Notas iniciais
Bem, uau! Quanto trabalho!! Eu estou me sinto um ser livre agora que postei esse capítulo e, manolos, nunca pensei que um dia iria falar isso, mas: Terminamos essa fanfic! xD Eu espero que vocês leiam com atenção (assim como espero que é o que vocês tenham feito desde o prólogo) esse capítulo! Tenham uma boa leitura!

Entro desesperada na residência de Loran. Ele está (ou estava, já que se levantou com o susto de ter visto a porta sendo aberta brutamente) sentado em uma de suas poltronas feitas para o papai, que inclina e tudo mais.

—Mas que pressa toda é essa? — Diz ele, com os olhos arregalados.

—Elhoim... Sentinela... Kyle... — Digo em meio aos suspiros. Estou soando. Camiseta colada ao corpo. A falta de ar me impede de completar as frases e fazê-las ter sentido, isso resulta nas palavras sem sentido sendo proferidas após um intervalo de tempo para respirar.

—Calma! — Ele diz tentando conter o riso. — Respire. Pode até sentar, se quiser, mas respire e depois tente falar.

Faço o que ele sugere.

Após um tempo, sentada na poltrona do papai, já me sinto pronta para falar. E digo. Conto para ele tudo o que acabou de acontecer, todos os mínimos detalhes.

—É só isso? — Ele pergunta com um dedo na frente dos lábios, com um rosto de quem está tirando um tempo para filosofar. Faço que sim com a cabeça. — Então estamos bem encrencados. Mas veja pelo lado bom, sabemos que você é uma Elohim, um principado!

E é isso. Era isso o que eu tanto queria saber... Mas não me parece estar tudo completo. É como se eu soubesse metade da história verdadeira. Como um iceberg, eu só estou ciente da parte emersa.

—Mas há também uma parte séria! — Ele diz, puxando-me de volta para a realidade. Encaro-o, esperando algum tipo de continuação de sua filosofia em voz alta. — Uma guerra entre seres, que pode acabar afetando o plano natural? Isso é muito, muito sério.

—O que isso seria? — Pergunto.

—Digamos que todos os seres, celestes, caídos, malignos, e etc, estão entrando numa guerra, cuja seriedade é enorme. — Diz ele. — Caso ela piore, os humanos podem começar a ser envolvidos também. E todos nós sabemos que os humanos não tem uma boa tecnologia no quesito sobre-humano.

Penso um pouco. Imagino no tamanho da guerra que está por vir. Ok, eu tenho certeza que o máximo que posso imaginar não chega nem a ser o começo.

Preparo-me para falar algo, mas Loran vira-se de costas, tão rápido que sinto que algo ruim está vindo.

Em questão de segundos, a porta, juntamente com uma boa parte da parede que ela faz parte, é mandada para baixo.

Coloco os braços frente ao rosto para me defender. Loran abre suas asas e desgruda-se do chão.

Olho para frente e vejo um tigre branco enorme vindo em minha direção.

Forço os meus pés, as minhas pernas, todo o meu corpo a ligar o modo de fuga automático. Viro-me e começo a correr.

Não há muitos lugares para ir. Subo uma escada e jogo um dos decorativos que se encontra no final dela. O tigre parece nem ligar para o que foi lançado.

Continuo correndo, entro em um quarto onde os móveis se limitam em uma cama. Na parede a minha frente há uma janela. Corro até ela e, com uma investida, lanço-me para fora.

Sinto alguns cacos rasgando-me a pele e começo a sentir pequenas partes do meu corpo ardendo. O tufão de ar bate contra o meu rosto com uma força imensa. Sinto que estou caindo. Tento abrir minhas asas, mas elas negam-se a me corresponder. Olho para trás e vejo uma boca imensa aberta. Olho para frente e vejo o chão mais perto possível.

Fecho os meus olhos.

E seja o que Deus quiser.

+++

Sinto uma dormência incomoda no meu braço. Abro os olhos para ver o que realmente está me incomodando. Tudo o que vejo são vários cortes, alguns com grandes cacos de vidro manchados de sangue, outros já com curativos. O cheiro forte de algum tipo de medicamento impregna o ar. Minha visão ainda está um pouco embaçada, mas consigo ver um pouco mais além. Vejo que alguém está tirando com uma pinça todos os cacos que estão no meu braço.

—Vejo que a senhora acordou. — Disse uma voz mais do que familiar. Olho um pouco mais para a cima, em busca da confirmação de minha hipótese de quem seja. — Thony irá ficar uma fera quando te encontrar toda enfaixada.

Encontro uma bela moça com cabelos escuros presos em um coque. Os olhos claros estão totalmente concentrados em seu trabalho no meu braço. Seu semblante é de extrema calma.

—Não sabia que você entendia de primeiros socorros — digo para Lena.

Ela sorri.

—Isso aqui é bem mais eficaz do que primeiros socorros. — Diz ela.

—Aonde você me encontrou? — Pergunto. Ainda me lembro de algumas coisas antes da escuridão me engolir.

—Na casa de um garotinho ruivo. Durante a madrugada. — Diz ela, num tom seco — Thony também não pode ficar sabendo disso.

Meu Deus!

—Eu não a vi por lá... — Comento num tom baixo, mas ela aparenta ter ouvido.

—Eu te vi. — Ela diz. — Você tentou se matar.

É estranho. É como se ela estivesse lá, mas não estivesse vendo tudo. Será que ela viu o tigre?

Fico em silêncio, observando-a terminar o trabalho. Algumas vezes sinto um incomodo no lugar em que ela está bisbilhotando, mas mantenho-me quieta.

—O que você vai falar para Thony? — Pergunto depois de horas.

— Que você foi atropelada. — Diz ela. — E que estava com alguns copos novos de vidros, para fazer uma surpresa que vínhamos planejando há um tempinho.

Ela é realmente boa com desculpas, devia ter pedido ajuda a ela para explicar o tempo que passei fora de casa, treinando. Não para Kyle e Loran, que só me colocaram em uma enrascada.

—Você está bem, agora. Tome cuidado. Torceu o pé e o seu rosto está machucado também, assim como todo o seu braço esquerdo. — Avisa-me. — E, a partir de hoje, voltarei a dormir no mesmo quarto que você.

+++

—MEU DEUS! — Grita Maggie assim que me vê. — O que aconteceu, garota?

—Fale baixo, Lena pode nos ouvir. — Digo. Sento-me em minha cama e Maggie me acompanha.

—Pode ir contando tudo.

—Eu estava indo para a casa de Loran durante a noite. — Falo no tom mais baixo que consigo. — Para descobrir a qual casta eu pertenço. Mas fui raptada por um Querubim, o mais feio que eu já vi. Ele era cheio de olhos e tinha uma voz estranha. Ele me disse que sou um Elhoim e que estamos em guerra, uma que se crescer, pode atingir o plano dos humanos. — O semblante de Maggie se torna mais preocupado, ela muda de posição, como se isso fosse a ajudar a ficar mais atenta a cada palavra que profiro. — Ele falou que está caçando todos os anjos deserdados e que eu sou um deles. Isso é, de fato, uma mentira, mas ele disse que quando nos encontrarmos de novo, vou morrer. Após isso, fui até a casa do Loran para anuncia-lo das más novas. E, enquanto conversávamos, o maior Tigre Branco da história entrou na casa dele, quebrando tudo e correndo atrás de mim. Não tive escolha se não me jogar da janela, para salvar minha pele.

—Você é maluca, Emilly. — Diz Maggie horrorizada. — Você poderia ter morrido.

—Mas eu não morri! — Protesto. Sinto uma onde de alívio percorrer o meu corpo. — E, de repente, eu estava aqui, sendo tratada pela Lena.

Maggie sorri. Ajeita os cabelos e passa a língua pelos lábios que aparentam ser supermacios. Cruza as pernas e prepara-se para falar:

—Maggie é realmente uma boa mulher. — Diz Maggie. — Mas eu ainda não sabia disso.

—Disso o que? — Pergunto. — Que ela era uma boa mulher?

Maggie me olha incrédula por alguns segundos. Depois começa a rir exageradamente.

—Não me diga que você ainda não percebeu! –Ela deposita sua mão frente à boca, para conter o riso. — Maggie certamente lutou contra o tigre e te salvou. Ela realmente é uma boa mulher. Deve ter feito zootecnia na faculdade e por isso sabia como acalmar o tigre. Incrível!

—Hipótese bem legal essa a sua, Maggie! — Digo rindo das baboseiras que acabaram de ser ditas agora.

Continuamos conversando por um tempo. Até ela precisar ir.

Lena sobe aqui de vez em quando, para ver se ainda estou aqui e se preciso de alguma coisa. De três em três horas, ela me traz algo para comer. Boa mulher.

+++

Thony está chorando, como se estivesse no funeral de alguém muito importante para ele. Como se eu estivesse dentro do caixão, prestes a ser enterrada por toda a eternidade. Ele me abraça e eu o abraço de volta. Fecho os olhos e encosto minha cabeça em seu ombro. O seu corpo quente e duro é confortante. Seu cheio me acalma. Ele continua chorando. Não aguento... Desabo em lágrimas juntamente com ele. Ficamos chorando por um bom tempo.

Ele fica ao meu lado mais um pouco, agora sem dizer nada. Seu nariz está vermelho e seu rosto está inchado, indícios de que chorou muito. Ás vezes ele funga, impedindo de que algo escorra de seu nariz.

Eu sou uma péssima irmã. Vivo metendo-me em enrascadas e só preocupando-o. Se ao menos eu pudesse conta-lo da verdade... Mas não sei se isso seria bom para ele. Isso poderia trazê-lo mais preocupações. Saber que sua irmã menor é um ser celeste que luta contra demônios para protegê-lo? Sem contar que, ao saber desse novo mundo, ele estaria involuntariamente envolvido nele, correndo o risco de ser atacado também. A ignorância para ele é uma bênção. Ela será o seu escudo.

+++

Estou em meu quarto, ainda, deitada e com os fones no ouvido. O sono nega-se a vir me visitar. Lena e Thony estão na sala, assistindo televisão.

Fecho os olhos.

Algo me cutuca levemente. Abro olhos e olho para o lado. É Kyle. Ele deve ter entrado pela janela. Tiro os fones e sento-me na cama. Ele se senta ao meu lado.

— Você se meteu numa enrascada. — Comenta baixinho. Já estava com saudades, quase me esquecendo de como era a sua voz rouca e forte.

—Pois é. — Digo. Olho para baixo. Nossos braços estão se encostando e sinto o calor e a energia calmante vindo dele.

—Então você é uma elhoim... Legal. — Diz, após minutos mudos.

Olho para ele.

Estou encarando dois buracos negros. É como se, a qualquer momento, seus olhos fossem me sugar para dentro dele.

—Eu ainda não me sinto satisfeita. — Digo. — É como se isso fosse o começo de uma resposta. Uma frase pela metade.

Ele passa levemente o seu braço e me puxa para o seu lado, encostando todo o meu corpo no seu. Sua mão não me machuca, mesmo estando depositada fortemente no meu braço afetado pelos cacos de vidro e pela queda. Seu outro braço começa a fazer cafunés em mim.

—Todas as respostas virão com o tempo. Basta esperar e se esforçar para compreendê-las. Nada é deixado sem uma explicação. Caso você pensa que sim, é simplesmente por que não estava atento o suficiente para vê-la e compreendê-la. — Diz.

Olho para ele. Seu rosto sereno, como se ele estivesse a cair no sono. Uma aproximação inesperada da parte dele. Estamos quase juntos, posso sentir sua respiração em minha pele.

—Kyle... Não, por favor... — Digo, impedindo-o. Ou ao menos tentando.

—Eu ainda tenho direito a um beijo. – Diz ele, com os olhos fechados e um sorriso encantador. — Lembra-se da aposta.

Droga!

Nossos lábios se encostam, não é nada com fogo, não é como se ele estivesse faminto. É calmo, é confortador. Talvez, isso seja tudo o que eu preciso nesse momento.

Deposito minha cabeça em seu peito.

—Eu vi um Querubim. — Digo. — Ele era tão diferente de você.

—Você deve ter visto um em seu formato original...

—Ele possuía vários olhos.

—Então é. Os Querubins possuem vários olhos, por isso dizem que eles são abençoados com a onisciência. — Diz ele, de um modo calmo, como se estivesse dando todo o tempo do mundo para que eu o compreendesse. — Cada ser celeste tem um aspecto diferente. Os Anjos são os mais conhecidos dentre os humanos. Muitos até generalizam, pensando que Querubins, Seraphins e todas as outras castas, são anjos. Não é bem uma verdade, é como se os anjos fossem uma casta. Entende?

Movimento minha cabeça positivamente.

— E, assim que eu caí, não é como se eu tivesse escolhido ser desta forma... Há algumas coisas que os seres celestes precisam que só é encontrado no paraíso. Lá, eles conseguem ser saudáveis para manter a forma. A partir do momento em que um deles vem para cá, ele precisa de um avatar para que esse o mesmo continue alimentando com as coisas que o paraíso tem e que a terra carece. — Uma pausa para que eu compreenda toda a informação. — A partir do momento em que o ser celeste cai, ele passa a viver aqui, com ou sem o seu avatar. O formato original começa a se enfraquecer e, às vezes, ele se contamina com alguns vírus que a terra oferece. Eu, ou qualquer Querubim, deixo de ter a minha onisciência, por isso perdi a minha visão com os outros olhos, mantendo somente dois olhos para a visão.

—Nossa. — É tudo o que eu consigo dizer. Agora compreendo o que realmente eu vi.

—Bem, Emilly, eu preciso ir. — Diz ele se levantando. — Antes que Lena me chute para fora e você se encrenque mais com o seu irmão.

Dou uma pequena risada.

—Até mais. — Digo. Ele sai por onde entrou, pela janela.

Em questão de segundos, Lena entra no quarto.

—Vamos dormir, garotinha. – diz ela. O incrível é que ela não dorme na sua cama, e sim ao meu lado, me abraçando. É estranho, mas não protesto.

+++

Após duas semanas já estou totalmente boa. Os cortes cicatrizaram e agora ela me deixa dormir em uma cama separada.

Jace está todo alegre, já não aguentava mais ver um Jace cuidadoso que, se duvidasse, me traria em seus braços até o meu quarto.

— Acho que você deveria cortar o seu cabelo, Emi — Diz Maggie. Seu cabelo ainda está curto, o que lhe cai como uma bênção. Ela continua feminina como sempre. Um brinco na orelha direita e um vestido florido é a sua roupa.

—Jamais! — Digo. — Não igual ao seu. Não sei se cairia tão bem em mim...

—Não precisa ser na mesma altura que o meu também. — Ela ri. — Seu cabelo já está chegando aos joelhos! Isso é muito legal, mas ele está grande demais.

—Ah, algum dia eu corto. — Respondo.

—Eu acho muito sexy, garotas com cabelo grande. — Comenta Jace.

Maggie ri. Ele me olha de um jeito pervertido, minhas bochechas fazem cosplay de tomates.

—Eu estou brincando! — Ele fala enquanto gargalha. — Mas eu acho muito, muito bonito mesmo.

—Obrigada. — É tudo o que consigo dizer.

Kyle e Loran entram na sala.

—Oh, minha querida Emilly! — Grita Loran. Ele vem correndo até nós. — Eu estava com tantas saudades!

—Eu também estava Loran. — Ele está me abraçando agora, me apertando contra o seu corpo. Sinto-me como se fossemos nos fundir em um só. — Como está a sua casa?

—Totalmente destruída! — Diz ele sorrindo. — E, por conta disso, eu estou tendo que morar com esse brutamonte. — Ele direciona o seu olhar para Kyle. Imagino os dois morando juntos. Caio na gargalhada.

—Isso é um tanto interessante! — Digo. — Já que vocês dois se amam.

—Bom dia para você também, Emilly. — Diz Kyle.

—Bom dia para você também, Ky. — Todos estranham a expressão usada.

—Isso foi muito gay, Emilly — Diz Maggie rindo.

—Acontece...

Continuamos conversando até o professor entrar e dar continuidade com a aula.

+++

Arrumo o meu material e, logo em seguida, o último sinal do dia é soado. Todos os alunos se levantam e saem da classe com velocidade.

—Vai fazer alguma coisa hoje? — Pergunta Kyle.

—Você está me chamando para um encontro? — Sorrio. Ele cora.

—Se é isso o que você pensa...

—Não vou sair hoje, mas isso é por que eu não posso! — Digo chateada. Antes ele estava bem afastado, agora que ele quer voltar a ter um pouco mais de intimidade, nós não podemos, pois estou de castigo.

—Que pena... Bem, acho que tem alguém te esperando. Até mais. — Diz e some no meio da multidão. Saio do colégio e logo sei de quem Kyle estava falando.

Lena está parada frente ao carro, com óculos escuros, uma camiseta de manga comprida da cor verde e um short. De fato, qualquer um pode pensar que é uma modelo.

—Olá. — Digo ao me aproximar.

—Olá. Vamos? — Responde ela, abrindo a porta do carona para mim.

—Mas que cavalheira! — Sorrio. Ela sorri de volta. — Vamos!

Entro no carro e ela também, logo em seguida. Voltamos para o nosso lar.

+++

Estou sentada na sala, lendo um livro, quando Lena aparece desesperada.

—O que aconteceu? — Pergunto, olhando para ela.

—Thony me ligou, ele bateu o carro dele, estou indo busca-lo agora! — Diz ela.

Meu Deus, meu irmão.

—Eu vou com você! — Fecho o livro sem me importar em qual página estou.

—Não, Emi. Você fica aqui e cuida da casa. — Diz ela, rapidamente.

Quero protestar. Eu vou protestar, mas já é tarde demais. Estou sozinha em casa.

Sento-me no sofá, preocupada com ele.

Fecho os olhos, respiro, tento me acalmar, mas todo o tipo de ideia ruim vem a minha cabeça. Já pensei em mais de oitenta mortes do meu irmão, somente nesse instante.

Levanto-me para ir até a cozinha, pegar um copo de água, quando a pressão do local muda. É como se a gravidade estivesse forçando-me mais. Caio com força no chão e bato meu queixo. Olho para a parede em minha frente e vejo-a rachar. Um barulho ensurdecedor pode ser ouvido num tom muito alto. Tapo meus ouvidos, mas o som continua alto. Terei os tímpanos estourados em questão de segundos.

Tento me levantar, mas a tentativa é nula.

Estou sendo pressionada contra o chão, cada vez mais.

—Mas o que raio é isso? — Digo com dificuldade.

Após um tempo, tudo parece normal novamente. Não me sinto mais pressionada contra o chão. Olho para a parede e a rachadura ainda está ali. O barulho parou.

Olho para os lados, procurando por algo, ou alguém, mas nada vejo. Está tudo normal aqui em casa, a não ser pela poeira que está jogada no chão agora, devido ao tremor.

É quando o telefone toca e dou um pulo devido ao susto proporcionado à quebra do silêncio. Olho para o telefone vermelho e fico observando-o tocar até me dar conta de que tenho que atendê-lo. Corro até ele, escorregando durante o percurso. Pego em mãos. Ele está frio. Minha mão está chacoalhando demais. Levo-o até o ouvido.

—Alô?

—Emilly, você está bem? — É Kyle.

—Sim, Ky. — digo mais calma. — Você sentiu isso?

—Sim, as coisas aí estão normais? — Pergunta-me.

—Estão... Você sabe o que foi que acabou de acontecer?

—Bem, pelo que eu me lembro disso não é coisa boa...

—Diga logo!

—O que sentimos foi uma presença. Não uma presença qualquer, mas a presença de um Demônio Maior. Um Demônio impossível de matarmos.

Notas finais
Enfim... Durou pouco, a fanfic foi curta e cheia de altos e baixos, mas terminamos! O que você achou? Espero que diga tudo o que pensou, mas com franqueza e educação. Não temos data para voltar a postar "As Crônicas Aladas -- Cherubim", mas saibam que estamos trabalhando arduamente para escrever uma história mais longa e que foque um pouco mais na ação e na fantasia do que essa! Muito obrigado por você que leu até aqui, pois se não fosse por você, eu jamais sentiria a sensação que estou sentindo agora, de felicidade e de várias outras coisas. MUITO OBRIGADO MESMO! Nos vemos em breve! E isso é tudo, pessoal!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!