As Crônicas De John Lucas
1 Meu encontro com o Hulk
Notas iniciais
Olá, já até sei o que vocês estão pensando: “De novo aquela velha introdução, que chato.”, é mas infelizmente é isso mesmo. Meu nome é John Lucas, tenho 15 anos e hoje, não passa de mais um dia normal(pelo menos para mim).
Tudo começa no meu colégio, uma manhã ensolarada de sábado, e lá estava eu, sentado em frente a porta da sala do diretor, como sempre falando em particular com minha mãe pelo telefone, e essa seria a ultima vez a qual ele falará com ela, já que, novamente fui expulso, mas dessa vez eu não estava deprimido, eu mesmo quis essa expulsam, aquela escola não prestava, estava suja e pichada por todos os lados, além dos filhinhos de papai que “estudavam” lá, sinceramente, preferia morar embaixo da ponte do Brooklyn, do quem passar um dia inteiro com meninas ajeitando cabelo e maquiagem e meninos tentando fazer cara de mau, que mais parecia que eles estavam com azia.
O que eu não entendia era o porquê do diretor esta demorando tanto. Ele estava falando bastante, mas agora estava muito silencioso e isso foi a quase quarenta minutos atrás. Decidi ir embora, já que ele só iria falar: ‘Boa sorte na sua nova escola, meu filho. ’, e depois me mandaria aquele velho sorriso falso, como se realmente se importasse comigo. Sai do colégio, no bairro de riquinhos do Brookyn, peguei o primeiro ônibus que vi para Manhattan, quando o ônibus deu partida, ouvi um barulho vindo do colégio, mas deveria ser o faxineiro, uma das poucas pessoas que eu admirava naquela escola, provavelmente, deve ter derrubado um armário da biblioteca enquanto limpava. Quando desci do ônibus, andei mais alguns quarteirões parando apenas para olhar algumas vitrines e uns casacos que eu sempre quis ter, que eram quase o preço de um Ipad.
Andei até chegar no final da rua, que dava de frente para o melhor lugar do mundo para mim, a clinica CNY(Clinica New York), podem até me chamar de doido por gostar de clinicas com pessoas doentes e que o encaram quando passa por elas, mas acredite, eu também não gosto disso, eu gosto dela por que é aonde minha mãe me ensinou medicina e eu cresci dentro daquela clinica, já que minha mãe não tinha dinheiro para pagar babá, por que o ultimo panaca que ela namorou traiu ela, quando ela o chingou, a jogou na justiça e ela teve que pagar indenização para ele por três anos, naquela época eu tinha doze anos, mas estava em uma escola militar aqual fui expulso por ter jogando uma bola de basquete na cabeça de um garoto que me batia todo dia, achando que era o Caruzo do Todo mundo odeia o Chris. Quando entrei na clinica, várias pessoas me saldavam, por já me conhecerem dês de criança, mas muitos pacientes me encaravam como se eu fosse um mendigo sem calças andando pelas ruas de NY. Subi para o segundo andar e entrei na primeira sala, a sala de minha mãe, lá estava ela, com seus cabelos castanhos claros, a cor dos meus e seus brilhantes olhos azuis, e ainda bem que era sábado, já que no sábado, minha mãe pesquisa soluções para várias doenças, quando ela me olhou, seus cabelos entraram em contato com o sol, o que fazia seus cabelos parecerem aqueles de comercias e seu sorriso fazia ela parecer no mínimo vinte anos mais jovem.
Ela parecia feliz em me ver, o que já não era novidade, mas sempre me deixava de bom humor, ela sempre recebia ligações dos diretores reclamando de algum estrago ou alguma confusão que de alguma forma a culpa vinha para mim.
-Filho, alguma coisa nova nas vitrines hoje?- perguntou minha mãe.
-Não, mãe, só uma jaqueta que custa mais que um Ipad.- respondi.
-Hm...que pena, queria passar em alguma loja quando terminasse meu expediente.-disse minha mãe, cansada.
Sentei ao seu lado e comecei a ajudá-la em seu trabalho, quando eram quase onze horas da manhã, ouvi o mesmo barulho que havia ouvido na escola, só que dessa vez, acompanhada de tremor e um barulho que parecia um touro enfurecido.
Pera ai- pensei- Touro? Aqui?
Olhei pela janela e por mais incrível que pareça, havia um... sei lá, um touro mutante? Não, era um Hulk marrom com cabeça de touro, subindo o prédio. Não sabia o que era aquilo e nem quem ele tava perseguindo, mas como sempre a culpa é minha, imaginei que provavelmente ele estava atrás de mim, então não tive tempo nem de falar, só puxei minha mãe pela mão e saímos correndo até a escada, quando saímos do prédio, não sei como mas o Hulk marrom nos percebeu.
-Corre mãe!-disse a ela para que ela parece de olhar para trás e corresse até o nosso carro que graças a Deus, estava do outro lado da rua, sozinho.
O que eu fiz depois faria minha mãe me deixar de castigo por um mês, a rua que passava em frente a clinica, é uma das ruas mais movimentadas de NY, mas não sei como não fomos atropelados, quando cheguei ao carro, entrei no banco do motorista e minha mãe no do passageiro, liguei o carro, rapidamente olhei para ver o que acontecerá ao Hulk, carros estavam amontoados em volta dele e andando lentamente em nossa direção. Não pensei duas vezes, sai a 90 km/h nas ruas de NY, pelo retrovisor vi aquela coisa farejando o ar e virando rapidamente para nossa direção e correndo mais rápido do que eu pensava que ele era possível. Pisei no acelerador até chegar em 110 km/h.
Uma dica para quem sabe dirigir, mas, ou tem medo ou não sabe dirigir perfeitamente. Nunca saia correndo a 110 km/h em uma pista de 60 km/h. Quase matei a mim e a minha mãe umas cinco vezes, mas sempre no último segundo conseguia desviar.
Infelizmente minha sorte não durou muito, quando cheguei na esquina do Central Park, um carro apareceu do nada e bati nele. Fiquei com um zumbido por um tempo até perceber que minha mãe falava para sair do carro, ele estava completamente destruído. Havia um cara gritando comigo e falando uns palavrões, mas apenas ignorei ele e sai correndo ao lado de minha mãe.
Felizmente eu já estava no Central Park quando Hulk apareceu parecendo um trem, arremessando o motorista boca-suja como se ele fosse uma bola de futebol, que foi parar em um dos lagos, eu e minha mãe continuamos correndo.
- Cuidado!- gritou minha mãe, me empurrando para o lago que havia ao meu lado, bem no momento que Hulk-touro a atropelou e a jogou para frente.
Acho que qualquer um, quando visse sua mãe voando para frente, teria corrido imediatamente até ela, o que eu não fiz. Minha mãe havia arriscado a própria vida para que eu ficasse a salvo, não iria jogar isso no lixo. Submergi-me, apenas com do nariz para cima para fora e fiquei mais ou menos dois minutos encarando o bicho, que farejava o ar a minha procura, até que uma pedra atingiu sua cabeça e ouvi um grito feminino e o touro-mutante se dirigiu até ela, aproveite a chance e fui ate minha mãe. Estava péssima, respiração fora do controle e parecia sentir muita dor, toquei nem seu abdômen e ela gemeu.
- Calma mãe, vou fazer o possível!- disse, nervoso e assustado.
Demorou uns três minutos até eu terminar, e foi o pior diagnostico que eu já fiz, ela estava com TODAS as costelas quebradas, uma perfurando o pulmão esquerdo e um estilhaço fora parar perfurando o coração. Acho que minha mãe viu o pânico em meu rosto e disse.
- Meu filho quero que fique com isso.- disse sorrindo, e me entregando um anel, que tinha uma lua prateada nele.- Essa é minha herança para você! Eu te amo filho.
Aproximei-me e dei um beijo em sua testa. Você deve ta se perguntando: ‘ Que filho é esse que não chora vendo a mãe morrer?’. Não sou de chorar, sem querer ser machista, mas eu não custumo chorar, mas foi impossível ver minha mãe naquele estado e não deixar escapar uma lagrima.
- Também te amo mãe- disse com um sorriso e ela fechou seus olhos.
Pronto, o maior tesouro de minha vida se fora, por causa de um estúpido Hulk-touro, a raiva me consumiu, olhei para o anel em meu dedo, que de alguma forma se transformou em uma adaga prateada, com o símbolo da lua gravado nela, a adaga era longa e afiada, mas não havia prestado atenção nisso no momento.
A garota de camisa laranja brandia sua lança loucamente tentando acertar o touro, mas ele também era ágio, segurei forte minha nova arma e corri em sua direção, quando Hulk me precebeu, deu um tapa na garota tão forte que ela foi arremessada para uma parede, fazendo um buraco enorme aonde ela bateu, ele se viro para mim rapidamente e se esquivo de meu ataque, tentou me acertar um soco, mas pulei para trás bem a tempo e me escondi em uma árvore que havia por perto, presisave de uma estratégia, mas nunca fui bom em estratégias e também não tive tempo, o Hulk teria me acertado de eu não houvesse pulado para frente, olhei para traz e pensei.
- Isso que é um HADOUKEN!- aonde ele havia acertado o soco, estava uma cratera de mais ou menos um metro de altura, olhei para o bicho q se preparava para mandar mais um HADOUKEN, mas não havia tempo de se esquivar, botei minha faca na altura se seu coração, esperando o último momento para atacar, mas não foi preciso, havia uma lamina perfurando seu abdômen, e rapidamente ele virou poeira dourada. A garota havia atacado ele pelas costas, e segurava um chifre de touro nas mãos.
- Agora Percy não tem mais do que se gabar! HEHEHE- disse ela feliz até que ela me notou. — Quem é...- não terminou de falar e começou a olhar minha adaga.- Aonde foi que roubo isso?
- O que? Não, isso é herança de minha mãe, mas não sei como se transformou em uma adaga, era apenas um anel!- disse eu meio triste por lembrar minha mãe.- O que era aquela coisa que nos atacou? Parece um Hulk em forma de Touro!
Ela me encarou por um momento e depois disse.
- Meu nome é Clarisse, vou levar você ao Acampamento Meio-Sangue!
-Meio o que?- perguntei
- Apenas venha comigo!
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