As Crônicas dos Seres Enigmáticos
1 Prefácio - A Viagem sem Volta
O ano era 1223, a noite era escura e vazia. A neblina cobria a campina e o céu estrelado. Em uma estrada de terra, em meio ao campo de trigo, que pertencia a uma família das proximidades, no isolamento daquela noite, havia um homem. Um conhecido senhor. Por volta de seus 50 anos, cabelos castanhos, longos e esbranquiçados, com barba e um olhar marcante. Era o senhor Arryn Petresco, que viajava para A Costa do Castelo Branco, a capital de Arest, onde morava a família real. Arryn era um dos senhores mais ricos do país de Arest. O senhor das terras de Nandorys, era um homem conhecido por ser cruel e impiedoso. Mandão e nada simpático. Na verdade, Arryn era apenas um homem muito severo. Cheio de regras e ordens, por vezes , ele era realmente impiedoso com ladrões, criminosos ou apenas pessoas que ele julgava fazer coisas erradas. E os decepava a cabeça.
Em Arest, cada cidade tinha seu próprio senhor. Era um país grande, tinha 8 supercidades, que também eram chamadas de Pequenos Impérios, ou, mais estranhamente "Impérios do Império". Arryn era responsável por administrar tudo em Nandorys, manter a ordem e enviar mensagens ao rei. Nandorys era conhecida por ser uma terra fantástica. Não por existir seres mágicos, mas por sua natureza. Se localizava ao norte do pais e na primavera, diferentes espécies de flores brotavam em cada campo, eles eram vastos, eram cobertos por rosa, amarelo, roxo e outra cores infinitas, as árvores ficavam com um verde jamais visto e céu, sempre azul. No inverno, o branco tomava de conta, a neve ficava funda e bem fofa, o frio era de paralizar. No verão, tinha as fortes chuvas, o tempo ficava sempre cinzento, mas combinando com o verde dos campos, ficava um maravilhoso contraste. No outono, o laranja e amarelo eram tons que predominavam, a flores caiam para dar lugar a neve.
A família Petresco, na verdade não é de origem Aréstna (como é chamado o povo natural daquela região), eles vieram do outro lado do oceano, um lugar distante, mas já governavam Nandorys a cerca de 78 anos, pois o pai de Arryn , tornou-se braço direito do rei da época, quando ele chegou no norte de Arest, e se tornou o senhor do norte. Hoje, Arryn continua a ser melhor amigo do rei atual, Bertyn Dowsor.
Mas por que, um homem tão poderoso, rico e com um dos maiores exércitos de Arest que possuía os melhores soldados estava sozinho naquela noite? Ele poderia estar sendo escoltado pelos seus soldades, para proteger-lhe do Mal da Noite. Mas ele preferiu partir sozinho de seu castelo. E sua esposa, Joannya, com certeza não era uma das apoiadoras dessa decisão. Ela, como ninguém conhecia o Mal da Noite.
Joannya era uma mulher muito forte, cresceu em meio a um povo livre, antes de se casar com Arryn, era uma mulher livre. Ele amava sua esposa, apesar das inúmeras brigas que havia entre eles e a diferença de idade. Ela é muito misteriosa, ninguém sabe de sua origem verdadeira. Ela dizia que era Aréstna, mas algumas pessoas duvidavam de sua afirmação, pois, ela tinha uma pele um pouco mais escura, enquanto os Aréstnos, eram muito pálidos. Eles pregavam a raça pura e odiavam miscigenação. Aréstnos miscigenados sofriam muita descriminação, sempre estavam por baixo naquela sociedade, eram tratados quase como um nada. Isso não acontecia com Joannya, todos eram obrigados a respeitá-la, pois era mulher de um homem poderoso e fazia parte de uma família nobre. Mas, ela não era uma das mulheres mais adoradas de Arest. Quando casou-se com Arryn, ela tinha apenas 14 anos. Muitos dizem que Joannya não o queria, que tentou fugir mas foi impedida e levou uma surrra de sua mãe.
Antes de sair de seu castelo, na montanha mais alta de Nandorys, que ficava ao lado do oceano, onde as embarcações chegavam a todo tempo.
Arryn despediu-se de sua esposa. Ele não costumava fazer isso, pois, com o tempo, o amor foi se desgastando, as vezes, Arryn costumava achar que estava deixando sua esposa de lado, que a ignorava demais, porém, não se manisfestava de nenhuma maneira, e continuava a ignorá-la. Mas naquele dia, ele estava incerto sobre seu destino, queria assegurar-se de que, se algo acontecesse, ele ao menos teria dito a sua esposa que lhe amava.
Joannya aprendeu a amá-lo só com o tempo, não queria que ele partisse sozinho. Ela não sabia o porquê dele está partindo, e sentiu-se no direito de saber.
Naquela noite, antes dele sair, eles ficaram em uma sala pequena do castelo, que tinha uma lareira, já que era outono, e estava frio. Joannya usava um lindo vestido vermelho, que tinha um diamante da mesma cor com contornos de ouro, no meio de seu busto, ele tinha mangas demasiadamente longas na parte inferior do seu braço, suas mãos estavam juntas sobre sua cintura, ela segurava o dedão esquerdo com a mão direita. Arryn estava sentado no sofá que ficava logo a frente, no meio havia um centro de ouro e vidro, com um lindo vaso de rosas que sobreviviam há anos, ela sentou no sofá que ficava a frente do qual Arryn estava e falou com toda a sua delicadeza:
— Meu querido esposo, mas para onde tem que ir nesta noite tão fria? — Perguntou enquanto olhava atenta e aflita para seu marido, que estava com o braço apoiando no sofá, pensativo e respirando ofegantemente.
— Annya, — Como chamava carinhosamente sua esposa. — terei que partir para a Costa de Arest esta noite. Urgentemente, precisarei falar com o rei.
— Com o rei? Mas porque não pode partir amanhã de manhã, com seus soldados, e por que não levará sua família e não fará algo mais formal?
—Por que não é um evento Annya. É algo que preciso manter em segredo para a segurança de todos, inclusiva de nossas filhas. Se eu for formalmente até a Costa, todos saberiam, todos ficariam curiosos para saber o que eu queria falar com o rei, o melhor, é que tudo aconteça discretamente, por isso, partirei essa noite. —Por um momento, Joannya parou e ficou pensativa. Então, Arryn disse:
— Você sabe o que é. Preciso avisar urgentemente ao rei. Quanto mais cedo partir, mais cedo devo chegar e poucas pessoas deverão me ver enquanto percorro meu caminho. — Ele se levanta e vai até a porta da sala, Joannya, que ainda não compreendia sobre o que ele estava falando, o seguiu e perguntou:
— Querido, espere. Mas o que é? Eu...eu não sei. — Perguntou enquanto gaguejava.
— Se lembra quando lhe conheci? Você falou sobre as feitceiras, sobre o Sangue Azul, se lembra do número oito e da promessa de 80 anos? — Joannya quase paraliza por um momento. Como poderia ter se esquecido de algo tão sério? Tão relevante? Bom, mas não se pode julgar a moça, já fazia muito anos que ela tinha ouvido essa história, mas não tinha levado a sério, até ver o nervosismo de seu marido. Então, com a voz tremula e gaguejando, ela diz:
— Não, não me diga que ...
— Sim, hoje se completa 80 anos.
— Então... você há de partir mesmo. — Disse ela, enquanto andava, com desesperança em seu peito, em direção a janela ao lado da lareira, e olhava a escuridão do lado de fora.
— Sim, agora me entende .
— Arryn, por favor, deixe que alguns soldados lhe acompanhe.
— Não. Não posso colocar em risco a vida de alguns soldados para algo que nem posso lhes falar o por que, para algo tão incerto e tão inseguro.
— Então acha que deve satisfação a esses homens?
— Annya, eu só quero partir sozinho. Não quero que meus soldados morra por isso. Talvez, precisaremos deles, de muitos deles, para depois. Para proteger a você e as meninas. E isso, com todos os risco, é algo que posso fazer por conta própria.
— Mas estes soldados estão aqui para isso querido, para morrer por você, e temos tantos homens. — Insiste.
— Annya já chega! — Arryn está esgotado. Sua esposa não entendia sua escolha, ela estava sendo egoísta e isso, era algo confidencial demais para Arryn, que mal confiava na sua sombra.
Joannya assusta-se com o grito de seu marido, arregalou seus olhos cheios de lágrimas para ele, estava surpresa com a impaciência de seu marido. Acalmou-se e disse:
— Ora, então não vai ao menos despedir-se de suas filhas?
— Diga a Alarice e Aleyssa que eu as amo.
Em um pequeno momento de silêncio, Joannya observa o olhar aflito de seu marido e diz:
— Você parece preocupado. — Ela aproxima se dele, e pouco a pouco vai falando. — Está inseguro não é mesmo? Inseguro do que pode acontecer se for lá fora sozinho. Ele olha para Annya, seus olhos estão cheios de lágrimas, que estavam prontas para escorrer pelo seu rosto, mas ele as segura forte e abraça sua esposa.
— Caso eu não volte, entregue essa carta para o Rei, sozinha, você e ele, se não for eu, você é a única pessoa que eu posso confiar, mas, eu tenho que tentar. Eles não virão está noite, eu sei que não virão.
Chorando , sua esposa diz:
— Tudo bem, eu acredito que chegarás lá. Orarei a todos os deuses, que te proteja está noite.
Arryn sai do castelo, acompanhado pela sua esposa, no grande portão, ao lado de uma bela carruagem puxada por quatro cavalos, ele à beija, então, ela diz;
— Eu sei que voltará, eu sei que em algumas semanas , eu voltarei a beijá-lo.
Ele a entrega seu gentil sorriso e um forte beijo na testa. Sobe na carruagem e vai embora. Joannya grita:
— Adeus Querido! Adeus meu querido Arryn! — E já falando para si mesma, com a voz tremula e lágrimas escorrendo pelo seu rosto enquanto aperta um lenço de pano com as suas mãos e a carruagem já estando longe, ela diz:
— Meu Arryn , você tem de voltar, eu sei que tem.
Arryn estava sentado no topo da carruagem, guiando os cavalos. Era um homem bastante destemido. A coragem de estar ali em uma noite tão sombria talvez seja como um dom, e sendo como um dom, é para poucos.
Ele passava no campo, descendo o monte, tudo estava tranquilo. Ele podia ver a luzes dos candelabros pendurados na frente das casas, na cidade.
Arryn atravessou toda a cidade. E observou a ruas sujas, e bixos, como ratazanas mortas. Ainda havia algumas pessoas, como bêbados pobres sendo expulsos de bordéis caros. Ele usava uma máscara de pano, que cobria seu cabelo e sua boca, deixando apenas seus olhos descobertos. Chegando finalmente ao fim da cidade, ele depara-se com uma enorme campina e um campo de trigo, que pertencia a família Haucey, uma rica família de Nandorys , a segunda mais rica na verdade, perdia apenas para os Petresco.
Então, tudo estava mais esquisito. O campo era demasiadamente escuro, a luz da lua era bonita, mas era limitada demais para clarear aquele lugar, e a neblina, piorava a situação, e também o impedia de observar o lindo céu estrelado. O frio obrigou a Arryn ficar completamente agasalhado. Ele carregava consigo uma espada. Era a espada do Senhor. A espada era lendária, se chamava mortífera, que pertenceu aos primeiros de sua família, entre eles seu hexavô, o conquistador da terra de Tharlorast. Costumava ser maior que a espada dos seus soldados. O aço era mais grosso e muito resistente, também era muito diferente das espadas de Arest. As espadas de Arest eram as Claymores, essas espadas apresentavam uma lâmina singular com costas grossas de suporte e possuíam punhos complexos. Já as espadas de Tharlorast eram chamadas de Longsword e apresentavam uma lâmina dupla imensa e um punho simples que tinha apenas uma pedra de diamante vermelho encaixada. Essa espada era mais pesada que as Claymores, e muito poderosa, era necessário muita técnica e força para conseguir lutar com ela, os guerreiros antigos usavam as duas mãos para lutar com as Longsword, e Arryn, era o único que possuía uma, já que as outras ficaram na terra perdida de Tharlorast.
O caminho começava a ficar mais difícil. A estrada de terra começava ficar cheia de buracos e sua carruagem saltitava. Aos poucos, o clima ficava mais pesado, parecia mais difícil de respirar. Todo aquele movimento, deixava Arryn mais nervoso e fazia com que o medo lhe consumisse mais rápido. Podia-se ver na sua expressão. Sua língua pressionava seus lábios inferiores enquanto ele tentava colocar controle na carruagem e respirava ofegantemente. Apesar do frio, ele transpirava.
Naquela noite tenebrosa, ele estava completamente sozinho. Fora ele e seus cavalos, os únicos sinais de vida era os grilos estridulando e o piu das corujas. O vento batia na copa das árvores e passava muito rápido pelos ouvidos dele, enquanto ele estava nervoso tentando controlar a carruagem que continuava a saltitar. Até então, tudo estava bem. Mas, um vento forte, em uma velocidade quase anormal, passou sobre o ouvido de Arryn, o vente podia estar forte, mais esse, que acabara de passar pelo seu ouvido, era mais.
Nesse momento, o medo lhe consumiu por completo, foi quando ele parou de de tentar controlar a carruagem. O cavalos continuaram a cavalgar. Mas ele para a carruagem e respira. Arryn olhou em volta, não via nada além da vasta escuridão. A escuridão que doía nos olhos. Então, algo, rapidamente passa no lado oposto em que ele observava, chamando imediatamente sua atenção. Então, ele chicoteia seus cavalos, e eles saem rápidos. Poucos segundos, ele nota vultos ao seu redor. A essa altura , ele já sabia o que era. E apesar de seu medo, não esperava por aquilo. Foi como como se o destino conspirasse contra ele. Foi quando gritou, no meio do nada:
— Bestas! Eu sei que são vocês, sei que estão aí, e clamo para que me deixem em paz!
Continuou a chicotear seus cavalos, para que fossem mais rápidos, e talvez, conseguisse escapar.
A carruagem ficava cada vez mais rápida, ele não poderia ir além disso, pois a rodas não aguentariam. Mas os vultos não paravam, o vento forte continuava batendo no seu ouvido. Então, um besta surge do meio da escuridão, revelando uma capa preta, com um vermelho forte na parte inferior, com cabelos brancos e pele pálida, ele agarra-se ao pescoço de um dos cavalos da esquerda, arrancando-lhe a carne com sua boca.
Arryn não conseguia ver seu rosto, o pobre cavalo soltou seu relinchado de dor, e uma cachoeira de sangue desceu de seu pescoço caindo no chão, foi quando os outros cavalos se agitaram e saíram da estrada de terra entrando no mato, onde era ainda mais escuro, enquanto isso, o pobre cavalo era arrastado pelo chão, já morto. Arryn não tinha mais controle de seus bichos, estava quase caindo da carruagem e segurando aos cordões que guiavam os cavalos, mas a carruagem passou por cima de uma pedra que fez um impulso para cima e o jogou para longe. Na queda , ele caiu por cima de seu ombro, deslocando-o. Jogado no chão, ele se arrastava, seu rosto estava completamente sujo de terra.
Ele agonizava de dor, não conseguia mexer seu braço e com a mão esquerda segurava seu ombro deslocado. Ele tentou se levantar, os cavalos tinham ido longe com a carruagem. Naquele momento, Arryn acreditou que as criaturas tinham partido. Mas não foi bem assim.
Olhando para frente ele consegue enxergar alguns movimentos. Logo, ele pode ver olhos alaranjados como candelabros, e corpos que surgiam da escuridão, cabelos longos que se balançavam com o vento. E um homem, com a cara pálida, a íris vermelha e a esclera preta, com uma capa, e cabelo preto, quase como o mesmo que atacou seu cavalo, aproximou-se dele, com seu bando, que tinham mais ou menos uns 12 deles e algumas, mulheres extremamente sexuais, então, aquele homem solta sua voz fina e leve:
— Olá pequeno Arryn… Sei que no mundo dos humanos você não é tão pequeno assim. Mas no mundo meu mundo, qualquer humano é pequeno.
Arryn olhava fixamente para os olhos daquele homem, sua respiração estava ofegante, naquele momento ele estava no seu ápice de dor e de medo.
— Já fazem 80 anos desde a última vez que eu saí de meu confortável mundo para tirar o sossego dos humanos. Agora é a hora da promessa se cumprir pequeno ser.
Ele aproximou-se do rosto de Arryn, ajoelhando-se de colocando sua mão fria sobre o queixo de dele, que agonizava silenciosamente de dor, enquanto os outros observavam friamente, com seu olhares malignos. Delicadamente, ele ia descendo sua mão até o pescoço de Arryn, e sem dar-lhe nenhuma chance, nem de ao menos clamar por a sua vida, o homen diz:
— Acalme-se Arryn, essa sua dor passará em instantes... — E quebra-lhe o pescoço.
E Arryn da seu último gemido de dor.
O resto do bando ataca seu corpo, drenando todo o seu sangue. Separando seus braços , pernas e cabeça de seu corpo, depois, dividindo seu tronco ao meio e jogando os restos na floresta. Eles voltaram para suas tocas, mas isso não significa que tudo estaria em paz.
2 semanas depois.
Dois garotos, Ralphye e Mathye foram caçar na floresta, eles pertenciam a vila Serene, uma vila de ciganos que ficava a umas 37 milhas de distância de Nandorys. Como de costume, aprendiam desde cedo a caçar para sobreviver. Tinham apenas 15 anos ambos. Caçavam há 7 anos.
Era uma tarde fria de outono e estavam em busca de preferencialmente veados. Mas seria difícil de encontrar. Enquanto procuravam em meio a mata, eles conversavam:
— Acha que conseguiremos achar algo? — Pergunta Mathye.
— Espero que sim, se não , meu pai vai me matar.
— É, e nossas famílias precisam de algo para comer. — Diz Mathye.
Os dois procuravam atentamente por algo e cada barulho que ouviam, já posicionavam suas flechas. Eles olharam para uma moita ao lado, onde tinha vários corvos. Não era a melhor coisa, mas se arranjassem pelo menos um desses, já seriam bastante elogiados pelos seus pais e já teriam algo para comer. Então,Ralphye sussura
— Olha...
Eles se posicionam, em bastante silêncio… E Ralphye solta a flecha. Mas erra. Todos os corvos saem voando. E Mathye diz.
— Ah , você é um fracassado.
— Não sou não! — Responde Ralphye indo para cima de seu amigo com o punho fechado.
— Da próxima vez eu que atiro a flecha. — Diz Mathye.
— Então acha que não pode errar é? —Pergunta Ralphye, enquanto agarra a gola da blusa de Mathye e aponta sua mão fechada para seu rosto.
— Claro que não, sou um arqueiro bem melhor. — Responde Mathye, tranquilamente enquanto parece não se importar com a ameaça do amigo.
E os dois começam a brigar, até que um mal cheiro revela-se no ar os chamando atenção .
—Espera aí! Mas que cheiro de merda é esse? — Pergunta Mathye
— Que nojo, eu posso sentir também. — Responde Ralphye tampando seu nariz com sua camisa.
— Acho que vem dali. — Diz Mathye apontando para a moita e indo em direção a ela.
— Vamos ver o que é. — Diz Mathye.
Ele revira a moita e em pouco tempo, vê um corpo totalmente dilacerado. Mas, se um pigo de sangue. Aquela altura, várias larvas abitavam aquele corpo, que estava inchado e roxo. Os dois dão um impulso para trás e gritam. Ralphye diz.
— Pelos Deuses, que merda é isso?! Precisamos ir na vila, preciso falar isso não meu pai, ele pode resolver isso. O pai de Mathye era o líder da vila. Sempre que acontece algo, ele estava lá para resolver.
Algum tempo depois , o pai de Mathye, que se chama Aerin, um homem muito forte, alto, de cabelos claros e olhos azuis, com uma pele um pouco escura chega. Ele voltou a floresta com alguns homens e analisou o corpo. Era um homem forte, aquilo já era normal para ele. Já que vivia em lutas e tinha de trazer os corpos de seus amigos para enterrar.
Logo, Aerin reconheceu o rosto.
— Espera aí. Eu conheço esse rosto. — Disse.
— Pode reconhecer? Então, quem é? — Pergunta um de seus homens. Finnie.
— Ora, será que não pode ver que esse é o Senhor Arryn Petresco.
— O que? O Petresco? — Disse.
—Sim, ele mesmo. Eu tenho certeza. Tive a infelicidade de me deparar com este homem várias vezes na minha vida. Quem diria que teria um final desses.
— Como acha que ele morreu?
—Não sei, mas não foi de velhice nem em campo de batalha. Não foi algo honradoo. — Disse Aerin.
— Bom, mas acho que isso não vem ao caso. Não agora.
— Não, não vem. Você está certo.
Depois de algum tempo de silêncio,Aerin retomá a palavra.
— Vamos mandar isso de volta a família.
—Mas assim? Tão de repente? Sem nem ao menos dá um aviso prévio? Isso pode ser chocante para a família.
—Não, mandamos uma cartinha junto ao corpo para dizer como o achamos. O resto, a família que se vire.
Finnie olha sério para Aerin, não acreditava que era verdade o que ele dizia. Então, Aerin fala:
— O que está esperando? Faça isso agora, mande o escrivão fazer uma carta. Algo bem poetico para ser menos doloroso.
— Bem, eu não acho que nada pode tornar isso menos doloroso, mas, tudo bem.
— Finnie, eu não quero saber de sua opinião. Vamos, ande logo com isso. Não vou perder meu tempo com os Petresco.
Em alguns dias, o corpo chegou ao castelo.
A morte de Arryn foi oficializada, a família dizia que as causas foram naturais. O fim real dele, que Joannya sabia bem, não poderia ser revelado. Aquilo causaria o maior alvoroço talvez nos oito reinos, e nos cinco países, que temiam aquelas pragas.
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