As Desventuras Sexuais de Dylan Stark

77 Capítulo 76 –O Deus do Amor –Terra 69


Notas iniciais
Esse capítulo quase que não sai essa semana, ufa! O carregador do meu note quebrou e fiquei dias sem usar. Mas enfim, apesar das advesidades aqui estamos, então vamos à leitura AVISOS: Agora tbm estou pelo Spirit, inclusive com uma história de cavaleiros do zodiaco que só postarei por lá, conto com seu apoio: https://spiritfanfics.com/perfil/augustosnicket

Eu estava caído no chão de ametista, tudo estava vermelho ao meu redor, não sabia que podia sangrar tanto... Minha mente estava confusa, lembranças se misturavam ao presente e me vi numa busca interna para entender o real significado do amor.

Minha mochila já estava pronta, roupas, comida, o livro dos mortos, a adaga do cavaleiro de cristal e a chave mestra das dimensões. Foi-me incumbida à missão de coletar a magia do desejo sexual para salvar minha raça da extinção eminente. Calma, acho que você não esta entendendo nada, deixe-me começar pelo início.

Meu nome é Dylan Stark, vivo num mundo chamado Terra 69, não sei de qual mundo você é leitor, nem por quais adversidades sua raça passa, mas no meu estamos enfrentando um grave problema que pode acarretar em nossa extinção: Perda total de desejo sexual. Nem mesmo inseminação artificial esta funcionando, pois até mesmo os espermatozoides perderam a “vontade” de buscar o óvulo.

Deste modo a única solução para garantir a continuidade de nossa espécie, foi buscar a magia do desejo sexual em outros mundos. Para isso foi escolhido àquele que ainda não tinha sido afetado pela doença: Eu. Um adolescente de dezessete anos que será usado como receptáculo. Estou extremamente constrangido com isso, pois em meu mundo as pessoas são bem reservadas e não costumam muito falar de sexo, então imagine minha cara ao ser escolhido no meio de uma assembleia na frente dos meus pais e de minhas duas irmãs como o cara que vai ter que sair trepando com pessoas de outros mundos para salvar o nosso. E só pra constar: Sou virgem, tipo muito virgem, tipo nunca nem vi ninguém pelado, a não ser bebês que não contam.

As coisas foram muito rápidas, tiveram que organizar tudo antes que eu fosse contaminado, me vacinaram contra todas as doenças sexualmente transmissíveis possíveis, me deram o livro dos mortos para o caso de emergências, me deram a adaga do cavaleiro de cristal para me defender e o mais importante, me deram a chave mestra das dimensões, um item tão raro que só existem duas em todo o multiverso.

Uma dessas chaves era minha e a outra...

Fui derrubado por um vulto vermelho escuro.

—Ai minha cabeça –Era uma garota. Ela saiu de cima de mim, eu estava atordoado e não pude ver seu rosto –Me desculpe, mas estou com pressa.

Ela correu sem que eu visse seu rosto, olhei para minha mão esquerda e percebi que segurava algo que não era meu.

—Espera você esqueceu... –Ela já tinha sumido, na minha mão estava uma fita de cabelo rosa –Vou guarda-la, talvez eu a encontre no baile.

Estava no navio S.S. Tipton, mais precisamente num baile de máscaras.

—Adorei a forma que dançou com seu amigo, quer dançar comigo? –Uma voz disse atrás de mim. Me virei e vi uma garota usando um vestido vermelho rodado e uma máscara preta de um corvo.

—Eu adoraria senhorita.

Começamos a dançar uma valsa. Não vi o rosto dela, mas eu tinha certeza de quem ela era.

—Essa fita no seu braço, acho que me pertence –Ela disse.

—Você foi embora com tanta pressa que deixou cair –Lhe entreguei a fita.

—O capitão precisou de ajuda numa emergência na casa de máquinas, graças a mim não sofremos um acidente náutico –Ela disse amarrando a fita no cabelo, nesse movimento deixou cair uma caderneta de capa escura, me abaixei e a peguei.

—Sempre anda com isso? –Disse lhe entregando.

—Aprendi a nunca acreditar em alguém que não carregue um livro com sigo.

—Sempre ando com um na minha mochila –Falei me referindo ao livro dos mortos.

—Então você me parece confiável.

Ela era a dona da segunda chave, ela era Violet Baudelaire, ela era o meu primeiro amor. Quando nossos corpos se encontravam meu medidor sexual não ganhava energia e sim perdia, era como se meu coração se recusasse perder qualquer parte daquela garota. Naquele tempo achava que seria impossível gostar de outra pessoa, mas com o tempo descobri que tinha um coração maior do que imaginava.

Minhas duas histórias de vida se misturavam, numa tinha duas irmãs, noutra era filho único e vizinho de Henry Mills, nessa segunda realidade éramos melhores amigos que aos poucos descobriram se amar profundamente. Sei que nada disso aconteceu de verdade, mas em meu coração o sentimento que dividimos é mais verdadeiro que a própria verdade. Tem gente que dúvida da existência do amor, que acredita que ele não passa de reações químicas para propagação da espécie, pobres pessoas que não conhecem o poder dessa magia. Amor é magia, é fantasia e realidade, é alegria e dor. Nesse conceito quem pode julgar o que é ou não verdadeiro?

Me vi em Storybroke quando descobri que o meu Henry não era o mesmo Henry daquele lugar.

—Você é uma cópia do Henry daqui criado a partir das lembranças do Dylan –Violet revelou juntando as peças do mistério.

Todos ficaram em silêncio, aquela era uma dura revelação. O Henry ficou boquiaberto, seus olhos lacrimejaram, quase podia ver a dor crescer dentro dele. Ele devia estar remoendo aquela informação, estar duvidando de sua própria existência.

—Então por isso não tenho lembranças desse mundo, eu não sou daqui, toda minha vida era a que vivi no Novo Mundo e agora ele não existe mais –Eu o abracei.

—Vai ficar tudo bem, Henry –Lhe disse por falta de palavras melhores.

—O Novo Mundo só existiu por poucos meses, isso significa que... Minha vida é uma ilusão, que não passo de um... –Puxei sua cabeça e lhe beijei intensamente até deixa-lo sem palavras.

—Não chame sua vida de ilusão, me toque, eu estou aqui com você, eu sou real, você é real, quando duvidar disso, pense em nosso amor. Nada é mais verdadeiro que o amor.

O amor é a mais pura verdade, não é lógico como 2 mais 2, tão pouco existe um livro de regras, esta mais para uma biblioteca inteira, ou ainda um amor rebelde que chega e toca fogo em tudo gritando: “Fodam-se as regras!”.

As chamas em minha mente me levaram para a última vez em que estive na Ilha do Escorpião.

Caminhamos rumo a floresta, não sei por que, mas senti que a Lucy estava meio nostálgica, olhava com ternura para todos os lados e finalmente paramos diante à uma circulo de terra queimada, devia ter mais ou menos um metro de diâmetro.

—O que é isso?

—Certa vez uma pequena fogueira foi acesa aqui, suas chamas foram tão intensas que nunca cresceu nada nele e nunca crescerá –Olhei confuso para o circulo, como um fogo podia ser tão intenso? –Foi aqui que eu nasci, foi exatamente nesse lugar que o Infinito me criou, acendeu uma fogueira e ordenou: Que haja a luz! Uma bola de fogo subiu ao céus e se fez o sol, os vestígios das chamas que ficaram assumiram a forma de uma ave.

—Você? –Fiquei boquiaberto –Você é tipo irmã gêmea do sol? –Lucy riu.

—Algo do tipo –Depois seus olhos lacrimejaram o que fez meu coração saltar do peito.

—Não chore! –Disse a abraçando, mesmo sabendo que quando você diz pra alguém não chorar é como estivesse ligando a torneira. Lucy chorou em meu peito.

—Agora que sou humana vejo as coisas de uma perspectiva completamente diferente. Eu devia estar morta, sei que devia estar morta.

—Não diga isso, você merece estar aqui.

—Eu me sacrifiquei por aquelas pessoas, em minha sabedoria divina sabia que ia morrer, mas ele interveio. O Infinito mais uma vez me criou, pude ter a honra de nascer duas vezes, mas sinto no meu coração que minha vida nesse mundo terminou.

—O que?

—Depois de transamos daqui há pouco, quando você abrir a porta para deixar esse mundo para sempre, eu irei com você.

Meu coração incendiou como as chamas de uma fênix, ela estava sofrendo por uma despedida que sabia que tinha que fazer, mas fui tomado por uma estranha alegria sem tamanho e quando dei por mim, já a estava beijando, e aquela foi a terceira vez em que senti-me completamente apaixonado. Diante de nós uma fogueira se acendeu dentro do circulo de terra queimada iluminando nosso beijo e dando início a algo novo.

Uma inventora, um garoto que não devia existir, uma ex-deusa, meu coração foi arrebatado pelo amor três vezes.

Me vi na colina do acampamento meio-sangue.

—Vou te responder porque quando olhou no espelho viu duas pessoas como sendo seu amor verdadeiro –Aquela era uma questão que vinha martelando em minha cabeça –Você pode amar aquela Violet, mas não vai ficar com ela.

—O que?! Sou eu quem decide isso!

—Será mesmo? Bem, existem vários futuros possíveis e um deles me agrada muito. Dylan Stark a depender de suas decisões num futuro próximo você poderá a vir se tornar um deus do amor –Abri a boca chocado.

—Eu? Um deus?

—O espelho mostrou aqueles dois, por que ambos são seus amores verdadeiros, simples assim. E não pense que vai parar neles, você vai se apaixonar de novo, mas não como uma pessoa normal que vive vários namoros ao longo da vida. Você vai amar e ser amado com intensidade incrível, sua viagem vai deixar marcas de amor e tesão por vários universos, e a partir dessa premissa talvez um dia se torne um deus. Claro que isso é apenas um dos futuros possíveis, mas tome o rumo que tomar, me orgulho de tê-lo conhecido.

Afrodite me beijou na boca e desapareceu.

Eu me tornaria um deus?

Inspirei sugando o máximo de ar que meus pulmões conseguiram, estava numa poça do meu próprio sangue, enquanto Alexander Stark gargalhava nu sobre a carcaça de um carro.

—Eu sou o deus desse mundo! Esta feito! A profecia se cumpriu, eu tenho tudo e você não tem nada!

—Eu... Não tenho nada? –Flashes dos sorrisos da Violet, do Henry e da Lucy surgiram em minha mente –Você não podia estar mais enganado –Senti uma energia crescer dentro de mim, chamas vivas me fazendo me levantar –Eu tenho tanto amor que mal cabe em mim.

—Dylan, qual parte do eu me tornei um deus você não entendeu? Ajoelhe-se e implore por sua vida e talvez possa torna-lo um de meus escravos.

—Você acha que tomar um cálice divino te transforma em um deus? –Minha ferida entrou em combustão e se curou, aquilo chamou a atenção de Alexander –Você pode ter o poder, mas isso não é o suficiente! Você precisa sentir o amor, precisa sentir em cada gota do seu ser! –Minha aura explodiu poderosa –Não importa o quão grande seja seu poder, eu o derrotarei e salvarei todo o meu povo, meus amigos e meus amores!

—Dylan, como deus desse mundo digo que suas palavras são heresia e o sentencio à morte!

Alexander veio pra cima de mim, brandi minha espada, ele atacou com as mãos nuas, seu soco partiu minha lâmina ao meio. Desviei de um segundo soco e golpeei suas costelas, ele girou e me deu um tapa me arremessando longe, antes que eu atingisse uma torre de cristal ele reapareceu e me golpeou novamente, fui arremessado para várias direções levando uma verdadeira surra até ser jogado no chão abrindo uma enorme cratera.

—Me sinto tão vivo! Isso foi como um simples respirar, nem se quer suei.

Levantei voo o pegando de surpresa, ele não espera que eu reagisse tão rápido, intensifiquei minha aura para servir como armadura e ao chegar perto dele me dividi em dois. Dei um soco em seu rosto, mas ele se defendeu, meu outro eu socou seu estomago, chutei sua cabeça, soquei suas costelas, ele me agarrou e me atirou contra uma torre, girei no ar e usei a torre para pegar impulso e saltar de volta contra ele. Vi a surpresa em seu olhar, ele não esperava que eu lhe desse tanto trabalho, cada soco que acertasse em seu rosto fazia sua fúria crescer.

—Ousa tocar num deus?! –Seus punhos brilharam violetas e lançaram dois raios nos atingindo, caí no chão voltando a ser um –Vou te ensinar uma lição!

Alexander me atacou, ainda assim usei a onipresença para ver como estavam as coisas no castelo. Erzulie dava uma surra em David e nas minhas irmãs. O lobo Suez chegou na sala dos casulos, Alexis e Bruno saltaram e correram na direção deles.

—Vamos começar pelos casulos de ouro, tenho certeza que se libertarmos um dos deuses podemos virar o jogo –Exclamou Alexis.

—Não vou permitir que façam isso! –Violet já chegou atacando com sua chave inglesa.

—Cuidado! –Gritou Bruno empurrando Alexis pro lado.

—Suez, a detenha! –Ordenou Alexis e seu lobo saltou em direção da inventora.

Os olhos de Violet brilharam violetas e seu corpo foi envolvido por uma aura da mesma cor, ela girou golpeando o lobo com sua chave inglesa e o arremessando com tudo contra a parede.

—O poder do meu mestre me abençoa.

Bruno recuou e se encostou num casulo, olhou pra cima, os de ouro estavam mais no alto, tinha que chegar até lá. Por curiosidade olhou para o casulo em suas costas e viu uma garota nua.

—É isso! –Ele sacou um canivete e golpeou o casulo.

—Afaste-se daí! –Gritou Violet correndo em sua direção.

—Pare, Violet! –Alexis se jogou contra ela e as duas rolaram no chão.

Bruno usou toda sua força para abrir o casulo, uma geleia esverdeada sujava todo seu corpo, apesar do nojo ele não parou, a garota caiu nua em seus braços.

—Ai, minha cabeça, o que aconteceu?

—Lucy! Estamos com um problemão, o Dylan esta enfrentando o Nico e precisa de ajuda.

—Nico quem?

—O Alexander, descobrimos que ele é um amigo nosso chamado Nico.

—Esse cara tem um sério problemas com nomes.

—Pessoal, socorro! –Alexis gritou desesperada com Violet sobre ela com a chave inglesa erguida pronta para quebrar seu crânio. Lucy ergueu a mão direita e lançou uma rajada de chamas arremessado a Violet.

—Libertem os outros, eu cuido dela.

—Ora se não é a prostituta do Dylan Stark –Disse Violet se levantando.

—Essa não é você, a Violet que eu conheço não deixaria ser controlada tão facilmente.

—Servir ao mestre Alexander é muito melhor do que ter que dividir o Dylan com vocês dois.

Violet atacou com a chave inglesa, Lucy saltou, o golpe acertou o chão o rachando, Lucy lançou suas chamas, Violet girou as partindo ao meio com sua arma.

—Você esta se contendo, por que não usa suas chamas de verdade? Esta com medo de me machucar? Por que eu não estou –Violet apontou a chave inglesa e disparou um raio roxo que acertou a Lucy em cheio.

O lobo Suez estava se levantando quando foi acertado por uma garota em chamas e se chocaram juntos contra parede.

Alexis e Bruno tinham aberto mais dois casulos libertando Henry e Leandro Lúpus, o motorista de Afrodite.

—Eita, pauzão da porra! –Exclamou Bruno chocado com o tamanho da geba do motorista.

—Não é hora pra isso, vamos libertar os deuses –Repreendeu Alexis.

—Por que aquelas duas estão lutando? –Henry perguntou apontando para baixo onde Lucy e Violet mediam forças, uma lançando chamas e a outra um raio violeta.

—A Violet esta sendo controlada pelo Alexander –Bruno respondeu.

—Vocês vão libertar os deuses, eu vou parar aquela luta.

—Cara, tenha cuidado você não tem poderes.

—Existe mais de uma forma de se ganhar uma luta –Henry correu pelado até as duas garotas –Lucy! Violet!

—Henry, cuidado ela esta sendo controlada!

—Violet, olhe para mim! –A inventora apontou sua arma para ele –O Dylan precisa de nós!

—Eu sirvo ao Alexander!

—Ele pode controlar sua mente, mas não seu coração! Sei que não sou o Dylan, mas não lhe sou um estranho, acredito que nosso amor por ele nos uniu. Nós três somos ligados por esse estranho amor, sei que nós amamos o Dylan acima de tudo, mas acredito que aprendemos a amar uns aos outros também –Lucy sorriu com as palavras do garoto e foi até seu lado e apertou sua mão. Os dois se voltaram para Violet que tremia abalada.

—Você é mais forte do que isso, Violet. Nós te amamos e estamos aqui não somente pelo Dylan, estamos aqui por você.

—Henry? Lucy? –Violet soltou a chave inglesa, ela piscou os olhos e o brilho violeta desapareceu –Me desculpem! –Ela correu e os abraçou.

Bruno, Alexis e Leandro chegaram até os casulos e ouro e os abriram.

—Minha senhora, você esta bem? –Perguntou Leandro ajudando Afrodite a sair do casulo.

—Minhas asas estão um nojo! –Reclamou Cupido.

Eu pude parar de usar a onipresença, pois Alexander me arremessou contra o castelo e caí na sala dos casulos.

—Dylan! –Meus três amores correram até mim. Alexander entrou voando pelo buraco que minha entrada tinha feito. Ele observou a situação.

—Vejo que a Violet conseguiu se libertar do meu controle, que chata.

—Sempre soube que você não prestava, Nico! Desde a primeira vez que te vi, senti que não era flor que se cheire.

—Chupe minhas bolas, vadia!

—Isso já foi longe de mais! –Luz Escarlate, Cupido, Eros e Afrodite pousaram diante de Alexander, prontos para lutar.

—Eu os derrotei quando ainda era humano, o que dirá agora que sou um deus.

—Aquilo foi sorte de principiante –Eros tentou justificar sua derrota.

—E agora, somos cinco –Disse Erzulie entrando em cena trazendo David, Daniela e Dayane amarrados.

—Vamos colocar os pontos nos “is” –Disse Alexander –Primeiramente Luz Escarlate pode ficar com seu capacho –Ele libertou David do controle da mente.

—David! –Luz Escarlate abraçou seu fiel ajudante.

—Vocês cinco vieram para a Terra 69 para cumprir uma missão: Nomear o primeiro deus deste mundo! E eis-me aqui diante de vós! Me tornei um deus. Peço desculpas por nossas desavenças, mas podemos nos acertar na próxima assembleia intergaláctica dimensional. Agora: Vão embora!

As duas últimas palavras de Alexander foram ditas em tom de ordem. Os deuses o encararam furiosos, depois olharam para mim.

—Dylan, desculpe, mas ele esta certo –Disse Cupido –Esse mundo agora é domínio dele, não podemos interferir. Sinto muito mesmo –Ele bateu as asas e simplesmente partiu desta dimensão.

—Ele disse tudo, é uma pena mesmo –Eros virou as costas e desapareceu.

—Vocês não podem ir embora assim! –Gritou Alexis alarmada e desesperada, pois havia depositado suas esperanças nos deuses.

—A profecia se cumpriu, não cabe mais à nós julgá-lo –Disse Erzulie e em seguida ela volta sua atenção para mim –Mais uma vez tenho que dizer: Eu avisei! Mas na verdade, gostei mesmo de você Dylan Stark, é uma pena que as coisas tenham que terminar assim –Ela me deu uma piscadela e desapareceu.

Aquilo não podia estar acontecendo, os deuses um à um estavam nos dando as costas. Alexander olhou para Afrodite e Luz Escarlate esperando que os dois desaparecessem logo.

—O que estão esperando? –As duas se olharam

—Não vamos interferir, mas vamos ficar para ver o que acontece à seguir –Disse Luz Escarlate abraçado ao David.

—Algo me diz que ainda tem surpresas nesse show –Sorriu Afrodite.

—Você acha que o Dylan pode me vencer? –Perguntou Alexander –Eu sou um deus!

—E ele é Dylan Stark –Respondeu Afrodite sorrindo.

Aquela confiança em mim aqueceu meu coração. Me levantei chamando a atenção de todos, principalmente de Alexander.

—Devo mata-lo logo e acabar com essa palhaçada?

—Na verdade... –Desapareci no ar me movendo como um raio, surgi diante de Alexander e lhe dei um soco na cara tão forte que o arremessei longe. Ele girou no ar e cai de pé com o lábio sangrando licor dourado –O único palhaço aqui é você.

—Herege!

—Você pode ter bebido o cálice divino, mas nunca será o deus desse mundo!

—Não cabe à você decidir! Eu venci!

—Ao longo dos testes e de minha jornada aprendi algumas coisas sobre ser um deus. Um deus precisa ser adorado pelo seus seguidores –Olhei para todos meus amigos e para meu povo preso em casulos –Um deus do amor precisa saber guiar seus seguidores, saber trilhar pelos caminhos do coração. Em outras palavras, você pode ser o cara mais poderoso deste mundo, mas o deus do amor aqui sou eu –Afrodite sorriu orgulhosa e Alexander gritou furioso, seu corpo nu brilhou envolto por uma aura violeta.

—Vou acabar com você de uma vez por todas! –Ele voou até mim, seu punho direito brilhando e soltando raios.

Uni todo o meu poder e bloqueei sua investida, o impulso fez todo o castelo de ametista tremer e até rachar. Alexander me olhou boquiaberto.

—Isso é... Impossível!

—Vou te ensinar uma coisa, nada é impossível para Dylan Stark –E assim desafiei um deus saindo na porrada com ele. O destino do mundo e de todos que eu amava, dependia do resultado daquele confronto. Agora era tudo ou nada.

Notas finais
O final esta próximo...