Notas iniciais
Dedico a minha irmã, que me influenciou a escrever com suas brilhantes fanfics! Claro que esta não chega aos pés das delas.

Abro meu olho lentamente, ainda estou com sono, mas preciso acordar. Olho para o outro lado do quarto e vejo a cama vazia. É claro, é o primeiro dia de aula numa escola nova, Laíse tem todo direito de ficar nervosa, até eu mesmo estou, admito. Levanto e desço as escadas, ela está lá, sentada o sofá. “Tudo bem?” digo.

“E se eles me acharem estranha?” ela pergunta.

“O 5º ano não é muito bom mesmo, mas você vai e dar bem! Você é legal e bonita”. Pego uma mexa de seu cabelo solto e coloco atrás de sua orelha. “Não tenha medo.”

“Tudo bem, obrigado Rose.” Ela diz com um pequeno sorriso.

“Agora vamos nos arrumar?” digo.

“Vamos!” Ela responde com um pouco mais de ânimo.

O sol nasce e estamos tomando nosso café.

“Vamos garotas! Vocês precisam pegar o trem para ir para escola.” Nossa mãe diz.

“Vamos!” Respondemos juntas.

Andamos até a estação de trem. Chegando lá, vemos que tem várias garotas e garotos com o mesmo uniforme que o nosso. O nosso trem está próximo. Percebo pelo barulho.

“Tchau garotas!” minha mãe diz.

“Até mais mãe.” Respondo.

“Cuide bem dela.” Minha mãe sussurrou no meu ouvido.

“Está bem.” Respondo.

Entramos no trem. Não tem muitos assentos, somos obrigadas a ficar em pé.

“Vai ficar tudo bem.” Digo para Laíse.

10 minutos passa no trem.

“Rose, preciso ir ao banheiro.” Laíse diz. “Ok, fica no final do vagão, venha.” Digo pegando na sua mãe e começamos a andar pelo trem. Uma mão minha está segurando Rose e outra está segurando em algo fixo no trem. De repente, as luzes começam a apagar e acender. Apagar e acender. Então houve um grande estrondo. Um barulho. Somos jogadas para o chão. Caio no lado de Rose sobre algo molhado. Com um cheiro estranho que com certeza não era o chão do trem.

“Onde estamos?” Laíse pergunta.

Olho em volta. Estamos numa floreta. Como? Estávamos no trem há um segundo. Como paramos aqui? Me levanto rapidamente e Laíse faz o mesmo.

“Fique atrás de mim Laíse”. Laíse me obedece. Começo a investigar o lugar.

“Magia!” Laíse fala com uma voz sonhadora.

“O quê?” Pergunto.

“Magia nos trouxe para cá. Para esta floresta.” diz.

“Isso não existe, Laíse.” Respondo.

Viro-me por reflexo. O arbusto atrás de nós se mexe. Algo estranho sai de lá. Meio homem, meio cabra. Com pelos cinza e marrom e dois chifres. Gritamos. Ele levanta as duas mãos.

“Tudo bem, tudo bem.” ele diz.

“Quem é você? O que é você?” pergunto aterrorizada segurando a mão de Laíse.

“Sou Dimitri, fauno aliado do Rei. Está tudo bem.” Ele diz numa voz aterrorizada também. “Vocês devem ser os humanos que vieram para nos salvar”.

“O quê?” Laíse pergunta.

“A não ser que as histórias sejam mentira, sempre que Nárnia está em perigo, o Grande Leão Aslam manda filhos de Adão e Eva de outro mundo para trazer a paz de volta.” Diz.

“Nárnia? Aslam?” pergunto. Estou muito confusa. Isto é um sono? Eu cai no chão do trem e bati a cabeça?

“Venham estamos vulnerável agora. Precisamos nos esconder.” Ele diz nos chamando para trás do arbusto onde saíra.

“E agora? O que faremos?” eu sussurro para Laíse.

“O seguimos, é claro” ela sai em direção ao fauno.

“Laíse” digo numa voz abafada. Ela não me ouve. Preciso ir atrás dela. Isso deve ser um sonho. Mas e se não for? E se isso tudo estiver acontecendo? Corro para o arbusto.

Árvores e mais árvores, altas, com folhas de um verde forte e vivo como nunca tinha visto. Flores. Todos os tipos de flores: rosas, amarelas, verde e de todas as cores formam um tapete pelo chão. São flores raras em Inglaterra, algumas eu nunca vi na vida.

Vou seguindo o barulho de Laíse andando na floresta. Consigo avistá-la. E logo depois Dimitri. Ele caminha pra uma árvora com flores de quatro pétalas lilás formando uma grande cortina lilás. Olho além das flores e não vejo nada. Mas vejo que há uma árvore atrás. Dimitri atravessa a cortina feita por flores.

“Devemos confiar nele?” pergunto mais para mim mesma.

“Ele parece ser bonzinho.” Laíse corre novamente para dentro. “Pare” grito mas ela ignora e some no meio da cortina lilás. Esta é minha vez. Vou caminhando desconfiada. Sinto as pétalas tão delicadas e suaves na minha pele, no meu rosto. Uma casa se revela.

Notas finais
Me respondam se gostaram! Continuarei se pelo menos algum ser vivo estiver acompanhando a história. Se notarem algum erro ou qualquer coisa me digam.