As Garotas De Hogwarts

18 Envelopes - Especial 400 comentários


Notas iniciais
400 comentários merecem o que? 4000 palavras!!!!
Lahh Araújo, muito obrigada pela recomendação sua linda!!
LEIAM AS NOTAS FINAIS! LEIAM AS NOTAS FINAIS! LEIAM AS NOTAS FINAIS! LEIAM AS NOTAS FINAIS! LEIAM AS NOTAS FINAIS!

O salão principal estava repleto de alunos se servindo da primeira refeição do dia. As bocas se mexiam freneticamente, espalhando os acontecimentos de ontem para as pessoas que não tinham visto. Ou acharam que estavam sonhando. Algumas pessoas também inventavam razões mirabolantes para o que presenciaram, falando de ouvido em ouvido boatos mentirosos sobre o que aconteceu para as garotas mudarem tanto. Dentre estas pessoas estavam Lilá, Cho, Daphne, Pansy e as irmãs Patil, que não admitiam ter os namorados olhando para as garotas que elas um dia humilharam na frente dos mesmos, e também não admitiam perder a atenção que só as mais bonitas recebiam.


Os alvos das fofocas já estavam lá, sentadas em suas respectivas mesas e comendo graciosamente, as vezes soltando pequenas gargalhadas que não passavam despercebidas por toda parte masculina do salão. Estavam vestidas com roupas parecidas com as que elas usaram no dia anterior, nada vulgar, porém chamando a atenção de todos. Antes de entrarem, tinham mais uma vez esperado quase todos os alunos estarem dentro do salão principal antes de entrarem, para sentir novamente todos os olhares nelas.


Dumbledore estava sentado na grande mesa dos professores, vestindo longas vestes azul-claras, sem tocar em sua comida. Seus olhar passeava pelo local, focando com seus olhos claros cada indivíduo presente ali e suas respectivas reações. Havia se divertido muito no dia anterior observando as reações de surpresa que já eram previstas pelo velho diretor, e hoje não era diferente. Ele havia acertado, esse ano vai ser interessante. Elas estavam magníficas aos olhos de todos, não apenas dos dele e dos de Hagrid. Seus olhos desviaram do salão para os envelopes que repousavam em suas enrugadas mãos. Um pouco antes de chegar no salão havia recebido uma visita de uma velha coruja que o seguiu até ele aceitar o que trazia em suas garras, desrespeitando o dia do correio. Não se assustou quando viu o remetente.


-Sonorus. –Falou baixo apontando para própia garganta. -Astoria Greengrass, Hermione Granger, Luna Lovegood e Ginevra Weasley. Podem vir aqui por um instante? –A alta voz do diretor ecoou pelo largo salão graças ao feitiço de aumento de voz. Os alunos o olharam assustados, depois olharam para as garotas que sentavam em mesas separadas. Elas se entreolharam e se levantaram, indo na direção do senhor e parando na frente dele.


-Sim, diretor. –Hermione falou com o tom de voz carinhoso, o que rendeu um sorriso do diretor.


-Quietus. –Falou ainda gritando, apontando para sua garganta e desfazendo o feitiço.-Desculpem-me chamá-las assim, em alto e bom tom. Mas uma coisa curiosa me aconteceu hoje. Não é que uma velha coruja me seguiu pelos meus aposentos até eu aceitar o que trazia consigo? –Falou diretamente para Luna, que desviou o olhar da barba dele e sorriu levemente. –Quatro cartas. Quatro nomes diferentes, porém um único sobrenome. Acho que já sabem o que é. –Ele sorriu e se debruçou. –Creio que gostarão de compartilhar entre vocês o que vem escrito nessas cartas. Apenas hoje pode sentar juntas. –Ele piscou, fazendo as garotas sorrirem e agradecerem, se afastando dali. As cartas foram entregues a Gina, que andou em direção a mesa de sua casa, seguida pelas garotas. Sentaram-se. Ninguém do salão tirava os olhos delas, estavam curiosos para saber que cartas eram aquelas, não era costumeiro alguém receber o correio antes do dia.


-Huntres. –Gina falou simplesmente, com o tom de voz normal e um sorriso largo nas bochechas. As garotas soltaram risinhos e trocaram olhares cheios de significados. Eles eram rápidos, não fazia nem um dia que estavam no colégio. A testa de várias pessoas que estavam perto ou que prestavam atenção na conversa franziu ao escutar o nome, não era um nome conhecido, não era de nenhum parente delas. –Luna, cartinha para você. –Ela cantarolou e estendeu a carta para garota.


-Quem será que escreveu? –Ela falou despreocupada, mexendo no cadarço do tênis. Hermione riu juntamente com Astoria e Gina revirou os olhos.


-Quem será, não é? –Falou suspirando e pegou a outra carta, examinando-a abrindo um sorriso malicioso. –Mione, Mione... Eu quero saber o que tem nessa carta... –Ela falou com a voz arrastada e entregou o envelope para a morena. Todas tinham noção que estavam sendo alvo de muita atenção, então faziam questão de atiçar ainda mais a curiosidade das pessoas, principalmente de certos garotos.


-Larga de ser pervertida Gina! –Ela falou brincando e percorreu discretamente os olhos pelo salão a tempo de ver Ronald e Harry se inclinarem para olhar melhor para elas. Sorriu para a ruiva ao ver que ela também tinha percebido.


-Nunca. –Ela sussurrou se aproximando de Hermione, para não correr risco de ninguém ouvir. A morena riu e ruiva piscou, fazendo Hermione soltar uma linda gargalhada que prendeu a atenção do ruivo. –Ó grande Asty, acho que um certo alguém mandou uma carta para você. –Estendeu a carta para loira, que sorriu largamente.


-Você só acha? –Falou brincando, ainda sem abrir a carta.


-Só acho... –Falou entrando na brincadeira e depois segurando na frente de seu rosto a última carta. –Esta é minha. –Pulou de animação e começou a abrir, retirando o papel branco enfeitado de vermelho. A loira que acabara de receber a carta fez uma careta de nojo.


-Poupe-nos dos detalhes, já basta o que tivemos que ver ontem no quarto que nós compartilhávamos. –Astoria reclamou brincando ainda com a mesma careta.


- “Estão todos contra mim nessa casa do pecado”. –Gina falou imitando a voz da loira, que ficou emburrada. A ruiva desviou os olhos da garota, fitando o papel de carta e lendo com um largo sorriso.


Linda garota dos cabelos cor de fogo,

Não pude deixar de escolher este papel para escrever-lhe,

pois ele é meio vermelho e sabe o quanto eu adoro vermelho.

Acho que você sabe disso como ninguém.

Estou com saudade das nossas noites no quarto...

E das tardes no carro, na cozinha, no jardim, na minha casa, no banheiro...

Você realmente faz jus ao que dizem das ruivas.

Quentes.

Então querida AMIGA, quando volta aqui para me visitar e...

Bem, você sabe o que.

Sinto sua falta.

David Huntres

-Ah, que doce. –Hermione falou com um sorriso atrás de Gina, que tomou um imenso susto. –Até no carro, Gina? –Ela falou rindo da ruiva, que ficou vermelha e empurrou a morena.


-Não me lembro de ter te chamado para ler comigo. –Falou falsamente irritada, guardando a carta dentro das vestes. Percebeu novamente os olhos de Harry sobre ela, cada vez mais curioso.


-Eu mesma me chamei. –Hermione riu e pegou a própia carta. Gina se inclinou sobre a carta e recebeu m olhar de reprovação da morena.


-Direitos iguais Mimi. –Falou rindo e começando a ler junto com a amiga.


Minha Hermione,

Já encontrou alguém melhor do que eu?

Não sei porque pergunto se já sei a resposta.

Não.

Não me ache metido, são apenas os fatos.

Não é você que diz que só acredita nos fatos?

Mas já aprendeu a seguir seu coração?

Já viu que sabe mais que os professores e vai voltar pra cá?

Espero uma visita sua logo.

Sem roupas de preferência.

Alan Huntres



-Infelizmente eu devo concordar com ele. É um fato. –Gina comentou ao terminar de ler a carta. Hermione concordou pesarosa.


-É. –Falou simplesmente e guardou a carta. Sentia saudades dele.


-Mas, por Merlin, ele é muito tarado. –Ela falou rindo tentando deixar a amiga um pouco melhor.


-E o David é o que, Gina? –Hermione falou baixinho, mas depois gargalhou. Elas adoravam ter esse tipo de conversa.


-Não fui eu quem perdeu a virgindade primeiro... –Gina retrucou sussurrando levantando uma das sobrancelhas e a morena sorriu de lado, passando a mão na franja e chegando bem perto do ouvido da ruiva.


-Lembre-se que eu sou mais velha. –Falou superior e depois se afastou, sorrindo para a cara que a ruiva fez e depois piscando. Por sorte, nem quem estava mais perto conseguiu escutar que elas falavam, se não o susto iria ser completo.


-Não sou a mais safada. –Gina falou rindo, agora um pouco mais alto, fazendo as outras duas prestarem atenção na conversa. –Olha a Asty, tem 14 anos e já quase passou das preliminares... Quer alguém mais tarada que isso? –Gina falou e levantou uma das sobrancelhas. A boca de Astoria se escancarou e ela soltou um barulho de indignação.


-Não quero meu nome na boca alheia. –Falou, colocando as mãos na cintura. As amigas riram, chamando cada vez mais atenção, mesmo quase ninguém ouvindo. E quem conseguia ouvir algo era sempre impedido nas horas interessantes por que o tom das vozes diminuía. Astoria abaixou os olhos para sua carta, depois viu as amigas se aproximando para ler e revirou os olhos.


Linda Astoria,

Espero que esse tio da sua amiga entregue as coisas que eu irei lhe mandar.

Não serão poucas, acredite.

Apareça logo, quero matar as saudades que ainda nem acumularam.

Mas pode ter certeza que já pesam no meu peito.

Esse que você adora beijar, não é doce Asty?

Ah esqueci. Você gosta mesmo é do meu forte abdome.

Louis Huntres


-Eu não falei? Depois eu sou a safada... –Gina falou, balançando a cabeça em negativa.


-Não te perguntei nada... –Astora respondeu e guardou a carta, sorrindo depois. Continuaram com a conversa por um tempo, mas Luna tinha se distraído na metade dela, olhando para o teto enfeitiçado. Não percebeu que alguém a chamava.


-Luna... Luna! Luna! Acorda! –Hermione falava, estalando os dedos na frente dela. Luna a olhou com os olhos arregalados.


-Oi. –Falou, voltando a atenção para onde olhava antes. Hermione bufou e revirou os olhos.


-Vai nos mostrar a carta? –Gina perguntou se inclinando sobre a mesa. Luna olhou novamente para as amigas, no rosto tinha sinais de confusão, porém antes de perguntar do que se tratava ela voltou a sua expressão normal.


-Ah sim, podem ler. –A loira estendeu o envelope amassado para a ruiva, que o pegou estranhando. Normalmente a loira nem sabia do que elas estavam falando, mas ela se lembrava da carta.


Minha Lua,

Sabe como é monótono aqui sem você?

Tudo sem cor, sem graça, sem alma.

Quando eu te conheci percebi que você via tudo de maneira diferente,

Tudo para você era mágico, cada coisinha.

Você não se importa de ser você mesma, de fazer as coisas do seu jeito.

E isso Luna, é mais que a perfeição para mim.

Aprendi muito com você enquanto esteve aqui, ao meu lado

E depois você foi embora e eu fui obrigado a ver tudo como era antes.

Nada tem o mesmo sentido. Nada é tão belo.

Não sou egoísta a ponto de te implorar para voltar,

Mas saiba que se quiser voltar estarei aqui.

Como amigo ou como algo mais.

O que minha Lua desejar.

Charlie Huntres


-Luna... Isso é lindo. –Gina falou embasbacada. Astoria que também leu tinha lágrimas nos olhos e a morena sorria levemente. –Ele é tão... Ele foi... –Ela não encontrava as palavras certas ara dizer. –Ele te entende Luna, sabe o que é isso? Todas nós tentamos e às vezes é muito difícil. –Gina tentou falar isso sem ofendê-la, e conseguiu. A loira não parecia nem ligar.


-Eu sei. E também sei que tenho coisas a serem resolvidas aqui. E é o que eu vou fazer, assim como vocês. Fizemos tudo aquilo por isso. Se eu comecei eu irei terminar. –Ela disse séria e sorriu levemente de lado, levantando-se e andando até a porta e sumindo pelos corredores. As garotas se entreolharam, concordando mentalmente com o que a loira falou, porém não acreditavam que Luna é que havia falado. Elas tinham coisas a serem resolvidas. Contas a serem acertadas.


Pouco depois as meninas também se retiraram, indo juntas até suas respectivas salas. Gina, Luna e Astoria tiraram realmente a sorte grande, não corriam sequer menor risco de estudarem na mesma sala que os garotos, pois eram de anos diferentes. A ruiva tinha algumas aulas com Luna, então seguiram juntas para a sala se despedindo. Astoria estava indo para a aula de transfiguração quando uma voz muito conhecida ecoou atrás dela.


-Asty... Minha querida irmã... –Astoria se virou e deu de cara com Daphne que sorria maleficamente ao lado de Pansy. A boca da loira se curvou num falso sorriso.


-Daphne... –Falou com um tom falsamente amoroso, mostrando todos os dentes que pode num sorriso um tanto sinistro. Afinal, ela era uma sonserina. –Como está? –Olhou nos olhos claros da irmã e depois passou para s dois que estavam ao seu lado. –Oh, me desculpem. Como estão?


-Estamos ótimas, não que isso te interesse. –Pansy respondeu, fuzilando a garota com o olhar. Pansy jamais gostou da irmã mais nova de sua estão melhor amiga, as duas não se pareciam em nada, em fisicamente, nem nas atitudes. Seu ódio pela garota aumentou ao descobrir que ela era apaixonada pelo garoto que estava destinado a ser seu.


-Ah, não interessa mesmo... Mas eu sou educada. –Astoria fechou o sorriso e devolveu o olhar de Pansy.


-Sabe, irmã... Nem parece que você é a mesma pessoa de alguns meses atrás... –Daphne falou, se aproximando de Astoria e passando os dedos na bochecha da loira. Asty se segurou para não voar em cima dela. Daphne se aproximou do ouvido dela, sorrindo. –E eu sei o por que de tudo isso. –Sussurou. –E digo que você nem vai chegar perto de conseguir o que quer. É apenas uma criança e eu estou aqui... Desista. –Se afastou rindo baixinho e olhou para Pansy, que a acompanhou. Astoria resistiu a vontade de cair no tapa com a irmã e se aproximou.


-E eu digo para tomar cuidado, as coisas mudam. –Sussurrou em seu ouvido viu a cara raivosa da irmã. Os olhos de Astoria se encontraram com os da irmã e ali ficaram ali, trocando ameaças silenciosas. Daphne sabia que não seria tão fácil derrubar sua irmãzinha como da última vez, porém sabia que não seria difícil. Nunca esteve tão enganada. Astoria agora sabia se defender sozinha, porém não precisava, tinha pessoas para ajudar ela.


Estavam tão distraídas se encarando, que não percebiam a presença da outra garota nem uma silhueta se aproximando. Uma silhueta, máscula, ala, loira e de olhos frios. Ele se aproximava lentamente, como se fosse atacar uma presa, examinando cada uma delas e demorando-se um pouco mais no corpo de Astoria, podia sentir no ar o quão tenso era aquele momento.


-Nós temos aula agora. –Falou entediado, seus olhos presos na loira.


-Oh sim, Draquinho. Vamos. –Pansy falou e chegou mais perto do garoto. Pansy era uma das mais antigas amigas de Draco e mesmo assim continuava o chamando do apelido que ele mais odiava. Se bem que não eram bem amigos, quando não tinha paciência de procurar alguém melhor ele ficava com ela, não era boa de cama, mas dava pro gasto. Com Daphne era diferente, ele teve trabalho para conseguir leva-la para cama, eram próximos e ela se fez de difícil, mas sabia que ela gostava dele. E ele se aproveitou bastante desse fato.


-Vamos Draco, estava apenas cumprimentando a minha irmã. –Daphne falou desviando os olhos dos de Asty e foi para o lado de Pansy.


-Vamos. –Ele falou com certa irritação e olhou mais uma vez para a garota do quinto ano. –Olá Astoria. –Falou galanteador e sorriu de lado para ela, o que fez as duas garotas ao lado dele ficarem com raiva.


-Draco. –Cumprimentou-o com um aceno de cabeça. -Eu também tenho aula agora. Adeus. –Falou séria e se virou, continuando a andar em direção a sua sala. Daphne e Pansy se viraram começando a andar e Draco as seguiu, virando a cabeça para observar as curvas de Astoria.


-Draco... Draco!-Pansy falava com sua voz um tanto estridente e Draco virou a cabeça ligeiramente assustado. –Parecia que você não estava ouvindo... Astoria é uma ridícula, não? Principalmente depois dessa mudança toda. –Ela falou com a voz carregada de veneno.


-É... Claro... –Ele falou, fugindo do assunto e virou novamente a cabeça ara ver se ainda conseguia ter a visão da parte de trás do corpo da loira. E foi com surpresa que ele viu, o final do corredor, Astoria virada para ele, sorrindo e balançando a cabeça negativamente, depois sumindo. Ele sorriu, quase rindo dele mesmo. Ela havia percebido que ele estava olhando-a.


Hemione entrou na sala de aula ainda vazia. Tinha costume de fazer isso antes de tudo acontecer e de certa forma aquilo trazia conforto a ela, como se fosse uma ancora recordando-a de quem ela era, de sua essência. E dela ela nunca poderia fugir.


Ficou ali com os seus pensamentos por alguns minutos até que outras pessoas começaram a entrar na sala. Nem sinal dos seus antigos amigos. Estava preste a se distrair novamente quando alguém colocou um livro ao seu lado, chamando a atenção dela pelo barulho. Passou os olhos pelas mãos masculinas, depois pelos braços cobertos pela capa e por fim o belo rosto. Ele não era estranho para ela. Foi ele que, quando ela foi arrumar suas coisas para sumir de Hogwarts, humilhou ela mais um pouco. Sim, era ele. Agora ele sorria para ela. Como as coisas mudam...


-Posso sentar aqui? –Ele perguntou, um tanto tímido por falar com a garota que um dia ele tratou mal. Ela não o respondeu, mas continuou encarando-o. Ele tinha os cabelos castanho-claros, quase loiros. Os olhos eram claros e profundos, era alto e parecia ser forte. –M-me desculpe por aquilo. Eu fui um idiota. –Ele falou tentando quebrar o silencio incomodo.


-Não desculpo não, pode continuar se arrependendo. Mas pode sentar, espero que você não seja burro. –Ela falou rápido e se virou para frente, olhando para as unhas e sentindo o olhar do garoto nela.


-Sou Elliot Shacklebolt. –Ele falou, estendendo a mão para ela. Ela olhou para mão dele e levantou uma sobrancelha. O garoto ficou tenso, porém relaxou quando ouviu o lindo riso dela.


-Filho do auror Kingsley Shacklebolt, não estou correta? –Hermione falou e ele arregalou os olhos. –Sou Hermione Granger, porém acho que já sabe disso. –Ela apertou a mão do garoto.


-Você realmente sabe tudo, sem querer ofender. É que poucas pessoas ligam nossos nomes. –Elliot falou meio sem graça.


-Não ofendeu. –Ela sorriu largamente e o garoto também. Ronald Weasley entrou na sala no exato momento que Hermione riu de algo, e reparou que estava ao lado dela. Nunca sentiu tanta vontade de matar alguém como naquele momento.


Quando as aulas dela acabaram, Luna foi para os jardins. Ela gostava de lá, podia pensar sozinha sem ninguém atrapalhar. Ela pensava em Charlie e na carta. Não sabia se gostava dele, não entendia o que era aquilo. Tudo tão novo para ela. E tinha o garoto das plantas. Neville. Dentro de sua peculiar mente, ela não entendia por que depois de tudo continuava gostando dele. Sua mãe uma vez lhe disse que as pessoas gostam de sofrer. Talvez essa seja a coisa mais verdadeira que ela já ouviu.


Estava tão compenetrada em seus pensamentos que não percebeu que se aproximava cada vez mais da estufa. Quando notou já estava na porta dela e resolveu entrar. Sempre confiava nela mesma. E ela se levou para lá.


Lá dentro era repleto de vários tipos de plantas e flores, cada um mais diferente do outro. Os olhos de Luna focaram uma linda e grande flor roxa que estava em um dos cantos da estufa e se dirigiu até lá, examinando-a.


-Luna? –Ela se virou assustada para onde vinha a voz e se deparou com o garoto que tanto habitava seus pensamentos. –Não sabia que gostava de Herbologia. –Ele falou se balançando-nos calcanhares.


-Olá Neville, há quanto tempo. –Ela cumprimentou-o e ele sorriu tímido. –Não sei se gosto ou não. Eu estava andando e meu corpo me trouxe aqui. –Ela falou simplesmente.


-Entendo. –Neville murmurou olhando para os própios sapatos. –Olha Luna, eu... –Ele tentou falar, porém se calou.


-Sim? –Ela o encorajou, olhando-o com os olhos já naturalmente arregalados.


-Me desculpe. –Ele falou e levantou o olhar para ela. Luna parecia pensar, não falou nada.


-Não. –Falou depois de algum tempo, sorrindo levemente. Os olhos de Neville se arregalaram. Não esperavam por uma resposta dessa. –Tenho que ir. –Ela falou, lembrando-se que tinha que encontrar com as amigas. Ele não falou nada e ela se virou para sair, arando no meio do caminho e mexendo na bolsa que trazia a tira colo. –Ah, quase me esqueci. Trouxe algo para você. –Ela tirou um pote de vidro de dentro da bola e andou até ele. –É um chizpurfle. –Quando Neville ouviu isso se sentiu fraco, as pernas bambas. Então era verdade. –Faça bom proveito. Na verdade, o coloque dentro da cueca, você vai adorar a sensação. Adeus. –E ela se virou, voltando a seguir seu caminho e deixando um Neville sem reação para trás. Ele não esperava isso dela. Ela não esperava isso dela. Na verdade, achou aquilo bem melhor que a idéia de jogar o bichinho nas partes íntimas dele.


Hermione, Astoria e Gina se encontraram no jardim assim que as aulas acabaram e se dirigiram para a cabana de Hagrid para esperar pela outra loira. Compartilhavam os acontecimentos do dia enquanto andavam e especulavam sobre aonde Luna havia se metido.


-Floresta Proibida talvez. –Astoria falou arrumando os cabelos.


-Você acha? Não sei se faz o estilo dela. –Gina comentou, andando um pouco na frente das outras.


-Não é ela vindo ali? –Hermione perguntou, estreitando os olhos. Luna se aproximava em passos calmos, logo se juntando as amigas. –Onde você estava?


-Estufas. Falei com o Neville. –Falou simplesmente e riu da cara que as amigas fizeram.

-Depois você vai ter que contar tudo direitinho, mas agora nós temos que ir rápido antes que chegue a hora do jantar. –Gina falou e saiu andando com as garotas a seguindo um pouco atrás. Nenhuma delas chegava a ter o mesmo condicionamento físico de Gina, mesmo sendo treinadas pela ruiva.


Chegaram a cabana rapidamente, diminuindo o ritmo quando perceberam que Hagrid se despedia de alguém. Foram chegando cada vez perto e perceberam que a pessoas era o diretor. Eles conversavam sobre algo, num tom de voz bem baixo.


-Tem certeza? Nós dois sabemos o que pode acontecer. –Hagrid falou para Dumbledore, fazendo as meninas franzirem a testa. Conversas deste tipo não eram nada boas. O diretor se virou, olhando com os seus olhos claros as quatro que se aproximavam.


-Olá meninas. –Ele as cumprimentou. –Já falei o que tinha a falar, vou para meus aposentos. –Falou para Hagrid e se virou andando até as meninas.


-Olá diretor. –Gina o cumprimentou, ainda confusa. As outras também o cumprimentaram.


-Não me chame de diretor. Dumbledore ou Albus, por favor. –Falou com um sorriso. –Vejo que sempre que tem algo para conversar vocês saem do castelo. – Falou sério e as meninas se entreolharam risonhas.


-Sim, é mais seguro. –Hermione falou e Dumbledore sorriu para ela.


-Devo avisar que as paredes têm ouvidos. –Ele falou como se contasse um segredo, forçando as meninas a se aproximarem para ouvir. –Quem sabe vocês não encontram um lugar para conversar? Um lugar que só vocês entrem. –Falava cada vez mais baixo. –Eu vou indo, estou com a bexiga cheia. Tenho esperar a porta do banheiro aparecer. –Ele falou, olhando diretamente para a morena. As outras não entendiam o que ele falava. Mas Hermione sim. –Não fui eu que lhes falei nada, sim? –Ele piscou e se virou, saindo andando pelos jardins do grande colégio. Gina e Astoria estavam chocadas com tanta informação sem sentido que receberam, ao contrário de Luna que parecia entender, mas mesmo assim se virou para a morena, que tinha um sorriso sapeca nos lábios.


-Poderia explicar? Você parece que entendeu. –A ruiva falou um tanto irritada pelo joguinho de palavras do diretor. Hermione sorriu enigmática, passando a mão no cabelo.


-Sala Precisa. Ele acabou de nos oferecer a sala Precisa. –Ela falou, ainda sem acreditar nas própias palavras.



Notas finais
Gostaram? Amaram? Odiaram?
Já que vocês ficaram bastante tempo sem me ver enquanto eu
viajava, resolvi ser bonitinha e postar um grandão.
Não pretendo fazer um especial de 500 comentários, mas se de repente aparecer aqui é por que eu resolvi ser bonitinha de nova kkkkk
PRESTEM MUITA ATENÇÃO AQUI!!!!
Prometi os capítulos sobre a primeira vez das girls, e eu já postei o da Hermione : http://fanfiction.com.br/historia/320832/A_Primeira_Vez_Das_Garotas_De_Hogwarts
QUERO TODAS COMENTANDO LÁ!!!!!!!