As Estações

7 Primavera — Capítulo Sete: Última Flor de Primavera


Notas iniciais
Depois da terrível noite que resultou no baleamento de Jack, Scott se vê cercado de problemas. Gerardo toma uma decisão difícil, um "admirador secreto" aparece na história, e uma nova pessoa vem a tona... Será que depois de tudo isso, Scott e Jack continuarão tendo a mesma ligação? Fique sabendo disso agora!

Acordei e meu quarto estava escuro, o que era estranho, já que eu sempre dormia com a janela aberta. Pensei que ainda fosse madrugada, mas notei a claridade do dia em baixo da porta de meu quarto. Eu ainda pensava em tudo o que havia acontecido naquela noite. Pensava em Jack, em como ele foi burro e corajoso ao mesmo tempo. Os homens já estavam indo embora, será que ele não podia simplesmente esperar mais um pouco? Dane-se o colar, a vida de Jack é mais importante do que qualquer coisa. Parecia que nada daquilo era real, e que quando eu me levantasse daquela cama, me daria conta de toda a realidade. Eu fiquei alguns minutos deitado, me recuperando do meu sono perdido e reorganizando meus pensamentos, até que olhei para o despertador e vi que eram 7h58. PORRA. Eu estava muito atrasado. Naquele dia eu teria uma consulta com o psicólogo — fornecida gratuitamente pela prefeitura da cidade — e aconteceria às 8h30. Caí da cama, literalmente, e corri para o banheiro. Tomei uma ducha rápida, vesti minha roupa e saí de casa.

Aquela tinha sido a primavera mais alvacenta de toda a minha vida. As flores estavam em perfeito estado, mas para mim nada tinha cor. Três dias haviam se passado e Jack ainda estava no hospital. Eu era o culpado de tudo. Não devia ter o chamado para ir até lá. Ele já tinha feito muito por mim, e eu só abusei de sua boa vontade. Também não devia ter dado bebida alcoólica para Jack, mas como dizia meu psicólogo...

— Você não podia prever o que ia acontecer, Scott.
Me acomodei na grande poltrona preta, tentando não encarar o homem de preto face a face. Ele estava sentado em uma cadeira estofada, logo a minha frente. Eu podia jurar que sua cor era cinza, mas era somente o reflexo do sol que invadia a grande janela de vidro. Atrás do homem tinha uma mesa, com alguns livros e outros objetos em cima. O psicólogo segurava uma caneta e uma prancheta, anotava algumas coisas de vez em quando.

— É... Eu não podia prever, mas podia ter evitado — respondi. Minha voz estava tão fraca, há dias que eu não dormia direito. Só de pensar que Jack havia sido submetido a uma cirurgia para remoção da bala, eu já sentia como se eu mesmo tivesse disparado aquele revólver. — Jack estava em minha frente e eu não fiz nada para impedi-lo. — completei.

O homem de terno preto me olhou com uma expressão curiosa, como se eu tivesse acabado de desafiá-lo a decifrar um enigma. E realmente tinha, e esse enigma era minha mente. Eu estava tão perdido em meus próprios pensamentos que não vi quando confessei que na verdade, eu era apaixonado por Jack Parker.

— Bom... Ele também gosta de você? — ele perguntou, aproximando a sua poltrona daquela que eu estava sentado.

— Não — respondi — Quer dizer, eu acho que não.

O homem se mostrava interessado no assunto, e me perguntou sobre o meu relacionamento com Jackson. Eu contei tudo o que tínhamos feito durante toda a primavera. As partes boas e as ruins, as situações embaraçosas e as engraçadas. Tudo. Ele não me disse nada sobre o assunto. Terminou de fazer algumas perguntas, receitou algumas atividades e a sessão de terapia chegou ao fim. Eu saí daquela sala com um fardo mais leve, me sentia calmo e menos culpado. Precisava ir embora, pois no dia seguinte eu faria uma visita ao hospital onde Jackson estava internado. Tive que enfrentar as ruas turbulentas de NY, atravessando pessoas aparentemente importantes e algumas nem tão importantes assim. Perdi as contas de quantas vezes eu esbarrei em alguém, pedindo desculpas logo em seguida. Precisava voltar para casa o mais rápido possível. Gritei para um táxi que parou em minha frente. Expliquei qual era o meu destino, e minutos depois ele havia me deixado na porta de minha casa.

O cheiro de rosas já tinha desaparecido, e a grama não estava tão brilhante como antes. A primavera estava chegando ao fim, e eu podia ver isso não só pela escassez das flores, como também pelo sol que brilhava intensamente naquela tarde de domingo. Abri a porta e entrei em minha casa, fechando-a logo atrás de mim. Estava escuro, e eu saí abrindo todas as janelas. Subi as escadas e abri a porta do meu quarto. A cama de solteiro estava desarrumada, como sempre. A janela estava aberta, mas uma cortina branca amenizava a luz solar. Arrumei minha cama, tirei a camisa e voltei para o primeiro andar da casa. Estava inquieto e com calor. Lembrei que teria que ir ao Laurence Grill para ajudar a arrumar a bagunça que acontecera na noite do assalto. Gerardo tinha fechado o bar desde aquele dia e eu não tinha certeza se ele o abriria novamente. Estava rezando que sim, pois era o o único emprego fixo que eu consegui em anos. Fui até a cozinha e coloquei algumas torradas no forno, voltei para o segundo andar e tomei outro banho, dessa vez mais calmo. A água ainda estava fria, e eu prometi a mim mesmo que um dia arrumaria aquilo. Terminei meu banho rapidamente e ao sair do banheiro, vi pela janela que já estava escuro. Fui até e coloquei uma roupa quente — uma calça preta e comprida, blusa vermelha e moletom azul escuro. Voltei para baixo e senti um cheiro de queimado. AS MINHAS TORRADAS. Corri até lá e abri o forno, que liberou uma fumaça preta e com um odor desagradável. Retirei a forma de lá e coloquei sobre a pia, ligando a torneira logo em seguida. Estava com fome, mas eu não tinha mais tempo de preparar nada, precisava ir ao Laurence. Coloquei meus sapatos e liguei para um táxi, que chegou minutos depois.

Eu não conseguia olhar diretamente para aquele lugar. Fechava os olhos e a cena daquela noite se repetia, várias e várias vezes. Se Jack tivesse gritado, eu ainda ouviria sua voz ecoando pela minha mente. Algumas mesas estavam derrubadas, copos quebrados no chão e o pior de tudo: Sangue. Tinha sangue no local onde Jack havia atacado o bandido. Eu não quis mais olhar.

— Scott.

— Gerardo... — a feição de aflição ainda estava no rosto do senhor Budowski, como se ainda estivéssemos naquele dia. Eu quis abraçá-lo, mas ele se mostrava fechado. Comecei a arrumar algumas coisas.

— Não toque em nada, Scott. Eu te chamei aqui por outro motivo... — ele disse.

Eu já sabia qual era o motivo, na verdade eu tinha certeza. Eu só não queria acreditar naquilo. Gerardo sempre foi amigo de meus pais, e foi por isso que eu consegui um emprego no Laurence.

— Gerardo, eu sinto muito... — eu disse.

— Não sinta... — respondeu — Já estava na hora de dar um fim nisso aqui. Eu e Noemia não damos mais conta do recado, então decidimos acabar com isso. Eu sabia que um dia o Laurence chegaria ao fim, eu só não pensei que aconteceria tão cedo...

Pensei em correr e abraçá-lo, mas eu ainda não me sentia seguro quanto a isso. Enfiei minhas mãos no bolso e girei um dos meus pés. Estava envergonhado. Não sabia o que dizer, muito menos o que pensar.

— O que você vai fazer? — perguntei, embora já soubesse a resposta.

— Nós vamos fechar o Laurence, pelo menos até precisarmos dele outra vez. — Gerardo retrucou — Podia ter dito isso pelo telefone, mas essa é uma notícia que se dá cara a cara.

O homem baixinho se aproximou de mim, com uma mão no bolso. Tirou dali tantas notas que eu não pude contar ao olhar pela primeira vez. Aquilo, com certeza, equivalia a um ano trabalhado, ou mais. Ele estendeu o dinheiro para mim, e eu fiquei sem reação por alguns segundos. Gerardo sorriu, pegou minha mão, colocou o dinheiro dentro dela e a fechou. Ele não disse mais nada, e nem eu. Guardei a grana no bolso e me dirigi até a saída. Abri a porta e me deparei com Luna, a jornalista do colégio.

— Oi, quer uma carona? — ela sugeriu.

Luna não disse nada o caminho todo. E se ela esperava que eu fosse tagarelar alguma coisa, estava redondamente enganada. Ligou o rádio do carro e uma música lenta começou a tocar. Chutaria ser Lana Del Rey, mas não tinha absoluta certeza. Eu não sei como ela sabia que eu estava lá, mas de qualquer forma eu permaneci calado. Minutos depois e já estávamos parados na porta da minha casa. Antes que eu pudesse sair, ela me surpreendeu.

— Scott, se importaria de responder algumas questões?

— Não, claro que não.

Ela tirou do porta-luvas uma caderneta, uma caneta e uma câmera fotográfica. Eu estava a observando, tentando entender o motivo daquilo tudo. Luna sorriu para mim, se ajeitou no banco do motorista e pediu, delicadamente:

— Me conte exatamente o que aconteceu naquela noite.

Eu estava cansado, mas mesmo assim desabafei com Luna sobre os acontecimentos daquele dia. Disse que eu havia chamado Jackson para ir até lá, e que ele bebeu até não aguentar mais. Também disse que eu tentei protegê-lo, mas ele se arriscou para pegar uma coisa minha. Ela anotava tudo naquele pequeno bloco, o que me deixava um pouco assustado. Eu terminei de contar e ela ficou escrevendo por mais uns dois minutos, terminando logo em seguida.

— Diga "X" — ela disse, levantando a câmera e batendo uma foto com um flash tão forte, que eu fiquei cego por alguns segundos.

Ela comentou sobre o que eu tinha dito, e deu sua opinião sobre algumas escolhas que eu e Jack tínhamos feito. Eu não tinha pedido a opinião dela, mas seria muito sem educação dizer aquilo, assim, descaradamente. Assim que ela terminou de falar eu agradeci pela carona e me retirei do carro, corri para dentro de casa pois tudo indicava que uma chuva forte estava por vir.

Minhas pálpebras estavam pesadas, e eu não conseguia dormir. Me revirava na cama, mas o máximo que eu conseguia eram cochilos de cinco minutos. Os relâmpagos iluminavam o meu pequeno quarto, criando sombras assustadoras. Eu me levantei, desci as escadas como uma lesma e fui até a cozinha, pegando um remédio para dormir. Fiquei parado ali por alguns minutos, olhando para o relógio que agora marcava 00h00min, então decidi voltar para a cama. Estava no segundo lance de escadas quando ouvi a campainha tocar. Me assustei pois a chuva estava muito forte e eu não recebia visitas desde... Sempre. Desci os degraus com calma, atravessei a sala e fiquei parado em frente a porta para ter certeza de que tinha realmente alguém ali. Se tivesse, a pessoa tocaria a campainha outra vez, o que não foi o caso. Então eu tomei coragem e abri a porta de uma vez. Olhei para um lado, para o outro, para cima e para baixo... Pera, o que era aquilo? Uma cesta azul. SERÁ QUE É UM BEBÊ?, pensei. Se fosse um bebê, eu fecharia a porta e fingiria que não tinha visto, porque eu não sabia nem cuidar de mim mesmo. Alguns minutos se passaram, até que eu decidir fazer alguma coisa. Eu me agachei, abrindo a tampa daquela sexta. Enfiei a mão lá dentro e puxei com força. Para minha surpresa, era apenas uma abóbora estilo Jack O'lantern, com olhos e dentes entalhados em sua superfície laranjada. Dentro dela tinha uma vela e um papel azul. Eu puxei o bilhete e nele estava escrito somente "Os garotos maus sempre voltam". Fiquei intrigado com aquilo, mas peguei o papel, a vela, a abóbora e coloquei tudo dentro da cesta. Mirei no meio da rua e arremessei aquelas coisas. Depois disso eu dormi a noite inteira, como uma pedra.

Era segunda feira, mas eu não iria para a aula. Aquele era o dia por qual eu havia esperado por muito tempo, e eu não queria me atrasar. Fui diretamente para o banheiro, tomei meu banho e me aprontei. Queria ser o primeiro a chegar no hospital. Queria estar lá quando Jack recebesse alta para pedir perdão por tudo que tinha feito. Queria me sentir redimido pelo menos uma vez. Saí de casa e ao passar pela varanda, me lembrei do "presente" que havia recebido na noite anterior. Me fiz perguntas como "O que aquilo significava?" "Quem tinha me mandado, e por que?" Não sabia as repostas, e pensei nisso durante todo o trajeto até o hospital.

Tudo o que eu via era um grande corredor, pessoas andando para lá e para cá, e salas, muitas salas. Eu estava sentado em na recepção do hospital. Uma mulher morena ficava atrás de um balcão arredondado, atendendo todas as pessoas que ali chegavam. Ela tinha pedido para que eu esperasse, pois estava marcado para o meio dia, e ainda eram onze e quarenta. Eu insisti para que ela me deixasse entrar, mas fui ignorado. Alguns minutos se passaram e eu pude ver quando Luke e Genevieve chegaram, se sentaram em minha frente mas não disseram nada. Uma mulher loira, com aparentemente trinta e poucos anos, acompanhada de um homem com os cabelos claros adentraram a recepção do hospital. Eles cumprimentaram Luke e Genevieve, e naquele momento eu soube que aqueles eram os pais de Jack. Um médico apareceu, chamando um de cada vez. Primeiro foram os pais de Jackson, que voltaram minutos depois com os rostos iluminados. Depois foi a vez de Luke. Genevieve preferiu não entrar, e eu admirava a capacidade que ela tinha de mexer no celular e me encarar ao mesmo tempo. O tempo se passou e finalmente chegou a minha vez, e eu contando os segundos para me encontrar com Jackson. Eu segui o médico até o quarto onde Jack estava, ele abriu a porta e eu entrei sozinho. A cama ficava a minha direita, e Jackson estava sentado, virado para a lateral dela e por esse motivo eu não conseguia ver o seu rosto. Ele usava um tipo de roupa hospitalar, como um vestido azul claro. Eu permaneci parado.

— Eu achei que não viesse — ele disse, ainda sem se virar.

— Por que eu não viria? — perguntei.

— Achei que estivesse com raiva de mim. — ele disse isso em um tom tão triste, que eu me senti uma pessoa horrível.

Queria poder ir até ele e dizer que ele não teve culpa, e que eu era o responsável por tudo. Eu dei alguns passos, me sentando na cama onde ele estava. Me escorei em suas costas.

— E eu achei que você não quisesse olhar em minha cara. — respondi.

Jack deu um suspiro fundo como se estivesse cansado, e realmente deveria estar. Eu me sentia péssimo por ter feito ele passar por aquilo. Me levantei e dei a volta na cama, ficando de frente para Jackson. Ele estava pálido, com os cabelos levemente desarrumados, e ainda assim estava lindo. Ele levantou o rosto e me olhou de um jeito cansado, e aquilo me deixava pra baixo.

— Não seja bobo, Scott — ele disse, dando um sorriso com o canto da boca — Sabe muito bem que eu nunca te culparia por isso.

Eu me senti um pouco mais aliviado, mas ainda sim achava que o grande culpado de tudo era eu. Coloquei uma das minhas mãos sobre a perna de Jackson, que não tirou os olhos de mim.

— Só diga que estou perdoado, por favor. — insisti.

Jackson sorriu, segurou em minha outra mão e me levou para mais perto dele. Uma de suas fortes mãos agora seguravam em minha cintura, enquanto a outra me guiava pelo pescoço. Eu estava sem reação. Jack se aproximou o suficiente para encostar sua boca em meu ouvido, sussurrando alguma coisa.

— Eu quero testar uma coisa...

— Então não perca o seu tempo.

— Você tem que ficar quietinho, Scott...

Naquele momento eu já estava sentindo o meu corpo se esquentar, era como se as palavras de Jack fossem uma fogueira no meio de uma nevasca. Ele passou sua língua pela minha orelha, sussurrando algo em alemão.

— Küss mich.

Eu não fazia ideia do que aquilo significava, mas deduzi que provavelmente seria um "Eu te perdoo". Mas ele não me soltava, e naquele momento eu estava quase implorando por uma resposta.

— O que isso quer dizer? — perguntei.

Jack tirou sua boca da minha orelha, arrastou sua barba rala pelo meu rosto e parou poucos centímetros da minha boca. Eu me arrepiei, apertei sua perna e subi minha mão até o ombro do garoto, que agora respirava pesadamente. Jackson virou seu rosto devagar, encostando sua boca na minha. Eu fechei os olhos e me acomodei. Ainda sentado naquela cama, Jack me puxou pela cintura, fazendo eu ficar entre suas pernas. Eu estava frente a frente com ele, e agora a mão do garoto passeava pelas minhas costas, descendo, e descendo... Eu já tinha entendido o que aquilo significava, e não perdi tempo. Juntei meu corpo ao de Jack e o beijei como se fosse a última vez em que eu o veria. Eu podia sentir o cheiro forte do perfume daquele homem, que agora me envolvia com seus fortes braços. Eu mordi seu lábio inferior, puxei e passei a minha língua logo em seguida. Jack parou o beijo, descendo sua boca quente para o meu pescoço. Eu revirava os olhos, não podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Ele mordeu meu pescoço e puxou minha pele, dando um chupão longo logo em seguida. Por um segundo eu tentei tirar a camisa do homem, mas lembrei que ele estava usando roupa hospitalar.. Jackson apertava minha cintura, e seus dedos grossos e ásperos dedilhavam minhas costas. Eu segurei nas laterais de seu rosto de um modo que eu pudesse manipular sua cabeça e forçar a boca dele contra a minha ao mesmo tempo. Eu estava completamente entregue. Uma das mãos de Jack desceram até minha bunda e a apertou com força, puxando-a. Nós estávamos excitados, e ele aproveitou da situação para se esfregar em mim. Eu fazia o mesmo com ele. Jack parou o beijo, me deu vários selinhos e finalmente se levantou da cama. Sua boca estava completamente vermelha, seus cabelos bagunçados e a roupa desarrumada. Eu me ajeitei, olhei para ele e sorri.

— Me desculpe. — ele disse.

— Jack, não...

— Eu acho melhor você ir... — ele me interrompeu.

Não insisti. Andei até a porta e me virei para Jack, que estava com as mãos sobre o rosto, balançando a cabeça de um lado para o outro. Eu não sei se tinha feito algo de errado, mas ele tinha pedido para que eu fosse embora, então eu abri a porta e me retirei. Assim que saí do quarto, uma garota apareceu na minha frente. Ela tinha cabelos escuros e olhos azuis. Sua blusa era decotada e usava um pequeno short. Ela olhou para mim da cabeça aos pés.

— Como ele está? — ela perguntou.

— Quem é você? — eu indaguei, olhando para a menina como se ela usasse uma roupa de frutas.

Eu ainda estava me recuperando do que tinha acontecido dentro daquele quarto, e mesmo que ela tentasse acabar com meu bom humor ela não conseguiria. Estava feliz demais para ficar chateado com qualquer besteira. A garota que tinha em suas mãos a provável última flor da primavera, me fuzilou com os olhos e disse:

— Eu sou Safira, namorada de Jack.

FIM DA PRIMAVERA.

Notas finais
EU AMEI ESSE CAPÍTULO POR CAUSA DO JACK E SCOTT. ME DESCULPEM A DEMORA, EU ANDO MUITO OCUPADO E NÃO TO TENDO TEMPO DE ESCREVER. ACOMPANHEM A HISTORIA, CURTAM E DEIXE SEUS COMENTÁRIOS. S2222
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.