As Crônicas da Terra Perfeita - Os Eremitas
4 Capítulo 3 - A História do Mundo, Enfim
Ainda pela noite, Galuriel olhava as estrelas e pensou consigo num pequeno instante o que faria a partir daquele momento, ele tinha uma fera para tomar controle, cuja existência não conhecia, ainda pela noite a bela selvagem acorda e Galuriel se põe em atenção, ela olha para ele com um ar de curiosidade e logo o questionou:
– Por quê? Por que vocês fazem isso conosco? Já não nos fizeram sofrer muito? Durante anos vocês nos atacaram exterminaram metade do meu clã a custo de que?
– Me desculpe, mas sobre o que você esta falando?
– Não se faça de desentendido, vocês alados todos os anos vão a nossa vila, nos saqueiam, matam nossos amigos e familiares e saem voando nas suas malditas asinhas.
– E... Eu não sa... Sabia!
– Aonde você foi criado?
– Fui criado por uma velha eremita, não tive contato nenhum com outras pessoas fora dos limites do reino alado.
– Ah ótimo, vocês tem uma vida tão boa que nem se preocupam. Então você não sabe nada mesmo sobre a guerra que está havendo não é?
– Infelizmente não, você poderia me contar?
– Eu tenho escolha? – fazendo um sorriso sarcástico, enquanto Galuriel curioso respondia um bobo não – então esta bem pode antes me dar um pouco de água?
– Sim claro! – Este estende uma pequena vasilha com água e a jovem bebe vorazmente.
– Delicia – esboçando um ar de alivio – bem vou lhe contar então, há 1780 anos, Lhun, reinava sobre todos os seres dessa terra, ele fazia com que houvesse igualdade sobre todos, ele mesmo chamava esse mundo de “Mundo Perfeito”, mas ouve um ato de traição e Lhun desapareceu, uns dizem que ele morreu outros dizem que ele fugiu para não morrer, outros dizem que ele se sacrificou para que nos pudéssemos viver, ninguém sabe ao certo, mas como ele era ou se era poderoso, mas ele podia controlar as cinco raças, sem o mínimo de esforço, então era bem respeitado...
– Espere! Você fala tão bem assim, você era viva nessa época?
– Não alado burro, são historias que eu ouvi de meus pais, que ouviram de meus avos e que ouviram de seus pais e assim por diante, ate chegar ao grande Mandáru, quem Lhun designou para ser o primeiro imperador dos Selvagens, mas enfim posso continuar a contar a historia ou não? – fechando-lhe uma ruga na testa que amedrontou Galuriel.
– Desculpe era só uma curiosidade, continue, por favor!
– Pois bem, com o sumiço de Lhun cada raça acusou uma a outra pelo sumiço dele, logo começaram a disputar pra ver quem governaria o mundo então os Abissais voltaram para o mar, aonde ninguém mais teve noticias deles, e os guardiões rumaram para o sul aonde incessantemente procuram sobre toda a terra algo que possa explicar onde Lhun está.
– Então sobraram os alados, humanos e selvagens? O que aconteceu depois?
– A Imperadora Zhi Ma, dos humanos, mandou uma magia que ecoa a voz dela por toda a terra, bom eu não me lembro bem como dizia a mensagem, mas soube que ela tinha se auto declarado líder suprema de todo o mundo perfeito, em resposta o Imperador Qin dos Alados disse que não era assim e então Mandáru também entrou na discussão, os Imperadores dos Abissais e dos Guardiões, não tomaram partido e preferiram ficar neutros, então a guerra começou com a traição dos Alados que invadiram a Cidade das Feras, nossa capital e mataram Mandáru a sangue frio, Zhi Ma se aproveitou e invadiu o reino dos alados e hoje estamos em constantes batalhas, porem a quem é contra a guerra, o antigo general Dy, um poderoso bárbaro e a comandante Sekhmet, foram contra a invasão na terra dos humanos e foram banidos da terra dos selvagens, dizem que hoje eles vagam procurando atos pacíficos e viver em harmonia com as outras raças, dizem que eles ficam na cidade celestial, uma cidade suspensa nos céus, mas ninguém tem acesso ate lá então, são apenas mitos e mais mitos.
– Interessante, realmente é tudo muito interessante, mas por hora devemos descansar amanha sairemos dessa vila e iremos para outra.
– Mais quanta pressa de correrem em? Os antigos que habitavam aqui esperariam ate o próximo inverno.
– Não os conheço, não tenho que seguir o que eles faziam, pelo visto foi por essa atitude deles que ainda temos guerras.
– Alado! Você é estranho sabia?
– De um jeito bom? – abrindo um pequeno sorriso no rosto.
– Não! Apenas estranho.
– haha!
– Bom já que temos que descansar boa noite!
– Boa noite!
Do outro lado da vila o capitão Maru sente que os tempos estão mudando e que em breve ele estaria de volta ao campo de batalha, ele não sabia se esboçava uma reação de entusiasmo ou tristeza, por lembrar-se dos tempos de glória e de grandes vitórias, ou das pesadas derrotas e dos vários amigos perdidos na guerra, tolamente ou em vão, mas que se a hora o chegasse estaria preparado, e com um brilho nos olhos ele pega a besta e suas flechas e as abraça deixando cair algumas lagrimas sobre elas, e um rápido sorriso foi seguido dos dizeres:
– Eu vou honrar cada um de vocês – posto em prantos o experiente capitão, não viu decisão melhor de se tomar a não ser de observar o luar, que de alguma forma o tranqüilizou
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