As Crônicas da Viking.
1 Capítulo 1: Mistérios cercam Hilda.
Notas iniciais
Estava escuro, eu estava na minha oficina terminando um pedido quando me chamaram no telefone, era algo importante e relacionado a magia, é claro que eu era a única capaz de fazer algo sobre isso.
Ao sair da oficina e me trocar eu pude me ver no espelho, notei o quanto era pequena para os problemas que eu enfrentava, mesmo que usasse qualquer tipo de proteção pareceria o que eu realmente sou. Apenas uma menina fingindo ser algo mais que isso.
Ao sair para a rua ergui minha mão aos céus e esperei que minha arma viesse até mim flutuando. Quando ela tocou minha mão pude sentir o frio que emanava. Essa era a StormSlasher, o machado Viking que me acompanha desde o início de minhas aventuras caçando e destruindo criaturas mágicas malignas e protegendo os inocentes. Somos inseparáveis, até porque temos um elo.
Eu então com a magia em meu machado voei, voei numa velocidade de 60 km/h aproximadamente. Ao descer fui até a origem do problema, um grande portal surgiu no meio de Nova York. Ao analisar a abertura pude ver uma figura na frente dele, uma mulher que usava uma túnica vermelha acompanhada de calças e botas marrons com proteção de couro do peito até a cintura.
A capa dela era de fino trato porém no mesmo tom de marrom do resto das roupas, ela portava um emblema. Sobre o rosto eu não sei realmente se ele indicava que era humana, tinha faces normais até chegar nos olhos, as íris eram como brasa e a parte que costuma ser clara nos olhos era preta como carvão;
Ao aterrisar na frente dela fazendo o chão calçado rachar eu a olhei no fundo dos olhos, ela respondeu a encarada com um sorriso debochado e então finalmente falou:
—Que mundinho triste... cheio de pedras sobre pedras... patético, é por isso que a invasão vai acontecer, vocês sofrerão muito quando isso acontecer.
—Como assim invasão? Você acaba de chegar até nós e já propõe invasão? Bom deixa eu te contar como isso vai funcionar.-Eu disse segurando meu machado mais forte.-Eu vou te pedir educadamente pra ir embora dessa terra e fechar esse portal ou eu te expulso a machadadas.
A mulher então fechou a cara e me encarou com um olhar de fúria e então lançou-me um turbilhão de fumaça púrpura e me fez cair no chão ajoelhada.
Isso me deixou muito zangada.
Eu me forcei a levantar, as pessoas da cidade precisavam de mim, faria o possível e o impossível por elas, por sorte minha força era aumentada drasticamente pelo machado fazendo com que uma menina de 14 anos como eu pudesse bater de frente com um monte de guerreiros ao mesmo tempo.
Ao correr na direção da mulher ela tentou me lançar esse feitiço de estupefação mais uma vez, por sorte eu desviei por já saber como funcionava a técnica e a dei um encontrão. Logo depois eu golpeei a mulher com meu machado, se pudessem ouvir o som que a clavícula dela fez quando meu machado partiu o osso em dois iriam ficar enjoados na hora. Vi a feiticeira cair mas logo depois se levantar com as feridas cicatrizando, eu por outro lado fui repelida por uma onda de fumaça negra que me jogou pra trás.
—Parece que vou ter que informar que temos gente "especial" por aqui. É melhor se cuidar garota.
A mulher saía do portal. Policiais chegavam para saber se eu estava bem, enquanto isso pessoas tiravam fotos com seus smartphones. Eu por outro lado estava devastada, toda a responsabilidade de uma invasão caiu sobre mim dessa forma?
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