As Foragidas
10 Capítulo 10 Confusão
Notas iniciais
Tipo OMG quero agradecer de coração a Karine! Nossa eu te amo, fofa! MUITO obrigada mesmo por recomendar, e muito obrigada também por favorita, você mudou o meu dia. Quero agradecer também a Ruby por favoritar *-* MUITO obrigada, linda!
Enfim, é só, mas também quero agradecer por todos que comentam e acompanha! Cheguei aos 50 comentários galera! Tudo graças a vocês, por isso que eu amo vocês. Obrigada também pela colaboração da Alice e da Merabe ( Suas fofas)Bom, nós vemos nas notas finais.
Boa leitura!
Beijos.
Pov. Mônica.
Fui até a porta do banheiro onde ele havia entrado, poucos minutos antes de eu me xingar mentalmente, por não mandar o IBAMA proibir a mãe da Cascuda de ter a Cascuda. Então a culpa era da Cascuda? Hum, ela vai ver só quando eu tiver que desafiá-la! Como é bom fazer os outros pagarem.
Xinguei a porta mentalmente por estar com a chave do lado de dentro. Mas logo quando eu tenho a grande ideia de trancá-lo a chave não colabora? O que eu faço e... Já sei! Vou usar umas das minhas chaves falsas, que fiz para trincos de todas as marcas. Olhei a marca do trinco, e peguei minha bolsa que estava em cima da cama, para procurar as chaves. Procurei rapidamente na bolsa antes que ele saísse! Mas quando encontrei a marca do trinco ele abre a porta.
Pov. Cebola.
– Eu tenho que treinar para os jogos ora? Vou beber água. – Ele disse saindo.
Logo meus olhos começaram a pesar e adormeci. Minutos depois ouvi o barulho da porta ranger, achei que fosse o Cascão entrando e nem liguei! Estranhei o Cascão não se deitar e me virei para o lado da direita para manda-lo ir dormir, provavelmente ele voltaria a ler aquela revista idiota assim que se deitasse! Mas fiquei surpreso quando me virei, por que vi uma garota com um par de óculos noturnos, uma câmera com um equipamento preso na cabeça, ela estava vestida de roupa preta colada, com umas listras verticais vermelhas, e também carregava uma mochila nas costas. Ela arregalou os olhos quando viu que eu havia me virado.
– AAAAAAAAAAAAAH. – Eu gritei quase caindo do outro lado da cama.
– Fica quieto! – Ela voou em cima de mim e tampou minha boca.
– O que você tá fazendo aqui, garota? – Perguntei retirando sua mão de minha boca.
– Eu... – Ela ia responder alguma coisa, quando pareceu se der conta de algo e logo mudar de assunto. –... Quero que você fique caladinho. – Sussurrou voltando a tampar minha boca.
– Me larga! Quer fazer a droga de explicar o que faz aqui sua maluca? – Tirei sua mão novamente de minha boca indignado, ou muito surpreso por ela estar em cima de mim pela segunda vez só no mesmo dia.
– Você é o Cebola? – Ela perguntou normalmente! Ela veio aqui só para saber meu nome? Então, o que impediu ela de fazer isso de manhã.
– Sou! Agora vai dizer que veio aqui só para saber isso? – Perguntei com curiosidade.
– Mais ou menos!- Ela saiu de cima de mim, e pegou o spray, que estava sobre a mesa do criado mudo. – O que é isso? – Ela perguntou.
– Um spray?! Já que você já fez o interrogatório quer ir embora? – Me levantei e peguei o spray de suas mãos.
– Não! – Ela sarcástica, e se jogou na cama do Cascão.
– Hã? Você vai ficar aqui? – Perguntei confuso.
– Vou! Agora se deita aí, e fica quieto até dar exatamente 24 horas e 60 minutos! – Ela disse olhando no seu cronômetro que ficava encaixado na câmera.
– Você veio aqui para me filmar? – Perguntei notando a câmera.
– Não te devo satisfações! – Ela rosnou, me ignorando.
– Deve sim! Você vem no meu quarto com uma câmera, e fantasiada de preto e quer que eu engula? – Disse me pondo em sua frente.
– Quero! Cala a boca aí, porra! Não tá vendo que eu tô lendo essa revista de skatista? – Ela disse folheando a revista do Cascão que estava sobre a cama.
– Ah, é? É assim, né? – Perguntei com um olhar desafiador.
– É sim! – Ela não me encarrou, apenas fixou os olhos na revista. Vou colocar ela e o Cascão nesse concurso de skate é o lugar dela.
– Ok, eu vou agora mesmo falar com a coordenadora que você tentou transar comigo, e ainda tentou um homicídio. – Sorri desafiadoramente, essa foi a melhor ideia que já tive.
– O que?- Ela pareceu tentar digerir tudo o que eu disse. – Vai! Assim eu jogo vídeo game sozinha. – Ela me deu língua, e ligou o vídeo game que já estava conectado á tomada. Essa realmente não era a reação de desespero que eu esperava dela.
– Tudo bem! Já estou indo. – Tirei a camisa e vesti outra! Fiz um sinal para que ela notasse que eu iria tirar o resto.
– Ah, não! Você só pode estar brincando! Vai tirar a roupa na minha frente? – Perguntou debochando da minha atitude.
– Sim! Ou você espera que eu vá com essa roupa?- Perguntei bagunçando o cabelo na frente do espelho, para dar um charme, e passei perfume. –... Não está com vontade de ir embora, não? – Sorri maliciosamente.
– Não estou com a mínima vontade de ir embora isso eu garanto! Mas já não posso dizer o mesmo de quebrar a sua cara. – Falou calmamente com os olhos pregados na televisão. Ela ignora bem isso tenho que admitir, ou será que chamo de atraente?
– Então vem quebrar! – Disse. Já que ela pode me surpreender, suponho poder fazer o mesmo! Mas parece que ela manteve a pose.
– Quem mexe com lixo é lixeiro! Minhas mãos preciosas não teriam coragem de se ofender com tal absurdo. – Ela disse tentando me ofender.
– Olha aqui! Você pensa que é quem para ir me insultando assim, em garota? – Eu disse me pondo ao lado da televisão.
– Eu insulto quem eu quiser! Você não manda em mim! – Retrucou ainda me ignorando.
– Tem certeza? Não está nem um pouquinho incomodada comigo? – Eu disse me agachando e repetindo as palavras no meu ouvido, com uma voz sedutora. Acho que ela se arrepiou.
– Porra, garoto! Por que você não vai dormir e me ignora? – Ela disse descontrolada finalmente me dando atenção! Me levantei.
– Se você me explicasse o que quer aqui, talvez! – Respondi sério cruzando os braços.
– Pra mim já chega! Quer que eu coloque uma mordaça nessa sua boca? – Perguntou me ameaçando.
– Mordaça? Não acha que isso só pioraria para o seu lado? Pelo o que sei posso dizer isso á coordenadora também. – Sorri maliciosamente. O Cascão passou o caminho todo falando de sua fama, e isso foi o jeito que encontrei de usar o jogo ao meu favor.
– Você tem provas? Pode provar todas essas insanidades sobre mim? – Ela disse se defendendo.
– Você é muito ingênua! Não vê que sua fama já não é boa? Se eu contasse isso não faria diferença. – Ri sarcástico.
– Ora seu... – Notei que ela iria me xingar, mas ignorei e entrei no banheiro. Afinal parece que o plano de tirar a roupa na sua frente também não funcionou! Acho que eu não tentaria fazer isso.
Vesti um short bem rápido! Girei a maçaneta da porta imaginando que ela já teria desistido e isso embora, mas ela estava parada procurando alguma coisa em sua bolsa.
Pov. Ana.
As meninas pegaram suas bolsas e saíram as presas para a Universidade! Acho que a Julia se sentiu um pouco aliviada em não ter que ir. Já que só tinha ela, resolvi servi biscoitos para ela.
– Será que vai ficar tudo bem? – Ela perguntou nervosa comendo um biscoito.
– Fique calma, Julia! Estamos nesse ramo a mais de seis anos. Somos especialistas, confie! – Disse bebendo um pouco de suco.
– Ok! Se você diz... – Ela disse mais calma.
Pov. Cascuda.
Estava esperando na linha que Magali atendesse! Mas ouvi vozes de outro corredor vindo em nossa direção. Corremos e entramos em uma espécie de dispensa onde ficavam os matérias de limpeza dos faxineiros. Era apertado, mas dava pra se mexer! Só espero que não apareça faxineiro por aqui tão cedo.
Esperei um pouco, até que ela atendeu.
– Magali! Onde você está criatura? Como foge desse jeito? – Perguntei desesperada.
– Desculpa Cascuda! Estou resolvendo uns problemas talvez hoje não dê para eu ir para a reunião! – Ela respondeu.
– Como é? Quer que a Mônica te mate? Você já faltava bastante nós treinos de escalar muro, e quer faltar em uma reunião também? Não pode! – Disse surpresa.
– Limpa a barra dessa vez Cas! Por favor! – Ela implorou.
– Ok! Só dessa vez, mas aonde você está? – Perguntei.
– Eu tô no refeitório! – Ela respondeu.
Pov. Cebola.
– O que você tá fazendo? – Eu perguntei fitando ela caçar alguma coisa na mochila.
– Nada e... Pra quem você vai ligar? – Ela perguntou preocupada quase arrancando o celular das minhas mãos.
– Para meu amigo! Ele meio que desapareceu faz tempo que saiu. – Respondi discando seu número. Se eu ia sair do quarto tinha que pedir para o Cascão ficar de olho nessa doida. Vai que ela veio fazer, o que eu acho que ela veio fazer. Ela suspirou aliviada quando eu disse aquilo, estranho! Outra coisa estranha e ela aparecer logo em seguida que o Cascão sai.
Pov. Cascão.
A Magali estava me contando como sua história de vida era triste! Senti um pouco de pena dela! Então era por isso que ela era assim?
Começou a chover e eu puxei a mesma para dentro da escola. Seu celular tocou e ela atendeu! Logo o meu tocou também.
– Alo?- Disse.
– Onde você tá Cascão?- Perguntou o Cebola.
– Eu tô no refeitório. Cebola, você não fez nada com a minha querida revista não, né? – Perguntei preocupado.
– Lógico que não seu bocó! Eu tô com problemas, tem uma mina aqui e... –- Ele parou de falar.
– Cebola? O que houve Cebola? Tem uma mina aí e o que? – Perguntei.
Parece que ele desligou.
Pov. Magali.
Estava tentando fazer a Cascuda me ajudar, quando o celular do Cascão toca e... O QUE? Cebola? Ele era amigo dele? Ouvi ele falar seu nome quando a ligação caiu. Lembrei que Mônica estaria lá! Como assim? O que fez ele desligar? Ele quase revelava sobre a Mônica para Cascão. Então ele era esse Cebola! Se tinha uma garota no seu quarto essa garota era a Mônica.
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