As Duas Versões do Amor
21 O jantar
Notas iniciais
Enfim, esse capítulo ta bem curtinho, os próximos irão ser maiores.
AVISOO: As músicas do festival que a banda ira tocar são composições do Lucas. Eu vou falar as músicas no outro capítulo.
Mas elas serão da banda Avenged Sevenfold ok?
Se lembrem que a banda deles é de rock.
beeeijos
Lucas POV
Cadê o meu celular? Onde eu enfiei? Será que o meu pai pegou? Não, ele estava o tempo todo no meu bolso. Eu fui ate a casa de Bruna... Ah claro... Eu devo ter deixado cair lá.
Liguei para ela pelo telefone fixo.
– Pequena? – Disse
– Lucas? – Ela falou, reconhecendo minha voz.
– É, sou eu. Você viu meu celular por ai? Acho que o perdi... – Ficou um silêncio por um momento, mas logo ela respondeu.
– Nem vi, mas vou procurar por ele. Ei, você pode ir à rua comigo? Sei que ta sem clima, mas é que eu precisava comprar uma coisa e não queria ir sozinha... – Ela falou doce. Eu realmente tava sem clima, mas eu iria, não aguentava mais ficar dentro daquela casa.
– Não tem problema, vou me arrumar depois passo ai ok? – Falei.
– Ok, beijos.
Fui me arrumar.
Bruna POV
Por enquanto tudo estava indo certo, já falei com a mãe dele e vou tirar ele de casa enquanto a mãe dele prepara tudo. Espero que dê certo.
Arrumei-me, botei um vestido florido e um salto preto e botei meus cabelos num rabo de cavalo. Quando estava pronta, logo depois o Lucas chegou.
– Nossa você está linda pequena... – Ele falou me olhando de cima á baixo. Fiquei corada, sei que somos namorados, mas sempre vou ficar envergonhada com essas coisas. É eu sou tímida mesmo.
– Obrigada, vamos? – Disse saindo de casa e trancando a porta.
– Desculpe, tem algum problema irmos andando? Como sabe estou sem carro. – Ele disse com uma voz triste e magoada.
– Não tem problema algum, a aonde vamos é bem perto na verdade. – Disse segurando na sua mão.
Assim que chegamos à sua casa ele me encheu de perguntas. Não respondi, só entramos, a mãe dele já estava em casa.
– Ah olha queridos, estava esperando por vocês – Disse uma mulher alta, cabelos pretos e olhos castanhos com um sorriso simpático. O Lucas era realmente parecido com ela.
– Olá dona Lúcia. – Disse sorrindo, estava nervosa. Ia conhecer os pais do Lucas e ainda ia fazer uma coisa muito difícil.
– Pode me chamar de Lu querida. – Assenti e sorri.
– Alguém pode me explicar alguma coisa? – Lucas falou confuso.
– A sua linda namorada, a Bruna, me ligou e pediu a minha ajuda para poder falar com o seu pai sobre tal festival, não é querida? – Ela disse olhando para mim.
– Isso mesmo, ah esta aqui seu celular amor. – Eu disse, querendo rir, mas me segurando, estendi o celular para ele, que me olhava tentando descobrir como eu o peguei.
– Bruna, deixa isso para lá. – Lucas disse me olhando com tristeza.
Nessa hora o pai dele chegou em casa e me olhou depois olhou para Lucas, confuso.
– Boa noite, Senhor Carlos. – Disse, tentando ser simpática, mas estava com medo do que viria.
– Boa noite, você é? – Ele disse me olhando.
– Sou a Bruna, namorada do Lucas. – Sorri e estendi a mão.
Ele apertou minha mão. – Prazer Bruna.
– Temos alguma ocasião especial? – Ele falou se sentando à mesa.
– Só um jantar. – Disse o olhando.
– Tudo bem, sente-se então.
Começamos a comer até que reunir todas as minhas coragens existentes e falei.
– Com Licença senhor Carlos... – Ele me interrompeu. – Pode me chamar de Carlos.
– Carlos, eu queria falar uma coisa...
– Sobre o que? – Ele disse olhando para mim.
– O Lucas. – Nessa hora o Lucas falou depois de mim. – Pequena não...
– Não Lucas eu vou falar. Carlos, seu filho é um dos melhores alunos do colégio, mas ele tem uma paixão, um amor, que é tocar. O senhor já viu o seu filho tocar algum dia? Ele é um dos melhores que eu já vi na vida. A banda irá fazer um festival na sexta e tenho certeza que o Lucas ficará muito feliz se tiver o apoio do pai por perto, é o sonho dele Carlos... – Parei um pouco, todos me olhavam com atenção. O Lucas tava com um olhar preocupado, mas de certa forma com uma pequena esperança. – Você precisa dar um chance para o seu filho tentar realizar o seu sonho. – Nessa hora o pai dele se pronunciou.
– Não tenho a intenção de apoiar esse absurdo, me desculpe menina, mas não acredito nisso tudo que você acabou de falar. Assunto encerrado.
– Tudo bem, não irei insistir, mas um dia você irá se arrepender de não ter apoiado o seu filho quando podia.
Ficou um silêncio por um tempo, terminamos de comer e eu fui ajudar a mão do Lucas a tirar a mesa.
– Será que ele ira ceder? – Perguntei a Lúcia.
– Não sei querida, temos que esperar agora. – Ela disse, doce e simpática.
– Eu já tenho que ir, foi bom te conhecer. Até mais. – Me despedi da mãe de Lucas depois fui para a sala onde estava Lucas e o pai, sentados no sofá.
– Eu já estou indo, foi um prazer conhecer o senhor, espero que pense no que eu te falei. – Ele deu tchau e o Lucas veio comigo.
– Você é louca sabia?
– Sabia sim. – Disse sorrindo.
– Acho que ele não vai ceder, mas obrigada por tentar viu. – Ele disse com uma voz fraca.
– Ei, ele vai entender ok? Acredita. – Falei tentando anima-lo.
– Como você pegou meu celular? – Ele disse confuso.
– Quando você estava indo embora e eu te abracei. Peguei-o e liguei para sua mãe. – Disse com um sorriso travesso.
Ele riu depois me beijou. – Quer que eu te leve em casa? – Falou ainda com os braços na minha cintura.
– Não precisa boa noite. – O beijei mais uma vez e sai.
– Se cuida. – Ouvi ele dizer.
Eu ainda tinha esperanças que o pai do Lucas acreditasse no potencial dele. Eu via nos olhos de Lucas a tristeza por não ter o apoio do pai em nada. Senti um aperto no peito. Espero que dê tudo certo.
Cheguei em casa e fui dormir, amanhã já seria quarta. Estava perto do festival e eu já estava com ansiedade.
Os dias foram passando rápido. O Lucas já estava bem melhor, a banda estava toda ansiosa para o show e também estávamos confiantes, ensaiamos muito.
Iríamos cantar três músicas do Lucas. Ele realmente escrevia músicas muito boas.
Quando finalmente chegou sexta estávamos preparados para arrasar naquele show.
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