Notas iniciais
Oieeeeee Desculpe a demora, comecei num emprego novo e ando cansada e sem net. ): Hoje é o dia do encontro de família. Divirtam-se

POV Gael

O exercito estava pronto e estávamos indo até as tumbas. Gladis estava ao meu lado e Gavin do outro. Ele sorria para mim vez por outra enquanto trotávamos em nossos unicórnios. Ao contrario do que se pensava na Nárnia antiga, esses belos animais não estavam instintos e eram ainda mais eficientes e simpáticos do que cavalos. Não foi difícil cultiva-los no Vale e agora todos os soldados do exercito tinha um.

Gavin era um amigo leal, embora eu tenha que confessar que talvez tenha me deixado envolver mais do que devia. Nunca trai Edmundo e nem seria capaz de fazê-lo. Mas ficar 1300 anos longe de quem se ama coberta de atenções de um homem atraente que visivelmente lhe deseja é complicado. Ele me ajudou a criar Gladis e esteve do meu lado em todos os bons e maus momentos. Ele me abraçou durante as noites mais escuras (com mais ardor do que deveria) e me confortou (com mais zelo que do era cabido) nos pesadelos mais sombrios. Foi fácil resistir ao seu toque durante os primeiros séculos, enquanto eu ainda tinha esperanças de que Edmundo voltaria porem se passou mais tempo do que eu previa e conforme minha esperança diminuía minha resistência também diminuía, na mesma proporção de que minha raiva aumentava. Eu procurei não passar minhas frustrações para Gladis, por que ela já tinha as suas próprias. As coisas tomaram tal proporção, que ficou impossível manter – me à sós com Gavin, até porque, ciente de que eu estava fraquejando, ele tornou suas investidas mais enérgicas.

Quando Gladis decidiu-se por ficar nas tumbas com os narnianos, tomei uma das elfas como dama de companhia. E esta me acompanhava ate nos meus banhos. Eu não acredito que Gavin me desrespeitaria de alguma maneira, mas eu acredito de verdade que eu poderia não me dar ao respeito de alguma maneira. Muitas foram as noites que eu o desejei, sim, eu o quis com tanta força que quase não me continha em mim. Mas sempre que isso acontecia, eu sonhava com ele. Não eram muitos os sonhos que tinha com Edmundo, mas era intenso o suficiente para saber que eram reais. Eles sempre vinham num momento de fraqueza, como se Aslan estivesse me relembrando constantemente dos votos que prestei.

E numa noite sem sonhos eu o senti. Ele estava em Nárnia novamente. Eu quis trotar até ele e enfiar-lhe uma espada nas estranhas. Eu quis estapeá-lo até ele sangrar, eu quis beija-lo... e fazer amor com ele até que eu não sentisse mais as minhas penas. Céus!!! Depois de tanto tempo, como ainda posso ama-lo tanto? E o que vou fazer quando vê-lo?

Gladis: Pensando em que mãe?

Gael: Faz muito tempo que eu não o vejo... – diz pensativa.

Gladis: Deve ser estranho pra você, quer dizer... eu digo... depois de tanto tempo...

Gael: Eu não sei nem o que sentir... – disse com um sorriso fraco.

Gavin: Então não sinta nada. Apenas dê tempo para que as coisas se esclareçam... – disse colocando a mão na curva do pescoço de Gael, que se arrepiou sentir seu toque. Gavin deu um meio sorriso. Gael se recompôs o mais rápido que pode decidida a mantê-lo longe.

Gael: Divida a tropa em três grupos. Quero um na parte escura da floresta, um atravessando o Beruna e outro em direção as tumbas pelo oeste. Quero que lidere a tropa que vai para o Beruna. Gladis vai para a Floresta e eu vou pelo oeste.

Gavin: Sim Vossa Graça. – fez uma leve reverencia e foi fazer o que lhe foi ordenado. Gael acompanhava hipnotizada enquanto o rapaz se distanciava.

Gladis: Mamãe? – tira a Gael do devaneio.

Gael: Fala Querida... – volta-se para filha com ternura.

Gladis: Você ainda ama o meu pai? – pergunta receosa enquanto alterna o olhar entre Gavin e Gael.

Gael: Eu não sei... – responde olhando para Gavin.

POV Lucia

Eu e Suzana cavalgávamos com rapidez. Ao longo do caminho nos deparamos com vários telmarinos e Suzana teve de me deixar para dar conta deles. Eu estava sozinha pela floresta, quando percebo um telmarino me perseguindo. Eu me esforço para trotar mais rápido, mas o cavalo é atingido e acabo caindo. Fecho os olhos com força com medo do que virá a seguir, e sinto cavaleiros cercando-me por todas as partes. Nesse momento acredito que é o fim, mas nada acontece. Abro os olhos novamente e me deparo com o telmarino caído morto de fronte a mim. Atrevo-me a olhar para trás e vejo Gladis com uma tropa de élfos sorrindo para mim.

Lucia: Você voltou!!! – Gladis desmonta do unicórnio e abraça Lucia.

Gladis: Eu não podia deixar vocês na mão, afinal somos uma família, certo? – diz risonha. Lucia concordou e riu – onde está indo, tia? – ela e Lucia riem.

Lucia: Vou ter de me acostumar com você me chamando desse jeito... – risos – estou procurando Aslan. O exercito de Miraz cercou as tumbas e só ele pode nos ajudar agora...

Gladis: Minha mãe está indo para lá com Gavin, se houver problemas eles ajudam até voltarmos com Aslan...

Lucia: Gael está indo para as tumbas? – diz apreensiva.

Gladis: Sim. – responde no mesmo tom.

Nós sabíamos o que aquele encontro significava. Eu sempre imaginei que poderia ser romântico e desesperado, mas depois das revelações recentes duvido que Gael esteja contente por ter criado uma filha sozinha, perdido os pais e lutado até sua ultima gota de sangue para salvar Nárnia em vão.

Eu e minha sobrinha – isso é estranho... – conversamos muito sobre muita coisa, principalmente sobre o belo unicórnio em que ela está montada. O belo ser se apresenta como Jofrey e conversa animadamente conosco até encontrarmos Aslan.

Lucia: Aslan!!!! – corre em direção ao leão e o abraça – eu sabia que era você o tempo todo, eu sabia! Mas os outros não acreditaram em mim...

Aslan: E por que isso a impediu de vir a mim?

Lucia: Desculpa, seu estava com medo de vir sozinha... – baixa a voz envergonhada – Mas por que você não se mostrou? Por que não chegou rugindo e nos salvou como na ultima vez?

Aslan: Nada acontece duas vezes da mesma maneira...

Gladis: Por quê? – diz saindo de trás de uma arvore.

Aslan: Porque o que foi, foi e o que poderia ter sido jamais será. As coisas são como são querida...

Lucia: Mas se eu tivesse vindo antes... – suspira tristemente – poderia ter salvado aquelas pessoas?

Aslan: Nós nunca saberemos. Mas o que vai acontecer agora será bem diferente... – sorri.

Gladis: Então você vai ajudar? – diz sorrindo.

Aslan: Sim e vocês também...

Lucia: Eu queria ter mais coragem...

Aslan: Se tivesse mais coragem, você seria uma leoa. Bom, suas amigas já dormiram bastante, não acha? – dá um grande rugido.

POV Edmundo

A batalha havia começado. Pedro ganhou o combate, mas como era de se esperar, os telmarinos não cumpriram sua palavra. O nosso numero era muito menor, e nós nos defendíamos de maneira sofrida. Usamos de algumas estratégias para atrasa-los um pouco, mas não resistiríamos por muito tempo. Precisávamos de Aslan, precisávamos de Aslan com urgência.

Eu estava num duelo com três telmarinos, quando vi outro exercito se aproximando do oeste. Sinalizei para Pedro e Caspian e ambos assentiram preocupados. A última coisa que precisávamos agora era de mais inimigos. Mas conforme os cavaleiros se aproximavam, notei algo curioso. Eles estavam montando unicórnios? Sempre pensei que estivessem extintos. Agora eles estavam no centro da batalha, lutando a nosso favor. Não foi difícil identifica-los depois de chegarem perto. Vestes brancas e esvoaçantes, mascaras de prata e espadas de duas pontas, eram elfos!

A batalha continuava, mas o meu coração estava em colapso. Ela estava lá, eu podia senti-la. Ela estava tão próxima que conseguia sentir o ritmo de seu coração no meu peito. Aquilo me deixava nervoso. Ela estava com raiva e eu não podia culpa-la. Mas eu também sofri. Meu corpo precisava dela com tanta urgência que me doía. Mas ela ia me rejeitar e isso eu não suportaria. Ela foi a primeira e única mulher que tive em minha vida e preferia ser atravessado por uma espada ao ser rejeitado por ela. Já me basta à rejeição de minha filha, que me corrói desde o momento que pus os olhos nela. Mas tudo isso não importava nesse momento. Precisamos salvar Nárnia, é isso que importa.

As coisas ficaram cada vez mais loucas conforme a batalha foi tomando proporção. Depois que os elfos apareceram, as árvores começaram a lutar ao nosso favor, o que me deu a certeza de que Aslan estava lutando conosco.

Os telmarinos recuaram para o rio e nós os perseguimos até lá. Eles estavam encurralados entre o nós e o rio. De repente, Lucia aparece sozinha do outro lado do rio, deixando os telmarinos confusos. Logo em seguida, aparecem Aslan e Gladis, o que me fez sorrir instantaneamente. Os telmarinos estavam apreensivos, mas avançaram mesmo assim. O que foi um erro, pois não se luta contra Aslan, todos sabem disso.

O grande Leão deu seu rugido e os soldados pararam no meio da ponte, só para serem engolidos pelas aguas do Beruna. O restante dos telmarinos entregaram suas armas e se renderam e nós fomos ao encontro de Aslan.

Eu, Pedro, Suzana e Caspian estávamos ajoelhados em frente a Aslan, que estava com Lucia e Gladis, cada uma de um lado.

Aslan: Levantem-se, reis e rainhas de Nárnia. – todos se levantam menos Caspian – todos – diz olhando para Caspian.

Caspian: Acho que não estou pronto...

Aslan: É por está razão que eu sei que está... – Caspian se levanta. Olha para Edmundo que sorri minimamente em aprovação. – é bom vê-la também, Rainha Gael... – todos olham para trás. A moça retira sua mascara e se curva para o leão.

Gael: Também é bom vê-lo, Aslan... – olha friamente para Edmundo e faz uma reverencia. – majestades...

Gavin: Gael! – todos olham para trás – você esta bem? – diz tocando-lhe o rosto com as duas mãos.

Gael: Sim, estou bem... – desvia-se de Gavin. Gladis olha imediatamente para Edmundo que está possuído de raiva.

Gavin: Aslan! – faz uma longa reverencia – majestades... — faz outra reverencia olhando desafiadoramente para Edmundo.

Depois do encontro desastroso entre Gael e eu, nos direcionamos ao castelo sendo ovacionados pela multidão no caminho. Mas eu nem estava ligando para isso. Quem ele pensa que é para tocar minha mulher de maneira tão inapropriada? Eu posso ter ficado fora algum tempo, mas ela ainda é minha mulher. Minha e de mais ninguém. Meu sangue fervia, não só de ciúmes, mas pela maneira fria que ela me tratou. Ela me odeia me despreza e isso dói. Tudo o que eu queria agora é poder me embrenhar no seu corpo e respirar o seu cheiro, como fizemos durante os anos que vivemos juntos.

Agora eu andava de um lado para o outro pensando no que fazer. Então eu fiz. Fui até o quarto dela e fiquei como um dois de paus parado na frente da porta.

Gladis: Ela não vai atender a porta se você não bater... – Edmundo olha para trás e sorri. Era a primeira vez que conversava com Gladis sem que ela fosse hostil.

Edmundo: Oi... – ficam algum tempo em silencio.

Gladis: Você ainda não bateu... – disse num meio sorriso.

Edmundo: É verdade... – coça a nuca e sorri abertamente. – seria muito estranho se eu te abraçasse?

Gladis: Acho que sim... – olha para Edmundo surpresa – mas eu não me importaria...

Eu cheguei perto dela, e passei minhas mãos pelo seu delicado rosto, identificando meus traços naquela linda menina que me olhava com semblante assustado e envergonhado. Então a segurei contra o meu corpo e a abracei com força. Ela estava tímida de inicio, mas depois se agarrou a minha blusa, como que para impedir que eu fugisse e pude sentir lágrimas na curva do meu pescoço.

Edmundo: Por que está chorando? – disse afagando os cabelos na garota.

Gladis: Eu sempre sonhei com esse dia, com o dia que encontraria você... – disse com a voz embargada.

Edmundo: E eu sempre quis ter uma filha como você, forte, linda e corajosa... – diz olhando Gladis nos olhos.

Gladis: Por que você deixou agente? – diz com tentando conter o choro. Edmundo sente um nó na garganta.

Edmundo: Eu não quis, eu juro... – uma lagrima escorre do seu rosto – mas de alguma maneira eu fui parar no meu mundo e não conseguia mais voltar... – coloca as mãos nos ombros de Gladis – mas eu te amo, eu sempre te quis e nada me deixou mais feliz desde que voltei para Nárnia, do que saber que você existe... – sorri largo e enxuga as lagrimas de Gladis.

Gladis: Então você vai ficar? – diz em tom esperançoso.

Edmundo: É o que eu desejo. Se sua mãe ainda me quiser... – olha para porta pesaroso.

Gladis: Ela vai querer. Ela nunca deixou de te amar. Só tenha paciência com ela, ok?

Edmundo: Ok... – suspira – quer dar uma volta? Tem muitas coisas que quero saber sobre você...

Gladis: E eu sobre você... – diz sorrindo

Edmundo: Então vamos. – oferece o braço para a garota, que aceita. Os dois conversam o resto da noite.

Notas finais
Não fiquem bravos com a Gael ok?