As Crônicas Dos Retardados.
45 Uma Noite na Livraria
Notas iniciais
Sério, os deuses com mais filhos foram:
1 - Atena (11 filhos)
2 -Poseidon (10 filhos)
3 - Hades (10 filhos)
4- Apolo (7 filhos)
Não liguem se esse capítuo ficar muito estranho, ou mais estranho que o normal, eu estava sobre o efeito de flor de lótus e estou de luto pelas minhas férias (minhas aulas voltam amanhã Ç-Ç)
Obrigada aos divos Diego Abadeer Jackson chase e Little Athena Valdez pelas recomendações!
Então... Espero que gostem!
POV. Carol Peruzzo
Hoje é melhor dia de todos os tempos: Annabeth me deu um passe livre para comprar o que quiser na livraria de Atena.
– YEAH! – gritei assim que Clarisse e eu chegamos à frente da livraria – PARA-PARA-PARADISE! IT’S PARA-PARA-PARADISE!
– Oh, cale a boca – mandou Clarisse batendo a mão no rosto – Só aceitei vir para comprar o box de Jogos Vorazes.
Olhei-a curiosa.
– Não sabia que você era um tributo, Clarisse – falei. Ela deu de ombros.
– Só gosto por causa do sangue.
– Oh.
– Eu quero ir embora logo – Clarisse resmungou – Comi uma feijoada hoje cedo e... Bem, você sabe que tenho um intestino sensível.
... Obrigada, Clarisse, por me manter informada sobre o seu sistema digestivo.
A livraria se associava a um templo grego, mas com ar condicionado e rede Wi-Fi. Muito melhor. Entrei na livraria e inspirei fundo.
– Sente esse cheiro? – perguntei sorrindo de orelha a orelha – É o cheiro de milhares de páginas recheadas de aventuras inimagináveis...
Um ronco veio da barriga de Clarisse e ela fez uma careta.
– Eu estou recheada de uma aventura inimaginável – resmungou – Te encontro mais tarde.
E saiu em direção ao banheiro. Dei de ombros e fui saltitando para a sessão de histórias ficcionais. Peguei um exemplar de O Teorema Katherine, sentei-me no chão e fiquei lendo-o. Li umas duzentas páginas antes de...
– QUE ABSURDO! ISSO NÃO É BIBLIOTECA, GAROTA! – gritou Atena agitando um cabo de vassoura — OU LEVA OU NÃO LÊ!
– Mas Atena...
– SEM MAIS!
Ela nem me deu chance de pegar meu vale-livros. Nossa, mulher estressada. Com vassouradas, fui expulsa da livraria. Não me deixarei abater tão facilmente. Corri até a parte de trás da livraria, subi na lata de lixo e tentei alcançar a janela.
– O que, em nome de Plutão, você está fazendo? – perguntou uma voz atrás de mim.
Virei o pescoço e vi Reyna. Ela usava jeans escuros, camiseta branca e casaco cinza e tinha o cabelo preso numa trança sobre o ombro. Foi um pouco estranho, porque eu nunca a tinha visto sem as roupas de pretora.
– Oi! – acenei – Estou invadindo uma livraria, Rey-Rey! Por falar nisso, o que está fazendo aqui?
Ela deu de ombros.
– Vim à livraria de Minerva, digo, Atena para comprar o último livro da trilogia Jogos Vorazes – Reyna disse.
– Porque todo filho de um deus da guerra gosta de Jogos Vorazes? – perguntei.
Ela me olhou com uma cara de “Oh, porque será?”.
– Atena me proibiu de entrar, mas eu preciso saber como acaba O Teorema Katherine – falei – Me dá uma ajudinha?
Reyna me olhou de descrente, murmurou algo como “Gregos estranhos” e me ajudou a entrar pela janela.
– Valeu! – sorri para ela e desci da janela. Era o armazém de livros.
Sorri, peguei outro exemplar de O Teorema Katherine, corri para o canto mais escuro da sala, me encolhi e comecei a ler. Decidi que iria passar o dia ali. Uma ideia me fez sorrir. E se eu me escondesse no armazém de livros até a loja fechar e passar a noite toda sozinha na livraria? Quando eu era criança queria muito fazer isso em um supermercado! Mas na livraria é melhor, evidentemente.
E foi assim. Com o meu O Teorema Katherine, passei horas e horas sentada no armazém de livros. Terminei o livro, bocejei com sono e ouvi o barulho de grades fechando-se. Sorri, eram as portas. Olhei pela janela, já deviam ser umas sete da noite.
Com passos cautelosos, desci as escadas e me deparei com a livraria vazia e silenciosa. A visão me lembrou um pouco o Jardim de Perséfone: Bonito, quieto e um tanto assustador. A luz prateada da lua entrava pelas janelas e enchia o lugar com uma linda iluminação natural.
Enquanto eu olhava para a linda livraria vazia, ouvi o som de uma descarga e a porta do banheiro abriu-se revelando Clarisse.
– Clarisse? – perguntei incrédula – Você ficou no banheiro o dia todo?!
– Mas hein? – a filha de Ares olhou para os lados, como só agora percebesse que já era noite – Eita! Já é noite? Como o tempo voa quando se está no banheiro!
Decidi não contestar.
– Não é legal? – perguntei animada – Estamos numa livraria! Sem ninguém para dizer o que devemos fazer ou não!
– Hum – ela grunhiu – Sem querer ofender, mas eu não compartilho sua... Hãn... Obcessão por livros, filmes e videogames.
Mostrei a língua para ela. Abri a boca para retrucar, mas fui interrompida por uma série de batidas vindas do chão. Clarisse e eu nos entreolhamos. Seguimos até a fonte do som, vinha de debaixo do piso. Clarisse abriu um buraco no chão com sua lança e demos de cara com a pessoal mais improvável do mundo: Octavian.
– Octavian? – perguntei descrente.
– Bichona? – perguntou Clarisse igualmente descrente.
– Marte Todo-Poderoso! – exclamou Octavian – Júpiter seja louvado, achei que ia morrer aqui dentro!
– E por mim vai mesmo – peguei o pedaço do piso que soltamos e tentei colocá-lo de volta, mas Octavian jogou-o longe. Bufei – Como é que você foi parar aí, sua anta?
– Eu vim aqui para comprar a coleção especial de Pretty Little Liars – respondeu o oxigenado enquanto saia do buraco no chão – Fui até Minerva, não, era Atena! Sim, fui até Atena e disse que era o áugure de Roma. Ela piscou um olho de cada vez, sorriu de um jeito estranho e apontou o buraco no chão, dizendo que lá estava a coleção. E depois, me trancou lá dentro!
– Adoro Atena – disse Clarisse fazendo uma cara de Not bad.
Octavian correu até a porta e tentou abri-la, mas estava trancada. Ele deu um gritinho gay e nos encarou.
– Preso numa livraria com duas graecus – ele disse – Apolo me ajude!
– Apolo ia ficar feliz se você morresse – disparei – Você não deveria estar aqui, seu idiota. Essa ia ser a minha noite mágica, onde eu ia ler todos os livros que eu quisesse e...
Fui interrompida por um rosnado. Olhei para Clarisse, achando que poderia ser seu estômago sensível e estranho, mas ela deu de ombros. Octavian arfou e apontou para algum ponto atrás de nós. Viramos-nos. Era um cachorro... Não, não era um cachorro. Imagine um cão infernal mais feio, maior, mais furioso e com presas que pingavam veneno. Esse é o nosso amiguinho.
– Não façam movimentos bruscos – falei em voz baixa – Se não representarmos uma ameaça, ele não nos matará...
Não adiantou nada, o animal atacou.
Eu gostaria de dizer que fui heroica, que gritei “CORRAM E SE SALVEM!” aos dois idiotas que me acompanhavam e que me lancei sobre o cachorro. Mas a verdade é que dei um grito muito pouco digno e saí correndo gritando “CACHORRO MUTANTE! CADA UM POR SI!”.
Corremos escadas à cima. Octavian derrubou uma estante de livros para atrapalhar o caminho do monstro.
– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – gritei.
– CRIANDO OBSTÁCULOS PARA AQUELE MONSTRO NÃO NOS PEGAR! – gritou Octavian.
– VOCÊ JOGOU LIVROS NO CHÃO? – gritei – EU VOU TE MATAR!
Então a situação ficou assim: Octavian correndo de mim, que estava correndo de Clarisse, que estava correndo do monstro. Mas a anta romana tropeçou nos próprios pés, me fazendo cair por cima dele e Clarisse cair em cima de mim. Fechei os olhos quando o monstro pulou em cima de nós.
Flechas surgiram do além e jogaram o monstro para o outro lado, ele sumiu em uma confusão de poeira dourada.
– Vocês tiveram sorte ao sobreviver a esse bestante – uma garota saiu das sombras – Geralmente, os ataques são fatais.
A garota era morena, com olhos cinzentos e o cabelo escuro preso numa trança sobre o ombro. Tinha uma aljava nas costas e um arco na mão. Usava roupas de caça e um broche dourado de tordo no peito. Oh minha Zeuza...
– Quem é você? – perguntou Clarisse com toda a sua delicadeza.
– Sou Katniss Everdeen – a garota respondeu.
Um segundo de silêncio, dois, três.
– AHH! – gritamos os três retardados juntos.
– POSSUA MEU CORPO, KATNISS! – gritou Octavian.
– DIVA! – berrei.
– Arco e flecha é para maricas – fungou Clarisse – Johanna é a diva da história.
Katniss nos olhava como se tivéssemos vindo de outro planeta. As luzes da livraria se acenderam, sons de conversas vieram de todos os lados e gargalhadas foram ouvidas. Mas as portas da livraria não foram abertas e ainda era noite.
– O que é isso? – murmurou Octavian.
Levantei e olhei para o primeiro andar da livraria. Várias pessoas estavam lá, andando de um lado para o outro.
– Toda noite – começou Katniss – Tudo nessa livraria ganha vida. Todas as histórias, personagens, monstros... Tudo se torna realidade.
– Hey, Katniss! – cumprimentou uma garota loira usando roupas pretas e com uma tatuagem de corvos na traqueia.
– Tris – Katniss fez um aceno com a cabeça – Olá.
– Tris Prior? – perguntei, a garota assentiu – Uau! Tira uma foto comigo!
Tirei uma foto com Tris Prior com o meu celular. Ela é legal, mas eu ainda só li o primeiro livro de sua saga. Tirei a foto só para esfregar na cara de Nico, o maior fã de Divergente desse planeta.
Octavian gritou como uma fangirl e se atirou em cima de Finnick Odair.
– Quem é esse garoto?! – exclamou Finnick alarmado.
– Sou Octavian! – disse a bicha agarrada ao tributo – Ainda dá para te contratar?
Finnick ficou escarlate.
– Eu não sou mais um prostituto!
– Não dá para voltar a ser? Só hoje?
Finnick empurrou Octavian, bufou e saiu andando. Octavian saltitou atrás dele. Cada coisa nessa vida.
– Então... Vocês ficam aqui toda noite? – perguntei.
– É – Tris assentiu – É legal.
– Meio entediante – disse Katniss – Mas você se acostuma.
Clarisse disse que precisava ir ao banheiro novamente, então sumiu da minha vista. Sorri para mim mesma. Essa noite ia melhor do que eu esperava! Desci as escadas e corri até a sessão dos livros de ficção. E o vi.
– Oh minha Zeuza! – exclamei – JON SNOW!
Jon Snow olhou na minha direção, dei um gritinho não muito diferente do Octavian e abracei o bastardo. Fiquei em silêncio, abraçando-o, enquanto basicamente toda a livraria me encarava.
– Vai me soltar? – ele perguntou.
– Nunca – falei ainda o abraçando – Você é tão legal! Acho que nenhum personagem nunca será tão... AQUELE É O TYRION LANNISTER? AHH!
É... Acho que você já entendeu.
POV. Clarisse La Rue
Abri a porta do banheiro e desci as escadas. Não deveria ter comido aquela feijoada, meu estômago é muito sensível. Encontrei Carol fazendo pose para a foto com os Lannister montada nas costas de Tywin Lannister.
– UHH! ESSE VÉIO É DEMAIS! – gritou Carol assim que me viu. Tywin respirou fundo e contou até dez mentalmente.
– Garota, já ouviu toda a letra de Rains of Castamere? – ele perguntou.
– Já.
– Então desça das minhas costas se sabe o que é bom para você.
Carol desceu imediatamente e fez pose ao lado de Tyrion. Sor Ilyn Payne tirou a foto e devolveu o celular a filha de Poseidon. Esse é o dia mais estranho da minha vida.
– Sabe, eu queria saber uma coisa – falei para Cersei – Qual é a sua frase sobre o poder? Não li os livros, só vi a série.
– Power is Power – recitou Carol.
– Não, essa é a versão do George Martin – negou Cersei – Minha frase na verdade é Pussy is Power.
(Silêncio constrangedor modo on)
– Cara... – falei – E eu achando minha mãe estranha. Quase senti pena, Joffrey.
– Não preciso de sua pena, bitch – cuspiu Joffrey.
Antes que eu pudesse arrancar aquela coroa de sua cabeça e enfiá-la em um lugar não muito agradável, Carol fez isso por mim.
– Escuta aqui, amorzinho – ela estalou os dedos na cara de Joffrey. UH! BARRACO! – Clarisse pode até ser uma bitch, mas é a minha bitch! Só eu posso dizer isso!
Joffrey ficou assustado com o modo Barraco-Expresso de Carol e chamou pelos guardas.
– Agora a gente corre? – perguntou ela.
– É – confirmei – Agora a gente corre.
* * *
Correr de cavaleiros armados é divertido só na televisão. Na vida real é um saco, principalmente quando os malditos cavaleiros conseguem desviar das suas facas. Carol atirou sua meia de manteiga, mas nada adiantou.
– ELES SOBREVIVERAM A MEIA DE MANTEIGA? – gritou Carol enquanto corríamos – ELES SÃO IMORTAIS!
Continuamos correndo. Descemos e subimos escadas, corremos por corredores e salas, passamos por pessoas que nos ignoraram, como se fosse comum ver duas garotas fugindo de cavaleiros armados.
– Eu tive uma ideia! – exclamou Carol.
– Não sei se gosto disso! – respondi.
– Minhas ideias são boas!
– Ah, sim, como aquela a ideia de passar a noite na livraria!
– Cale a boca!
Carol parou de correr. Quase gritei que ela era idiota, e ia gritar mesmo, mas Carol berrou:
– MHYSA! MHYSA! ESCRAVOS SENDO TORTURADOS AQUI!
E como se isso fosse supernormal, uma garota loira surgiu montada num dragão negro. O dragão rosnou e cuspiu fogo, transformando os guardas em pó dourado. Estranho.
– Vocês não são escravos – notou a garota nos olhando.
– Diga isso a Quíron – funguei.
– Não, mas valeu pela ajuda, Dany – Carol sorriu na maior cara de pau do mundo.
Os olhos purpúreos da garota se encheram de fúria.
– O fogo de Drogon nunca deve ser usado em prol de injustos – declarou ela – Qual seu nome, garota?
– Hum... Carol.
– Valar Carholis! – bradou a garota.
Olhei para Carol.
– O que isso quer dizer? – perguntei.
Carol engoliu em seco.
– Todas as Carols devem morrer – falou – Clarisse, tive outra ideia.
– Qual?
– Correr o máximo que nossas pernas aguentarem.
– O melhor plano da noite.
Ou seja: Agora não estamos sendo perseguidas por cavaleiros armados, mas por um dragão. Eba. Muito obrigada, Tique.
– CAROL! PENSE EM PERSONAGEM DE ALGUMA HISTÓRIA QUE PODE DETER UM DRAGÃO! – gritei. Esquivei-me de um jato de fogo.
Ela pensou um pouco e gritou:
– GANDALF! GANDALF! POR ZEUS, NÃO SE ATRASE!
Por longos dois minutos, nada aconteceu e nenhum velho barbudo apareceu. Então um raio de veio de algum lugar. Drogon e a garota despareceram. Desabei no chão, exausta e suada. Carol, infelizmente, ainda estava cheia de energia.
– GANDALF! – ela pulou em cima do velho e o abraçou – Cara, você é demais! Não sei por que os ignorantes te confundem com o meu diretor Dumbledore! Dumbledore é uma diva, você é um mago!
Carol sacou seu celular e tirou uma foto. O flash forte fez Gandalf piscar algumas vezes.
– Me solte, por favor – ele pediu.
– Eu nunca vou te soltar! – exclamou a filha de Poseidon – Você é demais, divo, perfeito e ninguém nunca vai... OH MINHA ZEUZA, AQUELE É O LEGOLAS?
– Sim... – Legolas, o elfo de belos cabelos, concordou.
Carol deu um grito fangirl e pulou de Gandalf para Legolas como um macaco pula de uma árvore para a outra. Depois de mais trinta fotos com Legolas e Gimli, consegui arrancar Carol dali.
– Temos que dar o fora daqui – falei – Não aguento ficar mais um minuto nessa livraria.
Carol fez um biquinho.
– Mas eu ainda nem tirei foto com o Edmundo Pevensie...
– Tanto faz! Cadê o viado do Octavian?
Ouvimos o som de buzinas. Corremos até a entrada da livraria e... Sério, nunca imaginei ver aquela cena na minha vida.
Octavian, o áugure do Acampamento Júpiter e diva de Roma, estava abraçando a Beyoncé. Sim, aquela cantora internacionalmente famosa.
– Octavian? – perguntei confusa.
– Beyoncé! – exclamou Carol sorrindo.
– Olá! – Beyoncé sorriu e acenou para nós – São suas amigas, filho?
– FILHO? – praticamente gritamos.
– É – Octavian nos olhou como se fossemos loucas – Minha mãe é a Beyoncé. De onde vocês acham que puxei todo o meu brilho? De Apolo é que não foi.
Nada. Mais. Faz. Sentido. Na. Vida.
– Me dá um autógrafo? – pediu Carol. Beyoncé acenou alegremente e autografou uma camiseta do Acampamento Júpiter para a bruxa, Carol fez uma careta, mas aceitou.
– Sra. Beyoncé – falei – Se me permite perguntar, o que faz no Olimpo?
– Eu acabei de fazer o meu show no Templo de Apolo, e quando recebi o telefonema do meu bebê daqui... Tive que vir – disse a cantora.
– Será que pode nos dar uma carona até o Acampamento Meio Sangue, por favor? – perguntei.
– Claro!
POV. Percy Jackson
A noite no Acampamento Meio Sangue estava perfeita. Grilos cantavam felizes, as ninfas riam e saltitavam e as estrelas brilhavam lindamente no céu. Era como se a natureza também estivesse feliz.
Hoje de manhã Carol e Clarisse foram ao Olimpo, elas não voltaram. Todos estavam comemorando a nova paz. Bem, eu estou um pouco bolado por causa da minha irmã e tudo mais... Oh, quem liga? AGORA OS VIDEOGAMES DE CAROL’S WORLD SÃO MEUS! UH!
Todos cantavam e se divertiam em volta da fogueira quando um filho de Hermes gritou e chamou todos na Colina Meio Sangue. Corremos até lá para ver o que aconteceu.
Nada poderia ser mais estranho.
Uma limusine negra e linda parou na frente da Colina Meio Sangue. A porta se abriu e música veio lá de dentro, Carol e Clarisse saltaram para fora rindo e segurando cálices de jujubas.
– Até, garotas! – disse uma mulher lá de dentro. Espera... AQUELA É A BEYONCÉ?
– Até, Queen B! – exclamou Carol – Me liga depois para conversarmos sobre a minha carreira musical!
– Pode deixar!
– E Octavian – Clarisse disse – Me faz um favor?
– O que, graecus? – perguntou Octavian. Porque ele está aí?
– Morre. Obrigada pelas jujubas!
A limusine se fechou e foi embora. Todos nós ficamos encarando Carol e Clarisse enquanto elas subiam pela Colina.
– Oie! – Carol disse atirando os braços para cima e derramando meia dúzia de jujubas – Sentiram nossa falta, amores?
Todos começaram a chorar. Ela revirou os olhos.
– Recalcados, todos vocês.
– Pelo menos nós andamos de limusine com a Beyoncé – Clarisse atirou.
Bem, sim, com isso não dá para competir.
Notas finais
"- Um sonserino incomoda muita gente, dois incomodam muito mais."
"Se você é da Corvinal, eu só tenho uma coisa para dizer: Desculpem-me. Não foi minha intenção explodir seus dormitórios."
"- É UM PALHAÇO! SER DO TÁRTARO! QUEIME E MORRA, FILHO DE GÓRGONA!"
"- Atenção, alunos. A Torre da Corvinal foi... Ér... Danificada por uma meia de manteiga. Não sabemos quem foi o responsável.
- Foi a Peruzzo.
- Vai se catar!
- É a verdade, Peruzzo.
- Quer outra verdade, Malfoy? Você é uma biscate oxigenada!
- Ei, Draco arrasa nas baladas de sábado a noite, não diga isso dele.
- VOCÊ DISSE QUE IA MANTER SEGREDO, DUMBLEDORE!"
"- Então... A garota bonita quer sair comigo?
- Que garota bonita?
- Hum... Você, Carol.
- HAHAHAHAHAHAHA LEGAL ESSA PIADA, CONTA OUTRA AGORA!"
"- E o motivo para eu ser tão triste é que... Meu peixinho de pelúcia foi assassinado brutalmente..."
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