As Crônicas Dos Dez - Cálice da tormenta
1 Prologo: Visão.
Prólogo: Visão.
As crônicas dos dez: Livro um — "Perda."
Autor: Yuk.
PROLOGO: Visão.
O sol escondeu atrás das montanhas de gelo, criando uma sombra fantasmagórica por sobre o vale. As arvores, de varias espécies, tinham uma cor diferente em suas copas que variavam verde oliva ao verde musgo. Do alto era possível ver os pontos coloridos que eram os frutos nas copas. O som dos pássaros se silenciava a medida que o sol sumia. As criaturas diurnas se escondiam, e entocavam, enquanto as noturnas se espreguiçavam para um novo "dia".
No topo de um íngreme rochedo, um homem que aparentava já ter uma idade avançada estava sentado, seu corpo estava acocorado, as pernas cruzadas e os olhos fechados, como que em uma meditação.
De um súbito os olhos se abriram e fecharam novamente do Ritmo em que suas pernas se esticaram, e o corpo tombou de lado.
"Os gritos estavam por toda parte. Gritos de dor, gritos de vitoria, gritos de lamuria, de piedade, gritos. Como que de fundo aos sons humanos, o tilintar de metal chocando-se contra metal reinava. Paredes desmoronavam devido as catapultas, ou causas aparentemente invisíveis. Por todos os cantos haviam corpos e sangue. Principalmente sangue, dava a impressão que todos os lagos do mundo haviam se convergido no liquido rubro.
Longe daquele castelo onde a batalha ocorria, olhares se chocavam com a mais pura hostilidade.
¬- Vocês realmente acham que podem algo contra nós? — Indagou um homem de cabelos loiros. Abrindo os braços e abrangendo os dois companheiros que estavam em seus flancos.
O loiro usava vestes nobres, e de suas costas seis asas cinzentas despontavam majestosamente. Ele ditava para um grupo de guerreiros, que aparentemente pareciam esgotados mas seus olhos mostravam exatamente o contrario.
Os jovens não responderam. Continuaram firmes em suas posições esperando o sinal para atacarem. Homens, mulheres, garotos, garotas, todos prontos e armados com seus instrumentos de batalha e uma esperança de vitoria.
– Olhe Nicholai, estão tão cansados que nem conseguem falar. — Disse com desdém, um homem de cabelos pretos, e olhos cinzentos. Suas roupas negras eram da mais alta qualidade, e em suas mãos pousava um bastão feito de madeira nobre, cravejada de pedras preciosas.
Os três riram enquanto os jovens continuavam estáticos. Tinham a chance, era a hora de agir.
Com um leve movimento de cabeça feito pelo moreno maior, o resto do grupo entendeu que enfim chegara a hora. Enfim chegara a hora de fazer o que haviam sido treinados para fazer."
Os olhos do idoso se abriram, arregalados. Agora ele estava novamente sobre o monte, porem a lua cheia brilhava no céu acima de si.
O peito do homem subia e descia, enquanto este respirava com sofreguidão. Seus olhos ainda estavam arregalados com a visão que acabara de ter, e o que acabara de presenciar. Suas mãos tremiam, e seu coração se acelerava cada vez mais.
– Vrael? – O homem se virou na direção obvia, de onde o som de seu nome sendo dito se originava. O susto foi inevitável.
A sua frente o homem intitulado Vrael podia ver uma bela mulher vestida de vermelho com a mais pura seda, seus olhos eram do mesmo tom, assim como seus cabelos. Ao seu lado estava um homem alto e forte, suas vestimentas não passavam de uma calça azul do mesmo tom de seus cabelos e olhos. Ao lado destes um loiro estava acocorado no penhasco, mas logo se ergueu quando sentiu o olhar do homem sobre si.
Vrael olhou mais uma vez surpreso para as pessoas diante de si, mas logo percebeu o que estava acontecendo, e a surpresa se tornou horror diante de sua ação que seria considerada tão leiga.
Logo se prostrou de joelhos aos pés das pessoas a sua frente, enquanto pedia perdão por não ter se ajoelhado antes.
– Levante-se ó mortal. — Disse o loiro encarando Vrael.
Os olhos azuis do idoso piscaram uma vez, e depois outra como se esperasse acordar a qualquer instante.
– O que significa isso Lady Meerliw? Digo; a visão que acabei de ter.
– O que você acha que viu? — Indagou o homem de cabelos azuis se pronunciando pela primeira vez.
– Eu vi guerra, destruição, morte e três homens que aparentemente causaram tudo isso. — Disse o Idoso, as lágrimas se acumulavam em seus olhos ao se lembrar-se das cenas, dos corpos mutilados de crianças, das mães morrendo por seus filhos, dos bebês sendo jogados das muralhas dos castelos, e por fim dos dez jovens, que encaravam os três senhores.
– É o seu dever criar as armas que darão um fim nessa guerra. — Disse o homem loiro indiferente.
– Eu? Mas... — Vrael parecia confuso. — Mas o que eu posso fazer que vocês não possam? Vocês são celestiais! Vocês são as coisas mais fortes que existem!
A mulher, lady Meerliw, sorriu com doçura para o homem, e tocou seu rosto. No mesmo instante ele sentiu seu corpo aquecer e uma calmaria tomar o lugar de toda a confusão.
– Vrael meu querido. Nós somos poderosos sim, poderosíssimos! Mas de nada adianta esse poder no plano espiritual de vocês. Nada. — Dizia ela, ao tempo que ele se ajoelhava cada vez mais, e ela seguia seu ritmo. No final os dois estavam ajoelhados. E Vrael calado.
– É o seu dever encontrar as crianças que poderão vencê-los. – Disse a de cabelos de fogo.
Vrael encarou o chão abaixo de si, voltando a se lembrar das lamurias e sofrimentos de sua visão. Aquilo iria acontecer, mas ele poderia ajudar a dar um fim naquela crueldade. Seu punho desferiu um soco contra a terra, no ritmo em que seus olhos se fecharam se abriram, no entanto se abriram com convicção.
– Eu aceito. Se isso é o que estou destinado a fazer, eu aceito.
Vrael se levantou com a mão direita sobre o peito esquerdo. No mesmo instante sentiu um fogo percorrer seus membros e logo após se aliviar lentamente.
– Ótimo, faça bem seu papel para com sua raça. — Disse lorde Narienn, o loiro, se virando junto com as outras duas entidades.
E como se nunca tivessem pisado sobre o monte. Eles se foram, mais leve que uma pena, mais suave que uma brisa de outono.
~~O~~
Os anos se passaram e Vrael, rejuvenescido pela graça dos espíritos, gozava de plena saúde e músculos de um lavrador. O homem que antes aparentava seus setenta anos, hoje fazia com que as donzelas suspirassem quando passava.
Pelo poder dos espíritos, Vrael foi abençoado com a graça de nunca envelhecer.
Duzentos anos após o encontro, imortal vagueava em meio a uma floresta. O único som que se podia identificar eram os cascos de seu cavalo de batalha batendo contra os cascalhos cobertos de musgo. Não muito tempo depois, chegou a um vilarejo que era habitado por curiosos seres da floresta. Ninfas.
O vilarejo ficava localizado aos pés de um monte, as beiras de um rio que se originava do degelo no topo da montanha. Em sua maioria eram fêmeas, e em sua passada pelo lugar pôde ver apenas dois machos que ziguezagueavam entre as arvores.
Durante a noite em um festival na aldeia, estava entre as ninfas que davam risadinhas assanhadas quando passava. Seus agora, longos cabelos cinzentos estavam soltos e balançavam a sabor do vento.
Quando as estrelas dominavam completamente os céus, mais que a própria lua, Vrael pode sentir pela primeira vez.
Um forte calor se apossou de sua mente, o guiando em meio a multidão de Ninfas e sifões. Na parte oeste da aldeia o calor foi aumentando cada vez mais, até que encontrou uma jovem ninfa de cabelos castanhos, que não aparentava mais de sete anos. Quando olhou nos olhos cor de mel da garota algo em sua mente pulou dizendo é ela.
E assim a primeira dos dez, encontradas. Com a permissão dos pais da criança, Vrael a levou para o monte onde encontrara os espíritos duzentos anos atrás. Aos pés do grande rochedo um templo havia sido construído. Um lugar adaptado para treinar guerreiros. A pequena ninfa foi levada até lá, onde treinaria tudo o que era necessário.
Três anos depois a busca foi cessada. Os nove haviam sido encontrados. Partindo das mais diferentes raças, crenças e habilidades. Então com os dez juntos o verdadeiro treinamento foi iniciado. Quatro humanos, dois elfos, dois lobsomens uma ninfa e um hibridam de homem e ninfa. Juntos formavam o circulo que lutaria para acabar com a guerra que começaria num futuro proximo.
~~O~~
~OoO~
Capitulo revisado por: persefone tenou [Obrigado meu anjo.]
Olá,
Sou Yuk, conhecidos aqui por alguns como Hiakito, Hikkari ou meu nome mesmo: Gustavo. Essa é a minha nova conta pois abandonei a antiga por motivos pessoais.
Estou com esta nova historia, bem diferenciada do meu antigo metodo de escrita, que era mais voltado para o ‘romance.’
Postarei aqui uma vez a cada quinze dias, como vocês leram do Declaimer, se caso ouver atrasos, algo esta a acontecer, então peço que entrem em contato comigo:
Email/MSN: gu21_@hotmail.com
Twitter: @__Joong
Facebook: Gustavo Gomes.
Ou por MP's.
Espero que tenham gostado do prologo, postarei o primeiro capitulo aqui na amanha. Por que? Para ver se alguem se interessa, mesmo sendo apenas o prólogo.
Peço que deixem reviwes, podem ser criticas, elogios, ou até falando que não gostaram, isso é bom pois de qualquer forma, me ajuda a mudar ao gosto de vocês, leitores.
Obrigado, Yuk.
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