As Crônicas Dos Retardados.
34 Todos os Caminhos Levam a Roma
Notas iniciais
Primeiro, o que acharam da nova capa? Eu achei que ficou linda *--*
Segundo, quero agradecer muitíssimo a Panda, Miih Potter, Bia Valdez e Gaby Stoll pelas lindas recomendações! Sério, animou meu dia!
Terceiro, alguns dos personagens desse capítulo são da minha outra fic, Acampamento Júpiter, porque eu estava com preguiça de inventar mais alguns romanos e não queria escrever uma Carol tendo ataques fangirls pelo Frank e-e
PS: Esse é um capítulo muito dramático...
POV. Carol Peruzzo
Quíron tinha convocado uma reunião dos conselheiros dos chalés na Casa Grande. Enquanto o cavalão não chegava, ficamos discutindo assuntos sérios.
- Mas o Batman é mais legal que o Aquaman – disse Travis.
- O único superpoder do Batman é o dinheiro! – exclamou Percy.
- O que é muito legal – falei sorrindo – O Batman e o Homem de Ferro nos ensinam que o melhor superpoder é o dinheiro.
- Touché – disse Clarisse.
- O Tocha Humana é melhor que todos, ele pega fogo – disse Leo – Fim da discussão.
- A Mulher Invisível é mais esperta e rápida, além de ficar invisível – disse Annabeth – É genial.
- Bitches, please – disse Nico – Batman tem carros, dinheiro, uma roupa coladinha e um empregado. Além de que o inimigo dele é o fodão do Coringa. Então, shiu.
Quando eu estava prestes a dizer que o Gavião Arqueiro era o melhor, Quíron entrou com seriedade na sala.
- Campistas – ele cumprimentou – Chamei-os para uma missão.
- Uma missão? – perguntou Clarisse com os olhos brilhando – Que missão? Derrotar Gaia? Matar o Jackson? Resgatar a harpa de Apolo? Salvar algum deus preso? Receber glória eterna?
- Não, abrir meu pote de picles – ele ergueu um pote de picles – Só o mais bravo poderá realizar tal feito.
- Ah, me dá essa droga aqui! – exclamei arrancando o pote de suas mãos, tirei a tampa – Aqui está. Mal dá para acreditar que você treinou Hércules!
- Obrigado! – Quíron tirou um picles e deu uma mordida – Isso é muito bom! Enfim, essa não era a verdadeira missão, mas me foi muito útil. Eu vim escolher três de vocês para ir ao Acampamento Júpiter fazer votos de paz, já que nosso último contato não foi tão... Pacífico.
Todos olharam para o Leo.
- Eu já disse que não foi minha culpa! – exclamou Leo bravo.
- Tudo bem – Quíron deu de ombros enquanto comia seus picles – Vou tirar daqui três nomes, e vocês irão a Califórnia falar com os romanos. Bem...
Ele tirou de algum lugar uma jarra com nossos nomes, colocou a mão lá dentro e tirou um papelzinho.
- Percy Jackson!
Percy sorriu acenando com a cabeça. Outro nome foi tirado.
- Clarisse La Rue!
O sorriso de Percy sumiu quando Clarisse comemorava. Mais um nome foi tirado.
- Carol Peruzzo!
- UH! – fiz um high-five com Clarisse – VAMOS CAUSAR EM ROMA, AMIGA!
- O que?! – exclamou Quíron.
- Ér... Nada não...
* * *
Saí do meu chalé na manhã seguinte. Tinha feito minhas malas, arrumado minhas facas e colocado minhas melhores roupas do estilo tremam-diante-de-mim-romanos. O táxi das Irmãs Cinzentas nos levou até uma autoestrada em São Francisco.
- Cadê o Acampamento Júpiter? – perguntei franzindo a testa.
- Não interessa, saiam! – e assim, fomos chutados para o chão da estrada por três velhas estranhas. O táxi saiu em disparada.
Levantei indignada. Quem aquelas velhas pensam que são? Como Percy disse que o acampamento não estava longe, fomos andando.
- Ei, eu vou comprar um sorvete – disse Clarisse – Esse sol está forte, preciso de algo gelado.
- Mas nós não vamos parar de andar! – exclamou Percy.
Clarisse deu-lhe um olhar maligno.
- Pedi sua opinião, Jackson? – perguntou.
Percy empalideceu.
- Não...
- Então eu vou comprar o meu sorvetinho. Jackson, venha também, quero te vigiar para que não faça nenhuma besteira – ela me olhou – Tome conta das nossas coisas.
Não me restou nenhuma opção se não concordar. Sentei num banquinho e fiquei lá esperando os dois, adivinha o que aconteceu? Sim, apareceu uma dracaena.
- Filha do mar... – ela sibilou.
- Nem vem que hoje eu não to com saco pra isso! – exclamei irritada – Tá um calor do Hades, meus pés doem e estou sem o meu sorvetinho!
- Ai, querida, pode desabafar comigo – disse a dracaena se sentando ao meu lado – Quais são seus problemas?
POV. Percy Jackson
Clarisse e eu saímos da sorveteria após uma discussão importante: Chocolate ou Creme? Chocolate venceu, caso vocês queiram saber. E adivinha o que nós encontramos quando saímos?
Carol chorando no ombro de uma dracaena.
- E aí, eles levaram o meu pônei Estevino embora – lágrimas rolavam por seu rosto – Porque levaram o meu pônei? Ele era tão bonitinho!
- Não se preocupe, vamos recuperar o seu pônei – a dracaena deu tapinhas simpáticos nas costas da minha irmã.
- Oh, obrigada! – exclamou Carol – Você é a minha única amiga nesse mundo frio, sombrio e sem pôneis!
Clarisse bufou, pegou sua adaga e matou a dracaena. Carol fez um biquinho.
- Ela ia recuperar meu pônei! — exclamou.
- Não ia nada, sua idiota! – exclamou Clarisse.
Após Carol se recuperar e roubar meu sorvete, nós seguimos caminho para o Acampamento Júpiter. Carol não parava de reclamar por ainda não ter 17 anos e não poder aparatar e amaldiçoava Quíron por enviá-la nessa missão, Sr. D por concordar, a mim por não comprar sorvete de flocos e alguém chamado Draco Malfoy, simplesmente porque ela não vai com a cara dele.
- Bem que eu queria que meu marido nos levasse até lá! – exclamou Carol enquanto andávamos.
- Seu marido? – perguntei.
- É – concordei ela orgulhosa – Legalmente, meu nome é Carolina Godofreda Alejandra Roberta Mamma Bruschetta Gonçalvez Souza Felton Hoult Hiddleston Samantha Mariana Alícia Flávia Carla Margarita Rosa Souza Peruzzo Frost.
- Zeus, que nome – comentou Clarisse baixinho.
- Isso sem contar que um dia eu vou me casar com Jon Snow – comentou Carol.
- Ele não existe.
- Cala a boca.
Enquanto andávamos, Carol tirou seu peixinho dourado de pelúcia das costas e começou a brincar com ele. Ela o ganhou de Poseidon quando tinha cinco anos, acho que esse é o único presente que Carol ganhou de nosso pai. Como sei disso? Porque eu sou o filho favorito, ué.
Depois de umas duas horas andando, chegamos ao túnel que dava entrada para o Acampamento Júpiter. Finalmente.
POV. Carol Peruzzo
Depois de duas infelizes horas andando, chegamos a um túnel. Na entrada havia duas garotas: Uma com cabelos negros ondulados, olhos castanhos e pele café-com-leite, e outra com feições élficas, cachos castanhos e olhos castanhos esverdeados.
- Quem são vocês? – a com cara de elfo apontou a espada na nossa direção.
- Eu sou a Lindinha! – exclamei.
- Eu sou a Docinho! – exclamou Clarisse.
- E eu sou a Florzinho! – exclamou Percy.
- E juntas nós somos as Meninas Superpoderosas! – dissemos juntos.
- Uh, que bom? – perguntou a outra – Temos retardados mentais aqui, ótimo.
- Eu sou Percy Jackson, filho de Poseidon e, bem, eu fui pretor por um tempinho – informou meu irmão – Essa é minha meio-irmã, Carol Peruzzo. E Clarisse La Rue, filha de Ares.
- Gregos? – perguntou a com cara de elfo sorrindo – Agora que Octavian surta, e eu adoro vê-lo surtado. Eu sou Carollyn Wings, filha de Mercúrio. A propósito, roubei sua carteira.
E estendeu a carteira de Percy, que a tomou de volta. Eu já gostei dessa garota!
- Eu sou Debby Abadeer, filha de Vulcano – disse a outra garota.
- Você é parente da Marceline de Hora de Aventura? – perguntei.
Ela revirou os olhos.
- Porque todos sempre me perguntam isso?!
- Vieram ver os pretores, não? – perguntou Carollyn.
- Sim.
- Tudo bem, vamos levá-los até eles.
Debby e Carollyn nos levaram através do Acampamento Júpiter. É a primeira vez que venho aqui e uau! Esse lugar é incrível! Acho que posso dizer que é mais bonito, limpo e organizado que o Acampamento Meio Sangue.
Entramos na principia e vimos Reyna, Jason e outro garoto. Por um momento pensei que fosse Draco, mas o sonserino era um pouco mais baixo que aquele garoto. E os olhos de Malfoy são cinzentos, não azuis igual os do garoto.
- Reyna! Jay-jay! – exclamei – Que bom revê-los!
Carollyn caiu na risada, Debby teve a decência de disfarçar o riso. Jason corou de vergonha (não sei por que, Jay-jay é um apelido tão fofo).
- Leve minhas malas para um alojamento da Quinta Coorte, obrigada – entreguei minhas malas para o garoto loiro.
- Eu não sou empregado! – ele exclamou.
- Então quem é você?
- Octavian, o áugure do acampamento!
- Hum... Você não é empregado?
- NÃO!
- Então some da minha frente – mandei. Octavian bufou e saiu.
Clarisse se apresentou para os pretores e Percy os cumprimentou enquanto eu comia as jujubas que estavam em um pote. O que é? Os doces estão aqui para isso, não estão?!
- Se a Carol tiver a decência de nos deixar algumas jujubas – disse Reyna olhando-me – Nós preparamos um jantar especial para a chegada dos graecus.
- Mas agora são três da tarde – disse Percy.
- Quem liga? – perguntou Jason – Somos romanos! Se quisermos almoçar às três da tarde, nós vamos!
- UH! – exclamou Carollyn fazendo um high-five com Jason.
- Ér... Na verdade – disse Reyna erguendo uma sobrancelha – Nós preparamos o jantar, mas só vamos servi-lo na hora do jantar. Sabe, sete horas da noite. Enquanto isso, Debby e Carol, será que podem mostrar o acampamento para nossos convidados? Percy, creio que você já está familiarizado.
Percy saiu e disse que ia visitar alguns amigos na Quinta Coorte, então já mandei que ele levasse minhas malas. Carollyn foi apresentar o acampamento para Clarisse, e Debby me acompanhou.
- Esses são os templos sagrados – explicou Debby enquanto andávamos – E lá no topo está o templo de Jupiter Gluteos Maximus, digo, Jupiter Optimus Maximus.
Dei um riso de escárnio.
- Vai por mim, acho que Jupiter Gluteos Maximus se aproxima mais da verdade, ou pelo menos, se aproxima mais de Zeus – falei – Ele é Fabulosa, sabe?
- Hum... – Debby ergueu uma sobrancelha.
- A quanto tempo você está no acampamento? – perguntei.
- Oh, eu cheguei a umas duas semanas atrás, mas já sou da legião – Debby me mostrou seu braço, tinha o desenho de dois martelo cruzados feito de canetinha preta.
- Isso tinha que ser de canetinha mesmo?
- Na verdade, não – ela pareceu sem graça – No dia que eu entrei para a legião, a tatuagem não queimou no meu braço.
- Porque não?
As orelhas de Debby ficaram vermelhas, como se ela tivesse falado demais.
- Não é nada importante. Quer ir até o templo de Júpiter, vê-lo por dentro?
- Claro – dei de ombros.
Nós subimos a colina (Urgh. Odeio esforço físico!) e entramos no templo de Zeus/Júpiter; Octavian estava lá, de costas para nós, e parecia fazer algo importante. Ele ergueu uma adaga para cima e murmurou algo em latim. Um raio cruzou o céu.
A loira louca no cio se virou para nós rapidamente. Eu praticamente pude ouvir o PAM PAM PAAAM!
- Não, não, não! – ele exclamou – Você, Abadeer, não pode entrar aqui!
- Porque não? – perguntou Debby.
- Você se lembra da última vez – Octavian deu um olhar feio a filha de Vulcano – E você, sua graecus, simplesmente não pode entrar aqui por ser uma víbora venenosa!
Ah, ele não disse isso!
- Escuta aqui – coloquei as mãos na cintura – Você está me chamando de sonserina, sua bicha louca oxigenada no cio?
Debby riu. As bochechas de Octavian ficaram vermelhas de raiva.
- Você me chamou do que? – ele perguntou.
- Bicha louca oxigenada no cio – repeti – Quer que eu soletre? B-I-C-H-A L-O-U-C-A O-X-I-G-E-N-A-D-A N-O C-I-O!
- Quem você pensa que é, sua graecus?! – exclamou ele furioso.
- Eu? – sorri – Eu sou Carolina Godofreda Alejandra Roberta Mamma Bruschetta Gonçalvez Souza Felton Hoult Hiddleston Samantha Mariana Alícia Flávia Carla Margarita Rosa Souza Peruzzo, filha de Poseidon, deus do mar, e bruxa da Casa da Grifinória. E você, seu recalque, quem é?
- Eu sou o áugure! Eu vejo o futuro! – exclamou.
- Tipo um oráculo? – perguntei esquecendo-me que estávamos no meio de uma briga.
- Não – respondeu Debby – Um oráculo seria mais legal do que ele, acredite.
- Enfim – eu disse – Olha, você não é a primeira loira azeda com quem eu tenho que lidar. Sei como cabeças oxigenadas funcionam. Então acho melhor você deixar de ser ridículo e parar de se comportar como um romaikós irritante.
- Um o que? – Octavian franziu a testa.
- Você não me chama de graecus, que significa grego em latim? – perguntei – Então, nada mais justo do que eu te chamar de romaikós, que significa romano em grego.
Octavian considerou por alguns instantes e assentiu.
- Parece justo – disse.
- Eu não acho que vocês vão continuar nessa paz – disse Debby erguendo uma sobrancelha — Octavian, mostre a ela o que você faz.
Ele pegou algo que estava na mesa de sacrifícios e jogou para mim. Quando eu peguei, meus olhos se encheram de lágrimas.
Era um unicórnio de pelúcia estripado.
- SEU MONSTRO! – gritei atirando o bichinho no chão – SEM CORAÇÃO! ASSASSINO! PORQUE FEZ ISSO COM O POBREZINHO?!
- Os antigos áugures matam animais de verdade para ver as vontades dos deuses, eu uso animais de pelúcia. Eu posso ver seu futuro também – Octavian desceu do estrado onde estava e veio para perto de nós – Hum... Isso deve servir.
E, sem a menor noção do bom senso, enfiou a mão na minha mochila e puxou meu bem mais precioso: Meu peixinho dourado de pelúcia, o Sr. Gold, o único presente que eu já ganhei de Poseidon em toda a minha vida.
- Porque todo filho de Poseidon sempre tem um bichinho de pelúcia na mochila? – murmurou Octavian curioso.
- Devolva isso agora! – exclamei.
- Não – e assim, ele voltou para seu estrado.
- ME DÁ O SR. GOLD, SUA VADIA! – gritei. Debby teve que me segurar para que eu não corresse e espancasse aquela vadia loira até a inconsciência, afinal, os gregos e romanos já tem desavenças demais um com o outro.
Octavian ergueu sua adaga e assim, terminou com a vida do Sr. Gold. Consegui me soltar de Debby, corri até o estrado, empurrei Octavian para o lado e cai de joelhos ao lado do corpo inerte (ok, sempre foi inerte, mas me deixem ser dramática) do meu peixinho dourado de pelúcia.
- Oh, não – acariciei suas costas – Não se preocupe, Sr. Gold. Você vai para os Elíseos – soltei um soluço — Você... Você é um herói...
- Isso é só um bichinho de pelúcia – disse Octavian cético.
- E ISSO É SÓ A MINHA MÃO NA SUA CARA, SEU FILHO DA PUTA! – gritei levantando (eu sou bipolar? Só um pouco). Octavian teve o bom senso de se afastar alguns passos.
- Se lhe interessa, o seu falecido Sr. Gold disse-me que você vai casar com um cara loiro – ele fez uma careta – Me desculpe, mas eu já tenho namorada.
- Vá se ferrar! – mandei pegando os restos mortais do meu bichinho de pelúcia e saindo pisando duro do templo de Jupiter Gluteos Maximus.
Fui até o lado do templo de Netuno – que seria o templo de meu pai -, ajoelhei-me, cavei um pequeno túmulo com magia e depositei ali os restos de Sr. Gold. Peguei uma pedra lisa do tamanho da minha mão aberta e gravei ali: Aqui jaz Carmelito Carlos Peruzzo Gold, carinhosamente chamado de Sr. Gold. Um ótimo amigo, conselheiro e bichinho de pelúcia. Assassinado cruelmente por Octavian, legado de Apolo.
E coloquei a pedra junto ao túmulo.
POV. Clarisse La Rue
Os romanos podem não ser melhores que os gregos, mas, sem dúvida, os filhos de Mercúrio são mais legais que os de Hermes. Quer dizer, ambos têm cleptomania e cara de elfo, mas Carollyn Wings não parece ser uma panaca igual os Stolls.
- Esses são os templos dos deuses – explicou Carollyn enquanto andávamos entre os templos – Este é o de Bellona, deusa da guerra. Este é o de Minerva, deusa da sabedoria. Este é o de Marte Ultor.
- Ares? – perguntei sorrindo. O templo de Marte era demais!
- É, Ares é o nome grego. Marte é o deus mais importante em Roma, até mais importante que Júpiter – ela disse – Ele é o que nos ajuda nas batalhas.
- Gostei de Roma – falei.
- Continuando: Este é o templo de Vulcano, deus do fogo e dos ferreiros. Este é o de Netuno, deus do... Espera, aquela ali não é a sua amiga?
Ao lado do templo de Netuno, Carol estava encolhida na posição fetal, soluçando e chorando. Corri até lá, Carollyn me seguiu.
- Ei, o que foi? – perguntei.
- Ele morreu, Cla – Carol abraçou as minhas pernas e começou a molhar o meu joelho com lágrimas – Ele morreu! Foi assassinado!
- Quem? Por quem? – perguntou Carollyn boiando na conversa.
Carol limpou o rosto com as costas da mão e me olhou com seus molhados olhos azuis.
- O Sr. Gold! – exclamou – O meu querido Carmelito! Oh, eu nunca mais o terei nos meus braços! Não posso viver sem ele, Cla!
Não. Acredito. Nisso.
- Você está chorando por causa de um bichinho de pelúcia, sua retardada? – exclamei colocando-a de pé e sacudindo-lhe pelos ombros – VOLTA A SUA SANIDADE NORMAL, MULHER! VOLTA!
- Foi o Octavian que o assassinou, não foi? – perguntou Carollyn; Carol assentiu – Eu sabia. Aquela bichona adora matar ursinhos. Uma vez ele matou a minha cobra de pelúcia.
- Você tem uma cobra de pelúcia? – perguntei erguendo a sobrancelha. Carol deu um risinho malicioso.
- Eu sou uma filha de Mercúrio, ora! O animal sagrado dele é uma cobra. E se rirem disso, eu mato vocês! – exclamou ela – Olhem minha tatuagem da legião, esse é o símbolo de Mercúrio, e acho que o de Hermes também.
Carollyn levantou a manga direita de sua camiseta roxa e mostrou sua tatuagem da legião com três marcas verticais, como um código de barras.
- Três anos no acampamento? – perguntei.
- Hãn ham – ela concordou – Venha, Carol, eu posso roubar um outro bichinho de pelúcia para você. E garanto que vai ser muito mais legal do que o falecido Sr. Gold. Que Hades julgue sua alma de pelúcia com justiça e que Tânatos seja gentil guiando-o até os Elíseos.
Nós fomos para Nova Roma, mas nas fronteiras da cidade...
- Pare! – gritou uma estátua de um homem sem braços – Não são permitidas armas dentro da Linha Pomeriana!
- Eu não tenho nada perigoso – disse Carol.
- Você é o perigo!
- Términus, deixe-as entrarem – Carollyn revirou os olhos.
- Não vou mesmo, Carollyn Wings! – exclamou Términus – Elas são duas graecus! Uma é irmã do Sr. Infrator e a outra é filha do deus da guerra!
- Sou da paz, tio – fiz o símbolo da paz com a mão.
- Quer saber de uma coisa? – perguntou Carol irritada – Você não vai nos deixar entrar?
- Não.
- AHH!
Carol pegou a estátua de Términus e a atirou no chão, quebrando-a.
- CORRAM, VADIAS, CORRAM POR SUAS VIDAS! – berrou Carol.
Nós saímos correndo enquanto Términus praguejava as nossas costas. Só paramos de correr quando chegamos à loja de brinquedos (tem tudo em Roma!). Carollyn entrou lá enquanto nós duas recuperávamos o fôlego. Depois de cinco minutos, a filha de Mercúrio saiu de lá com um lindo bichinho de pelúcia.
- Pronto – Carollyn entregou a Carol o bichinho – Aqui está.
- Awn – Carol abraçou-o como uma criança de três anos – Esse panda é perfeito! Vou chamá-lo de Pompom!
- Pompom? – franzi a testa – Isso é patético!
- Calada.
POV. Carol Peruzzo
Passei o resto das horas brincando com Pompom. Quando finalmente era a hora do jantar — após a vistoria diária dos legionários -, fui saltitante com o meu panda até o Refeitório. Clarisse, Percy e eu nos sentamos na mesma mesa dos pretores e de Octavian (eu mantive o Pompom bem longe daquele romaikós).
- Onde você arranjou esse panda? – perguntou Percy franzindo a testa.
- Longa história – olhei de relance para Octavian, que sorriu dando de ombros. Eu vou matar esse garoto!
[N/Draco: Você já percebeu que tem problemas com loiros? Sou eu, o Octavian, o Rei Joffrey...]
Não, meu caro Malfoy, os loiros têm problemas comigo. Por exemplo, a Annabeth, a Luna e o Apolo são legais!
[N/Clarisse: Acho que o problema são os loiros oxigenados, não os naturais]
Exatamente!
[N/Draco, Octavian e Joffrey: ¬_¬"]
- O que acharam do acampamento? – perguntou Reyna.
- Ótimo – disse Clarisse – Jogos de guerra, deathball, lanças, sangue... Posso virar romana?
- Sim! – exclamou Percy.
- Não! – gritaram os romanos.
E assim, passamos a noite no Acampamento Júpiter e voltamos para Manhattan no dia seguinte. Certo: Eu nunca mais volto lá.
Ou pelo menos, nunca mais volto lá com o Pompom.
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