Agora era Luana, Dário e um lobo.

Quando amanheceu puseram-se a caminho. O lobo não causou qualquer atraso até pelo contrário, ele corria mais depressa que os cavalos.

Pararam como no dia anterior para almoçar. Depois seguiram viagem.

Os cavalos estavam exaustos tinham sido dois dias intensos, agora podiam descansar pois chegaram as montanhas.

-Então e agora? – Questionou Luana.

-Vamos procurar…

-Agora? De noite? – Perguntou confusa.

-Luana, será muito perigoso…

-Se não fosse admirava-me! – Proferiu, interrompendo Dário.

-É de noite que as bruxas andam… mas só de noite é que consegues encontrar, lá o que seja.

-Boa.

-Vamos… — Dário começou a andar.

Entraram numa gruta. Estava frio e escuro.

Uma voz… alguém chamava pela Luana.

Luana sentiu alguém a observa-la… Sentiu medo e agarrou-se a Dário.

-Quem está ai? – Gritou Dário. Mas o nome de Luana ecoava na gruta.

-Fala. — Pediu Dário a Luana.

-Digo o quê? – Quando Luana acabou de prenunciar estas palavras surgiu uma luz branca.

Eles aproximaram-se do centro da gruta e olharam para cima. Havia um túnel que agora estava rodeado por uma luz branca que ia descendo moderadamente.

Quando a luz se aproximou demasiado das suas cabeças desapareceu e logo a seguir num feito de luz apareceu Leah.

Leah estava como no sonho, brilhava, e Luana só via a cor branca mas conseguia avistar todas as suas feições. Leah flutuava no ar, não tinha pés estes estavam desaparecidos, ao longo do corpo a luz tornava-se menos visível até chegar aos pés sem nenhuma.

-Eu sabia que conseguias cá chegar… — Começou Leah. – Peço desculpa por te ter assustado… por favor aproxima-te. – E assim fez. Luana desencostou-se de Dário e aproximou-se.

-Querida estas ciente do caminho que estás a seguir? – Inquiriu Leah.

-Sim! – Proferiu Luana com intuição. Agora o medo desaparecera. Estar ali ao pé de Leah deu-lhe grande confiança e coragem.

-Estás ciente do grande poder que carregarás?

-Sim!

-Tu queres este poder? – Luana não respondeu, simplesmente olhou para Dário.

-Quero! – Finalmente respondeu sorrindo para Dário.

-Só dois poderão seguir em frente. – Verbalizou Leah olhando para o lobo.

-Eu espero por vocês aqui… boa sorte! – Desejou o lobo.

-Então? – Insistiu a mulher de branco.

-O lobo fica.

Sensivelmente perto do chão Leah criou um círculo fechado de luz, que flutuava no ar.

-Subam… — E assim fizeram.

Luana e Dário subiram para o círculo e logo a seguir ele começou a mover-se para cima levando-os pelo túnel.

Leah acompanhou-os rodeando o círculo.

Leah foi aumentando as rotações por segundo há volta do circulo, em pouco tempo Luana deixou de ver Leah, esta estava a rodear o circulo á velocidade da luz.

A mulher de branco estava a criar um vórtice de energia há volta do círculo.

Por um momento Luana e Dário deixaram de ver.

Quando acordaram sentiam-se leves… estavam em algo muito macio, suave.

Luana recuperou a cem porcentos e ficou estupefacta.

Estavam em nuvens…

-Dário! – Chamou Luana.

-Sim? – Disse Dário acordando.

-Olha onde estamos! – Proferiu maravilhada.

-Nas nuvens…

-Luana a tua missão começa aqui! – Verbalizou Leah.

-O que é que tenho que fazer?

-Primeiro tens que procurar a essência do vento… ele vai ser o teu poder.

-Procurar como? – Perguntou Luana.

-Aqui! – Dizendo isto Leah fez um gesto com a mão e o cenário mudou por completo. Estavam num sítio escuro. Luana não conseguia ver nada. – Descobre a origem do vento.

Luana ficou imóvel tentando sentir de onde vinha o vento… mas ele vinha de vários sítios.

-Isto é impossível há varias correntes… — Disse Luana prestando atenção.

-Concentra-te! – Pediu Dário.

Luana sentia o vento vir de frente mas de repente senti-o a vir do seu lado esquerdo depois do direito.

-Há obstáculos? – Questionou Luana.

-Isso terás que descobrir… — Dizendo isto Luana ouviu um estrondo.

Era um galho que acabara de se quebrar… logo a seguir Luana sentiu uma aragem. Aproximou-se e a aragem tornou-se num vento forte mas logo a seguir desapareceu…

Sentiu outra aragem do seu lado direito… ouviu o som de uma águia voltou a aproximar-se e mais um vento forte sentiu e logo a seguir desapareceu.

-Porque é que quando me aproximo desaparece? – Perguntou Luana a Leah. Esta permaneceu em silêncio observando-a.

Agora tinha sentido um suspiro, aproximou-se…

-Sou eu… — Disse Dário.

Luana ficou pensativa… Pensou no que acabara de acontecer…

-Quando um galho se parte… faz vento… Quando uma águia voa… faz vento… Quando alguém suspira… faz vento. – Luana juntou estes factos.

A sala ficou em total silêncio. Luana esperava por mais um vento para saber a sua origem… mas nada.

Luana foi andando… Caminhou para tentar descobrir mais algum vento mas nada. A princesa sentiu um vento forte que se dirigia na sua direção.

-Então já descobriste alguma coisa? – Era Dário acabara de correr na sua direção.

-Espera… vai lá para o fundo. – Disse Luana.

-Para quê? – Perguntou Dário confuso.

-Vai! – Reivindicou Luana. E assim Dário o fez.

-Agora corre o mais depressa possível até mim!

-Estas bem? – Perguntou Dário.

-Corre!

Dário correu e Luana voltou a sentir o vento… Ficou mais uns segundos em silêncio e por fim disse:

-Quando alguma coisa se mexe faz vento. Um galho a partir-se, uma águia a voar, o suspiro de alguém, a correr… O vento está na essência do movimento… Quando alguma coisa se mexe faz vento! – Disse Luana chegando a sua conclusão.

-E essa a tua resposta? – Perguntou Leah.

-Sim. – Disse Luana firmemente.

A luz voltou e Luana viu onde estava. Continuava no mesmo sítio nas nuvens… mas havia uma árvore e uma águia que nela estava.

-Parabéns. Agora já sabes a essência do vento. Tudo que se mexe faz vento até a mais pequena coisa do mundo. – Leah voltou a palma da sua mão esquerda para cima e com o seu indicador da mão direita foi fazendo círculos e mais círculos em cima da sua mão até que criou um mini tornado. – Agora faz tu.

-Mas como, se nem tenho o poder? – Questionou Luana observando Leah.

-Ele nasceu contigo só tinhas que descobrir a essência.

Luana fez os mesmos procedimento que Leah mas nada.

-Tenta novamente. – Disse Dário. – Tu consegues.

Voltou a tentar novamente mas nada.

Concentrou-se. Pensou na essência do ventou e tentou novamente.

E assim conseguiu criar o mini tornado.

-É assim mesmo! Agora cria um maior. Fá-lo com mais força.

Luana estendeu as mãos e direcionou para onde queria o tornado. Movimentou as mãos levemente sendo que no fim atirou-as para a frente tendo criado o tornado.

-Agora controla-o.

Isso foi mais difícil. Logo a seguir a guardiã perdeu o controlo e o tornado sobrevoou a sala inteira até Leah o parar.

-Faz novamente! – Exigiu Leah.

Luana tentou mas falhou. Voltou a tentar e novamente falhou. Fê-lo pelo menos umas cinco vezes até o conseguir controlar.

-Derruba aquela árvore.

Luana pensou num grande vento direcionado para a árvore. Estendeu as mãos e com um largo movimento atingiu a árvore com o vento que acabara de criar derrubando-a.

-Estas preparada! – Disse Leah estalando os dedos e logo a seguir Luana e Dário voltaram há gruta.

-Então? – Perguntou o lobo.

Luana não respondeu verbalmente mas lançou um forte vento que cercou o lobo estando este encurralado.

-Já percebi… agora podes parar! – E assim Luana o fez.

-Eu sabia que conseguias! – Pronunciou Dário abraçando-a.

-Obrigado… ajudas-te imenso!

E assim Luana conseguiu o elemento Ar.

Agora faltavam os outros três.

Puseram-se a caminho da floresta. Sendo que no percurso Luana treinava o seu novo dom.