Notas iniciais
Oie! Demoramos um pouco dessa vez por conta do carnaval já que nós duas viajamos. Espero que gostem desse capítulo! Ele está fresquinho para vocês! Ah, e outra coisa, vocês devem ter notado que no site da fic existe uma área denominada "Correio", certo? Bem, eu e a Nicky achamos que já passou da hora da gente tirar aquele aviso de "Em Breve" e mandar ver. Por isso, pedimos para que vocês, queridos leitores, que nos enviem perguntas. Queremos saber suas curiosidades sobre o mundo que criamos! Iremos responder de tudo! E, é claro, também aceitamos perguntas em torno no Pax (autor do Almanaque para quem não leu a introdução). Coisas como de onde ele veio e tal... Para enviar sua(s) pergunta(s) é só fazer uma "carta" para o Pax (já que é "ele" que vai responder) e nos enviar por MP (para mim ou para a Nicky) ou colocar no comentário. Não se acanhem! Estamos loucas para botar o Pax pra trabalhar! Beijos! Bia Valdez

~SERENA HOUSTER~

Algumas horas depois de Tomas finalmente ir embora da loja, minha mãe chegou em casa da tal reunião. Como sempre, seu cabelo comumente arrumado estava totalmente bagunçado e arrepiado, assim como seus ombros estavam caídos pelo cansaço. Abri um pequeno sorriso de compaixão assim que ela abriu a porta da loja.

– Reunião difícil? – perguntei, mesmo já sabendo a resposta, enquanto apoiava um leque na longa mesa de cedro do centro da loja.

– Leth continua fazendo aquelas previsões malucas. – minha mãe soltou uma risada seca e se sentou em uma poltrona próxima – Falando do fim do mundo e recitando profecias...

– Ainda não entendo por que você continua aturando essas pessoas, mãe. – suspirei – Pensei que você fosse a líder.

Pela primeira vez naquele dia minha mãe me lançou um dos seus olhares reprovadores. Eu já esperava por aquilo.

Acontece que, diferente da maior parte dos humanos existentes, eu e minha mãe fazíamos parte de algo completamente inimaginável para qualquer pessoa considerada comum.

Nós praticávamos magia.

Eu já ouvira a história centenas de vezes. Mais de cem anos atrás, minha família reaprendera a arte da magia e, indo contra os ensinamentos de seus antepassados, trocaram a antiga crença de que a magia era maléfica para a de que a magia em mãos erradas era maléfica. Algo que eu concordo plenamente.

Depois de tantos anos passando aquelas habilidades de geração em geração, a magia se tornou cada vez mais forte e é aí que eu entro. Faz dez anos que minha mãe foi declarada líder de nosso Clã de Magos e, de acordo com ela, é de vital importância que eu venha a ser sua sucessora no futuro. Por isso ela simplesmente ODEIA quando eu sou “petulante” já que acredita que humildade é a principal virtude de um bom líder.

Oras, eu não sou petulante! Só me irrito com gente que fica surtando sem razão nenhuma!

– Não fale assim. Leth é um homem muito sábio. Só não se expressa de modo convencional.

– Me desculpe se eu odeio rimas, mãe. Já estou cheia delas na escola. – cruzei os braços e revirei os olhos, bem no momento que uma forma apareceu no topo da escada que dava para a minha casa.

– Sra. Houster. Não sabia que tinha chegado. – Antony sorriu enquanto descia a escada com uma enorme caixa nas mãos.

– Deixa que eu te ajudo com isso. – minha mãe sorriu – E, por favor, eu já pedi para você me chamar de Phoebe.

Percebi o que ela ia fazer antes que sequer se mexesse. Com um movimento rápido, minha mãe estalou os dedos e a caixa de papelão flutuou no ar como se seu peso de repente tivesse desaparecido, depois minha mãe se moveu de novo e os medalhões que preenchiam a caixa começaram a voar em todas as direções, indo para seus devidos lugares.

– Ainda não entendo por que você não me ensinou isso. – bufei e a fuzilei com o olhar, ela só riu.

– Primeiro: Você precisa aprender a arrumar suas coisas. Sem magia. Segundo: Porque é sempre mais divertido quando eu faço. – ela piscou para Antony, que abriu um sorriso cúmplice.

– Cala a boca, hobbit.

– Mas eu não disse nada! – o garoto riu, mas logo depois fechou a cara – E, Nina, eu já te disse. Eu sou um duende, não um hobbit. Hobbits não existem.

– Pensei que vocês não gostassem de serem chamados de duendes.

Antony parou por um segundo para pensar numa resposta. Desistindo, só ajeitou o gorro verde sobre suas orelhas pontudas e murmurou:

– Ah... Tanto faz.

Soltei uma risada no momento seguinte, mas Antony fingiu ignorar enquanto pegava a caixa de papelão (agora vazia) que acaba de pousar no chão para poder leva-la de volta para o depósito.

Virei-me para minha mãe enquanto ela acabava de colocar o casaco que usava em cima de uma prateleira qualquer.

– Com calor? – perguntei com um quê de ironia da voz.

– Um pouco – riu minha mãe – Viver em Sidney tem dessas coisas.

Acabamos por rir juntas da piadinha.

– Você devia comprar um ar-condicionado.

– Seus antepassados viviam em temperatura ambiente. Você também pode viver. – com essa última afirmação minha mãe se dirigiu a escada me deixando para trás com um sorriso no rosto.

***

~ARIANNE CYZARINE~

Faltavam cinco dias para a COIN e as inscrições haviam acabado de começar. Para uma segunda-feira de manhã o pátio do Instituto estava bem cheio. Alunos de todos os anos voavam de lá para cá preenchendo formulários e tagarelando sobre suas expectativas para o evento.

Eu, como sempre, estava na companhia de Alyssa. Minha amiga desmemoriada e colega de quarto. A garota estava bastante alegre com a situação, já tentando imaginar como o evento se desenrolaria e se os filiados com a água eram pessoas divertidas.

– E você, Ari? Vai preencher o formulário? – Lyss sempre foi o oposto do que sua aparência mostrava. O cabelo laranja (literalmente) e a altura deixavam isso bem claro. Se você a visse por aí com suas asas de libélula jamais acharia que ela seria tão inocente quanto é. Só para ter uma ideia, a palavra mais utilizada para descrever a personalidade da Alyssa é... doce. Quase que literalmente.

– Acho que vou sim. E você? – respondi enquanto arrumava o livro que eu carregava embaixo do braço de modo que ele não caísse.

– Também. – Lyss sorriu – Você sabe que eu goste de tomar novos ares.

Ri com o comentário e seguimos para a mesa com os formulários. Tomei cuidado para não derrubar o pote cheio de pedaços de carvão que estava sobre a mesa enquanto pegava um para mim e um para Lyss. A garota pegou duas folhas de formulário e seguimos para um canto para podermos preenchê-los.

**

~ALYSSA VÉNEANAR~

Diferente dos outros seres, nós, os filiados ao ar, não utilizamos pena e tinta para escrever e sim pedaços de carvão. Suja mais, mas a prática faz parte de um acordo contra fadas montanhesas e seres penna, já que num passado muito distante era comum utilizar penas de seres penna para escrever. Nada gentil.

Eu e Ari nos sentamos no parapeito de uma das grandes janelas do FIAF e eu retrai minhas asas para que quase se fundissem à minha pele. Um jeito fácil de não ocupar muito espaço.

– A gente vai dormir aonde mesmo? – perguntei para Ari, que deu de ombros.

– Não sei. Eu vou levar minha rede. Acho que seria uma boa levar a sua. – a loira terminou de anotar algo no formulário e limpou as mãos na barra do vestido, deixando uma mancha escura do tecido claro – Droga. Força de hábito.

Ri enquanto terminava de preencher minha ficha, já imaginando como seria aquele evento tão esperado. Esperava não arrumar muita confusão.

Acho que nunca estive tão iludida em toda a minha vida...

Notas finais
Esperamos que tenham gostado do capítulo! Nos vemos nos comentários! Que a Força esteja com vocês! ~ignorem meu vício por Star Wars Bia Valdeeeeeeez!