As Crônicas de Calradia
5 Episódio 05 - Boyar Meriga
Notas iniciais
Peter e seu exército descansaram durante a noite. Ao amanhecer do dia, ele nomeou mais 04 recrutas como soldados nórdicos e se dirigiu até a tenda de reunião do acampamento. Lá estavam sentados ao redor de uma grande mesa de madeira: Sir Irya, Sir Harald, Sir Dirigun, Sir Logarson, Sir Haeda, Sir Gerlad, Sir Bulba e Sir Surdun. Na ponta da mesa, estava Sir Irya, que deu início a reunião assim que Peter chegou.
– Perdão pelo atraso – disse Peter, sentando.
– Que bom que veio Sir Peter – disse Irya. – Acredito que agora estejam todos aqui.
– O Castelo d’Ismirala possui muralhas altas, mas nossa engenharia pode transpor o local. Não usaremos catapultas, uma vez que queremos o castelo intacto quando o exército tomá-lo. Teremos que fazer uso de escadas/uma torre de cerco. Quantos homens nós temos ao todo? – disse Irya, olhando para o primeiro homem sentado à sua esquerda.
– Eu possuo 28 homens em meu exército – disse Harald.
– Tenho 30 homens sob meu comando – disse Dirigun.
– Sob minha bandeira estão 44 homens – disse Logarson.
– Em meu exército, 44 homens marcham pela honra e glória de nosso reino – disse Peter.
– 31 homens – disse Surdun.
– 68 homens prontos para fazer sangrar qualquer homem que se puser no caminho – disse Gerlad.
– 57 homens, Sir Irya – disse Haeda.
– Eu trouxe 34, pai – disse Bulba, por último.
– Vejamos, então – disse Sir Irya após escrever os números em uma folha de papel. – Juntando com os 52 homens que guardam minha bandeira, somos ao todo 388 homens contra uma estimativa de 120 homens que estão dentro da muralha, incluindo Boyar Doru, que adentrou no castelo assim que nos viu chegar. Pelos números, temos uma boa vantagem. No entanto, os vaegirs são conhecidos por terem os melhores arqueiros à sua disposição. É perceptível que eles usarão suas flechas para retardar nosso avanço até que nós consigamos invadi-lo. Além do mais, temos de estar preparados para a entrada de mais tropas no castelo por alguma passagem secreta. Uma vez que estejamos lá dentro, seus exércitos vão nos impedir de chegar até os arqueiros, então precisaremos de alguém rápido e forte para impedi-los de nos atrapalhar. Alguma sugestão?
– Eu tenho – disse Bulba. – Peter me resgatou do Castelo de Slezkh. Acredito que suas habilidades em entrar sorrateiramente em castelos poderiam ajudá-lo com isso.
– Bem lembrado, filho – disse Irya. – O que você acha Peter? É capaz de lutar contra os arqueiros enquanto nós avançamos o exército?
– Creio que se eu chegar perto deles o suficiente, sim – falou Peter. – Mas o problema será esse... Quando resgatei Bulba, os portões estavam abertos. Foi fácil pra mim, entrar disfarçado na cidade. No entanto, nossa única entrada será através da escada/torre de cerco. Nesse caso, precisarei da ajuda da linha de frente me cobrindo. Uma vez que eu esteja lá dentro, posso afastar-me do grupo e impedir os arqueiros de atirar flechas em vocês.
– Ótimo! – exclamou Irya. – Nesse caso, nós mesmos lutaremos na linha de frente, ao seu lado. Assim que você enxergar a oportunidade, avance contra os arqueiros.
– Farei isso, senhor – disse Peter.
– Se esse plano der certo, nós conseguiremos facilmente deter a infantaria deles. No entanto, caso alguma coisa saia do planejado, devemos formar duas linhas de combate, uma para avançar contra os arqueiros e outra para continuar lutando contra a infantaria. Lembrem seus exércitos de manterem sempre seu escudo à sua frente, uma vez que não podemos nos dar ao luxo de sermos massacrados antes mesmo de passar as muralhas. Uma vez lá dentro, devemos fazer a formação rocha, não deixando nada nem ninguém penetrar nela. O único que deve sair da formação é Peter. E apenas se o momento for conveniente. Estamos entendidos? – perguntou Irya.
– Estamos senhor – disseram todos.
– Nesse caso, esta pequena reunião está encerrada. Vão até seus exércitos e os conscientizem do plano. Assim que as cornetas tocarem, todos deverão se dirigir ao cerco para atacar o castelo – disse Irya. – Quanto a você, Peter. Gostaria de falar em particular com você.
– Sim, senhor – disse Peter.
Quando todos se levantaram da mesa e saíram da tenda de reunião, Klaus adentrou nela.
– Perdão, Sir Peter – disse Klaus. – Mas acredito que a reunião já tenha acabado e há algo que requer a sua atenção... Fearichen está sob ataque! Nossos homens avistaram fumaça subindo por aquela região.
– O que? – perguntou Peter? – Que tipo de pessoa atacaria uma vila? Bandidos, talvez?
– Ou talvez seja um dos boyars vaegirs – disse Irya, interrompendo a conversa. – Não é de se esperar que eles tenham honra durante esta guerra.
– Klaus, espere lá fora, por favor – disse Peter. – Há algo que o marechal quer falar comigo.
– Sim, milorde – disse Klaus. – antes de sair da tenda.
– Está tudo bem, Peter – disse Irya. – Preciso que você investigue números de tropas nas proximidades de Bazeck, Sumbuja e Curaw. Mas faça isso na volta. Lembre-se que os problemas de casa sempre devem ser resolvidos primeiro.
– Farei isso, Sir Irya – disse Peter, batendo em seu peito e levantando-se da cadeira.
Peter foi até o lado de fora e seguiu com Klaus até seu exército, que já estava pronto para uma possível viagem. Assim, todos saíram em direção à Fearichen, que só duraram três horas. Nas proximidades, Peter pôde avistar um exército de aproximadamente 100 homens, que foram na sua direção. Com os exércitos aproximados, seus líderes foram até o centro do campo.
– Eu sou Boyar Meriga, do Reino Vaegir – disse o homem que estava no meio. – Estes são Boyar Belgaru e Boyar Druli. – continuou, apresentando seus dois acompanhantes. – Viemos para destruir a cidade de Fearichen e coletar seus bens. Acredito que você seja o protetor desta aldeia, correto?
– Sim, eu sou – disse Peter. – Sou Sir Peter, da casa Heidmann e Barão de Fearichen. Sugiro que você pegue seus exércitos e vá embora, caso contrário eu e meus 44 homens provaremos nossas sortes em campo de batalha.
– 44 homens? Hahahaha! – riu Meriga, junto a seus outros homens. – Nós três temos um exército de 92 homens ao todo. Nossos cavaleiros vão esmagar vocês antes que pensem em lutar. Entreguem suas armas e nós ficaremos satisfeitos em não atacar sua preciosa vila – disse ele.
– Entregar nossas armas? – perguntou Peter, subindo em seu cavalo. – Nós não somos como vocês do Reino Vaegir. Nosso lema é “Um nórdico sempre honra o seu nome”. Enquanto pudermos lutar, nós lutaremos. É melhor preparar seus homens – disse Peter, dando meia volta e indo em direção a seu exército.
– Que assim seja – disse Meriga, fazendo o mesmo.
Assim, cada um deles foi até seu exército e iniciarem os preparativos para a batalha.
– Preparem-se, homens! – disse Peter, enquanto cavalgava lentamente em ziguezague na frente de seu exército. – Até agora só tivemos confrontos com desertores. Homens sem leis e sem estratégia que vagam pelos mundos de Calradia em busca de pilhagem e alimento. Mas agora, pela primeira vez, enfrentaremos um exército de verdade. Então estejam prontos, meus amigos, pois este será um dia de sangue. Jeremus! – continuou Peter. – Quero que cuide dos cavalos e da carga até nós voltarmos.
– Sim, milorde – disse Jeremus, amarrando os cavalos em algumas árvores próximas ao local.
– Klaus! – prosseguiu Peter. – Conduza o exército em marcha acelerada até se encontrar com o inimigo. Chegando lá, mostrem-lhes do que nossos machados são feitos. E ordene aos arqueiros que mirem nos cavalos. Não queremos que eles lutem contra nós enquanto estejam montados.
– Sim, milorde – disse Klaus, desembainhando sua espada.
– Quanto a você, Peter – disse Peter se dirigindo ao caçador. – Fique próximo a Jeremus, protegendo-o. Quando eu lançar uma flecha em chamas no alto, será o sinal de que você deverá trazê-lo até nós.
– Sim, milorde – disse Peter Strauss.
– O que daremos a eles, homens? – gritou Peter.
– Morte! – respondeu o exército.
– O que daremos?
– Morte! – gritaram.
– Então avancem! – gritou Peter, avançando em seu cavalo contra o exército inimigo.
Peter avançou à frente de seu exército, distanciando-se deles com o intuito atrasar os cavaleiros inimigos antes que eles chegassem aos seus soldados. À frente do exército adversário vinha Boyar Meriga, sem a companhia dos demais lordes que ficaram atrás do exército. Assim que chegou perto, Peter ergueu sua espada para sua direita e Meriga fez o mesmo com seu grande machado. Vendo que não conseguiria diferir um golpe nele antes que levasse um, Peter desviou para o lado e golpeou o peito de Meriga com sua espada num movimento rápido. Assim, Boyar Meriga cai no chão e Peter segue para frente para enfrentar os demais cavaleiros, que vieram todos juntos. Não podendo com todos de uma só vez, Peter desvia de sua rota para a direita e volta quando os cavaleiros lhe passam, posicionando sua espada à sua esquerda e cortando as costas de um deles num golpe horizontal.
Enquanto os cavaleiros tentam acertá-lo, o exército de Peter se aproxima do local de confronto e ele golpeia o cavalo de Boyar Belgaru com sua espada, fazendo-o cair. Os demais cavaleiros seguem em direção ao exército de Peter, enquanto ele corre para golpear os dois soldados que caíram no chão. Peter vai até Boyar Meriga que estava acompanhado de Boyar Belgaru e então Peter golpeia-lhe com sua espada num movimento rápido, deixando o Belgaru para que Klaus matasse, uma vez que ele acabava de chegar ao local de confronto, mas ao ver que Klaus não conseguiria vencer um boyar, Peter avança rapidamente de volta com sua espada levantada. Boyar Belgaru tenta acertar um golpe vertical em Klaus, que desvia para a direita e ergue seu escudo para defender seu próximo golpe. Sem muito pensar, Peter corta Belgaru com um golpe curvo de espada antes que ele pense em atacar Klaus novamente.
Com os exércitos se enfrentando de igual para igual, Peter corre em direção a um arqueiro, golpeando seu peito e o fazendo jorrar sangue no rosto. Ao ver que não tinha derrubado seu alvo, Peter retorna com seu cavalo para concluir sua tarefa, mas outro soldado coloca-se no meio e tem sua garganta cortada por Peter, num outro golpe curvo de espada. O arqueiro, que guardou seu arco e retirou sua clava foi em direção a Peter, que atrasou seu golpe de espada e não conseguiu acertá-lo, seguindo em frente. Peter distancia-se do exército e retorna para atacar o arqueiro, que nesse meio tempo guarda sua clava e pega novamente seu arco, mirando em Peter, que lhe rasga o rosto com um golpe vertical antes que pudesse atirar.
Peter segue cavalgando e vê longe da batalha um guarda vaegir, que desvia do golpe que Peter tenta dar. Dando meia volta, Peter dá um golpe vertical em seu rosto, matando-o. Ao ver que um infante corria na sua direção com sua clava levantada, Peter avançou contra ele e cortou-lhe o crânio em duas partes, num movimento rápido. Peter então avistou Klaus indo em direção a um arqueiro que estava atirando flechas contra ele e rapidamente correu em sua direção, cortando o braço do arqueiro e derrubando-o no chão para que Klaus pudesse voltar a ajudar seus homens.
Em seguida, Peter foi para trás de seu exército para averiguar que todos estivessem lutando e logo cavalgou na direção de um soldado inimigo que suas tropas estavam com dificuldade em matar. Assim, ele corta seu crânio com sua espada e avança contra outros dois cavaleiros que viu chegando ao campo de batalha indo em direção a Klaus, que se encontrava sozinho e levantava seu escudo para defender-se do ataque deles. Peter então golpeou um dos cavalos, facilitando o trabalho de Klaus e passou pela esquerda de um dos cavaleiros, desviando-se dele e parando seu cavalo. À sua frente, estava um terceiro cavaleiro vaegir, que cavalgou enfurecido na direção de Peter com seu machado levantado. Com um rápido puxão em seu cavalo para a direita, Peter conseguiu segurar o golpe de seu novo adversário com seu escudo e avançou com seu cavalo, dando um golpe horizontal com sua espada, cortando a coxa esquerda do cavaleiro, que sujou sua roupa com sangue.
Dando a volta em seu inimigo, Peter veio pela direita dele e tentou atacá-lo novamente com um golpe horizontal, mas este foi defendido pelo cabo do machado de seu oponente que avançou contra ele e levantou seu machado mais uma vez para golpear Peter. Sendo mais rápido que de costume, Peter retornou seu cavalo contra seu inimigo e com mais um golpe horizontal, cortou suas costelas do lado direito, matando-o. Enquanto o corpo do cavaleiro caía de seu cavalo, Peter avançou contra outro cavaleiro que chegava contra seus homens. Passando direto por ele, Peter deu uma volta por trás de uma das frações de seu exército e diferiu um golpe de espada na cara do cavalo, fazendo-o cair junto ao cavaleiro e deixando para que seus homens o matassem.
Peter então seguiu em direção a um grupo de arqueiros e soldados que estavam marchando para a batalha, como uma segunda leva de exércitos. Pelo entendimento de Peter, aquilo poderia fazer parte da estratégia vaegir, enviando grupos de homens de cada vez, uma vez que eles possuíam mais soldados que o exército nórdico dele. Chegando à multidão, Peter diferiu um golpe às cegas, com a esperança de acertar um deles, mas seu alvo percebeu sua intenção e desviou de seu golpe. Ao continuar seguindo em frente, Peter avistou um arqueiro que estava mais atrás do exército e golpeou sua cintura com a espada, matando-o.
Retornando novamente com seu cavalo, Peter tentou golpear outro infante, que desviou de seu golpe. Um pouco mais à frente, Peter foi à direção de um recruta vaegir que estava atirando pedras em seus homens e golpeou seu ombro com sua espada, fazendo-o cair no chão devido à força aplicada. Peter deu mais uma volta e avançou contra outro soldado vaegir, golpeando-lhe e cortando seu crânio. Dando mais uma volta, enquanto seus inimigos disparavam flechas e arpões contra seu escudo, Peter golpeou outro arqueiro vaegir, matando-o e seguindo em frente com seu cavalo, na direção de outro recruta vaegir que teve seu crânio também cortado.
Dando continuidade a seu massacre, Peter retornou seu cavalo novamente para o grupo de homens que estava enfrentando enquanto seu exército estava mais atrás enfrentando outro. Mesmo tentando manterem-se juntos para evitar mais mortes, Peter passava velozmente por eles e dando mais um golpe com sua espada, corta a garganta de mais um infante, que lentamente cai no chão. E dando mais uma volta, corta o crânio de outro recruta. Peter logo é feito como alvo de um lançador de arpões, mas desviando-se de um deles, diminui a velocidade de seu cavalo e indo até ele, corta-lhe o rosto.
Peter vai novamente em direção ao pequeno exército inimigo, que tenta entrar em fila para impedir que Peter entre no meio deles. Enganando-os, Peter finge ir para a direita, mas retorna seu cavalo para a esquerda, cortando as costas do homem que estava à frente, num golpe vertical de sua espada. Ao longe, os sete homens que restavam avistaram o restante do exército de Peter chegando, uma vez que já haviam matado ou ferido todos os demais homens que haviam ido à frente deles. Com medo, todos se viraram para a direção oposta e começaram a correr numa tentativa de fuga. Peter seguiu cavalgando até o homem que estava mais à frente e golpeou seu ombro, sem conseguir fazê-lo parar. Dando meia volta, Peter tentou golpear o inimigo que estava mais atrás, também sem sucesso, uma vez que este desviou de seu golpe, driblando seu cavalo. Ao ver que os homens estavam se adiantando na fuga, Peter deixou este para trás e cavalgou velozmente na direção dos demais, tentando diferir golpes de espada no último homem do bando, que desviou de três. Enquanto isso, arqueiro nórdicos tentavam acertar os dois homens que Peter deixava para trás.
Impaciente, Peter embainhou sua espada e retirou seu arco de suas costas, pegando uma de suas flechas, que atirou no homem que havia golpeado o ombro, matando-o. Atirando mais duas flechas, Peter conseguiu acertar as costas do próximo infante que estava à frente dos demais, fazendo-o cair. Ao ouvir os passos do homem que estava mais atrás, Peter começou a cavalgar em seu cavalo, desviando de um dos golpes que seu inimigo tentou diferir e continuando a atirar flechas que acertaram os demais inimigos um a um, todos nas costas.
Retornando para o homem que havia desviado de seus golpes, que era seguido por seu exército, Peter guardou seu arco e retirando sua espada, passou com seu cavalo em frente a ele e o golpeou em seu rosto, cortando-o. Os homens pararam suas corridas e começaram a comemorar a vitória, mas logo foram interrompidos por Peter.
– Poupem suas vozes, homens! – gritou Peter, embainhando sua espada novamente. – E reúnam-se! – continuou, retirando seu arco.
– Vocês o ouviram, homens! – gritou Klaus. – Reúnam-se aqui!
Pegando uma de suas flechas, Peter a colocou em seu arco e a posicionou próximo a Klaus, que ascendeu uma pequena tocha e colocou fogo em sua ponta.
– Esta batalha ainda não acabou – disse Peter, erguendo seu arco e lançando sua flecha para cima, em sinal de aviso ao caçador, que deveria trazer Jeremus na direção que eles estavam. – Eles lançam seus homens em bando e também não avistei Boyar Druli – prosseguiu Peter. – Ordene que cinco de seus homens fiquem aqui aguardando Jeremus e Peter Strauss chegarem. Nós vamos prosseguir em marcha até avistar o restante do exército.
– Sim, senhor – disse Klaus.
Enquanto Peter se posicionava a frente de seu exército, Klaus escolhia cinco de seus homens para aguardarem a chegada de Peter Strauss, que acompanhava Jeremus e a carga. Klaus dirigiu-se até a frente do exército e olhando para Peter balançou sua cabeça em um sinal de confirmação. Peter então começou a marchar com seus homens na direção que os exércitos estavam fugindo.
Peter foi um pouco à frente de seu exército e assim que avistou o restante do exército inimigo, desembainhou sua espada e posicionando seu escudo à sua frente, avançou em direção a eles. Ultrapassando os infantes que iam à frente, Peter bateu sua espada contra o escudo de um dos cavaleiros que estavam liderando o exército, passando à frente deles e dando a volta, para tentar golpear o outro, mas sendo impedido por seu cavalo, que freia e levanta suas patas dianteiras ao ver que bateria de frente com um dos cavalos. Ao ver que seria atingido por um dos infantes, Peter bate suas bota rapidamente em seu cavalo para que ele continuasse em frente e desfere um golpe vertical com sua espada, que pegou de raspão o pescoço de um dos cavalos, que começou a cavalgar fora do controle de seu cavaleiro, com medo.
Com um pequeno exército de infantes em sua lateral esquerda, Peter levantou novamente sua espada e golpeou o pescoço de um infante vaegir, matando-o e num outro movimento rápido, cortou a clavícula de outro infante, distanciando seu cavalo do pequeno exército e sendo perseguido pelo cavaleiro que estava com o cavalo ferido. Dando uma rápida curva com seu cavalo, Peter conseguiu driblar o cavaleiro, posicionando-se atrás dele e passando a persegui-lo. Virando-se para trás, o cavaleiro posiciona sua lança na direção de Peter, que desvia dela ao mesmo tempo em que tenta dar um golpe horizontal de espada, sem sucesso.
Ainda voltando-se contra ele, Peter tenta perfurar a cara do cavalo com um golpe frontal, mas este se desvia, fazendo com que Peter fique lado a lado com seu inimigo, que com outro golpe horizontal, corta seu peito, fazendo-o jorrar sangue. Peter então retorna novamente com seu cavalo e lhe dá outro golpe horizontal, dessa vez posicionando sua espada ao lado de seu escudo, e acertando no mesmo local, matando o cavaleiro.
Peter distancia-se novamente do pequeno exército e cavalgando velozmente, enquanto os arqueiros miravam nele, defende uma das flechas com seu escudo e num golpe vertical e curvo corta o peito de um dos arqueiros. Ainda em velocidade, Peter tenta corta o peito de outro lançador de arpões, mas este desvia do golpe de Peter que na tentativa de ferir outro vaegir, também erra o golpe. Indo em direção a seu exército, Sir Peter percebe que Peter Strauss estava ajudando seus homens na batalha e apesar de não entender o porquê de ele não estar cuidando de Jeremus, continua a batalha cortando o pescoço de outro arqueiro.
Retornando com seu cavalo, Peter acerta outro arqueiro nas costas e prossegue acertando o ombro direito de outro, que sem ter tido um ferimento grave aponta seu arco para Peter, que desvia de seu tiro e corta o rosto de outro lançador de arpões. Retornando contra o arqueiro que havia acertado o ombro, Peter tenta novamente acertá-lo com um golpe vertical, mas este se desvia e continua a lançar flechas contra seu exército. Insatisfeito com seu erro, Peter vai até ele novamente e devido a uma curva que seu cavalo dá, ele erra novamente o golpe. Impaciente, Peter freia seu cavalo e passa vagarosamente próximo ao arqueiro, cortando seu rosto.
Ao ver que seus homens estão derrubando muitos inimigos, Peter cavalga pelo campo em busca de um alvo e avistando dois cavaleiros, vai em direção a eles. Neste meio tempo, um de seus homens atira na cara do cavalo, fazendo com que um dos cavaleiros caia e Peter impulsiona seu cavalo para cima, pulando os homens que ali estavam que se abaixaram para que as patas do cavalo de Peter não os atingissem. Retornando para onde seus homens estavam lutando, Peter seguiu outro cavaleiro com sua espada o tempo todo levantada, até que conseguiu ficar lado a lado com ele e golpeando seu cavalo o fez cair no chão.
Deixando o cavaleiro para que seus homens matassem, Peter foi até um de seus soldados que estava enfrentando simultaneamente dois inimigos e aproximando-se deles, cortou as costas de um dos infantes, voltando e cortando o outro em seguida assim que levantou o grande machado que segurava para golpear seu soldado. Com todos mortos, os homens de Peter voltaram a comemorar sua vitória.
– Peter! – gritou Sir Peter, dirigindo-se ao caçador.
– Ele nos atacou milorde! – disse Peter Strauss. – Eu tive que vir avisar o senhor!
– Quem atacou vocês? – perguntou Peter.
– Boyar Belgaru, milorde – continuou Peter Strauss. – Ele feriu dois caçadores e um dos soldados e fugiu antes que eu pudesse chegar até o pequeno grupo. Jeremus está tratando suas feridas.
– Covardes! – exclamou Peter. – E quanto a Boyar Meriga?
– Nós o amarramos, milorde. Mas veja! – disse Peter Strauss, apontando para sua frente. – O que é aquilo?
– Prisioneiros! – disse Peter, enquanto olhava na direção apontada. – Klaus! Ordene aos homens que pilhem tudo o que possa ser utilizado e vão ao encontro de Jeremus. Me espere lá!
– Sim, milorde! – disse Klaus.
– Venha comigo! – disse Sir Peter a Peter Strauss.
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