As Cronicas de um Imp 1
1 Capítulo 1
A chuva fria durante o outono não cessava há dias em Cotia transformando as ruas de
barro em pura lama e arruinando o comercio local alem de impedir das pessoas
caminharem livremente pela cidade obrigando-as se abrigarem dentro de suas casas. A
floresta que estava morta devido à estação começou a ganhar vida com o excesso de
chuva e os animais que viviam nela se isolaram nas montanhas por causa do alto
volume do Riacho permanecendo apenas esquilos e pássaros que podiam se movimentar
entre as arvores ou pelos céus.
Tlaloc, o Deus da Chuva estava claramente furioso com os habitantes daquele povoado
isolado e meu mestre Bluish acabou percebendo e me mandou investigar o ocorrido
deixando claro que ninguém poderia me ver naquela redondeza em que o império
controlava apesar de ser afastado de tudo e todos, sem mais demora eu pequei meus
equipamentos e armas, minha túnica com capuz e montei em meu javali de guerra e
parti imediatamente em direção ao Templo de Tlaloc que ficava nas montanhas ao
nordeste da vila.
Minha viagem demorou pelo menos três dias apesar de eu ter sido rápido e cauteloso
pegando rotas secundárias a fim de evitar encontros com quaisquer viajantes, ladrões ou
guardas reais parando apenas alguns minutos para comer e beber.
Ao chegar próximo a vila percebi o quão terrível a situação estava, a parte da floresta
que ainda estava morta por causa da estação queimava mesmo com aquela queda de
água que vinha dos céus enquanto as casa de madeira estavam começando a afundar na
lama e as nuvens do Céu formavam um redemoinho enquanto estava perdido em meus
pensamentos escutei a voz de meu mestre vindo de minha mochila para ser mais exato
de minha bola de cristal mágica e rapidamente a pequei escutando sua voz velha e roca
e logo seu rosto envelhecido apareceu dentro dela como um reflexo.
-Como foi de viagem, Bret?
-Calma mestre, evitei me encontrar com qualquer pessoa seguindo as rotas alternativas
longas e quase esquecidas pelos mapas.
-Como esta a situação na área?
-Pior do que eu imaginava mestre, parece que Tlaloc não esta para conversa ele esta
preparando um furacão poderoso para terminar o serviço.
-Então se apresse.
A Bola de cristal parou de transmitir quando cheguei perto do templo que mais parecia
um casebre de pedras em ruínas, o teto estava aberto e la dentro só tinha duas tochas e
um cálice velho cheio de água em frente da imagem de Tlaloc que foi feito na única
parede ainda em pe do lugar e logo ativei o ritual para banir o Deus daquele lugar que
meu mestre preparou antes de eu partir em minha Lança e só precisava usar o Feitiço
Thunder e lançar minha arma na imagem que Tlaloc seria banido para o mundo etéreo mas quando conjurei minha magia os relâmpagos e os trovões começaram a trazer uma
voz poderosa que rasgava o ar.
-Maldito demônio o que pensas que esta fazendo?
-Estou prestes a banir seu espírito das trevas dessa terra em sofrimento.
-Você também e um espírito das trevas maldito demônio, deveria ser nosso serviçal ate
o fim de seus dias.
-Desculpe-me, mas eu já tenho um mestre que me marcou e me acolheu em meu
momento que mais precisava de alguém, quando nem mesmo minha família me quis por
perto o mestre me protegeu e me guiou ate este caminho,agora desapareça deste mundo.
-Demônio de pele azul eu me lembrarei disto e espero que você também maldito.
Pequei minha lança e a jóquei com toda a raiva em direção ao desenho de Tlaloc que foi
destruído em milhares de pequenos pedaços fazendo a chuva, o incêndio e o
redemoinho pararam, o riacho voltou ao normal fazendo os animais retornarem para as
pastagens e as ruas do vilarejo que era um lamaçal endureceram retornando a ser a velha
terra batida que era antes. Com minha arma em mãos novamente em mãos montei em
meu javali de guerra e comecei meu longo caminho de casa.
Meu mestre ficou feliz e me recompensou com uma semana de folga dos serviços
árduos enquanto a vila transformou as ruas de barro para pedras e mudou o curso do rio
para que passasse por debaixo das montanhas em vez de descer a campina e
reconstruíram o templo para nunca mais irritarem Tlaloc por o terem abandonado
fazendo pequenos rituais nos fins de semana para que ele nunca mais crie problemas.
Minha identidade ainda será um mistério para o mundo, mas deixo aqui gravado nesse
diário meu nome que e Bret, o Imp azul que foi expulso de sua casa por ser diferente e
que serve lealmente o grande mago Bluish protetor da humanidade sendo o mais velho
da sua ordem tendo quase 200 anos que me salvou da morte há quase 10 anos e desde
então sou ora seu escravo, ora seu aprendiz e ora seu substituto para proteger a ordem
do mundo em nome dos justos.
Curiosidades:
Bret e diminutivo de Diabrete que significa pequena criatura sobrenatural semelhante a
um demônio normalmente sempre anda de sunga dentro do castelo de Bluish, mas
quando esta fora usa uma túnica negra e uma armadura de couro que cobre todo seu
corpo
Bluish significa Azulado por ser a cor favorita do autor, Bluish sempre esta vestindo
uma túnica azul escura e não usa mais cajado por ser um mago ancião ou aquele que
esta acima de mestre.
Cotia e um estado de São Paulo que fica as margens do Rio Tiete conhecida como a
cidade das rosas colocada na historia por pura ironia por ser uma região que nunca
chove e quando chove tudo alaga.
Tlaloc, o Deus da Chuva e senhor dos Raios, dos Relâmpagos e dos Trovões na
Mitologia Asteca.
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