Notas iniciais
Quem nunca suspeitou destes dois, leia. Você vai se surpreender. Quem já desconfiava, leia. Vejamos até que ponto você tinha razão. Apertem os cintos e mantenham os olhos na tela. Vamos começar!

Mais uma noite de céu estrelado no santuário. Tudo parecia normal como costumava ser, mas, com a chegada de Shun de Andrômeda à casa de Áries, houve uma comoção.

Ele não encontrava seu irmão Ikki de Fênix em lugar algum. Então, Mu e Milo — que estava de papo furado com o cavaleiro de Áries, em que de vigiar sua casa — resolveram acompanhá-lo até o Templo de Atena para perguntar se ela havia enviado o cavaleiro de bronze em alguma missão.

A cada casa que estes passavam, mais pessoas se uniam à causa.

Quando chegaram a casa de Leão, receberam uma notícia suspeita de Aiolia e Aiolos — mais um cabulador de obrigação: Ikki passara por lá há umas quatro horas, carregando alguns embrulhos de farmácia e sex shops. Depois do relato, eles também seguiram o grupo.

Chegando à casa de Virgem, estranharam o fato de Shaka não se encontrar no altar onde sempre se mantinha em meditação. De repente, ouviram um barulho de madeira caindo no chão, que parecia vir do outro lado, de uma porta lateral da casa.

Então, todos se aproximaram da porta e, assim, puderam ouvir com clareza o que se passava no interior do cômodo.

— Ai! Perdão, eu... machuquei você? Eu não queria te assustar — disse uma voz que parecia ser de Ikki.

— Não, não machucou, mas, de fato, estou tentado a desistir desta ideia pecaminosa — disse uma outra que, aparentemente, era de Shaka. — Alguém pode nos ouvir.

Todos se entreolharam, e Mu disse, quase sussurrando:

— Eles não fariam isso...

Do outro lado da porta, a conversa continuava:

— Ninguém vai descobrir. Eu tomei cuidado e até troquei as sacolas plásticas para que nenhum deles pudesse desconfiar — disse Ikki. — Agora vamos começar.

— Mas eu não sei como fazer! — protestou Shaka. — Você já fez isso antes?

— Milhares de vezes. Relaxe e me deixe tirar isso para você — respondeu Ikki, sorrindo. — Segure isso aqui.

— E a embalagem? O que eu faço com ela? É tão brilhante!

— Jogue fora e pare de tentar me distrair! Ande logo e abra aí! — ordenou Ikki.

Milo disse para Mu:

— Acho que sim.

E a loucura continuava.

— Ai! Ikki, eu desisto! Eu não vou conseguir! — choramingou Shaka. — Eu sou um medroso!

— Eu disse para você se acalmar — disse Ikki.

— Não consigo! Você está indo rápido demais! Estou com medo! — Agora Shaka parecia chorar. — Não vai doer?

— Não, se você se acalmar. Relaxe... Isso... Agora segure com força. Vai ser melhor pra você sentir — disse Ikki, suavemente. — Vou colocá-lo na sua boca agora.

E se ouviu um ruído como o de um beijo. E a conversa recomeçou:

— Ai! Ai! Aaaaaaaaaaaaai! É tão frio! Minha boca está doendo! — berrou Shaka. — Ikki, você é um insensível!

— Calma! Agora que vem a melhor parte. Vamos fazer tudo ao mesmo tempo juntinhos — falou Ikki, docemente. — Agora.

E o silêncio reinou por alguns minutos. E a conversa recomeçou:

— Ai! Ai! Aaaaaaaaaaaaai! É tão quente e GOSTOSO! Mas e se eu começar a engordar? Todos vão perceber! Ikki de Fênix, se isso acontecer, você vai ter que assumir! — berrou Shaka outra vez. — Eu até estou suando!

— Está bem... Eu prometo, mas me deixe colocar isso mais um pouquinho... Deixe! — pediu Ikki num tom infantil. — Eu sei que você gostou.

— Mais dessa coisa vermelha?! Eu não sei... Tudo em mim está doendo e o pior é a minha honra como cavaleiro de virgem — balbuciou Shaka. — Pode ser de outro jeito...? Ah, coloque de uma vez!

— Vou colocar bem devagar. Nossa! Até eu estou gostando! — exclamou Ikki, superfeliz. — Eu quero fazer isso pra sempre com você!

Neste momento, Shun já se debulhava em lágrimas e, não aguentando, abriu a porta. E o que se viu foi: Shaka, o homem mais próximo de Deus, e Ikki, juntos, sentados, comendo hambúrguer com Coca-Cola.

Notas finais
O que acharam? Deixem reviews! E sugestões de personagens (se quiserem) que gostariam de saber o que fazem durante seus tempos livres! Bjinhos! Até a próxima!