As Crônicas de Andrômeda
1 Não Traia sua família, Max
Notas iniciais
Eu pensei nessa historia em uma madruga (é sofro bastante com insonia) e decide por tudo isso em linhas. A historia não vai ficar fixa em um personagem. Tenho umas ideias mirabolantes aqui na minha cabeça para a historia, mas não pretendo por nada aqui.
Agradeço a você que perdeu seu tempo lendo isso!
Batidas ecovam dentro da pequena casa de madeira. Charlotte cai da cama e olha assustada para a porta, nunca em todo a sua vida vira aquela porta balançar com toda aquela força.
-Abra sou eu, Charlie!
-Pelo amor dos Deuses, Charlie! Quase me mata do coração.
Charlotte se põe em pé, a casa tem apenas dois cômodos, o quarto e a sala, cozinha não é necessário pelo fato de as refeições serem coletiva, e o banho também, com uma repartição dividindo os homens das mulheres.
Ela anda até a porta e a abre, o seu pé não faz atrito com o chão, mesmo que qualquer esforço faça ele ranger, não range ao seu andar, as mulheres do pequeno vilarejo de Zousa são treinadas desde a infância, na caça e na perseguição, para caso seja necessário.
Charlotte abre a porta e Charlie entra cambaleando e cai sentado em uma cadeira no canto da sala.
-Onde está Saulo, Lucy? — Desde que a conhecerá sempre a chamará de Lucy, o nome que carregava no colar.
-Está caçando, talvez passe a noite fora. O que aconteceu?
-Mande Boris atrás dele, coloque na coleira um bilhete dizendo para todos regressarem- Charlie não sorriu pra pra ela, ele sempre sorria, algo estava errado, sua pele branca estava mais pálida do que nunca, seu corpo estava cansado e não se aguentava em pé, mas com esforço se pôs em pé. — Agora, Lucy!
Ela saiu correndo, foi para o canil e procurou o fiel cachorro da sua família o Boris, o albino. Tirou da correndo e o levou até os fundos, escreveu uma carta e prendeu na sua coleira e sussurrou no seu ouvido.
-Ache papai, parece que vamos ter dias difíceis.
Escutou o sino tocar, ele nunca tocava, há não ser em enterros e outras tragédias.
-O que está havendo agora? — Disse a gargula de pedra que ficava em cima de uma viga no centro do canil, ela se pendurou de cabeça pra baixo, coçou a barriga e olhou pra garota.- Então loirinha, vai ficar aí o dia todo ou vai me ajudar a descer? — Charlotte se pôs em baixo dele e deixou o cair em seu colo. — Agora me solte, pirralha.
Ele pulou no chão e foi andando pra fora.
Charlotte se pôs para fora, e viu que a lua iluminava a tudo, dava pra ver o meio círculo formado pelas 20 casas ao redor do centro da vila, tudo era de madeira, mas era bem conservada e nem aparentava ser tão velha.
Ela correu até o Centro da vila.
Várias mulheres estavam lá, junto com as gárgulas que protegiam as casa a noite, até as gárgulas que ficavam em seu lugares de ofício, a gárgula da forja, a gargula da padaria, a gargula do açougue e entre outras.
-O que está acontecendo?- Disse Minerva indo em direção ao Charlie no meio da sala se forçando a ficar em pé.
-Eu vou falar, queria todos aqui, mas acho que não vamos ter tempo.
-Honre a porcaria do seu ofício, mensageiro, conte tudo.
-Então vindo pra cá, o exército do rei. Ouvi rumores no arredor, pelo que falam o príncipe quer uma noiva, pois quer ser proclamado rei o mais rápido possível, mas o pai só aceita se ele tiver casado e ainda mais...
-Pare de enrolar, homem. Sempre foi assim, fala demais, chega logo no ponto.
- Max! Max nos traiu, pelo título de centurião do exército, estão a caminho daqui parar pegar Charlotte. Precisamos tirar ela daqui. Agora!
- Não vamos entregar ninguém, — a velha anciã descia as escadas com ajuda da sua bengala que tinha águia desenhadas ao redor. — Somos o vilarejo mais unido de toda a Andrômeda. Não deixamos um dos nossos pra trás, somos uma grande família, -ela deu um sorriso e disse. — Vamos pra fora, vamos ter visitas.
-Como você sabe que eles estão vindos ? -Disse Charlie espantado.
-Ora, tem um brilho vindo pro sul, não podia ser o sol, não dou 10 minutos. Susanna, leve o Charlie para a sua casa e cuide dele.
Uma garota ruiva se levantou e foi até o encontro de Charlie e o ajudou a se sustentar e o levou pra fora, cada pessoa da comunidade tinha um ofício, os ofício eram passado de geração em geração dentro da família, mas cada ofício era feito na sua própria casa. Susanna era a curandeira, ajudante por enquanto, seus pais que eram curandeiros mesmo.
-Minerva, Charlotte, se aproximem. — Disse a velha anciã.
Minerva era morena e Charlotte loira, foram criadas juntas e eram como irmãs, mas Minerva é mais fria por isso toma sempre toma a frente de tudo e faz o máximo que pode para proteger Charlotte.
-Não podemos fugir vocês sabem disso, garotas. Estamos correndo perigo — todas caminharam juntas até a outra parte do salão, onde ardia uma fogueira. — Charlotte. Minerva. — Ela passou um olhar penoso em cada uma. — Esse dia foi previsto a muito tempo, essa noite será a nossa aniquilação, o rei vai ficar feliz com isso, éramos a única vila que não pagava os tributos, vocês duas vão tomar frente nisso. Minerva é inteligente e isso pode salvar muita gente inocente hoje, a magia de Charlotte vai ser de grande importância, mesmo não gostando de colocar sua amiga, quero dizer irmã em perigo, não me olhe de cara feia, Minerva. Charlotte vai ter que lutar do seu lado a proteja e proteja a sí mesmo se uma das duas morrer hoje o destino do mundo pode estar arruinado.
-Como assim? — Questionou Minerva.
-Eu não sei, essa profecia é antiga, nada sobre dela, além de Minerva e Charlotte. Vão se arrumar.
A anciã subiu as escadas novamente e deixou — as sozinhas, pensando no que elas teriam de tão importante, para estar envolvidas em algo tão grandioso.
Notas finais
Isso é excitante, não saber o que vai acontecer, e acabar se surpreender com sua propria capacidade. Estou animado xD
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