Notas iniciais
!!! ATENÇÃO!!! !!! ATENÇÃO!!! Caros leitores, está história está em processo evolutivo tanto na trama como no cenário e seu personagens, portanto peço que comentem a respeito dos capítulos em relação a trama, cenário, personagens e a clareza dos textos. Mesmo que for pra dizer só 3 palavras, mas comentem por favor! Peço que comentem da maneira mais sincera possível! Mesmo que for para ofender, apontando erros e sugerindo melhorias. Conto com vocês para ajudar essa história crescer e ganhar um contexto incrível, e não esquecerei de cada um de vocês nos agradecimentos! Obrigado :) !!

Que merda de cela pequena. Resmungou Keyne sentado num fedido colchão no canto da cela. Era um exagero chamar o local de cela: Era extremamente pequeno ao ponto de caber somente o colchão e o penico atrás das grades de ferro enferrujado. A janelinha da cela emitia a fraca luz da lua e o céu escuro pontilhado pelas estrelas. Keyne apertou os ombros com os braços, se encolhendo para se proteger do frio. Ninguém está vendo mesmo. E os babacas dos oficiais não distribuíram cobertores essa noite. E nem a janta.

– EI! — Gritou a penetrante voz de Keyne para um guarda que viu parado em frente a uma de muitas celas. – VOCÊ AI! É VOCÊ MESMO. VEM AQUI.

O guarda cochichou algo com o preso que falava e deu risada. Não se mexeu e continuou conversando. Keyne apertou as frias grades com mais força: Odiava ser ignorado.

– EEEI! – Gritou com mais intensidade. – VEM AQUI!

Dessa vez o guarda nem deu o luxo de olhar. Keyne começou a chutar as grades e mais alto sem parar. O oficial saiu do seu posto e seguiu até a cela.

– Seu desgraçado! – Brandiu o guarda. – Se gritar mais uma vez te corto a merda da língua.

– Eu só preciso de um cobertor. – Pediu Keyne. Observou o porte gordo do policial e calculou as chances de vencer caso precisasse brigar. – Poderia me trazer um?

O guarda olhou para traz e viu uma cela vazia. Pegou o cobertor que estava lá e passou pelas grades. A barba do gordo estava suja de migalhas de pão.

– Poderia me trazer um pouco de comida?

– Você acha que trabalho para você? – Respondeu o guarda rindo. – Não me tire paciência de novo.

Seu maldito bastardo. Quando sair daqui será o primeiro que vou me vingar. Amaldiçoou o oficial. O cobertor estava fedendo, assim como a cela e todo o cárcere. Mas o frio era tamanho que Keyne se cobriu e deitou. Keyne vagou em seus pensamentos. Vagou sem rumo nas incógnitas que havia dentro do interior. Sem delongas dormiu sem perceber.

***

– Acorda – Chamou uma voz.

Keyne levantou a cabeça, e semicerrando os olhos tentou discernir o vulto na frente da cela. Merda! Ainda é noite.

– Espero que tenha um bom motivo para interromper meu sono — Alertou Keyne coçando os olhos.

– É assim que me agradece por vim te libertar? – Indignou-se o homem.

A voz era familiar. Keyne se levantou, quase caiu, mas não tinha espaço para cair. Olhou mais não reconheceu o sujeito a sua frente. Parecia outro oficial. A não ser que... Magia.

– Orson? –Indagou o preso.

– Quem mais seria? – Foi uma pergunta retórica. – Tolloni – Disse o oficial gesticulando com a mão, passando-a pelo rosto. A face do oficial ondulou e tremeu até que seus traços rubros e definidos apareceram. – Alligia – Conjurou o feitiço com a mão na fechadura, e ouviu-se um Bac. Orson abriu a cela e jogou um saco para Keyne. –Se vista. Aí estão suas roupas e pertences.

Keyne colou sua calça preta e camisa branca. Cobriu o corpo com uma jaqueta de pele de urso negro, que parecia um gibão e afivelou o cinto com sua adaga curva. Procurou algo nos bolsos da jaqueta e da calça e não encontrou nada. Verificou o saco mais uma vez e nada.

– Orson, falta O Vidente. – Keyne ficou preocupado. – Você o trouxe?

Orson tirou do bolso da calça um anel branco, feito de osso de dragão, com um berilo vermelho e entregou para o amigo.

– Não tirei os olhos do anel. Ah! Lelli, não preciso mais do disfarce.

A roupa de oficial que Orson vestia começou a fluir como um rio e se materializar no meio dos dois. Quando ganhou forma, mostrou-se ser um bola de pelos cor de rosa claro quase branco, do tamanho de uma laranja com dois olhos azuis. O bichinho flutuou até o peito de Keyne e ronronou. Era para ser um abraço, se tivesse mãos.

– Você trouxe a Lelli? – Perguntou Keyne irritado enquanto brincava com a bola cor de rosa. – Ela core perigo aqui.

– Ela me seguiu até aqui escondida de mim. Tive sorte de ver antes de chegar ao Cárcere.

Os misteriosos olhos de Keyne encararam Orson.

– Tanto faz. Vamos sair daqui.

Os dois esgueiraram-se pelo estreito corredor, até chegarem perto da entrada do cárcere. Os guardas estavam dormindo graças ao feitiço de Orson. A fuga foi tranquila até a saída do Cárcere. O reino de Urbiz não era o mais bonito, mas era o maior. Parecia interminável. Poderiam andar o resto da madrugada e não sairiam do reino. As ruas estavam desertas, iluminadas por postes com Lamparinas de Occulon. A neve estava cobrindo o solo, as residências todo reino. Urbiz poderia ser a maior cidade, mas também era a mais fria.

– Quanto tempo fiquei preso? – Indagou Keyne com Lelli nas mãos, para aquecê-la.

– Duas semanas.

– Hm...

– vamos passar a noite nessa estalagem. – Orson apontou para uma propriedade rustica entre outras chamada Voo do Dragão.

Entraram no local com a magia de Orson. Como era de madrugada, o local estava totalmente escuro e deserto no Hall. Keyne pediu a Lelli que iluminasse o local. A bolinha de pelo começou a se sacudir, e quanto mais se sacudia mais se transformava numa esfera de luz. O local estava limpo: Havia mesas cadeiras de madeira, uma bancada que separava as mesas do bar. Subiram com passos delicados uma escada de madeira que dava aos quartos. Keyne era sempre muito silencioso, já Orson parecia um cachorro tentando ser furtivo. Orson pegou a chave do quarto e o abriu. A estalagem era simples, mas confortável: Possuía duas camas, uma escrivaninha, um banheiro e uma janela. Tudo isso iluminado por uma lamparina.

– Você pagou por esse quarto? – Indagou Keyne.

Orson fez que sim e Keyne risse. O recém-liberto era perito em se esconder, escalar e perito nas artes ladinas, fazendo com que não precisasse de dinheiro para certas ocasiões.

– Você me acordou no meio da noite – Lembrou Keyne enquanto tirava o gibão e a camisa. – Estou com sono. Vou dormir.

– E você ainda não me agradeceu. – Reclamou Orson.

– Estamos quites. – foi a ultima coisa que Keyne disse antes de deitar na cama. Estava aliviado por estar livre novamente e grato por estar na companhia de Orson mais uma vez. Orson era seu único amigo de confiança.

Não demorou para Keyne cair no sono: Estava andando sobre as águas do mar num dia ensolarado. Estava calor e não via nada além de uma grande ilha a sua frente. Fumaças emergiam dessa ilha e ouviasse gritos de desespero. Keyne queria correr e para ilha; talvez houvesse algo que poderia interessar. Mas não conseguiu: Seus passos não surtiam efeito sobre a água. Ele corria parado.

A ilha era familiar. Quando se lembrou do que se tratava, um dragão enorme emergiu da ilha. Depois mais um. E por fim um maior que os últimos dois. Keyne viu a ilha ser queimada em instantes.

Após o estrago, os dragões voaram até um continente espalhando caos por onde passavam.

– Keyne! – Chamou Orson, segurando seu braço. – Você estava gritando.

Estava suado e pasmo. Foi apenas um sonho. Enxugou o suor na testa e viu o Berilo Vermelho do anel O Vidente emitir seu próprio brilho. Seu coração parou de bater por um momento. Não foi só um sonho.

– Orson... – Chamou com a voz preocupada. — Temos que voltar para Magnus agora!

Notas finais
Esta é minha primeira tentativa de escrever um Livro. Críticas sinceras, sugestões e elogios são sempre bem vindos. Qualquer coisa segue o E -mail: joaopedromorais101@gmail.com Comentem POR FAVOR! ;)