As Crônicas de Mhaglacia
21 Verdade
-Luana! – Exclamou Dário vendo-me atravessar o portal. – Estas bem? – Perguntou quando me abraçou.
-Sim! Foi horrível as coisas que me disseste…
-Luana, não era eu… Era o teu subconsciente a pregar-te partidas… Neste momento passaste por todos os teus medos e parece que eu sou um deles…
-O meu medo era perder-te. – Revelou-lhe.
-Agora está tudo bem e parece que estás pronta para enfrentar tudo o que vier. – E nesse mesmo instante Dário juntou os seus lábios aos dela e o fogo cresceu imensamente no doce coração da princesa porem foi rápido pois as rainhas apareceram acabando com o momento romântico.
-Muito bem! – Começou Stella. – Parece que passas-te por todos os obstáculos sem medo nenhum…
-A tua verdadeira missão começa agora! – Anuncio Alice.
-Temos que procurar as bruxas e destruí-las! – Concluiu Rosaline.
-E a minha irmã? – Questionou Luana preocupada. – Tenho que a salvar!
-Lamento mas a tua irmã não quer ser salva… — Declarou Leah.
-Como assim? Ela foi raptada pelas bruxas ancestrais como não quer ser salva? – Para a princesa a conversa estava a soar um pouco estranha o que a fez duvidar um pouco das intensões das rainhas da natureza. – Vocês nunca a quiseram salvar! Só se interessam nos Elementos e em arranjar alguém para travar uma guerra que vocês não conseguiram terminar!
-Luana! – Gritou Alice. – A tua irmã foi de livre vontade!
-Como? – Tudo o que Luana fez para salvar a irmã acabara de ser destruído, toda a esperança de um dia tê-la ao seu lado acabara naquele mesmo preciso momento.
-Espera! Vocês disseram-me que Catarina estava a ser possuída pelas bruxas e foi o que eu disse à Luana — Chegou-se Dário.
-A princípio parecia que tinha sido raptada mas ao longo dos dias fomos reparando que ela estava em perfeita saúde e quando ela foi ao teu encontro Luana, na floresta ela estava a servir de receptáculo para as bruxas! – Explicou Stella.
-Escavamos mais fundo e observamos a tua irmã no palácio e ela estava em plena consciência a trabalhar com as bruxas para juntas governarem Mhaglacia. – Finalizou Leah.
-Oficialmente a tua irmã está organizada com as bruxas – Anunciou Rosaline aproximando-se da guardiã colocando-lhe a mão no ombro disse: — Tens que te fortalecer porque tens em mãos o destino de Mhaglacia!
-Elas têm razão… — Juntou-se Dário tentando avivar a memória de Luana.
-Estive dez dias longe de casa para poder ganhar habilidades para por fim deixar-me derrotar com as decisões da minha irmã? Não! – Decidiu Luana. – Vamos á caça das Bruxas!
-Estou orgulhoso de ti! – Dário aproximou-se da guardiã e beijou-a.
-Vamos! – Chamou Alice.
As rainhas da natureza iniciaram uma caminhada seguindo uma fraca luz que se encontrava no fundo da gruta.
-Sabes onde estás? – Perguntou Leah.
-Nas montanhas, precisamente na gruta onde obtive o Elemento Ar. – Respondeu a guardiã.
-Exatamente. O treinamento era para que pudesses voltar a onde encontraste o teu primeiro Elemento porque daqui consegues ver tudo o que quiseres! – Explicou Alice. As quatro rainhas afastam-se mostrando a vista para a guardiã. Daquele sítio ela podia ver todo o reinado porem já estava de noite e o único foco de luz era a lua e as quatro rainhas.
– Numa volta o princípio acaba por ser o fim. E aqui estamos nós onde tudo começou! – Declarou Rosaline.
-E o que vamos fazer? – Perguntou a princesa curiosa.
-Inicialmente vamos mostrar às bruxas que estamos prontas para a batalha! – Declarou Stella.
Luana percebera rapidamente o que Stella queria dizer com isso então aproximou-se dela e ficou no meio criando uma linha de cinco mulheres á entrada da gruta. A guardiã estava no meio seguindo-se na sua direita Alice e depois Leah e na sua esquerda começava com Stella e depois Rosaline.
Uniformemente as cinco mulheres levantaram as mãos e velozmente atiraram-nas para a frente lançando uma onda de energia em direção ao castelo.
Catarina estava sentada no trono na grande sala do reino e quatro sombras vagueavam pelas paredes do salão, as bruxas.
-Que querem que eu faça? – Gritou Catarina.
-Que apanhes a tua irmã… — Disse uma voz muito roca e forte.
-Eu não sei onde ela está! – Levantou-se e gritou furiosa para as bruxas que não paravam quietas nas paredes.
-Descobre! – Apregoou outra voz forte mas esta era mais fina.
-Guardas! – Enfureceu Catarina e rapidamente dois guardas vieram em seu auxílio. – Quero que partam em busca da minha irmã. Se ela tentar fugir matem-na! – As bruxas lançaram uma faísca rocha em direção aos guardas e estes foram elevados no ar gritando fortemente porem algo acabara de atingir o palácio.
-Parece que não é preciso procurar mais. – Guinchou uma bruxa loucamente feliz. Catarina desceu poucas escadas do trono e posicionou-se no centro do salão contudo levantou os braços para cima juntamente com a cabeça e gritou:
-Temos sangue para derramar! – Dito isto as bruxas iniciaram uma busca pelo corpo de Catarina: rastejaram pelo chão até que chegaram aos pés dela e subiram pelo seu corpo acima ficando entralhadas na sua alma.
No alto das montanhas ainda lá estava a linha de cinco mulheres.
-Será que elas sentiram? – Perguntou Luana receosa.
-É claro que sim! – Esclareceu Alice. – Vamos!
Dário aproximou-se de Luana e deu-lhe a mão entre isso as rainhas formaram um círculo à volta deles transformando-se numa pequena bola brilhante que investiu em busca do palácio. Os aldeões observavam a bola brilhante sair das montanhas dirigindo-se ao palácio e o caus instalou-se naquele momento. O pânico era evidente nas caras do povo e agora sabiam que o fim poderia estar a poucos minutos de começar.
Por fim a bola chegou ao seu destino: a entrada do palácio. Quando lá chegou uma imensa luz preencheu os cantos obscuros e cegando que a via porem rapidamente terminou mostrando Dário, Luana e as quatro mulheres que para quem observava eram enormes miragens.
Os seis iniciaram uma caminhada em busca de atravessar o portão e parecendo difícil não foi pois á mediada que guardas apareciam eles afastavam-nos sem os magoar pois a culpa não era deles mas sim nas aberrações que estavam guardadas naquelas quatro paredes.
Alcançando a grande porta do palácio Dário empurrou-a com os seus habilidosos poderes abrindo-a mostrando o enorme salão e assim investiram lá para dentro.
O salão estava silencioso e parecia que só havia duas pessoas naquela sala com quatro almas guardiãs mas isso era mentira pois Catarina encontrava-se escondida com três almas maléficas dentro dela.
Enquanto Dário e as rainhas atacaram nas duas escadas para o andar de cima Luana atrasou-se pois algo a chamou á atenção. À sua esquerda na sala de jantar um pequeno reflexo a fez parar e avançar nela.
Entrou e viu mais uma vez a grande mesa no centro da sala estando posta o que a fez desconfiar bastante. As paredes estavam cobertas de molduras e grandes móveis. Luana virou-se para a direita e viu uma moldura com a fotografia dos seus pais num pequeno móvel e isso enfraqueceu-a e foi quando Catarina aproveitou para atacar lançando-lhe um raio roxo que a atirou contra a mesa de jantar contudo arrastou-a por cima dela até a atirar contra um grande armário que estava do outro lado da sala guardando enormes coleções de pratos que agora ficaram despedaçados com o impacto da princesa e esta caiu redonda no chão rijo e frio.
Luana estava estendida no chão cheio de vidros porem tentou se levantar mas algo a atingira nas costas.
-Onde pensa que vai? – Perguntou uma voz distorcida. – Finalmente conhecemo-nos princesa! Ouvi falar tanto de si. – E mais uma vez as bruxas no corpo de Catarina carregaram nas costas de Luana obrigando-a a bater no chão fazendo um vidro ferir o seu delicado lábio porem a princesa sabendo do que seria capaz discretamente agitou a mão levando um forte vento atirar as bruxas para o outro lado da sala que aterraram sentadas no móvel e o partiram ao meio.
A guardiã levantou-se e lentamente aproximou-se do local de onde a sua irmã teria aterrado mas ela já la não estava e foi quando ela sentiu uma forte energia cerca-la e puxa-la para baixo porem Dário e as rainhas chegaram a tempo para observar o que acontecera mas não a tempo para o evitar.
-Para onde foi? – Perguntou Dário alarmado.
-Não sabemos! – Respondeu tristemente Alice.
Nas profundezas do reino estavam as duas princesas juntamente com as bruxas ancestrais que tinham escravizado Luana em correntes que estavam presas á terra no meio das masmorras e Catarina possuída espancava a irmã.
-E agora quem te salvará? – Riram-se as bruxas em uníssono, eram vozes aterradoras fortes e agudas que atormentavam os ouvidos da guardiã. – Temos algo para te mostrar! – E isto as bruxas deixaram o corpo de Catarina e arrastaram-se pelo chão chegando ao corpo de Luana e entraram sem dó nem piedade para a magoar.
Depois que entraram no corpo de Luana esta tinha aceso aos pensamentos das bruxas e algo terrivelmente descobriu.
Luna estava a assistir ao seu parto e viu todo o procedimento e como a sua mãe reagira ao ver as suas duas meninas porem umas horas depois três sombras mexeram-se e atacaram a sua mãe sufocando-a.
Outro acontecimento apareceu no cimo da mente das bruxas que era o dia em que Luana ia ao circo com a sua irmã e o seu pai e mais uma vez ela vira a discussão que houvera naquele dia porem a imagem mudou para os dois corcéis que foram atrapalhados por três sombras que os fizeram galopar para o penhasco e cair contudo quando a carruagem estava presa no tronco as três sombras fizeram o tronco ceder e levaram o rei ao fundo do penhasco.
-Saiam! – Gritou Luana fazendo as bruxas saírem do seu corpo e espalharem-se nas paredes das masmorras.
Notas finais
Vai suster a respiração do principio ao fim!
Não perca!
A batalha final chegou e tudo pode acontecer!
Brevemente...
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