As Crônicas De Aly
5 Capítulo 5 - Um Brinde Com Salsichas
Notas iniciais
Se alquem tiver um tempinho, nem que seja um minuto, passa lá na minha outra fic (O Rapto de Silena) e deixa um review? As coisas andam tão tristes por lá, não recebo reviews faz dois capítulos ~lee cry~ se puderem, eu vou agradecer de coração :3
Chegamos a ala dos chalés e me deparei com duas construções que eram, literalmente, divinas.
A mais alta era feita de mármore branco e sustentada por duas colunas abobadadas, raios e nuvens escuras decoravam as paredes.
A segunda era, também feita de mármore branco e ligeiramente menor, tinha delicados ramos de Trepadeira se enroscando nas colunas gregas, dentro era possível visualizar reflexos de penas de pavão.
-De quem...?
Hera e Zeus. — Larry disse fazendo uma reverencia.
Assenti. Passamos por um lindo chalé reluzente, feito de ouro puro e decorado com notas musicais.
- Apolo? — Arrisquei.
— Isso mesmo, e aquele vermelho é de Ares. — Ele fez uma careta.
Olhei para o chalé vermelho sangue, arame farpado passava pelo teto, lanças e flechas quebradas jaziam pelo chão ou enfiadas na madeira, como se o chalé já não estivesse assustador o suficiente, havia uma cabeça de javali em cima da porta.
- Tenho uma leve impressão de que os moradores desse chalé são tão amigáveis quanto a aparência dele. — Falei me afastando.
- Se conhecer Clarisse, jamais a subestime, ela matou um drakon sozinha!
- Drakon? — Arqueei as sobrancelhas — E o que é isso?
- Você não vai ver um tão cedo, portanto não ha com que se preocupar! — Larry foi andando em direção a um chalé feito de pedra marinha.
Ele tinha um cheiro de água salgada e imagens de cavalos marinhos (quando digo cavalos marinhos quero dizer que são cavalos com caldas de peixe o.0) nadavam em meio as ondas brancas. Um tridente repousava sob a porta.
- Essa é fácil, Poseidon! — Falei.
- Acertou de novo, mas duvido que você saiba de que é esse aqui. — Ele apontava para um chalé em tons de roxo com vidreiras crescendo em torno das colunas principais, quando me aproximei dele, senti um leve aroma adocicado de uvas frescas.
- Uvas, vidreiras, roxo... Dioninso, ou algo assim, o cara das uvas...?
- Cuidado com as palavras, Hmm é Dioniso e não o chame de caras das uvas se não quiser ser incinerada. Ele é o diretor do acampamento!
- Ele fez o acampamento? — Perguntei.
- O que? Não! Ele paquerou uma ninfa proibida e agora tem que ficar 50 anos por aqui, como punição.
- Ah, sim claro... — Se eu quisesse ficar por ali, deveria aceitar todas as maluquices gregas do acampamento.
- Agora vamos conhecer o chalé mais populoso, o chalé de Hermes... — Larry me levou ate um típico chalé de acampamento.
Era feito de madeira, com duas colunas gregas sustentando o telhado e duas janelas com batentes de madeira, sob a porta havia um caduceu esculpido em ouro e ao redor do chalé havia alguns arbustos mal cuidados.
O caduceu é o símbolo de Hermes? Pensei que fosse dos médicos... — Falei.
- Bah! Os mortais copiam muitas coisas de nós. — Larry fez um gesto de despresso.
Fomos interrompidos pelo barulho de uma corneta amplificada em varias caixas de som.
- Hora da fogueira! — Larry disse tampando os ouvidos.
Fomos até o pavilhão, onde todos os campistas estavam reunidos em volta de uma enorme fogueira laranja e roxa. As chamas bruxuleavam em torno do lugar, formando sombras multicoloridas.
Um centauro estava a frente da fogueira assando salsichas.
- Este é Quiron o diretor de atividades. — Ele me explicou.
Assim que pus o pé no pavilhão, todos olharam para mim, senti uma onda de calor me percorrer e num piscar de olhos, estava em volta de uma camada de luz.
Acima da minha cabeça um símbolo brilhava, um caduceu.
- Salve Aly Campbell, Filha de Hermes, Deus das estradas, dos ladrões e dos viajantes! — Quiron disse erguendo a salsicha, como se fosse uma taça.
- Salve! — Os outros campistas fizeram o mesmo com suas salsichas.
Nem preciso lhe dizer que fiquei mais vermelha que um tomate, certo?
Bem, eu fui recebida com apertos de mão e tapinhas nas costas de vários outros filhos de Hermes. Apesar da timidez, fiquei feliz por meu pai ter me reconhecido. Joguei parte das minhas salsichas em um brasão e sussurrei:
- Obrigada pai, era tudo que eu sempre quis...
Notas finais
Pra quem leu as notas iniciais, leia de novo, pra quem não leu, lê agora:
Se alquem tiver um tempinho, nem que seja um minuto, passa lá na minha outra fic (O Rapto de Silena) e deixa um review? As coisas andam tão tristes por lá, não recebo reviews faz dois capítulos ~lee cry~ se puderem, eu vou agradecer de coração :3
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