As Crônicas de Nárnia- As Princesas Perdidas
6 Dias normais, sonhos, realidade.
Notas iniciais
P.O.V ANA
No dia seguinte, logo de manhã Pedro me ligou ás 7 da manhã. Perguntou se Mary e eu já estávamos de pé. Em um dia normal, eu estaria no milésimo sono agora. Mas como hoje era segunda-feira e tinha aula, eu estava de pé. Infelizmente. Mary também tinha aula, então levantou junto comigo. Se é uma coisa que odeio é levantar cedo. Mas como eu tinha prova na faculdade aquele dia, era obrigada a ir. Pedro me avisou que passaria aqui ás 8 horas para nos dar uma carona. Levantei, escovei os dentes, tomei um banho rápido, troquei de roupa, juntei minha bolsa com as coisas para a aula e desci as escadas. Mamãe e Mary já estavam tomando café. Papai já tinha saído para trabalhar.
–Bom dia Mãe, Bom dia mana.
–Bom dia Filha.
–Bom dia mana. –Diz Mary com uma panqueca na boca.
Coloquei umas panquecas em meu prato, joguei mel por cima. E ficamos conversando nós três na mesa, rindo, contando piadas, até que escuto uma buzina lá fora. Pedro. Nossa já eram 8 horas? Como o tempo passou rápido. Mary e eu demos um beijo em mamãe, pegamos nossas bolsas e saímos correndo porta a fora. E lá estavam Ed e Pedro escorados no carro nos esperando. Viram-nos saindo na porta e abriram o maior sorriso. Aquele abraço foi daqueles que parece que a pessoa não te via há meses. Entramos no carro e Pedro arrancou.
–Vou largar você e Mary na faculdade de vocês Ed, e depois eu e Ana vamos para a nossa, ok? –fala Pedro ao irmão.
–Tudo bem Pedro.
Chegamos em frente a faculdade de Mary e Ed, nos despedimos e eles desceram. Pedro e eu continuamos em direção a nossa, que era uns quarteirões á frente.
Chegamos na faculdade, descemos e saímos de mãos dadas. Nunca vi tantas pessoas nos olhando como hoje. Mas não me importei. Entramos dei um beijo em Pedro, e fui para encarar minha prova.
P.O.V MARY
Sinceramente não sei qual é a necessidade que as pessoas vêem em ficar cuidando o que os outros fazem. Entrei na faculdade abraçada em Ed e rindo de algo que ele havia me dito, e não deu dois segundos para que ambos os lados do corredor ficassem nos olhando. Como se duas pessoas normais (pelo menos eu acho), não pudessem andar abraçadas em seus namorados. Fingi que não vi nada e continuei andando abraçada em Ed.
–Tenho a leve sensação de que estamos sendo observados. –Digo me virando para os lados.
–Também tenho, mas quer saber? Não me importo. E quer saber mais? Todo mundo vai ter mais motivos para olhar. AI POVO, EU ESTOU NAMORANDO ESSA GATA, E SE EU VER ALGUM BABACA OLHANDO PRA ELA EU MATO!
–Mor, não precisava ser tão duro assim, acho que todos já tinham percebido.
–Não me importo. Agora eles sabem pela minha própria boca.
–Okay. Eu vou para minha aula, porque se eu chegar atrasada o professor vai pegar no meu pé. Beijo te amo nos vemos no intervalo.
–Beijo amor, boa aula. Te amo.
P.O.V ANA
Sinceramente acho que cada um minuto que passava pareciam 20. Á hora não passava nunca, muito menos aquela prova acabava. Graças a deus minha professora teve piedade dos alunos, e deixou quem terminou a prova ir para a rua enquanto os outros ainda faziam. Terminei minha prova entreguei, fui ao meu lugar peguei um livro em minha bolsa, e sai da sala. Procurei um lugar vago no pátio. Não havia nenhum banco vago. Acho que todos os professores resolveram ter a mesma ideia de fazer prova no mesmo dia e liberar quem havia acabado. Então resolvi me sentar debaixo de uma figueira que tinha no pátio. Peguei meu livro e comecei a ler. A aula andava tão entediante, que eu todo dia era obrigada a levar um livro para ler. Como não podia falar com o Pedro, foi o que me restou
– Então, pronta pro filme hoje?-Pedro saiu de trás da figueira e me deu um baita susto.
–Pedro! Quer me matar do coração?! Da próxima avisa tá?!
–Desculpa gatinha, queria fazer surpresa.
–Tá, mas não faça mais isso. Que ta fazendo aqui? Não devia estar na aula? E que filme?
–Devia, mas a professora deu um trabalho, e como eu terminei, ela me liberou. E eu e Ed combinamos de ir no cinema hoje ver malévola. Vamos ir depois da aula. E já avisamos sua mãe pra ela não se preocupar com você e Mary.
–Tudo bem. Espero que a aula acabe logo. Não aguento mais estar aqui.
–Nem eu mor, nem eu.
P.O.V MARY
A aula estava entediante, a hora não passava nunca, e pra ajudar meu professor deu um teste surpresa. Nunca senti meu cérebro tão branco na minha vida. Mas consegui fazer todo o teste. Ed não parava de me mandar mensagem dizendo que estava com saudade. Pedi para ir ao banheiro para me distrair. Como o tempo demora a passar quando se quer que ele passe rápido. Finalmente bateu para irmos embora. Estava juntando minhas coisas quando alguém me agarrou por trás.
–Ai Ed que susto! Quase morri do coração! Quer me matar?!
–Desculpa gatinha. E porque o susto? Ninguém mais além de mim te abraçaria por trás. E se fizesse isso, eu estrangularia.
–Ta eu sei, mas mesmo assim me assustou.
–Vamos então?
–Vamos.
Saímos da sala e fomos conversando pelo corredor. Chegando no pátio da frente, Pedro e Ana ainda não haviam chegado. Então sentamos em um banco e ficamos esperando. Quando de repente escutei um “Ei pombinhos! “, logo reconheci a voz. Era Ana gritando do carro. Levantamos e fomos em direção ao carro.
–Podia ter sido um pouquinho mais escandalosa maninha? –digo abrindo a porta do carro.
–Desculpa, é que se eu não gritasse vocês não iam ouvir.
–Da próxima de da um toque ou manda mensagem.
–Muito trabalho. Prefiro gritar mesmo.
–Ai okay. Vamos que não agüento mais ficar aqui.
–Digo o mesmo, eu não quero mais ir para aquela escola. –diz Ana de braços cruzados.
–Vamos logo então. Também quero ir embora logo. –Fala Pedro.
–Fomos conversando durante o percurso, e nem vi que logo chegamos.
–Chegamos. Vou estacionar e vamos direto almoçar, estou morrendo de fome. –Pedro diz estacionando.
–Antes preciso ir ao banheiro, não deu tempo na escola hoje. –Ana fala soltando o cinto.
–Eu também preciso, vou com você Ana. –Digo abrindo a porta.
–Tudo bem, vamos esperar vocês em frente ao Subway. Não demorem. –Ed diz indo em direção ao hall de entrada.
–Como eu gostaria de viver em um mundo paralelo no qual eu não precisasse ir á escola, e pudesse ficar em casa andando á cavalo. –Ana diz olhando para o nada.
–Ana, nem temos um cavalo, onde andaríamos á cavalo, ou então como não iríamos á escola?
–Não sei. Mas gostaria que isso fosse possível. Sabe que desde criança sempre adorei cavalos. E você também. Tudo que eu queria era poder fazer isso. E não precisar ir á escola, que definitivamente eu estou indo apenas para não desapontar a mamãe.
–Eu sei. Eu também, embora você sempre soube que eu sempre gostei de estudar, não agüento mais ir á escola. Também gostaria de viver em um universo paralelo. Sempre gostei de histórias antigas. Se entrasse em uma delas, eu não reclamaria. Adoraria ver como eras as coisas antigamente.
–Eu também.
–Bem vou no banheiro logo, se não daqui a pouco os meninos vão sair á nossa procura.
–Okay. Também vou.
P.O.V ANA
Sempre me imaginei morando em um castelo, com vestidos longos, armaduras, arcos e flechas, espadas, cavalos, bosques, florestas. Sim parece ridículo isso. Mas eu sempre gostei. Não queria isso por ser coisa de princesa, e tal. Nunca quis ser princesa. Acho que não acostumaria com ordens, leis, e essas coisas. Mas sempre gostei da idéia te ter quantos cavalos quisesse, poder sair pra florestas e bosques e cavalgar até anoitecer. E me sinto triste por saber que isso não acontece em vida real. Se eu pudesse entrar em um livro, eu com certeza faria isso. Mas não tenho como. Então tenho que me contentar em sonhar. Eu e Mary sonhávamos com isso desde crianças. Mas então crescemos e tivemos que enfrentar a vida adulta.
–Porque demoraram tanto? Estávamos preocupados já. –Pedro diz me beijando.
–Ficamos conversando. –Diz Mary.
–E que tanto assunto que vocês tem? Não se vêem todo dia? –Ed pergunta abraçado em Mary.
–Alguns assuntos sem importância. Já pediram? –Pergunto olhando o cardápio que o garçom de entregou.
–Ainda não, estávamos esperando vocês. –Pedro diz lendo o cardápio também.
–Tudo bem, que tal um hambúrguer com fritas e uma bebida? Depois compramos sorvete e comemos no cinema. –sugere Mary.
–Eu apoio. –digo procurando um lugar para sentar.
–Tudo bem, eu e Ed vamos lá fazer o pedido, procurem uma mesa enquanto isso. –Pedro vai em direção a fila de pedidos.
Mary e eu ficamos conversando sobre nossos sonhos por alguns minutos até Pedro e Ed voltarem. Eles disseram que logo trariam os pedidos, e que tínhamos um tempo até o filme começar. Podíamos comer descansados. Ficamos conversando sobre o nosso acampamento do final de semana, pelo qual estávamos ansiosos. Logo os pedidos chegaram.
(...)
Depois de comer fomos ao mercado, compramos as deliciosas balas da Fini, dois doritos, refri, e sorvete. Fomos para o cinema assistir "Malévola". Que filme perfeito. Acho que a Aurora teve uma sorte grande por ter uma "Bruxa-Fada-Madrina" como aquela. E que rei bem egoísta! Arrancar as asas da coitadinha? Isso é desumano! Seu eu morasse em um mundo onde existissem criaturas assim, com asas e tal, eu seria uma grande amiga delas, e faria de tudo pra tratar bem. É, se eu "morasse" em um mundo assim. Infelizmente esse mundo não existe.
P.O.V MARY
Amei o filme! Fiquei meio surpresa de o Ed e o Pedro terem escolhido ele pra olhar. Gostaria de viver em um mundo como aquele. Claro, sem as partes ruins, sem traição ou vingança, mas isso existe hoje, então acho que não faria tanta diferença. Mas morar em uma terra encantada seria legal. Percebi que a Ana pensou a mesma coisa, pois estava pasma olhando o filme. Ficamos dando mais umas voltas pelo shopping depois do filme, e depois os meninos nos levaram para casa.
(...)
E a semana foi passando. Os meninos nos buscavam para a escola, estudávamos, íamos para o shopping, eu e Ana ficávamos cuidando da loja até umas 8h da noite, os meninos junto é claro, íamos para casa, no outro dia tudo de novo. Terça, quarta, quinta, e sexta assim. Na mesma rotina. Até que o tão esperado sábado chegou. Estávamos todos ansiosos para acampar. Sentir aquele cheiro de ar puro, sair um pouco da cidade grande, andar em meio ás folhas, nadar na cachoeira. Não via á hora de aquele dia chegar. Ana e eu acordamos as 9h da manhã, começamos a arrumar as coisas. Depois de tudo pronto, ficamos conversando com nossa mãe até as 17h. Então Ed e Pedro chegaram para irmos. Despedimos-nos de nossos pais, e fomos em direção a nossa diversão. Mas mal sabíamos que aquela diversão acabaria em tragédia.
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