As Garotas De Hogwarts
33 Canino ataca novamente
Notas iniciais
Desculpem não ter respondido todos os comentários ainda, estava sem tempo.
Quem curte a página da fanfic no facebook sabe o que aconteceu comigo. Todo aquele negócio de possível plágio e dois dedos quebrados. Quem não curte ficou sabendo agora. Enfim, foi por isso que eu demorei.
Espero que o número de comentários seja maior ou igual ao do último. espero mesmo. Ou eu vou precisar fazer outra ameaça? uma hora eu canso... Na verdade, eu já cansei, mas estou escrevendo por respeito a pessoas que comentam.
Mandy Lee Claire e Gaby Furhman, obrigada pelas lindaaaaaaas recomendações, de verdade!!!
Aquele seria mais um dia chuvoso, ao menos era isso que aparentava. O sol não havia saído de seu esconderijo, deixando o castelo coberto por uma leve penumbra e seus batentes e janelas preenchidas pela escassa chuva que caia.
As árvores balançavam a medida que o vento as empurrava, fazendo dos farfalhares das folhas um som um tanto alto e presente em qualquer dos cantos do castelo. E volta e meia o forte e poderoso estrondo originário do trovão estremecia suas estruturas.
E um deles acordou Astoria Greengrass.
Um dia sombrio, ela pensou quando olhou pela janela. E, com um suspiro, se dirigiu ao compartimento onde guardava suas coisas para se arrumar. Por conta do tempo, optou pelo suéter e a blusa branca.
Ao descer para o salão comunal, a loira correu os olhos por todo ele. Não era tão cedo quanto ela imaginava, mas não estava atrasada. Porém, ela ainda assim preferiria ter saído mais cedo, desta forma não esbarraria com pessoas desagradáveis. Essa havia sido uma das coisas que aprendera. Sua irmã nunca acordava cedo. Mas Draco sim. O que ela queria evitar eram os dois juntos.
Desta vez, os dois estavam lá, lado a lado. Podia sentir o olhar de sua irmã enquanto descia as escadas. Além deles, Pansy e Blaise também estavam lá. O moreno de costas para ela.
Por um momento pensou em ignora-los e ir para o Salão Principal, mas esta ideia foi colocada para trás assim que Draco percebeu sua presença. Se ela não cumprimentasse Blaise, o loiro acharia estranho. E ela não daria este gostinho a ele.
Com o seu melhor andar e melhor sorriso, se aproximou do pequeno grupo, sendo encarada por Daphne, que claramente não entendia o porque da loira estar ali. Aquele território costumava a ser dela, mas isso foi antes de Astoria uma mulher de verdade. E a garota dos cabelos escuros tinha plena noção disso, e se agarrava com todas as forças em toda tentativa de deixar a irmã desolada.
Ao chegar perto deles, encostou-se libidinosamente nas costas largas do moreno. Para conseguir o que queria, ficou na ponta dos pés, logo depois depositando uma leve mordida em seu pescoço, com os olhos pesos nos de Draco, que a encarava.
Blaise riu, sentindo sua pele se arrepiar. Por mais que a relação entre os dois fosse apenas de amizade, não poderia negar que Astoria mexia com qualquer ser do sexo masculino. Ou que gostasse de mulheres. Sorrindo, virou-se, segurando a fina cintura da garota e a puxando para um abraço, enquanto a mesma ria.
–Bom dia. –O moreno falou.
–Bom dia, Blaise.
–Olá, Irmã. –Daphne a olhava profundamente, como se a ameaçasse. A loira apenas sorriu. Ficaram um momento parados, apenas olhando um para os outros. Astoria não perdia o sorriso.
–Bem, eu vou indo. Tem gente me esperando. –Disse após perceber que ninguém falaria nada. Antes que pudesse se mover, o moreno a segurou.
–Eu vou com você loira. –Disse, mais uma vez enlaçando a cintura dela. –Vejo vocês depois.
–Ah, fica mais um pouco Blas. –A voz de Pansy era manhosa e ela o olhou de fora persuasiva. O moreno hesitou, porém já havia decidido em ir com a loira, que particularmente era muito mais interessante. E ele, desta forma, encontraria Luna.
–Decide logo, eu tenho que ir. –Reclamou impaciente.
–Eu vou com você. –Quando ele disse isto, a mente de Draco formulou logo algo para impedi-los. Por mais que acreditasse no amigo, ele não gostava de sua amizade com Asty.
–É um belo colar Astoria. –O loiro falou a primeira coisa que lhe veio à cabeça, contanto que isso diminuísse o tempo dos dois juntos. Porém, era realmente um belo colar, uma serpente prata e verde. Astoria colocou uma das mãos sobre a delicada peça.
–Obrigada. Foi um presente. Blaise conheceu a pessoa que me presenteou. Louis é o nome dele. –Explicou amigável, sorrindo para si mesma e para cobra. Louis...
–Da cobra? –Pansy perguntou e a loira a olhou incrédula.
–Não! Da pessoa que me deu. Como se eu fosse nomear um colar. –Respondeu, balançando a cabeça negativamente para afastar da mente tal pergunta. Estava impressionada com o nível mental de Pansy. Draco, porém, não prestou atenção na pergunta idiota da amiga, estava concentrado em outra coisa.
–Quem é Louis? –Draco indagou, já se arrependendo de ter elogiado o colar. Ela era dele, sua posse e seu prêmio, não deveria receber presentes de outros garotos.
–Um amigo. –Falou simplesmente. Quando Astoria abriu a boca para se despedir, pois não estava mais aguentando ficar lá, foi interrompida.
–Ah Asty, quase esqueci de falar. Creio que nossa mãe irá fazer um baile pra comemorar alguma data insignificante, mas que é importante para ela. Ela pediu para avisar. Se quiser, eu faço sua maquiagem e escolhos suas roupas. –Obviamente, a voz de Daphne era repleta de veneno. Ela desejava ver a irmã mal, muito mal. Pena que, mais uma vez, não conseguiu. A loira apenas sorriu gentilmente antes de proferir as palavras que estavam entaladas há tempos em sua garganta.
–Pelo o que eu ouvi e principalmente pelo o que vi, sei que só sabe escolher dois tipos de roupas. Aquelas que escolheu para mim e as que escolhe para você. As de extremo mau gosto e as vulgares. Então eu acho que não, não irei aceitar a sua ajuda, mas mesmo assim obrigada. Completamente gentil de sua parte. –Astoria encenava o mais próximo do real que conseguia, falando amavelmente, lutando contra sua vontade de voar na irmã. Quando esta vontade ficou quase incontrolável, ela sentiu que era finalmente a hora de sair dali. -Agora adeus. -Falou rude, andando para a saída do salão comunal com Blaise ao seu lado. Porém, antes de desaparecer pelos corredores de Hogwarts, se virou para falar algo que ficara preso. -Se quiser, querida irmã, eu te ajudo. Mas não acho que irá gostar das minhas roupas, elas são tecido demais para sua honra de menos.
Com o sentimento do dever cumprido dominando a loira, ela e Blaise seguiram pelos corredores conversando amigavelmente. Logo se juntaram ao resto do pequeno grupo de amizades do qual faziam parte. Um grupo um tanto peculiar, devo dizer. Afinal, não é todo dia que vemos um sonserino andando com três grifinórios.
Após um tempo conversando, Blaise se juntou a Draco e Cormac foi conversar com Krum, não sem antes dar um beijo no rosto da ruiva, coisa que foi notada pelos curiosos olhos de certo garoto com uma cicatriz na testa. Hermione não olhou no rosto de Viktor.
Um pouco tempo depois, as quatro garotas andavam pelo jardim quando a constante chuva deu uma pequena pausa, após esperarem alguns minutos observando-a de dentro do castelo, juntando força e coragem para enfrentar o tempo lá fora. Desviando das poças enquanto riam, elas iam se aproximando cada vez mais da pequena cabana onde Hagrid se encontrava.
Quando elas estavam a poucos da estrutura de pedra e madeira a chuva voltou a cair, com seus pingos cortantes e insistentes molhando suas vestes e seus cabelos. Quando bateram na porta, já estavam encharcadas. Hagrid demorou alguns poucos segundos para abria a porta, ficando surpreso com o que viu.
–Meninas! O que fazem aqui nesta chuva? –Hagrid falou, preocupado. -Vamos, vamos! Entrem. –O meio-gigante as empurrou para dentro, fechando a porta logo em seguida.
Ao entrarem, sentaram-se na já habitual mesa de madeira. Luna chamou canino, que veio de bom grado, recebendo carinho nas orelhas assim que se sentou ao lado da loira.
Hagrid serviu rapidamente o chá nas xícaras, algumas até mesmo rachadas, e as entregou. Ele movimentou seu grande corpo até a lareira e a ascendeu, para logo depois se sentar ao lado das meninas.
Ficaram minutos assim. Luna fazendo carinho no cão negro e, periodicamente, bebericando eu chá. Hermione examinando suas unhas, enquanto pensava numa maneira de falar aquilo que estava em sua mente. A ruiva pensava em quadribol, e, consequentemente, no fato de Harry estar ajudando Cho. E Astoria... Bem, ela ria sozinha da bela resposta que tinha dado a irmã.
Porém, o silêncio logo transformou a leve manhã de sábado em algo pesado. A tensão no ar era praticamente palpável. Todos queriam dizer algo, e, talvez com medo de reações negativas, hesitavam.
Hermione foi a primeira a decidir falar e a única a encontrar uma forma de dizer o que todas queriam. E, pousando a xícara no pires rosado, respirou fundo.
–Hagrid, soubemos que estava com um novo dragão. –Comentou um tanto desconfortável.
–Sim, porém este também fugiu. Encontro-me novamente inconsolável. –Seu tom de voz era dramático, o que quase as fez acreditar no que ele disse. As meninas se encararam, perguntando silenciosamente qual delas falaria. Hermione engoliu em seco, sabendo que seria ela a falar.
–Oh sim... Hagrid, e se nós disséssemos para você que sabemos a verdade?
–A verdade? Que verdade? –Perguntou confuso, acabando com o seu chá e colocando a xícara na mesa.
–Você sabe que verdade. E nós sabemos toda. –Astoria acrescentou. Por um momento, Hagrid franziu o cenho. Elas puderam observar suas grandes mãos tremerem.
–Não sei do que estão falando! –Falou se levantando, carregando a xícara junto. A colocou numa bancada que ficava perto dali, logo depois se apoiando nela.
–Sabe sim. –Luna disse apenas, levantando ambas sobrancelhas.
–Não! Eu não sei! Estão me deixando confuso. –Hagrid não as olhava mais, e agora depositava ainda mais seu peso sobre a bancada.
–Hagrid... –Gina o repreendeu, soltando um suave riso pelo nariz.
–Parem! Eu tenho um compromisso agora, vocês devem ir embora. –Ao pronunciar grtando tais palavras ele andou até a porta, a abrindo. Canino o seguiu, porém voltou a se escorar ao lado da loira quando os gelados pingos de chuva entraram diagonalmente, molhando o escuro pelo.
–Pare de tentar fugir! Nós sabemos de tudo. –A morena exclamou, visivelmente chateada.
–Vocês têm que ir agora. –Reafirmou, apontando para fora, ainda sem olha-las. Hermione, já cansada de tal joguinho, resolveu ser u tanto mais direta.
–Nós sabemos que os dragões estão na Floresta Proibida, cada um daquele que fugiu. Sabemos também que Igor é quem os dá a você. E também sabemos o porque de Dumbledore mantê-los em Hogwarts. –Pronunciou lentamente cada singela palavra. Isso o fez olhar para ela assustado.
–Mas como? –Indagou estático.
–O própio Dumbledore nos contou, antes que chegássemos nós mesmas a resposta. Não negue mais, Hagrid.–Respondeu Hermione.
–Vejo que sabem mais do que eu imaginava. Fico realmente curioso para saber o porque de Albus coloca-las a par desta perigosa aventura.Tudo bem, é verdade! Tudo que disseram é a mais pura verdade. Quem seria eu para negar? Saibam que estão correndo um tremendo perigo desde que começaram a investigar sobre este assunto. Maldito seja o dia que lhes contei que Hogwarts fora invadida, talvez se eu não o tivesse o feito eu as pouparia do terrível fim que as espera. Hogwarts não é mais a mesma, o mundo bruxo também. Creio que o mundo inteiro não é mais o mesmo. –E foi assim que Hagrid basicamente desabafou. As meninas o olharam assustadas, e pela primeira vez puderam sentir a magnitude de tudo no que estavam metidas. E, ali foi tomada uma silenciosa decisão, que seria colocada em questão o mais rápido possível. Estranhamente, todas tomaram a mesma, que afetava pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo tão ligadas pelos irrevogáveis laços de sangue. –E agora, o que vocês querem? –Perguntou, puxando-as para fora de seus pensamentos.
–Que nos leve até eles. –Hermione disse simplesmente, sem esboçar alguma reação. Hagrid apenas assentiu.
Eles percorreram o curto caminho da cabana até a Floresta Proibida calados, e quando entraram nela se concentraram para não tropeçar nas inúmeras raízes que emergiam do chão como tentáculos.
Andaram cuidadosamente por vários minutos. As garotas observavam o quão sinistra era a floresta, mesmo sendo de dia. E desejaram nunca ter de entrar ali a noite. Apenas a visão de uma das árvores retorcidas era de dar calafrios. Não queriam pensar em como seria se encontrassem algumas das criaturas que se escondem por ali.
Foi quando finalmente chegaram. Era uma área sem arvores enorme. Elas não saberiam dizer se elas foram arrancadas ou se simplesmente nunca nascera ali. Havia uma pequena casa de madeira. Havia também sacos e mais sacos de algo um tanto suspeito. Havia um pequeno lago. E também havia dragões.
Eram cinco. E, aparentemente, variavam de idade e tamanho. E também de raça. Incrivelmente, Luna era a única que poderia nomeá-las sem erro. Havia um bem ao meio, preso por uma corrente espessa de metal. Não parecia ser um adulto. Parecia um lagarto, tinha escamas negras, olhos amarelos e chifres cor de bronze. Era claramente um Rabo-Cóneo Húngaro. Um dos dragões mais perigosos.
–Hagrid, não conheço aquele seu amiguinho ali do meio. –A loira comentou, curiosa demais com aqueles olhos amarelos que a fitavam.
– Aquela. É fêmea, e isso a torna ainda mais perigosa. Um Rabo-Córneo. Linda não? Seu nome é Olívia. –Luna sorriu ao ouvir o nome de sua avó. Estava fascinada por aquele dragão.
Hermione também conseguia distinguir certas raças, porém não todas. Nunca havia visto dragões tão perto para poder colocar seu conhecimento em prática. E apenas a pratica leva a perfeição. Podia distinguir o Dente-De-Víbora Peruano, de pequeno porte, escamas lisas acobreadas, manchas negras e chifres curtos do Dorso-Cristado Norueguês, extremamente parecido com o Rabo-Córneo. Lembrou-se que Norberto era da mesma espécie.
A morena não tinha certeza sobre os outros dois, mas Luna sim. O vermelho de olhos carmim com pintas douradas, que estava no estremo direito da clareira era um Meteoro-Chines e o dragão sem pupilas e de beleza desconcertante era um Olhos-De-Opala. O último era Octávio.
Como de costume, Luna não pensou no que estava preste a fazer, e, cruzando a clareira a passos rápidos, se aproximou do dragão de quem cuidou quando ainda era um filhote. Não tinha atingido ainda a fase adulta, sedo apenas um pouco maior que a garota, porém, numa briga, era obvio quem sairia machucado.
–Luna! Cuidado! Por Merlin, saia daí! –Gritou Hermione, ao desviar seu olhar fascinado dos dragões. Seu grito chamou atenção de todos, que encararam a loira assustados. Ela não poderia ser tão sem noção assim.
–Cale a boca. Esta o assustando. –Repreendeu, chegando ainda mais perto do dragão, que a olhava profundamente. –Olá Octavio. Faz muito tempo, não? –Falando isso, estendeu a mão. O dragão encarou aquele pedaço de carne desconfiado, chegando perto dela. E, para a surpresa de todos, abaixou a cabeça, permitindo o carinho. Luna sorriu largamente. –Viram? Ele não é malvado. Você é um bom menino, não é Octavio? –Perguntou bobamente para ele.
–Ah, meu coração! –Exclamou Astoria, colocando a mão sobre o peito, tentando se recuperar do susto. –Ela é definitivamente doida. Doida mesmo. Maluquinha.
–Completamente. –Concordou Gina, ainda sem reação.
–Hagrid, qual deles é Peregrino? –Luna indagou, ainda acariciando as escamas da bela criatura. Nem mesmo Rúbeo acreditava no que via.
–O Dente-De-Víbora. É um belo dragão... Todos são. É uma pena que tarefa a que eles foram designados não foque em sua beleza. Infelizmente, eles são uma ótima forma de proteção. –Comentou tristemente, e não pode deixar de acrescentar, sussurrando apenas para ele. –E é uma pena que a tarefa de vocês, garotas, não foque na beleza. Vocês também são uma ótima forma de proteção.
–Hagrid, disse algo? –Perguntou Astoria quando percebeu a boca dele mexer. Um tanto desconfortável, foi obrigado a acrescentar.
–Disse sim. Mas acho que foi um tanto baixo. Luna, gostaria de me ajudar com eles? Você realmente parece gostar. É claro que eu não a deixarei chegar perto deles novamente.
–Ah, sim. Claro Hagrid, vou adorar participar da vida de dragão deles. –Disse simplesmente, fazendo os outros sorrirem. Afinal, aquela era Luna Lovegood, poderíamos esperar qualquer coisa vinda dela.
E, como se fosse um protesto pela loira ter parado o carinho e ter se virado para falar com Hagrid, Octavio a empurrou com o focinho, causando uma onda de terror nas pessoas que assistiam. Luna apenas riu, voltando a acaricia-lo.
Já de volta a cabana, os cinco estavam sentados na mesa, conversando sobre assuntos superficiais. Era de tarde, e logo elas teriam que encontrar os garotos na biblioteca. E, com este pensamento na cabeça, Hermione percebeu algo numa das prateleiras de Hagrid.
–Aquilo é uma caixa de feijõezinhos de todos os sabores? –Falou interessada, fazendo todas a olharem com curiosidade.
–Sim. Todo homem necessita de um estoque e doces. –Isso fez a morena sorrir de lado, o que assustou Hagrid.
–Quer me dar? –Disse indiscretamente, abrindo um grande sorriso para o meio gigante. Ele arregalou os olhos. –Ah, vamos Hagrid. Tenho um pouco de chocolate na minha bolsa, se quiser eu te dou. –Implorou e tirou o chocolate da pequena bolsa que levava consigo. Hagrid a olhou interessado, sorrindo por trás da barba.
–Feito. –Falando isso, se levantou. Andou até a prateleira e pegou a pequena caixa, a jogando para Hermione, que agarrou.
A morena fez o mesmo, lançando a embalagem pelo ar. Porém ela nunca cegou ao destinatário. Não, ela foi pega no ar por canino. Realmente, o cachorro era mais ágil do que parecia, e naquele momento, engolia o chocolate de forma desesperada, temendo que alguém pegasse dele.
–Canino! Cachorro mau! Cachorro feio! Vou te dar de comida para os dragões, seu filho de uma galinha. –Exclamou Hagrid, claramente desesperado. As garotas ficaram caladas por um segundo, depois começara a gargalhar. Canino ataca de novo!
–Acho melhor a gente ir embora. Te trago mais chocolate depois Hagrid, não se preocupe. –A morena disse em meio à gargalhas. Ele mal deu atenção a ela, continuo gritando com o pobre cachorro.
–Cachorro feio! Você passa mal se comer doce, depois eu tenho que ficar limpando toda aquela mer... –Elas saíram dali para não presenciar Hagrid narrando o que o cachorro fazia quando passava mal. Não precisavam saber disso. Já tinha merda o suficiente na vida delas, e elas atendiam por nomes masculinos própios.
Tomaram o caminho para a biblioteca, sem fazer nenhuma parada. Porém agora andavam em cinco, pois Elliot as havia encontrado e decidido ir com elas. Ele conversava com Hermione sobre os aurores, assunto que ambos entendiam muito bem.
Não demorou muito para eles chegarem naquela sala repleta de livros. Todos se sentaram ao lado dos que já estavam ali. Todos menos Hermione. Ela decidiu esperar em pé por uma pessoa um tanto indesejável. E não demorou para ele chegar.
Draco entrou acompanhado de Blaise. O moreno cumprimentou a morena com um beijo na bochecha, o loiro apenas sorriu de lado. Um belo sorriso. E eles ficaram ali, se encarando por bastante tempo. Tempo suficiente para Blaise falar com todos da mesa antes de dar atenção especial para Luna, o que não passou despercebido por Elliot.
–Por que está me encarando, Granger? –Perguntou grosso, arrancando um risinho da garota.
–Pergunto o mesmo a você, Malfoy. –Retrucou, porém quando ele foi devolver, ela o interrompeu. Ele não gostava de ser interrompido. –Olha, não estou com cabeça para discussões hoje. Preciso falar com você, vai ser rápido, eu prometo. Me siga. –Instruiu, começando a andar.
–Não me diga o que fazer, Sague-Ruim. Não recebo ordens. –Seu tom era de irritação, porém ele a seguiu. Se Blaise tivesse ouvido provavelmente riria. Draco Malfoy estava recebendo ordens.
Afastaram-se um pouco, entrando pelos corredores de estantes. Pararam justamente no qual eles fizeram a aposta há alguns dias atrás, e Hermione tinha em suas mãos a primeira parte do pagamento. Ainda não acreditava que ele realmente estava indo a suas aulas.
–Sou uma mulher de palavra Malfoy. –Falou sorrindo, mostrando-lhe o que estava em suas mãos. Draco riu baixo. –Aqui está. –Estendeu para ele, que apenas encarou.
–Uma característica admirável, devo dizer. –Comentou, pegando a caixa e a examinando. –Ainda faltam outras duas, não pense que eu esqueci.
–Não penso. –Hermione observou ele abrindo a embalagem e pegando apenas um do conteúdo de lá, levando a boca. Porém, antes de coloca-lo entres os lábios em desenhados, resolveu falar.
–Não estaria aceitando doces de uma Sangue-Ruim em outra ocasião, estou aceitando por que eu venci. –Após falar, colocou o pequeno feijão na boca, analisando o seu gosto. –Ah, nada como este sabor. Sabor da vitória. –Disse superior. Hermione sorriu e estendeu a mão, pegando um doce antes que Draco pudesse perceber. O loiro ficou indignado. –Eu deixei? –Hermione nada falou, apenas levou a boca. Era um forte gosto de limão azedo, o que a fez fazer uma careta e tirar o doce da boca.
–Ah, peguei o sabor da arrogância. Desculpe, mas não ou obrigada a engoli-la. –E, para completar sua frase, pegou um pequeno pedaço de papel e enrolou a bala, entregando a ele logo depos. Deveria ser a primeira vez que tocava nele, e tinha plena certeza que ele iria revidar futuramente, afinal, não é todo sonserino que aguenta uma grifinoria quando esta quer ser venenosa. –Guarde-a para você e para os que são idiotas o bastante para atura-lo.
Hermione voltou a mesa, logo depois Draco também. E ela podia sentir o olhar penetrante do loiro sobre ela. Não, ela não ficaria impune, porém estava se divertindo muito. Aquele sonserino não sabia do que ela era capaz.
O tempo na biblioteca passou rápido, como sempre, e logo estava na hora de irem embora. Foram em grupos para seus dormitórios, sendo denominados por qual direção cada pessoa seguia. Porém, Blaise acompanhou Luna até o dormitório dela.
E naquela noite, mais um beijo aconteceu.
Não, não foi do sonserino com a corvinal.
Ao acompanhar Luna, o moreno deixou Draco e Astoria sozinhos. E, antes dos dois chegarem ao salão comunal da sonserina, seus lábios estavam grudados num beijo rápido e forte, beirando a violência. Durou por poucos minutos, porém iria ficar presente na mente dos dois por muitas horas.
Astoria foi para seu dormitório não podendo negar que havia gostado.
Draco foi para seu dormitório com a forte marca de um tapa na bochecha esquerda e arranhões na direita. Blaise, quando o viu, caiu na gargalhada. Alias, alguém havia dito que seria fácil?
Notas finais
E o que acharam do nosso lindo Octavio?
Se não comentaram eu darei vocês de comida para os dragões!!kkkkkkkkkkk
Gostaram? Amaram? Odiaram?
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