As Crônicas dos Quatros Reinos
4 Capítulo 04 - Essa Guerra Não é Nossa!
Notas iniciais
A fama de Hamer cresce entre os cavaleiros e todo o reino de Frater o aclama como homem honrado, isso porque foram poucos na historia de Frater que tinham um caráter como o de Hamer. A noticia sobre a batalha pela antiga cidade dos tarmodianos chegou até Frater, então o rei Jhonas resolve se junta com seus conselheiros para discutir o destino de Tarmor e Annis por acreditar ter sido um ato de covardia das duas casas atacando uma só pequena cidade. Resolveram mandar Hamer como alguns homens para Fropar para saber se queriam o apoio da casa de Frater e Thomas para Tarmor para pedir que os mesmo devolvam as mulheres dos fropanos, mas a grande verdade era que o rei Jhonas queria apenas um pequeno motivo para poder colocar outras casas contra Tarmor, isso porque Frater tinha uma rixa com Tarmor por conta do comercio de armas e armaduras.
Estava à princesa Diana a estudar nos campos com suas irmãs e servas, havia também alguns soldados que as protegiam, quando de longe avistaram Hamer partindo com seus cavaleiros a sua viagem.
– Não existe canção mais bela do que as de Hinar a laterá — Disse Dorá irmã mais nova de Diana, ela abraçava o livro das canções antigas que havia ganho da mãe — O canto das damas aos senhores da luz me traz tanta esperança. E você? O que está lendo Diana?
– ”Colossos” do Sábio Trandes da Casa Builhes — Respondeu a jovem princesa Diana com um olhar perdido no horizonte tendando adentrar com seu olhar por entre as arvores para ver se avistava algo que se havia perdido.
– Minha senhora, não deveria ler esses livros dos magos de Builhes, é contra nossos deuses, se vosso pai descobri pode até puni-la — Era uma das servas de Dorá alertando a jovem princesa Diana.
– Irmã, o que conta este livro? — Perguntou a outra irmã Devis a mais sonhadora de todas as filhas do rei, acreditava que um dia poderia ser tomada por esposa por um grande príncipe cavaleiro, gostava de ler os romances que vinham dos grandes escritores de Fropar.
– Não é apenas uma historia — Responde Diana, ela estava com um olhar estranho, parecia está tentando assustar suas irmãs — O livro é um achado precioso de alguns sábios de Builhes, te tanto o povo Builhiano escavarem as montanhas em busca de ouro encontraram nas entranhas da grande montanha do sul um templo desconhecido, ninguém sabe quem o fez e nem para quem o fez, nele existem alguns ídolos de pedras maiores do quer qualquer criatura na terra, são criaturas diferente de qual quer ser vivente, verdadeiros monstros. Eles também acharam alguns escritos, tentaram ler, mas eram de uma língua desconhecida para eles e qualquer homem.
– O que diziam minha irmã? Eles descobriram? — Perguntou Dorá com uma empolgação na qual Diana nunca imaginaria da pequena.
– Que um dia aquelas criaturas iriam retornar para exterminar toda a raça humana — Diana realmente parecia está preocupada.
– Não minha pequena, não é isso que o livro conta, o que de fato conta é a historia de um cavaleiro solitário que luta contra seres colossais — Era Brorá seu tio que se aproximou e abraçou a pequena para fazer afugentar seus medos, então ele se aproxima de Diana e sussurra — Não deveria ler esse livro e nem assustar suas irmã. — Diana desenha em seu rosto um sorriso irônico, ela de fato gostava dessas historias, não era a primeira vez que lia uma livro vindo de Builhes, o que lhe era um grande problema pois o povo da casa de Builhes não acreditavam nos deuses e nem em nenhuma crença que precisasse reverencia algum deus, eram grandes astrônomos, cientistas da época, pesquisadores do mundo antigo.
– Vamos, vosso pai lhes espera. — Disse a mão direta do rei com a pequena em seus braços guiando o caminho de volta ao castelo real.
A viagem de Hamer durou meses, até que encontrou o caminho de Fropar, um caminho de pedras por entre o chão que os guiava até a grande cidade.
Era mesmo uma cidade deferente de todas as outras cidades de todos os Reinos. O caminho os guiava para dentro de uma floresta de arvores colossais, mas de fato essas arvores eram como verdadeiras muralhas, pois logo atrás das arvores se encontrava a grande capital de Fropar.
Em algumas dessas arvores existiam alojamentos com vigias. Hamer ao atravessar as arvores contemplou os portões de Tandadeiras (as arvores cuja madeira era tão resistente quanto uma pedra) da cidade de Fropar, claro que os fropanos já sabiam de sua visita, ela foi anunciada pelos vigias nas grandes arvores quando avistaram Hamer e seus cavaleiros a quilômetros de distancia. Os portões tinham 50 metros de altura e 20 de largura, nele estava entalhada a imagem da deusa natureza, bandeiras da cor da casa (azul) por todos os lados, as muralhas eram de rochas, mas eram pintadas de azul com branco. Não era uma simples muralha, era de uma arquitetura única de Fropar, os fropanos eram admirados com arte e beleza, tudo que construíam eram bem planejado e a beleza era mais importante do que a finalidade.
Nas bandeiras pinturas de desenhos que simbolizavam as águas, era o escudo da casa de Fropar. Quando Hamer se aproximou os portões não foram abertos, apenas uma pequena porta, soldados fropanos saíram ao encontro de Hamer, eles não vestiam armadura, os fropanos não gostavam de armaduras e usavam roupas especiais para guerra.
– O que um filho do sol deseja em nossa casa? — Perguntou um dos soldados, Hamer não pode esconder o desgosto de ver um homem pintado como se fora uma mulher. Hamer deu alguns passos adiante e entregou um pergaminho selado pelo rei de Frater.
– Venho em nome do rei para tratar determinado assunto com o vosso rei. — Respondeu Hamer, tendo desfazar sua repulsa olhando para trás na direção de seus cavaleiros que lhes respondia com o mesmo olhar.
– Porque primeiro não nos enviou um mensageiro, nosso rei não vos aguarda.
– O assunto a que venho tratar é de extrema urgência, se tivesse condições o próprio rei viria em pessoa. — Respondeu Hamer.
Um dos soldados entrou por entre os portões, pouco tempo depois um outro veio por entre os portões, não parecia ser soldado, tinha vestes mais elegante, cabelos ruivos e longos, olhos azuis, parecia tanto com uma mulher que deixou alguns dos cavaleiros de Frater em duvida, sua beleza era comparada a de uma formosa mulher da pequena casa de Herton, ele permitiu a entrada dos cavaleiros da casa de Frater.
Os portões foram abertos, era a primeira vez que Hamer visitava Fropar, eles não moravam em simples casas, era tudo muito difícil de identificar, às vezes pareciam arvores, mas por dentro eram como casas normais, essas arvores-casas se misturavam a grandes colunas que também eram como casa por dentro. Um grande rio cortava a cidade, não era como os rios sujos de outros reinos, era lindo, a luz do sol tornava a visão um verdadeiro paraíso. Praças, pontes, fontes tudo de uma beleza incrível, as mulheres se misturavam aos homens, às vezes de vestidos, às vezes de calças.
O castelo do rei era construído em meio a duas arvores colossal, as arvores faziam parte da arquitetura do castelo, serviam como duas colunas principais o castelo era da cor da casa Fropar e com alguns contrates de branco, Hamer nunca imaginou um reino naquela figura.
O não rei estava preparado para receber Hamer, mas sua presença já tinha sido anunciada. Na sala do trono os homens se embebedavam e dançavam danças sensuais com as mulheres. O rei estava misturado entre os dançarinos, todos praticamente se vestiam iguais, não tinha como diferencia o rei dos de mais, os súditos anunciam a entrada de Hamer, eles o chamam de o filho do sol (por causa do escudo de Frater).
– Frateanos em nosso meio! — Parecia ser o rei, não era tão velho, mas nem tão jovem, estava com uma saia curta e se movimentava como uma mulher, tinha maquiagem no rosto e não tinha vestimento para cobrir seus peitos, cabelos longos lisos escuro, branco com as mulheres de Frater, ele olhou e desejou Hamer com seus olhos. O jovem General era formoso e com músculos de um verdadeiro guerreiro e a armadura que estava sobre Hamer o deixava mais forte ainda, mas Hamer repugnou o olhar do rei de Fropar e nem tentou desfaçar.
– Venho trazer a palavra em nome do rei de Frater sobre o ataque a sua cidade do leste ao encontro do Rio Sagrado.
– Tá, tá, tá... — respondeu o rei com as mãos para Hamer — Não me venha mais com essa historia, estou cansado, meus conselheiros que me tomaram dias e noites com planos e ideias sobre tal assunto. — Disse o rei, movimentou uma das mãos, parecia está chamando alguém, então vieram ao seu encontro alguns anciões — Converse com eles, eles me representaram.
Hamer acompanha os anciões a uma sala especial que fica acima da sala do trono e por lá ficaram por horas e horas conversando, de fato os anciões estavam, mais interessados no assunto do que o próprio rei.
O rei gostava de viver em festas, bebidas, regado a sexo. Os homens de Fropar se deitavam com homens e com mulheres, às vezes faziam isso ao mesmo tempo o rei adorava orgias em seu quarto real e as vezes na própria sala do trono.
Hamer não aguentava mais aquela cidade, ele repudiava toda a filosofia daquele lugar tentando rapidamente finalizar sua missão naquelas terras. Mas antes que fosse embora, no segundo dia de sua estadia em Fropar foi convidado a faazer companhia ao rei em uma de suas caminhadas ao jardim particular.
Estava Hamer com o rei e alguns da família real.
– Então Frater está preocupado com os reinos de Annis e Tarmor?
– Nosso rei acredita que fora uma ação desonrosa das suas casas se unirem para destruir uma pequena cidade, as cartas de honra dos Quatro Reinos nos falam do acordo de honra dos reis antigos, e os pais destas casas assinaram de acordo, logo tal atitude só nos mostra que não respeitam nem seus patriarcas, logo se não... — Antes de Hamer terminar suas palavras foi interrompido pelo rei que se admirou com uma das suas servas que tinha sido roubada de um vilageiro.
Era uma negra de seios grandes — nossa que seios grandes — disse o rei, olhou para seu primo e perguntou — Onde consegui essa mulher?
– Dos campos de Zofros — Respondeu o primo.
– Posso vê-los? — Pediu o rei a serva, ela estava totalmente envergonhada, mas com medo de ser morta por não obedecer ao rei desceu sua camisa e mostrou os seios, ele a tocou e essa atitude assentou uma ira no coração de Hamer.
– Desculpe-me, mas continue meu rapaz. — disse o rei. Hamer até tentou continuar, mas o rei dava mais atenção aos seios da serva.
– Mais uma vez peço desculpas meu rapaz, mas não entendo o que os filhos do sol querem que nós façamos. — desta vez o rei parou para da atenção a Hamer.
– Queremos reunir todos os reinos para punir Tarmo e Annis.
– Mas isso é uma guerra! — Pareceu que agora o rei de Fropar estava entendendo a mensagem de Frater.
– Diga a seu rei que embora nós sejamos o maior ofendido nesta historia não começaremos uma guerra desta proporção, meu rapaz temo pela era vindoura, as profecias dizem que a terra está para nos dar um dos maiores presentes, as estrelas dizem isso, não é só a nossa casa que espera por isso e não serei eu a manchar a terra com sangue por uma guerra desnecessária e quanto a Tarmo e Annis, tenho certeza que a deusa a castigará, e não tardará para que a praga os coma.
Então Hamer se despede do rei e se prepara para partir, a muito que desejava isso, apenas ficou a pedido do rei para essa conversa, mas entendeu que perdeu o seu tempo e que Fropar realmente merecia ser atacada por Tarmor.
No caminho de volta não fez questão de olhar para traz, Hamer e seus cavaleiros partiram, mas no meio do caminho um dos cavaleiros sussurrou algo em seu ouvido que o fez para. Hamer apontou o dedo para um de seus cavaleiros — Bener, venha — e o cavaleiro se aproximou sem entender o que estava acontecendo, os outros cavaleiros o cercaram.
– Você se deitou com as mulheres e homens de Fropar? — Perguntou Hamer com um tom de ódio e nojo. Houve silencio da parte de Bener, ele sequer conseguia olhar nos olhos de Hamer, mas o silencio lhe serviu como resposta.
Hamer então gritou com ódio — cuspa essa armadura de seu corpo, lance fora de sua pele este tabardo, não olhe nos olhos dos filhos do sol, você não é digno de ser um de nós, você é tão podre quanto os homens de Fropar, seu lugar agora é com eles.
Com os olhos cheios de lagrimas e humilhado diante de todos os cavaleiros ali presente, Bener foi despido por seus companheiros, que pegaram sua armadura e lançaram sobre o chão e o deixaram apenas com seu pano intimo, o homem sem honra voltou para Fropar sem olhar para traz, e um desejo queimava em seu coração, o desejo de ver o sangue de Hamer em suas mãos, só não o atacou naquele instante por entender que os cavaleiros de Frater não permitiria tal ofensa ao general, mas em seu coração selava uma promessa para si mesmo, “um dia terei minha honra de volta quando eu tiver em minhas mãos o sangue de Hamer”.
Nas terras geladas Thomas com seus cavaleiros se aproximava das terras de Tarmor, decidiu não ir direto para o castelo da montanha, mas visitar a antiga cidade que estava sendo construída.
No meio da viagem ouviu falar que o jovem príncipe era quem comandava aquele lugar, sabiamente pensou ter mais êxito conversando com o jovem príncipe do que tentar uma conversa direta com o velho rei, ele entendia muito bem como eram os tarmodianos.
De longe começou a avistar os inúmeros escravos que trabalhavam duramente para levantar a antiga cidade, um bom numero de pessoas já se encontravam na cidade, quando a antiga cidade foi tomada, moradores de varias vilas encontraram refugio na antiga cidade, o jovem príncipe os recebeu por acreditar que era uma boa oportunidade de levantar mais recursos para a reconstrução da cidade.
– Ficaremos aqui por enquanto, enviaremos uma mensagem ao príncipe e se tivermos resposta partiremos para lá — Falou Thomas para seus sargentos, e continuou — Mande um mensageiro pedindo permissão para entrarmos na cidade, essas horas um grupo de cavaleiros não será bem vindos, devem está assustados e por isso muito vigilantes a respeito de uma guerra, montaremos nossas tendas neste lugar, certamente o vermelho delas chamaram a atenção dos tarmodianos.
– sim senhor, mas isso não poderia forçar um ataque da parte deles, já que acredito que já tenham nos visto. — disse um dos sargentos.
– Não temo aos fracos dos tarmodianos, esses tolos perderam uma batalha para os fropanos, desta vez tiveram a sorte de ter annianos como aliados, e é a este a quem temo, por isso, envie pequenos grupos para rondar o perímetro, precisamos saber se não estamos sendo vigiados por annianos e mande de presa o mensageiro ao príncipe, tenho certeza que eles não querem começar uma guerra com nossa casa.
Um mensageiro foi mandado a antiga cidade de Tarmor, a mensagem chegou as mãos do príncipe por meio de sua esposa e princesa, ele a olhou com um olhar penetrante e assustado para ela e perguntou — Não será uma armadilha?
Ela respondeu — Creio que estão muito mais preocupados com a força das duas casas, meu pai sempre me falou que os frateanos sempre se acharam superior as outras casas.
– O que faremos então? Mandaremos resposta?
– Não seria bom deixa-los entrar, porque não o visitamos e conversamos com eles — Respondeu a princesa.
– Estaremos vulneráveis a campo aberto, caso eles quereriam nos afrontar, não teremos como intimida-los.
Ela balançou a cabeça como resposta negativa e respondeu — A tropa de Eus ainda estar por aqui.
– Como ainda está por aqui? — O príncipe parecia bem chateado — Quando chegamos ordenei para que eles voltassem para o seu reino.
Annar admirada da reação do futuro rei começou a perceber nele um pouco de autoridade, de fato o jovem estava amadurecendo para as suas funções — Acredito que ainda poderíamos precisar deles e pedi para Eus ficar com sua tropa as escondias perto de nosso reino.
– Agora da ordens contrarias as minhas? — perguntou o jovem príncipe.
Annar estava meio desconfortável com a pergunta, ela respondeu — Meu príncipe, meu marido e futuro rei, quando lhe ofereci minha ajuda para tomar esse reino você não me pareceu desconfiar de minhas capacidades em batalha, agora da mesma forma, se fiz o que fiz foi pensando em nossa proteção.
O príncipe estava agitado, existia algo lhe incomodando, talvez o fato de se sentir incapaz, ou talvez por perceber que sua esposa também pensara assim.
– Receberemos os frateanos em nosso reino e diga para Eus que volte imediatamente ao seu reino, esse será meu ultimo aviso para você, se ele não me obedecer terei Eus como um traidor de meu reino.
– Seu reino? — Perguntou Annar com um tom irônico, ela de fato não gostou da postura do jovem príncipe, ela nunca tinha o escutado falar daquela forma, parecia que ele estava percebendo algo entra Annar e Eus, mas desde o dia em que voltaram para o antigo reino que ela tem tentando não se aproximar de Eus, talvez com medo de sucumbir aos desejos da carne e se deitar de novo com Eus. Por muito tempo o príncipe não a tomava com mulher e nas poucas vezes que se deitavam ele não conseguia satisfazer aos desejos de Annar.
– Tens duvida disso? — Perguntou o príncipe, então Annar se calou.
De fato algo estava despertando um novo lado no príncipe. Ele não parecia mais aquele jovem perdido e medroso, alguma coisa aconteceu e Annar estava temendo que esse algo fosse algum tipo de desconfiança do príncipe em relação a Annar e Eus.
Um mensageiro foi enviado para Thomas, às tendas foram desfeitas e ele partiu para o antigo reino. Enquanto isso Annar fez questão de ir pessoalmente pedir para Eus voltar para Annis, ela foi escoltada por apenas dois soldados, ela sabia a localização exata de Eus. Ao chegar no lugar entrou sozinha na tenda de Eus enquanto os soldados ficaram de fora da tenda, os soldados que tinham lhe acompanhado eram de sua confiança.
– Você precisa voltar com seus homens para Annis. — Disse a princesa ao encontrar Eus deitado em almofadas saboreando seu almoço.
– O príncipe lhe pediu isso? Perguntou serenamente Eus.
– Sim, ele descobriu que você estava por perto e me ordenou para lhe pedir que vá embora, se ficar ele entenderá como traição.
– Mas, é isso que você deseja? — perguntou ele, Eus tentava confundir a mente de Annar a manipulava com o seu olhar e percebendo o desejo da jovem princesa por seu corpo.
Annar ficou calada e não respondeu, Eus entendeu seu silencio e como ela já estava totalmente envolvida por ele. Ele a tocou pelas pernas e suas mãos foram subindo lentamente na altura de sua virilha. Ela estava totalmente envolvida e perdia o domínio de seu corpo. Ela não conseguia fazer nada além de aceitar seu toque, no seu intimo desejava ser tomada como da ultima vez, mas tinha medo que colocasse tudo a perder, pensava na guerra que poderia acontecer entre Tarmo e Annis, mas seu desejo foi maior que sua razão.
Eus já estava passeando com as mãos por seu corpo e a deitou sobre o corpo dele, beijava e ela respondia a seus beijos, ele conseguiu tirar suas vestes reais, ele sussurrou nos ouvidos de Annar — Você é uma anniana, vou lhe mostrar como as annianas gostam de ser tomadas.
Annar teve que segurar seus gemidos enquanto Eus a tomava como mulher, isso porque os soldados tarmodianos estavam do lado de fora a lhe esperar.
Enquanto isso Thomas teve seu encontro com o príncipe que o desprezou completamente, estava também presente seus conselheiros reais. Ivos IV recebeu o cavaleiro de Frater em sua sala de almoço e o convidou a degustar de um rico banquete.
Thomas voltou para Frater não muito satisfeito com sua reunião com o príncipe, ao contrario do que ele pensava o jovem príncipe se mostrou um verdadeiro tarmodiano, se negou a devolver as mulheres fropanas e não aceitou de bom grado ao intrometimento de Frater nos negócios de Tarmor e Annis.
Thomas ficou muito irado com a sua conversa com o jovem príncipe, só não o ofendeu por temer uma guerra e ele não queria dar motivos para uma guerra sem sentindo. Ele comentou com seus cavaleiros “duvido que aquele principezinho de merda cumpra suas obrigações como homem, sua mulher deve ser mais homem que ele.” E foi assim que Thomas voltou para Frater, sem sucesso em sua missão.
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