas se mexendo.
O coração da Ana gela, quando ela se senta, e Drake já põe a arma em punho. Mas era só Rick. Ele olha todos e e então se senta ao lado de Carl. Marie passa a mão nas costas da amiga e Ana volta a se deitar.
Uma hora depois, quando o sol começa a bater neles… Quem abre os olhos é Daryl, a cabeça dele está deitada no ombro da Marie e ele se ajeita rápido, mas já é tarde, a grande maioria do grupo viu… Bom, depois do beijo o que eles tem pra esconder?
– Quando tempo eu dormi?
– Sei lá… Quase um hora talvez.
– Deveria ter me acordado.
– E perder você tombando no meu ombro? Não.
Hershel acorda Beth e depois T-Dog. É quando Rick aparece
– Precisamos de gasolina, comida… Tudo na verdade. Vamos passar em algumas vilas que tem por aqui e depois voltamos. Quero que um grupo fique e cuide dos carros e se alguma coisa acontecer, não hesitem em pegar algum dos carros e sair, nos encontramos novamente na estrada.
– Não vai dar nada errado — diz Ana para ele
– Maggie, Glenn, T-Dog e Ana, vocês vem comigo. O restante fica — ele começa a andar.
Marie, Daryl e Drake se encaram confusos e vão atrás dele — Rick, espera — ela chama e o policial para — Não prefere que a gente vá também?
– Não. Eu tenho um grupo forte indo, e eu quero um grupo forte aqui. Se alguma coisa acontecer, confio em vocês para manter eles calmos. Fora que em questão de matar errantes...
– Entendemos — diz Daryl — Vai tranquilo, tomamos conta.
Lori respira fundo duas vezes… Mas não adianta, ela sente que o vomito está vindo e se curva na grama, vomitando água e bili. Rickse vira para a cena bravo, e fica mais bravo ainda quando a Ana se agacha ao lado da esposa e acaricia as costas dela.
– Põe tudo pra fora, libera, é melhor.
Lori se recompõe e encara o grupo, todos eles olham para ela de volta e ela se sente mal. Tudo de ruim agora, será culpa dela. Logo ela não poderá correr e vai atrasar o grupo… Quando o bebê nascer, cada choro pode ser o fim para eles...
Marie põe as mãos nos bolsos com a rajada de vento que vem e faz suas bochechas congelarem — Vai ser um inverno complicado...
Fale com o autor