As Gémeas Pierce
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Capítulo 25 – Narrado por: Elena Pierce
Stefan e Giuseppe saíram de casa cedo para identificarem o corpo. Eu saí com Katherine para dar uma volta pelos jardins e ela começou a colher as minhas flores favoritas: lírios. Tirei o regador das mãos de Bonnie e comecei a regar as plantas. Eu sabia que os Salvatore tinham quem cuidasse dos jardins, mas mesmo assim eu achava que devia de honrar Mrs. Salvatore, tratando dos seus jardins.
-Ontem dormi com Stefan – disse Katherine como se comentasse o estado do tempo.
Parei o que estava a fazer e aproximei-me dela.
-Como é que é?
-Sim. Ontem dormi com Stefan, Elena – reafirmou ela. – Mas não precisas de te preocupar, querida irmã, a minha pureza continua intacta.
Ela sorriu enviesado e entregou-me os lírios. Peguei neles, olhando-a duvidosa. O seu olhar era sincero e o seu sorriso enviesado tinha desaparecido para um sério.
-Tivemos uma conversar séria. Matt foi dar com os dentes ao Stefan e ele falou-me dos seus sentimentos. A verdade é que eu não quero que nos aconteça o que lhes aconteceu – ela respirou fundo e proferiu: — Eu amo-te, Elena. És minha irmã e eu não desejo a tua morte. Não mais. Acho que conseguimos conviver debaixo do mesmo teto e… Eu só não te quero perder!
Abraçou-se a mim a chorar e a soluçar e eu não sabia o que fazer.
-Porque não falamos disto lá dentro?
-Não – disse ela determinada e desfez o abraço. Limpou as lágrimas e olhou para o céu com o intuito de fazer desaparecer as lágrimas. – Aqui é melhor para eu falar.
Acenei com a cabeça, concordando. Apontei para um banco de pedra que havia ali e fomos as duas andando para lá. Sentei-me e ela sentou-se ao meu lado. Olhei para Emily e Bonnie e disse:
-Gostaríamos de chá gelado, por favor.
Elas acenaram com as cabeças e foram buscar o chá gelado.
-Estamos sozinhas. Podes falar – disse a medo. Katherine tinha-se deixado de mostrar as suas emoções em público há muito tempo. Ela tinha aquele sorriso enigmático, aquele olhar felino para se proteger. Eu sabia que era a causadora daquele olhar, mas foi há tanto tempo! Antes daquele estúpido dia com Matt que eu sempre tinha visto a minha irmã doce, amiga da família, protetora em relação a todos que ela amava e depois, ela mostrou-se manipuladora, má, cruel, mimada e acima de tudo, rancorosa.
-Eu nem sei por onde começar – revelou ela. – Ontem eu e Stefan falámos e ele falou-me que se sente arrependido por algumas coisas sobre ele e Damon. Comecei a pensar: se a minha irmã morresse, o que ficaria por dizer? E, Elena, nem imaginas a quantidade de coisas por dizer!
Ela voltou a soluçar e eu pousei uma mão no ombro dela.
-Sei que já disse isto Katherine, mas desculpa por tudo o que fiz.
Ela acenou.
-Eu sei que sim. E afinal, de que vale esta vingança? Aconteceu há tantos anos atrás e já não faz sentido. Nenhuma de nós ficou com ele, e agora temos… tínhamos dois jovens ao nosso lado, prontos para ficarem connosco o resto das suas vidas. Elena, esta palavra estava aqui há muito tempo, mas sempre a tentei esconder: desculpa. Desculpa por todas as coisas que te fiz passar, e desculpa por todo o sofrimento que te causei. Isto tudo por causa do Matt Donovan! Ah, se o encontrasse iria dizer-lhe umas verdades!
-Kat… eu amo-te como minha irmã. A morte de Damon também me trouxe muito esclarecimento. Passei a noite toda de luto por ele, mas também pelo que se passou entre nós. Eu sei que te fiz sofrer e por isso, desculpa, mas…
-Não, Elena! – exclamou ela, interrompendo-me. – Nós éramos apenas umas crianças. Devia de ter tido mais discernimento e esquecido aquilo. Afinal, o culpado foi Matt.
-Não vamos deixar mais este rancor entre nós. O que achas?
-Eu acho que… já faz muito que eu não te abraço como irmã e que devíamos de ter tido esta conversa à anos atrás – falou ela, e percebi pelo seu olhar que ela estava a ser sincera.
Sorri e abracei-a.
-Estou perdoada?
-E eu, Elena? – perguntou ela. – Estou perdoada?
-Claro que sim – falei e desfizemos o abraço.
-Pena que alguém teve que falecer para me fazer abrir os olhos – lamentou-se ela e recomeçou a chorar.
-Eu acho que… — engoli as lágrimas e o nó na minha garganta cresceu tremendamente. – tudo nesta vida acontece por alguma razão.
-Damon está vivo! – gritou Stefan vindo a correr ofegante até nós. – O corpo não era dele!
Levantámo-nos as duas ao mesmo tempo, olhando para ele completamente surpreendidas. Amparámos as duas os seus ombros porque ele vinha muito lançado, provavelmente devia de vir a correr dos estábulos.
-Tens a certeza, Stefan? – perguntou Katherine, saltando o olhar entre mim e ele, assim como eu fazia.
-Sim, tenho. Não era Damon. Ele está vivo! – exclamou ele a abraçou-nos as duas. – Ele está vivo!
Nunca tinha visto Stefan tão feliz e eufórico. Comecei a rir e Katherine acompanhou-me. Damon estava vivo, mas onde?
Notas finais
E Damon? Onde ele estará?
Não se preocupem, próximo capítulo ele já volta para nós!
Bjs
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