As Crônicas de Nárnia: As Ruínas da Primavera
13 Inicio de uma nova aventura
Notas iniciais
POV Edmundo
Estávamos navegando novamente. A passagem pelas ilhas solitárias foi conturbada, mas construtiva, já que conseguimos recuperar o controle do trono nas terras e expulsar os mercadores de escravos. Lá também fomos informados de que um grande mal crescia em alto mar. Uma névoa ou neblina maligna roubava a vida de pessoas, e era o nosso dever descobrir do que se tratava. Agora, procurávamos respostas e navegávamos rumo ao desconhecido.
Eu e Gladis estávamos cada vez mais próximos, embora eu sinta que ela se chateie com o afastamento repentino de Gavin. Ele parece mais respeitoso e parou de tomar liberdades inapropriadas com a minha esposa. E Gael... O que posso dizer? Nada poderia estar mais perfeito. Nós éramos um novamente e seu coração não tinha mais dúvidas, ela é minha e sempre será até o final dos tempos.
Encontramos a primeira das sete espadas nas Ilhas Solitárias e dediquei o resto da viagem a poli-la, como uma criança que recebe um presente de Natal. Meu querido primo continuou sendo extremamente agradável com todos, de uma maneira peculiar que só ele conseguia. Gladis decidiu por tirar o resto da viagem para atormenta-lo, me enchendo de orgulho. Já disse que tenho a melhor filha do mundo?
Gladis: Está ficando boa... – se senta ao lado de Edmundo que limpa a espada.
Edmundo: Na época em que me casei com sua mãe, só usávamos espadas como estas – levanta a espada já limpa a frente dos olhos – quer testar a lamina?
Gladis: Eu posso? – diz empolgada.
Edmundo: Pegue... – oferece a espada e Gladis a toma nas mãos – cuidado, ela é diferente das que você está acostumada...
Gladis: É muito leve, mas extremamente precisa. Acho que nunca vi uma espada tão fina... – dá alguns golpes no ar – que metal é esse? Nem metal de estrela é tão leve...
Edmundo: Isso é aço valiriano... – pega espada das mãos de Gladis.
Gladis: Nunca ouvi falar...
Edmundo: Esse metal é forjado nas chamas de um dragão, por isso tem essa tonalidade escura e furta-cor. – coloca a espada contra a luz – elas são extremamente resistentes, leves e nunca perdem o fio... o que as tornam mais perigosas do que as comuns...
Gladis: Me ensina a usa-la? – Edmundo sorri.
Edmundo: Claro! – sorri satisfeito.
Nós ainda conversávamos, quando vimos Ripchip duelar com Eustáquio atrapalhadamente. Após o duelo, vimos uma garotinha sair do meio de um barril. Ela parecia assustada e usava roupas estranhas. Definitivamente, ela não era de Nárnia.
Gael: Você está bem? – se aproxima e olha para a menina de modo acolhedor.
Menina: Você é um anjo? Você é tão bonita! – cora e abaixa a cabeça. Gael sorri.
Edmundo: Como se chama e como veio parar aqui? – chega perto da menininha e se abaixa até ficar da sua altura.
Menina: Nina... Eu estava na minha casa, em Londres, mas ai eu vi um leão sorrindo no meu quintal e vim parar aqui... – Lucia sorri.
Lucia: Aslan!
Caspian: Seja bem vinda a Nárnia!
POV Lucia
Eu, Gladis e Gael, levamos a menina para comer e se trocar. Olhei para ela e senti saudades. Acho que ela tem a mesma idade que eu tinha na primeira vez que estive em Nárnia. Ela parecia maravilhada com tudo e logo ela e Gladis se tornaram grandes amigas.
O anoitecer chegou rápido e decidi sair para olhar o céu. Aparentemente não fui a única a ter essa ideia, pois logo vi Caspian debruçado na popa olhando para o céu. O vento bagunçava seus cabelos e o fazia fechar os olhos como se tivesse recebendo algum tipo de carinho. Sua camisa estava entreaberta, e eu pude me deleitar de seu tronco bem delineado. Ele ainda não tinha percebido que eu estava ali, então me aproximei devagar. Soltei os cabelos, ajeitei a roupa e preparei meu melhor sorriso antes de me aproximar.
Lucia: Boa noite, Vossa Graça... – sussurra no ouvido de Caspian que se assusta, fazendo a garota rir.
Caspian: Boa noite... – diz olhando para os lábios de Lucia que está com o corpo bem próximo ao dele.
Lucia: Então, o que faz sozinho aqui? Sem sono? – se encosta ao lado dele.
Caspian: Na verdade... – apoia as mãos na beirada do navio, uma em cada lado do corpo de Lucia – eu estava imaginando uma desculpa para te acordar no meio da noite...
Lucia: Eu estou acordada, vai ter de imaginar outra coisa... – sorri sapeca e inclina o corpo, jogando seus longos cabelos para trás.
Caspian: Então... – se inclina em direção a Lucia, colando o corpo dos dois – eu posso imaginar que gosto tem os seus lábios...
Lucia: Tem certeza que só quer imaginar? – roça os lábios nos de Caspian de maneira provocante.
O tão esperado beijo acontece. Doce e delicado, depois selvagem e excitante. Eu estava perdendo o juízo! Quando o ar nos fez falta, quebramos o beijo e ficamos nos olhando nos olhos. Eu estava hipnotizada, não conseguia parar de olha-lo. Passei minhas mãos pelo seu peitoral descoberto e senti-o arrepiar-se e depois sorrir. Logo ele enlaçou minha cintura de modo possessivo e se aconchegou na curva do meu pescoço.
Caspian: Sabe? Acho que mais um Pevencie vai ficar em Nárnia... – risos.
Lucia: Também estou achando... – risos.
POV Eustáquio
Minha vida sofreu uma reviravolta inacreditável. Eu fui raptado pelos meus primos, um deles o qual estava morto, e fiquei a deriva em aguas desconhecidas num barquinho ridículo. Pra piorar, eu divido a cabine com um rato muito antipático. E eu que já achava ruim dividir a casa com minha prima.
Até agora, todo mundo que conheci nesse lugar esquisito sofre de delírios incríveis. Indo atrás de névoas verdes e procurar fidalgos perdidos... só pode ser resultado da má alimentação ou então enlouqueceram de vez.
O primo Edmundo não é exceção. Apesar de ser um fantasma, ele passa a cada segundo esfregando a espada de lata como se fosse uma lâmpada mágica. Tá na cara que ele precisa de um hobby... Quando ele não está fazendo isso, está aos risinhos com a namorada chata dele e aquela menina insuportável que não pára de me perturbar. Ele tentou me convencer que ela filha dele! Acho que ele é o mais insano de todos...
Ainda tem o roedor irritante, que delira ainda mais que meu primo. Na Inglaterra temos ratoeiras para bichos como ele. Eu estava com fome e decidi ir procurar algo para comer, eu queria ser discreto, mas o infeliz daquele rato fez o maior escândalo e acabamos em um duelo, o qual eu não venci devido a irregularidade do terreno de um barco e o tamanho do oponente, é claro...
Durante está confusão, acabamos encontramos uma criança que dizia vir de Londres. Tentei de todas as maneiras conversar com ela e perguntar como voltaria para casa, mas a insuportável da garota de cabelos negros e olhos lilases não saiu de perto dela nem um minuto sequer!
Garota insuportável!
POV Edmundo
Caspian: Parece desabitada... – olha pela luneta a ilha em sua frente.
Gavin: Pode ser uma armadilha...
Edmundo: Mas pode ter respostas... Caspian?
Caspian: Preparem os botes. Vamos passar a noite na praia. Exploramos a ilha pela manhã...
Nós nos preparamos para passar a noite na praia. Deitei sobre uma coberta no chão e fechei os olhos. Senti Gael se aconchegar no meu peito e relaxar. Passo o em torno de seus ombros para acomoda-la melhor, quando sinto peso no outro lado. Gladis se aconchegou também, enquanto Lucia e nossa nova amiguinha se deitavam ali bem perto. As duas adormeceram calmamente os meus braços e eu fiquei ali, observando com um sorriso bobo no rosto. Mas esse logo se desfez ao ver Gavin observando de longe. Eu sabia que ele não era confiável e por mim, nem teria vindo. Mas Gael confiava nele, e a ligação que ele e Gladis tinham era muito forte, devido ao tempo que passei distante. Não podia simplesmente arranca-lo da vida dela. Mesmo que isso me mate de ciúmes.
Fiquei desesperado ao notar que Gladis tinha sumido. Ainda mais quando vimos as pegadas gigantes ao meu lado. Eu e Gael no entreolhamos em pânico e acordamos todos para que pudessem nos ajudar a procurar.
Por fim a encontramos ao lado de um mago chamado Coriakim e pudemos ver que nossos gigantes não eram tão grandes assim. Ele nos deu informações preciosas a respeito da névoa e alguns alertas de como aquilo poderia nos afetar. Saímos dali em busca da ilha de Ramandu, onde encontraríamos a mesa de Aslan e posaríamos suas espadas para acabar o feitiço. Mas antes de tudo, precisávamos achar a estrela azul e esta estava difícil de ser achada.
Como se algo não quisesse que chagássemos lá. As tempestades estavam intensas e a comida ficando pouca. Já estávamos no mar a quatorze dias e nada de terra ou da estrela. Confesso que começava a ficar preocupado. Estávamos eu, Gavin e Caspian dentro da cabine de comando em meio a uma tempestade, pensando no que faríamos.
Gavin: Estamos presos aqui... com meia porção de ração diária, agua e comida para duas semanas no máximo! Essa é a ultima chance que temos para voltarmos, majestades... – Caspian e Edmundo se entreolham – Ninguém garante que avistaremos essa estrela azul tão cedo, não nessa tempestade – Edmundo aperta os lábios irritado – É uma agulha no palheiro, esse lugar chamado Ramandu , podemos passar direto por ele até cairmos na beira do mundo...
Edmundo: Ótimo! Então você pode ir lá fora e dizer para todos aqueles homens que perderam suas famílias que nós vamos abandona-los e desistir... – diz sarcástico. Gavin o olha com ódio.
Gavin: O mar prega peças malvadas Rei Edmundo, só estou zelando pelo bem estar dos senhores e de suas famílias... – diz com ironia.
Edmundo: Eu sei cuidar da minha família general... – se põem na frente dele de modo ameaçador.
Gavin: É claro que sabe... – diz sarcástico e sai.
Caspian: Eu ainda não entendi porque o trouxe... – olha pra Edmundo que bufa de raiva.
Edmundo: Basicamente? Ele criou Gladis e ela o ama... e não podia deixa-lo fora da minha vista... ele não é confiável.
Caspian: Inteligente...
A tempestade se acalmou do lado de fora, mas os pesadelos tomaram a noite. Não tinha esse pesadelo desde que voltei a Nárnia, mas pelo jeito, não foi só eu quem dormiu mal. Acordei com Gael abraçada ao meu peito ofegante, Gladis correndo para os nossos braços aos prantos e Lucia tremula abraçada a Caspian.
Espera, Caspian?! Eu perdi alguma coisa? Enfim...
Edmundo: Lucia?
Lucia: Eu perdi o sono...
Edmundo: Deixa-me adivinhar: pesadelos. Ou estamos enlouquecendo ou tem alguém brincando com nossas mentes!
No dia seguinte encontramos uma ilha, ela era enfeitiçada, o que acabou levando eu e Caspian a termos uma discussão estupida e totalmente desnecessária. Mas logo nos recompomos e voltamos a praia com mais uma das espadas.
Caspian: Que comida encontrou?
Gael: A Ilha é vulcânica. Não cresce muita coisa... – mostra os cestos com algumas raízes.
Lucia: Cadê o Eustáquio?
Gladis: Em algum lugar não nos ajudando a carregar o barco... – sorri sarcástica.
Lucia: Edmundo; estou comum mau pressentimento...
Edmundo: Vou procura-lo.
Caspian: Eu vou com você...
Procuramos Eustáquio por toda a ilha, e quase achei que o tínhamos perdido. Mas felizmente ele só havia se tornado um dragão. O que foi bom, já que isso o fez parar de reclamar e ser mais cooperativo. No dia seguinte encontramos a estrela azul e seguimos até a ilha de Ramandu. Houve uma certa tensão entre Lucia e Caspian no momento em que conhecemos a estrela Liliandil . Ela era realmente bonita, mas quando se é casado com uma mulher como Gael é difícil achar qualquer outra mulher atraente.
Por fim, navegamos até próximo a ilha, encontramos o ultimo fidalgo e a ultima espada em uma pedra. Mas infelizmente, quando íamos voltar uma grande serpente marinha começou a atacar o barco e todos os nossos pesadelos se tornaram realidade. Lutamos muito, durante quase toda a noite, mas quando o dia amanheceu tínhamos vencido. As famílias dos narnianos apareceram no mar que estava doce. E todos mergulhavam para abraçar suas famílias. Gael e Gladis me abraçaram, enquanto Nina sorria satisfeita. Foi sua primeira aventura em Nárnia e mesmo não sabendo quanto tempo ficaria conosco, nos apegamos muito a ela. Eustáquio já era menino de novo e comemorava com Ripchip, seu mais novo melhor amigo.
Tudo corria tranquilamente, até eu ouvir o tilintar de espadas. Meu braço estava machucado e Gladis trocava golpes com Gavin. Tudo foi muito rápido e quando me dei conta, minha filha já tinha caído no mar e desaparecido. Caspian imobilizou Gavin, enquanto eu, que já tinha pulado no mar gritava por Gladis de um lado para o outro sem sucesso. Gael chorava desesperadamente.
Gavin foi preso e colocado sob custódia dentro de uma jaula no navio, até chegarmos em Nárnia para ser julgado. Nós fomos de bote até a praia e lá nos deparamos com Aslan.
Eustáquio: Aslan!
Aslan: Bem vindas crianças! Se saíram muito bem, muito bem mesmo... Estão muito longe e agora a jornada acabou...
Edmundo: Minha filha... – diz com a voz embargada – onde está minha filha?
Aslan: Gavin retirou um feitiço antigo do livro de Coriakin e tinha como objetivo lhe mandar de volta para o seu mundo. Mas Gladis viu o que ele ia fazer e o feitiço acabou pegando nela...
Gael: Gladis está em outro mundo? – diz desesperada
Aslan: Exato.
Nina: Mas ela vai voltar?
Aslan: Sim. Por ser filha de uma élfa com um filho de adão, Gladis pertence aos dois mundos... mas para que ela ache o caminho, alguém terá de ir busca-la.
Eustáquio: Eu posso ir... sei que terei de ir embora mesmo...
Aslan: Fico feliz que tenha descoberto sua coragem rapaz e Nárnia precisará dela em breve. Mas essa tarefa já está designada a outra pessoa... – olha para Nina.
Nina: Eu? Mas eu sou tão menina... e se eu falhar?
Aslan: Seu tamanho é de menina, mas seu coração é de leoa. Coragem, sei que vai conseguir...
Edmundo: Olha... – se abaixa e fica da altura da menina que se encolhe de medo – eu sei que parece assustador, mas precisamos de você agora... – diz com olhos suplicantes.
Gael: Por favor, traga minha menina... – abraça Edmundo e chora.
Nina: Pode deixar... – sorri para os dois.
POV Gladis
Eu estava perdida. Tudo ao meu redor eram árvores e uma calmaria constante. Ainda não acredito no que Gavin tentou fazer, eu sempre o amei como a um pai! Como ele pode tentar destruir a minha família e machucar meu pai, sabendo que eu o amo e preciso dele?
Agora estou aqui, perdida entre o tempo e espaço, num lugar onde Tempo não passa. Há poças de água no chão, águas paradas, quase sem vida. Uma delas me chama a atenção, pelo brilho e pelo barulho. Eu chego perto e num deslize, caiu dentro dela.
Eu caí em uma superfície lisa e negra, que nunca tinha visto na vida. Olho para os lados e me deparo com uma estranha estrutura metálica a poucos centímetros do meu corpo.
Garoto: Harry seu grande idiota, olha o que você fez! — diz saindo do carro.
Harry: Foi mau cara... Será que ela morreu? — vai em direção do corpo preocupado.
Garoto: Ela tem pulso... — coloca os dedos do pescoço da garota — precisamos tirar ela daqui...
Harry: Vamos levar ela pra sua casa...
Garoto: Tá maluco! Precisamos leva-la para um hospital!
Harry: Sério? E o que você vai dizer no hospital? Que nós a encontramos na Rua? — diz irônico — se meu pai souber que peguei o carro dele, eu to morto!
Garoto: Ok, ok... eu preciso pensar... — anda de um lado para o outro aflito.
Harry: Olha, ela está acordando... — Gladis se senta no asfalto.
Garoto: Moça, moça... você está bem?
Gladis: Sim. Onde estou?
Garoto: Meu amigo atropelou você....- olha para Harry de modo repreensivo — mas ele sente muito, né Harry?
Harry: Claro que sinto! Mas o importante é que está tudo bem e nem vai precisar chamar a Polícia nem nada assim... você não vai chamar a Polícia, né moça? — olha para Gladis preocupado. Gladis se levanta.
Garoto: Como você é linda... — sussurra para si mesmo e olha fixamente para Gladis.
Gladis: Mas onde é que eu estou? – olha para os lados confusa.
Harry: Em Londres, oras! — diz divertido.
Gladis: Londres?!
Harry: Para onde está indo? Podemos te dar uma carona...
Gladis: Estou perdida... — olha ao redor com espanto.
Harry: Vamos fazer o seguinte, o James te leva pra casa dele pra você descansar até descobrirmos um jeito de te levar pra casa...
James: O quê? – exclama indignado
Gladis: Gentileza de vocês... — sorri simpática.
James: Eu te pego mais tarde... — sussurra para Harry que ri. Vão em direção ao carro.
Harry: Você não vem? — aponta para porta aberta.
Gladis: Mas o que é isso? — toca no carro curiosa.
Harry: É uma Land Rover.
Gladis: E para que serve?
Harry: É um carro, serve para andar nele...- diz como se fosse óbvio.
Gladis: Que nem um navio, ou um cavalo?
James: Mais ou menos... — olha para Harry confuso que dá com ombros.
Gladis: Interessante... — analisa o veículo mais uma vez. Entra no carro. Harry dá partida.
James: Você não é daqui, não é?
Gladis: Não. Sou de Nárnia. — olha pela janela enquanto o carro se movimenta.
James: Não conheço... Onde fica?
Gladis: Ao norte da Calormania, próximo a Arcolândia...
Harry: Deve ser no Oriente ou na Ásia. Tudo quanto é país com nome estranho é lá... Olha as roupas esquisitas que ela está usando...- sussurra para James que concorda com a cabeça.
James: Legal... — chegam a Casa de James.
O Castelo onde James morava era meio pequeno. Parecia mais uma casa comum, ele deve ser plebeu.
Nós subimos até a torre que onde seu quarto se encontrava. Ele me trouxe algumas coisas para comer e foi muito gentil. O amigo dele foi embora logo depois, nos deixando sozinhos. Bem que minha mãe disse que filhos de Adão mudavam de cor, isso é tão engraçado!
James: Bem, você pode tomar um banho se quiser... — disse envergonhado — eu posso te emprestar umas roupas minhas e amanhã cedo te levo pra casa... só não liga pros meus pais, eu não costumo trazer garotas para casa e com certeza eles farão comentários embaraçosos, mas é só não ligar... — levanta-se corado.
Gladis: Você sempre muda de cor assim? — diz rindo. James fica ainda mais vermelho e ri sem jeito — eu acho adorável.... — toca o rosto do outro o fazendo estremecer.
James: obrigado... ahn... vou pegar suas roupas, o banheiro fica ali — aponta para o banheiro e sai correndo.
O banho de banheira foi relaxante, e logo estava sentada na cama do filho de Adão, enrolada em uma toalha. Quando entrou no quarto ele corou, tropeçou nas próprias pernas e gaguejou muito, foi muito engraçado.
Após me vestir, descemos a um pequeno salão, onde sua família se sentaria para refeição.
James: Deixa que eu falo, ok? Você só concorda... — cochichou enquanto desciam as escadas.
Gladis: Ok. – sorri.
James: Sabe, esqueci de perguntar seu nome... — coça a nuca.
Gladis: Gladis...
James: É um belo nome... — sorri bobo e cora — significa princesa...
Mãe: Quem é sua amiga filho? — sua mãe diz ao avistar os dois.
James: Essa é Gladis...
Gladis: Muito prazer senhora... – faz uma leve mesura.
Pai: Oi filhão!!! Nossa... quem é essa garota linda? – aperta mão de Gladis, que sorri simpática. James cora ainda mais.
James: Essa é a Gladis, uma amiga... – respira fundo – tudo bem se ela dormir aqui? – pais de James se entreolham e dão um sorriso malicioso.
Mãe: Mas é claro querido! Você pode trazer sua “amiga” – faz aspas com as mãos – para dormir aqui sempre que quiser... não é querido?
Pai: Mas é claro!!! Já estava mais do que na hora de você começar a nos apresentar suas “amigas”... – James bate a mão na testa.
James: Por favor, parem com isso... vocês estão me constrangendo... – Sussurra. Gladis ri.
Pai: Desculpe, não tá mais aqui quem falou... onde está a Nina querida?
Mãe: Foi brincar na casa de uma amiguinha... – sentam-se à mesa. O jantar é servido.
Gladis: Quem é Nina?
James: É minha irmãzinha... – Nina entra correndo pela porta.
Nina: Mãe, Pai!!! Vocês não vão acreditar no que...
Gladis: Nina?! – exclama feliz.
Nina: Gladis!!! – sorri para Gladis.
James: Vocês se conhecem?
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