As Crônicas do olimpo

1 Capítulo 1- Conhecendo pessoas novas -Douglas.


Notas iniciais
Não sou uma ótima escritora, mas estou tentando. Obrigado a todos que vão acompanhar esta história, se puderem comentar, agradeço c:

Acordei num susto, havia tido um pesadelo com meu pai. Coisa normal para um semideus, mas ainda estava tentando me acostumar. Era tarde, eu fui dormir, por preguiça, por que até semideuses tem preguiça.

Sim eu sou um semideus, Filho da deusa Afrodite, a deusa do amor e da beleza. Descobri isso não faz nem uma semana.

Vou contar um pouco da minha história pra vocês.

Sou filho de um dos empresários mais ricos e bem sucedidos da Califórnia, ou até mesmo de uma parte dos Estados Unidos.

Estudava nas melhores escolas. Era um dos mais... Digamos “populares”. Nunca gostei de basquete ou de futebol americano como os outros garotos populares. Eu era desejado por muitas garotas, afinal sou fabuloso e encantador, corpo definido, cabelo curtos e castanhos, pele escura e olhos caramelo, uma beleza um tanto natural. Eu tinha tudo oque queria, na hora que queria, antes de saber que era filho de Afrodite, nem imaginava o porquê de tudo aquilo. Só era bom em História, e mesmo sim só em mitologia grega. Também não sabia como sabia daquelas coisas, sem ter mesmo estudado.

Até que certo dia, o diretor filho da mãe da minha escola, chamou meu pai para uma conversa na diretoria, eu tive que ir junto. Meu pai me olhava apreensivo, como se tivesse com medo que eu tivesse quebrado, explodido, ou matado um aluno.

–Tem certeza e que não fez nada de errado? –Disse ele a mim enquanto estávamos sentados em um sofá do lado de fora da diretoria, esperando para sermos chamados.

–Não pai, pela milésima vez eu digo que não fiz nada. –Digo a ele e reviro os olhos e começo a estralar os dedos.

Após um longo e cansativo tempo em espera silenciosa, o diretor Sr. Gray abre a porta de sua sala e nos faz entrar e se sentar.

Já da pra adivinhar; Sr. Gray “reclamou” sobre mim, patético, disse que eu não me dava bem nas matérias, apenas em História, e que era muito difícil para me deixarem passar paro o próximo ano. Disse eu a escola tinha um proposito com os alunos, os deixarem melhor do que já eram. Mas eu não era bom em nada! Ele não queria que estragassem a reputação da escola por causa de um aluno reprovado em praticamente todas as matérias.

Meu pai apenas ouvia com atenção, ele não era tão bom com palavras do que parecia, então decidiu permanecer quieto.

No fim da conversa Sr. Gray só ressaltou.

–Espero que ele se de bem em outra escola, sinto muito.

Meu pai e eu saímos daquele colégio e entramos no carro de meu pai. Um carro lindo e luxuoso, branco e prata.

Quebro o silêncio.

–E agora? Para qual escola vai me enviar? Para Hogwarts?! Essa é a terceira escola que sou expulso, que saco! –Digo com um pouco de raiva e decepção.

–Nenhuma escola. Você terá aulas particulares com alguém da sua idade, está decidido. –Disse ele com um tom de voz que com certeza ninguém gostaria de contrariar. Nem mesmo eu.

Imaginei uma garota linda entrando pelas portas da mansão, com uns cinco livros em mãos e...

Meu pai tirou-me de meus devaneios.

–Vamos logo, não tenho muito tempo. –Disse ele saindo do carro e entrando na mansão.

–Mas, já vai voltar para Suécia novamente? Vai me deixar sozinho nesta mansão como sempre? Você não esta aqui nem a um dia! –Digo seguindo-o para dentro da mansão.

–Prometo voltar logo, vai ser rápido, só precisa assinar um contrato. Seu “professor” chegará amanhã de manhã, o respeite, mesmo ele tendo sua idade ou um pouquinho mais, e uma dica... Não zombe de seu físico. Até mais meu filho, te amo. –Ele sai apressado da mansão.

“Professor”? Ele era homem? Vish... e porque “Não zombe de seu físico”? Ele é cadeirante? É um mendigo? Não acho que não, meu pai não ousaria colocar um mendigo para dentro de nossa “casa”. Milhares de perguntas estavam em minha mente, tanto que fez minha cabeça doer. A única coisa que me restou foi adormecer no sofá.

Acordei no outro dia a campainha estava tocando freneticamente, e nem uma alma viva foi atender. Levantei-me com uma maldita dor nas costas e fui até a porta e quando atendi era nada mais nada menos que um garoto de muletas, e roupas normais e simples, ele era pardo, cabelo encaracolado num tom castanho claro, usava um gorro verde-limão, oque fez meus olhos arderem. Porque um ser usaria aquele negocio fora de moda?!

Bem vamos pular toda essa parte de apresentação. O nome dele era Gilber, de acordo com oque disse, era de Long Island, tinha quatorze anos, um ano mais velho que eu.

Ele me ensinou várias matérias, a preferida dele era a mesma que a minha, História, e principalmente coisas sobre a mitologia. Ele dizia que eu era impressionantemente sábio quando se tratava em mitologia grega, mas em outras ele era sincero, dizia que eu era um fracasso total. Tinha que aceitar, pois era a verdade. Ele havia me perguntando qual a deusa olimpiana que eu mais gostava, eu gostava de coisas na moda, maquiagem (não que eu usasse) e amor, então disse a ele que gostava mais de Afrodite, e também disse que a imaginava incrivelmente bonita. Ele concordou na para de bonita, mas teve que discordar, sua deusa preferida era Atena, a deusa da sabedoria e também deusa da guerra e estratégias.

De alguma forma, eu também sabia daquilo.

Após dias e dias, com Gill (apelido) me ajudando e bem...eu aproveitava a sua presença, e sempre pedia ele um copo de coca diet, ele me servia na hora, era legal.

Ouvimos um barulho de carro. Olhei pela janela, e adivinha quem era? Meu papis divo. Ele estava de cara fechada como sempre, mas, alguma coisa nele mudara, e eu podia sentir isso.

Ele entrou, e se sentou junto a nós no sofá sem dizer uma sequer palavra.

–Pai? –Digo preocupado.

–Sr. Calvin? –Disse Gill com uma expressão preocupada no rosto, assim como eu.

–Sim? –Disse meu pai nos olhando-

–Você esta bem? –Digo e me sento ao seu lado.

–Precisamos conversar. –Ele olha para mim e depois para Gill. Gill pareceu entender o seu olhar, mas não se afastou. Tive vontade de manda-lo deixar eu e meu pai a sós, mas tive uma leve impressão que meu pai queria ele ali, junto comigo. Oque estava acontecendo?

Meu pai então começou a falar. Eu estava paralisado, e parecia que tudo era mentira, mas pelo jeito que meu pai falava, tive que acreditar que era verdade, afinal conhecia meu pai de verdade.

Meu pai disse coisas sobre oque eu mais gostava Mitologia Grega. Falou sobre quando os deuses se apaixonavam por mortais, e tinham filhos com eles, chamados semideuses. Contou-me uma coisa que jamais havia mencionado antes, minha mãe. Falou como ela era graciosamente linda, e como aquele sorriso o encantou. Afrodite, Afrodite era a minha mãe olimpiana, de acordo com ele. Eu era um semideus, fruto de uma paixão entre um mortal e uma deusa.

Gillber me observava sério, mas de alguma forma tentando ler a minha expressão. Que no momento era uma mistura de pavor, incredulidade e um pouco de alegria. Eu gostava de ser diferente, e se um semideus era com certeza algo que me faria diferente do resto.

–Gillber, precisa levar Douglas para o Acampamento Meio-Sangue, e rápido, agora que ele realmente sabe oque ele é, atrairá mais monstros. –Diz se levantando e pegando uma mala prateada, minha mala de emergência, eu a utilizava quando teria que sair às pressas — Tome, vá rápido. Não poderei leva-los.

–Monstros?! Acampamento Meio-Sangue?! –Digo pegando a mala e sendo puxado com força por Gill, até a saída.

–Espero vê-lo novamente, meu filho. –Ele diz acenando e uma lágrima escorre por sua face.

Ver aquilo me doeu tanto quanto uma vez que fui atingido por um pedaço voador de vidro... Longa história, talvez mais tarde eu lhes conte.

Gill me puxou pra longe, entrou em um taxi como um raio de tão rápido, pediu para que o motorista nos levasse para Long Island. Ele já havia comentado sobre esse lugar, era a terra natal de Gill.

O motorista tinha uma face assustadoramente psicopata, como se a qualquer momento pegasse uma faca e nos esfaqueasse em questão de segundos. Acho que Gill também notou, por que colocou sua mão na porta, se qualquer coisa acontecesse, ele pularia junto comigo é claro, pois estava segurando meu pulso com força. Vinte minutos se passaram e de acordo com o GPS do táxi, estávamos em Long Island.

–Ei cara, solta meu pulso, está doendo! –Reclamo.

–Temos... Temos que ir... Rápido! –Ele abre a porta me puxando pra fora indo em direção a uma floresta. Nem precisei perguntar o porquê.

O motorista do táxi se transformou em uma coisa horrível que nem gosto de me lembrar, Ele tinha asas, era de uma cor bege, dentes afiados, digamos que era parecido com um morcego branquelo. Gill tomou um susto e jogou as bengalas no chão, e correndo tirou suas calças, oque foi desnecessário, uma visão do inferno, e até isso seria melhor. Ele tinha pernas de bode, pernas peludas, eu já sabia oque era, era um sátiro. Coisa da Mitologia, mais uma coisa que eu não deveria saber, mas sabia. Como meu pai disse, não zombei de seu físico, apenas corri o seguindo floresta adentro.

Até que tropeço em meus próprios pés. Pensei que ali seria o meu fim, aquela coisa estava indo em minha direção, mesmo se me levantasse, ela me agarraria com certeza, e me transformaria em pedaços de Douglas. Ou me comeria, oque mais parecia adequado aquele momento, já que ela estava com a boca aberta, cheia de dentes pontiagudos.

Sinto alguém me levantando e me atirando para trás, era Gill, estava com um tipo de lança e pelo oque parecia estava extremamente afiada.

–DOUGLAS, CORRA! Entre no acampamento e fique a salvo! –Disse para mim com os olhos como se implorasse isso.

Não foi justo! Pensei que ele não pudesse me obrigar a fazer nada, mas não tinha escolha a não ser obedece-lo, fiz um sinal positivo com a cabeça e me virei indo na outra direção o mais rápido possível.

Gill pareceu sorrir, mas seu sorriso desapareceu de repente. Ele estava tão distraído fazendo com que eu corresse que não notou que ainda estava na presença daquele monstro, e como ele estava próximo do monstro, não teve nenhuma chance.

Arrependo-me até hoje de ter olhado para trás. O monstro o pegou por trás e o estraçalhou com suas garras e o jogou contra uma árvore, o monstro fez-lhe cortes tão profundos, que naquele momento tinha certeza de que meu amigo Gill, estava morto.

Encontrei a entrada do Acampamento Meio-sangue, entrei me deparando com um lugar extremamente impressionante, Mas não tive tempo para admira-lo, olhei para trás e vi o monstro, mas por algum motivo ele não podia passar da entrada. Graças a Deus, ops... Graças aos Deuses.

Um pouco mais aliviado continuo a entrar no lugar, estava escuro e só havia tochas acendidas. Então, tudo ficou escuro, eu havia desmaiado.

E então, oque acharam da minha história trágica? Pois é, Gill morreu para me salvar, isso sim foi um ato heroico. Acordei consciente há apenas três dias, e oque estou fazendo agora? No meu lindo e maravilhoso chalé, de Afrodite. Fui reclamado no primeiro dia que estive aqui, mas não estava acordado, que pena.

A única coisa que me perturba neste chalé, é a Líder dele. A mimada, idiota e irritante Lindsey. Que por um motivo desconhecido cismou comigo e esta pegando no meu pé, mandando ordens, coisa que eu nunca obedeço e não vou obedecer jamais, também fica fazendo charme e principalmente chantagens, qualquer coisa do tipo “Fazer com que as pessoas me desprezem”.

Mas eu sou melhor que ela, ela tem que aceitar isso, Eu sou o Fabuloso Supremo daqui, me amem e me idolatrem.

É de tarde, esta quase anoitecendo, esta acontecendo uma fogueira no anfiteatro, todos os campistas estão lá, menos eu, porque como sou divo, demoro para me arrumar, mentira, isso é coisa de mulher. Só que estou mesmo atrasado, e é por preguiça, mas já estou indo pra lá.

Chegando lá me sento ao lado das minhas irmãs, menos de Lindsey , por que Lindsey é uma vaca.

Olhava para todos e já podia perceber o jeito de cada um, pelo mais estranho que isso pareça.

Olhei para os filhos de Atena, havia três garotas e dois garotos. O mais velho, que parecia ser o líder, alto de cabelos negros, olhos cinza como uma tempestade usava uma bermuda jeans, uma all-star preto e a camisa do CHB, como todos os outros ali presentes. Do seu lado havia um garoto um pouco mais baixinho do que o mais velho, tinha cabelos castanhos escuros e também olhos acinzentados, só que pareciam mais claro do os do seu meio-irmão, ele usava uma calça jeans rasgada e um tênis branco simples. Uma das meninas, estava lendo um livro que eu acho que me daria sono só na primeira rase, de tão grosso que era, pensei que aquele livro deveria pesar toneladas, mas imaginei como uma menina magra como ela seguraria algo tão pesado. Pensamento idiota, eu sei. Ela tinha cabelos encaracolados e castanhos bem escuros, olhos tempestuosos mais escuros do que o do líder, ou talvez os óculos dela tivesse atrapalhado minha visão em seus olhos. Usava um short jeans esfarrapado. Sua irmã era parecida com ela, mas não segurava um livro enorme, e não tinha cabelo encaracolado, era um cabelo castanho claro, preso em um rabo-de-cavalo. A outra era diferente das duas, tinha o cabelo preto e olhos com uma tonalidade cinza bem clara. Ela usava uma saia branca longa, uma sandália preta, e claro, a camiseta era do CHB.

Depois de observar os filhos de Atena, olhei os filhos e filhas de Ares, eram todos iguais, brutamontes, cabelos curtos e...não quero olhar mais para eles, eles amedrontam até um Minotauro, se duvidar. Entre eles havia duas garotas, uma delas era alta, tinha o corpo bem definido, não que tenha músculos como os de seus irmãos, mas ela realmente era forte, magra, não parecia ser tão esbelta quanto sua irmã, tinha cabelos repicados e castanhos claros, usava uma faixa vermelha em volta de sua cabeça, estava com roupas do exército, do tipo calça de militar, e botinas de guerra, estava com um cinto onde tinha uma adaga presa, um adaga realmente bela que me atraiu, mas não ouso nem chegar perto. Seus olhos eram meio que avermelhados, não totalmente, mas era um castanho-avermelhado. Creio que ela era a líder do chalé, mesmo não parecendo tão velha. Sua irmã pelo oque parecia, era muito linda para ser filha de Ares, tinha um corpo com belas curvas... Não que eu tenha olhado diretamente, mas dava pra se perceber que era um corpo esbelto. Usava uma calça jeans dobrada na barra, uma sapatilha vermelha, cabelos lisos e longos, só que com leves ondulações nas pontas, lábios carnudos e olhos penetrantes e negros.

Deveria ter benção de minha mãe, por ser tão bela... Esqueçam oque eu disse... (~ envergonhado)

Havia uma filha pelo oque parece de Zeus. Ela tinha cabelos claros e com cachos, usava uma jaqueta de couro preta por cima da camisa do CHB, oque me assustou afinal esta muito quente. Calça jeans clara e rasgada. Uma bota cano-alto preta, e ela usava pelo menos umas seis pulseiras.

Um garoto emo estava sentado sozinho, filho de Hades com certeza. Nem preciso comentar como ele estava vestido... Se não sabem, uma dica: Preto.

Os Filhos de Apolo cantarolavam alegremente, e tinham uma voz maravilhosamente linda. Apenas dois deles estavam quietos, um menino e uma menina. O menino era loiro com os olhos cor de mel, era alto um tanto magricelo, usava uma calça amarela, e uma sandália masculina marrom. A menina tinha cabelos longos, encaracolados e castanhos tão claros que poderia ser confundido por loiro, mas eu sabia que não era. Ela estava sorridente conversando com seu irmão, usava a camiseta do CHB, um short azul e uma sandália laranja, era bonitinha, mas em minha opinião estava com um estilo Brega.

Havia muitos outros campistas, mas estava cansado e com preguiça, então preferi examiná-los outro dia.

Quíron se aproximou e todos o olharam. Ele estava com uma camiseta rosa claro escrito “I love poodles” em pink. Decidi não prestar muito a atenção em seus cabelos presos para trás, pois normalmente ele parece o Hagrid de Harry Potter, com o cabelo jogado no rosto, e parecia que á anos não o lavava. Mas ele estava diferente e sorridente.

–Boa noite a todos! –Disse Quíron. –Vim dar um aviso sobre oque acontecerá amanhã!

Todos o olharam com curiosidade.

–Amanhã terá o nosso “Capture a bandeira”, amanhã de manhã no refeitório, irei lhes explicar tudo oque acontecerá, sobre os novos desafios, sobre as regras, e sobre a divisão dos times. Estejam preparados e por enquanto, se divirtam! –Quíron diz se afastando e indo falar com alguns filhos de Apolo, talvez estivesse fazendo um pedido musical, ou coisa do tipo.

Os outros estavam cochichando entre si. Sei que deveria ser sobre o “Capture a bandeira”.

Apoiei minha cabeça sobre as mãos e fiquei observando a fogueira ouvindo a bela melodia que agora os filhos de Apolo cantavam.

Alguém chega perto de mim, me dando um susto. Era nada mais nada menos, que a seguidora de Hera, Lindsey.

–Escuta aqui, novato! É melhor você ficar na sua, cuidar da sua vida. Eu sou a Líder do chalé de Afrodite. Você não manda em nada, eu mando. Então trate de não ficar se achando o líder, por que você não é, e nunca vai ser. –Diz Lindsey a mim, com as mãos na cintura e com uma cara nojenta de patricinha. Ela se afasta indo para o chalé dez. Mas quem disse que eu iria deixar barato?

Fiz o rosto dela se encher de espinhas.

–Ei Lindsey! Quer meu sabonete Asepxia?! –Gritou um filho de Hermes a Lindsey, e todos começaram a rir desesperadamente.

Ela não entendeu. Então uma de minhas irmãs deu-lhe seu espelho. Lindsey deu um grito que por pouco não causou surdez no acampamento inteiro.

Seu rosto estava inteiro com espinhas enormes. Nunca mexa com o supremo Dougloss ou dará nisso.

Lindsey saiu correndo humilhada para nosso chalé, e tudo voltou ao normal, menos eu que ainda estava rindo tanto que até chorei.

Aos poucos os campistas iam indo para seus devidos chalés, afinal estava noite.

Minhas irmãs foram para nosso chalé, mas permaneci ali, sentado olhando para as chamas da fogueira. Notei que não era o único. Mais a frente estava a filha de Ares, a que parecia ser a líder. Ela olhava para sua adaga, que realmente era linda. Era prateada, no cabo também, mas com algumas rubis vermelhas, da cor do sangue (pelo oque parecia), numa parte do cabo havia algumas cenas de guerras sangrentas. Deixou-me um pouco com medo, e com certeza não queria olha-la de perto.

Mesmo assim, fui para perto da garota, rezando para que ela não me atacasse.

–Olá... –Digo me sentando ao seu lado.

Ela me olhou assustada, não esperava que tivesse falado com ela. Mas depois vi que ficou com a cara fechada e voltou a olhar a sua adaga, que agora eu podia confirmar: A adaga tinha cenas monstruosas de guerras sanguinárias em volta do cabo.

–Oi. –Diz ela carrancuda.

Por um tempo ficamos quietos. Uma menina com um sorriso estranho no rosto se aproxima de mim e da filha de Ares. Parecia que a qualquer momento iria nos roubar, tinha certeza de que era filha de Hermes.

–Olá gente! Sem sono assim como eu?! –Diz ela se sentando e olha direto na adaga que a filha de Ares segurava.

Não querida, siga meus conselhos e não se aproxime da prole de Ares, se não quiser visitar Hades.

–Olá! –Sorrio meigamente e noto que ainda vinha mais uma garota estava vindo em nossa direção. A filha de Atena, a de óculos e que carregava um livro mais pesado que ela.

Senta-se ao lado da filha de Hermes.

–E então... Como são seus nomes...? –Digo olhando as três. Ainda rezando para não seu degolado pela filha de Ares.

–Katherine, filha de Hermes como já pode ver. –Diz sorrindo e apertando minha mão.

–Rani, filha de Atena. –Disse a outra meio distraída, pois estava lendo o livro de toneladas.

Sorrio olhando elas e me volto para a menina da adaga sedutora.

–E o seu? –Digo e noto seu olhar a mim, graças aos deuses, ela não me degolou.

–Mylena, Filha de Ares. –Diz e suspira. Sinto um pouco de alívio por ainda estar vivo.

–Meu nome é Douglas, como sou fabuloso devem saber que sou...-Fui interrompido pela Katherine.

–Afrodite. –Ela sorri e eu apenas concordo com a cabeça.

E oque eu menos gosto e que mais acontecia comigo, silêncio. Ninguém pronunciou uma sequer palavra. E como sempre eu quebro o silêncio.

–Rani, como é o nome deste seu livro gigante? –Digo a filha de Atena. Ela me olha e mostra a capa onde estava escrito em grego “Pensamentos de Dédalo- O sábio”. –Interessante... –Suspiro e olho Mylena e crio coragem para dizer.

–Sua adaga é realmente linda, é um presente não é? –Digo apontando para a adaga com rubis da cor do sangue cenas de guerras.

–Sim, presente de meu pai, na verdade é um colar... –Ela diz e num piscar de olhos a adaga se transforma em um colar prateado com uma única pedra vermelha. –Pode se transformar em qualquer arma de guerra, do tipo lança, adaga, espada ou machados e foices. Apenas a espada é poderosa, o resto causa pequenos ferimentos, apenas. –Diz colando o colar em seu pescoço.

–Incrível! Eu tenho... Tenho uma pulseira rosa, ela tem poderes curativos e aromáticos... Como um veneno do amor. Ganhei quando era mais novo, mas nunca soube a sua utilidade, então sempre deixei na caixinha de presente rosa em que veio. Agora eu sei, é um presente da minha mãe diva. –Digo mostrando meu pulso e uma pulseira rosa brilhante.

Vejo que a filha de Hermes estava se afastando.

–Até mais docinho! –Digo provocativo, mas ela ignora. Odeio ser ignorado, mas desta vez passa. Mas, oque aconteceu com ela depois disso foi engraçado. Quando abriu a porta de seu chalé, foi recebida a ovos e farinhas pelos seus irmãos, e um deles gritou “Surpresa! Feliz aniversário maninha!”. Era aniversário dela? Senti-me culpado por não ter dado parabéns, mas ela não contou nada. E agora sei por que ela estava sorridente.

Mylena também estava se afastando, mas ela eu não provoquei, apenas gritei:

–Hey! Foi bom te conhecer Prole de Ares! –Sorrio meigamente.

Oque mais foi estranho, foi que ela também sorriu e entrou em seu chalé e dava pra se ouvir gritos, deveria estar gritando com seus irmãos, talvez tivessem sujado sua cama ou coisa do tipo.

Sobrou só eu e Rani, que parecia estar fissurada naquele livro, oque de certa forma me deixou um tantinho irritado, pois eu QUERO ATENÇÃO! Então abaixei o livro dela, fazendo-a olhar para mim.

–Rani querida, poderia ir pegar uma coca diet para mim?. –Uso meu charme de sempre, e quase me emociono por que eu fazia este tipo de pedido para Gill, coca diet lembrava-me dele, meu velho e bom amigo.

Rani não disse nada, só me obedeceu e saiu dali indo em busca da minha coca diet.

Demorou uns vinte minutos. Estava cansado de esperar, e como sempre estava com sono. Não são só mulheres que precisam de sono de beleza, há boatos de que dormir bem melhora a pele! Levantei-me dali, desistindo da minha coca diet e entro em meu chalé.

Deparei-me com todos dormindo, mas apenas uma estava acordada. Lindsey é claro. Estava se olhando na frente do enorme espelho com luzes do chalé. Seu rosto estava coberto por uma máscara verde, que de cara percebi que era contra espinhas.

Apenas a ignorei, e ela fez o mesmo, ou apenas não me viu. Deitei-me em minha cama e automaticamente adormeci.

–----Narradora-----

Enquanto isso, uma certa filha de Atena chamada Rani, vinha tropeçando em tudo que via pela frente, em suas mãos estava uma latinha de coca diet. Ela se aproximou da fogueira em busca de Douglas.

–Douglas! Achei sua coca diet!! –Disse ela desesperada. Mas nada viu. Douglas havia desistido de sua ajuda, Rani apenas perdeu seu tempo. Tarde de mais querida. O fabuloso foi tirar uma soneca.

Notas finais
Gostaram? amanhã tem mais *--*