As Histórias da Avó Charlote

1 Capítulo Único - Sir Edward II


Notas iniciais
Bom, como já havia citado antes, esta fanfic tem muita repetição porque seria um poema, não estou esperando ninguém ler isto, mas tive necessidade de escrever algo sobre avós. xD

Aos que acharam este trabalho e clicaram, por favor, tenham uma boa leitura e perdoem qualquer erro.

A Avó Charlote era velha, seu rosto era redondo e povoado por rugas devido á sua idade avançada, seus olhos eram semicerrados e ela usava óculos circulares e seus lábios eram finos e sorridentes. No topo de sua cabeça existiam uns cabelos grisalhos curtos que outrora foram belos cabelos loiros. Ela era baixinha e magra, suas mãos eram finas e calejadas graças ao árduo trabalho que ela tivera desde bem nova. Ela era viúva e vivia na nossa casa.

A Avó Charlote era muito velha mas era feliz. Cantarolava enquanto tricotava camisolas de lã bem grandes para usarmos no inverno. Fazia bolachas de manteiga para nos encher o estômago quando nos queixávamos de fome. Mas a melhor parte da Avó Charlote era as suas histórias.

A Avó Charlote era bastante velha mas contava histórias demasiado boas para nós não ouvirmos. Todas as tardes, na hora do lanche, eu, minha prima e meu irmão, nos sentávamos em torno do cadeirão da sala. A Avó sorria para a lareira e começava a contar suas histórias.

As histórias da Avó tinham sempre o mesmo protagonista, um tal de Sir Edward, o grande cavaleiro em busca de sua princesa tão amada, Maria Grancinha.

- Sir Edward II — Começava com sua voz doce, que soava com a canção de um violino nas mãos do melhor músico do mundo. — Era o bravo cavaleiro que nascera no Reino de Orland, onde as cachoeiras corriam de baixo para cima, os cavalos voavam, os homens cuidavam da natureza como se fosse seu próprio corpo e onde o céu era sempre azul.

Nós adorávamos ouvir a introdução de Sir Edward, a Avó sempre contava-a do mesmo jeitinho, apesar de sua velha idade, sua memória parecia melhor que a nossa.

- Avó, Avó! — Nós cantávamos em coro enquanto nos aconchegávamos no chão. — Que aventura nos contará hoje!?

A idosa dava sempre o mesmo sorriso terno e começava a sua história, nunca se enganava, nunca tropeçava nas palavras, parecia até que estava lendo de um livro quase tão velho como ela.

As aventuras de Sir Edward deixavam-nos maravilhados e nós passávamos o dia todo inventando de brincar ao Reino de Orland, onde as cachoeiras corriam de cabeça para baixo e os cavalos voavam, onde os homens eram bons e o céu estava sempre azul.

Na altura eu imaginava-me como Sir Edward e até hoje eu vejo cada história que a Avó Charlote contava em cada gesto do quotidiano.

A Avó Charlote era velha, mas tinha boa memória.

As histórias da Avó Charlote tinham sempre o mesmo protagonista, um tal de Sir Edward II, o grande cavaleiro do Reino de Orland, onde as cachoeiras corriam ao contrário, os homens eram bondosos, os cavalos tinham asas, o céu eram sempre azul, não havia tristezas ou morte, onde o Sir Edward II esperava bravamente encontrar a torre em que sua amada estava escondida, Maria Gracinha.

A Avó Charlote era viúva, e vivia connosco. Meu pai sempre dizia que o Avô Eduardo era o segundo filho, e que morreu na Guerra, num sítio onde o sol nunca se põe e o céu está sempre azul. Onde o Sol está ao contrário do nosso habitual.

A Avó Charlote cantarolava e sorria, olhava o fogo da lareira com nostalgia e baloiçava no seu cadeirão enquanto tricotava aqueles camisolões gigantes.

Hoje, trinta anos depois, sou eu, minha prima e meu irmão que contamos histórias á nossa Avó. Todos os fim-de-semanas vamos juntos ao cemitério onde a tableta indica:

" Charlote Maria Gracinha, descanse em paz, suas histórias serão sempre lembradas por seus netos e família."

A Avó Charlote sorri ainda mais na fotografia que está junto ao lugar onde ela está enterrada.
Finalmente, Sir Edward II, se reuniu com sua amada, Maria Gracinha.

A Avó Charlote era velha, tinha olhos semicerrados e um rosto redondo. Ela contava sempre histórias sobre seu marido, o Avô Eduardo, que morreu na guerra. A Avó Charlote nunca chorou na nossa frente.

Ela era viúva e muito velha, mas ela era feliz, contando suas histórias para nós.

Notas finais
Espero que tenham tido uma boa leitura :3

Até á próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!