As Crônicas da Resistência
6 Capítulo 5 - O recrutamento da resistência
Correndo furtivamente entre as árvores o jovem de cabelos lisos e negro, pele morena e trajes elegantes fugia de alguns homens armados com pedaços de madeira e galhos de árvores.
_Valete! – Gritou um dos homens – Você não vai fugir dessa vez!
_Diga-me, meu caro! – Disse o jovem ao saltar e subir elegantemente em um galho de árvore e continuar a evasão pelas copas – Não podemos resolver isso apenas bebendo mais uma garrafa e conversando sobre garotas?
_Desgraçado! – Gritou o homem lançando uma adaga na direção do jovem, este que a segurou, virou-se e exclamou sorrindo e lentamente:
_Muito obrigado por isso – Fez uma leve reverência e continuou a fugir.
_Garoto atrevido – Disse o homem ao sentar-se no chão exausto – Depois nós pegamos ele, não consigo mais correr.
Já adquirido uma certa distância dos homens que o perseguiam, o conhecido como Valete desceu das árvores e continuou caminhando em frente.
_Uma adaga... Creio que será bem útil – Disse o garoto lançando a adaga a poucos metros de sua mão, posteriormente e segurando e embainhando rapidamente em seu cinturão – Eh vida... Essa grande desalmada de seis fartos.
Seguindo uma trilha de terra, já um pouco perto do anoitecer, o garoto avistou uma caverna e trilhou seu caminho para a entrada, exausto, escorou-se na primeira parede de rochedos, ofegante fechou seus olhos e deixou o frio tomar seu corpo. Em um curto momento, ouviu o som do ar sendo puxado, tem alguém respirando além de mim, pensou o garoto com seus olhos fechados, lentamente ele colocou sua mão sobre a adaga que havia roubado em outrora, silenciou ainda mais seus pensamentos, em uma fração de segundos levantou-se e apontou sua lâmina a as profundezas da caverna.
_Apareça! – Gritou o jovem, posteriormente pode ouvir o som de galopes, fitando o vazio ele observou um grande cavalo negro carregando uma carroça deixando a escuridão – Ora, vejam só, hoje é meu dia de sorte.
O garoto aproximou-se do cavalo, fez um carinho em sua crista e começou a analisa-lo com cuidado, é forte e elegante, pensou, subiu a carroça e ingeriu longos goles de água que encontrou em uma das garrafas, rasgou um saco de pão e sem demora abocanhou o mesmo com voracidade.
_Vossa senhoria estais bem equipado – Disse o garoto sarcasticamente ao referir-se do cavalo, com um descuido de seu olhar, pode ver um pequeno cordão preso ao grande cavalo com uma etiqueta de pano esbranquiçado, tem algo escrito, aproximou-se e leu com curiosidade.
_Bruce...
–--
Sentados ao redor de uma grande tábula redonda, os jovens resistentes jantavam uma bela porção de frango acompanhada por suco de maçã.
_Hum... – Disse Henrique sorridente – Isso sim é comida!
_Espero que estejam gostando... – Disse Jeff ao se juntar a mesa – Não cozinho muito bem... E nunca tenho visitantes.
_Está uma maravilha – Disse Natan mordendo a coxa de frango com euforia.
_Então... – Disse Jeff seriamente — Vocês enfrentaram o dragão dos legionários e ainda saíram vivos? Devem ser um grupo muito forte!
_Eu os encontrei por sorte – Disse Thaina – Estava fugindo de um ataque dos legionários junto com esse artesão.
_Eu queria apenas vender algumas joias para as garotas do vilarejo cinzento – Disse Leonardo.
_Fui salva por Marcos quando fugia pelas montanhas aos arredores do vilarejo – Disse Pamela – É um paladino bem legal.
_Obrigado – Disse Marcos sorrindo – Estou buscando combater as trevas, então decidi me aliar a essas pessoas.
_Somos todos fugitivos, andarilhos e vítimas dos legionários – Disse Dennys – Planejamos combate-los, enfrentar sua fúria e vencer a escuridão.
_Como assim? – Perguntou Jeff.
_Professor... – Disse Dennys lentamente – Tome a palavra.
_Somos mais que um simples grupo – Disse Elvis ao se levantar e posicionar suas mãos sobre a mesa – Somos a força que deverá resistir a escuridão, somos a resistência, senhores, senhoras, e animais... O que vamos lhes pedir é sem dúvida insano e pode soar até como infantilidade, mas planejamos formar um exército tão poderoso a ponto de afugentar os legionários para sempre. Viajei muito todos esses anos estudando diversas formas de poder, e sei onde encontrar nossos soldados.
_Vocês planejam recrutar um exército? – Perguntou Thaina.
_Sim – Disse Pamy também se levantando – E queremos que vocês nos ajudem em nossa causa.
Marcos, Thaina, Leonardo e Jeff se entreolharam, alguns sorriram, outros apenas continuaram a encarar o vazio, repentinamente Marcos quebrou o silêncio levantando-se.
_Se com minha vida eu puder servir a luz, mesmo tendo que fazer de minha morte um feito para protege-la, eu o farei, vocês têm minha lealdade – Disse Marcos aproximando-se de Pamy e Elvis.
–Eu não posso negar – Disse Henrique se levantando e aproximando-se de Pamy– Afinal, alguém tem que irritar você, Pamy.
_Eu irei com o Quinho! – Disse Leslian se levantando e o seguindo – Me divirto quando estou com ele.
_Quinho? – Disse Henrique com uma estranha expressão facial, um tanto tímida – Não me chame assim!
_Olha, meus queridos – Disse Leonardo se levantando – Não sei... Eu sou apenas um artesão de prata, o que eu posso fazer?
_Você criou uma chave capaz de destrancar um selo místico – Disse Pamy sorrindo – Vai ser muito útil.
_Certo, certo – Disse Leonardo se aproximando e coçando seu bigode – Eu aceito.
_Se o Leonardo concorda – Disse Thaina se levantando timidamente – Eu também concordo!
_Ai... O amor...– Disse Elvis sorrindo – Uma das poucas coisas da vida que minha matemática não pode me explicar.
_Eu também quero ajudar! – Disse Natan se levantando rapidamente e correndo para perto de todos – Vão precisar de alguém como eu!
_O rato Ramon vai ajudar vocês – Disse Ramon andando elegantemente sobre a tábula, segurando sua pequena veste de couro – Vão precisar de alguém malandrão nessa equipe.
_Vou ficar de olho no Ramon – Disse Bartolomeu voando para o ombro de Thaina – Conheço melhor do que qualquer uma malandragem desse roedor.
_Todos esses últimos meses eu lutei para proteger essa floresta da destruição e domínio dos legionários – Disse Jeff ao se levantar e juntar-se ao grupo – Tenho certeza que será bem mais fácil fazer isso com aliados.
_Isso jovens! – Disse Pamy levantando seu punho alegremente, todos riram momentaneamente e voltaram ao jantar.
–--
Cavalgando furiosamente os cavaleiros negros se aproximavam dos camponeses nos montes aos arredores do antigo Vilarejo Cinzento. Shu segurava seu violão com maestria, pronto para iniciar uma melodia.
_Não precisa participar disso – Disse Gabi para Shu – Nós vamos conseguir criar uma distração, você pode fugir.
_Você me subestima, bela dama – Disse Shu sorrindo.
_Ela está certa, bardo – Disse Alex manejando sua marreta – Não pode enfrenta-los com um violão.
_Observem... – Disse Shu lentamente ao iniciar uma melodia – Digo, escutem!
Caindo, caindo, caindo entre as árvores,
como a folha de pinheiros castanhos
Os bravos guerreiros e o forte brandir de espadas
Lá vão eles lutando contra cem inimigos
Lutando por aqueles a quem amam
É o nascer, o nascer, o nascer de uma nova alvorada!
Uma força encorajadora emergia das palavras de Shu, o espirito e o corpo de Alex e Gabi se revigorou, estavam motivados e determinados a vencer.
_O que você fez? – Perguntou Alex confuso – Estou ficando bêbado sem beber!
_Você não está bêbado – Disse Shu sorrindo – A música infere na vida das pessoas, quanto mais forte a melodia, melhor é a ressonância, palavras são poderosas.
_Um bardo mágico! – Disse Gabi surpresa – Foi assim que conseguiu me fazer dormir!
_Você chama de magia... – Disse Shu levantando-se rapidamente, realizando um forte giro e acertando um cavaleiro negro que se aproximava, nocauteando-o com seu violão – Eu chamo de música!
_Então toque algo bem violento! – Disse Alex ao bater com sua marreta fortemente no chão, criando uma leve onda sísmica a sua frente e derrubando alguns cavaleiros – Pois pedras vão...
_Rolar! – Disse Gabi esgrimindo com alta maestria contra os cavaleiros negros, sua agilidade era tremenda, capaz de cortar seus inimigos sem que os mesmos conseguissem planejar uma defesa – Desculpe, você foi estava muito lento.
_Nunca mais diga minha frase, na humilde! – Disse Alex esmurrando um cavaleiro negro e partindo seu capacete.
_Impressionante... – Disse Martosael ao se aproximar e cercar os combatentes com dezenas de cavaleiros negros – Rendam-se ou serão consumidos!
_Por que estão raptando inocentes! – Gritou Shu – Subjugar um reino inteiro não lhes é suficiente?!
_Coloquem as armas no chão – Disse Martosael seriamente – Eu dou as ordens e faço as perguntas.
Irritados, mas obedientes os jovens colocaram suas armas no chão e a mão sobre a cabeça, respectivamente a marreta, a lâmina e o alaúde (violão).
_Amarrem todos – Disse Martosael antes de se retirar – Eles virão conosco.
_Eu pensei que morreria bebendo... – Disse Alex com um tom entristecido.
_Ainda não morremos – Disse Shu sorrindo e olhando maliciosamente para sua flauta presa em seu cinturão.
–--
_FECHADA!? – Gritou o mago vermelho furioso – Como podem fechar uma cervejaria bem diante da luz do luar, isso é um pecado!
_Meu senhor.... – Disse um cavaleiro negro – Não deveríamos estar perseguindo a bruxa?
_Tem razão, idiota – Disse o mago vermelho – Sabe que caminho devemos tomar? Pois eu não tenho a menor ideia para onde aquela bruxa pode ter se transportado.
_Perdão... Meu senhor – Lamentou-se o cavaleiro – O que devemos fazer então?
_Vamos nos reunir com os cavaleiros negros da frota ao norte – Disse o mago vermelho – Talvez eles tenham algo para eu beber...
_A tropa de Martosael?! – Perguntou o cavaleiro surpreso – Será uma honra servir um dos mestres da legião.
_Meu rapaz – Disse o mago vermelho – Você foi incumbido a mim, nós vamos apenas beber e prosseguir com nossa missão!
_Perdão, mestre Aquino – Disse o cavaleiro.
_Aquino não... – Disse Aquino acertando-lhe com seu cajado e o lançando a metros – Não pronuncie meu sobrenome... Quando for se referir a mim, me chame de Goku!
–--
No acampamento sentinela, os jovens caminhavam em direção a um grupo de cabanas armadas, os lobos patrulhavam as regiões e todos os sons se resumiam ao ambienta da sombria floresta aos arredores.
_Desculpem – Disse Jeff acariciando seu lobo – Tenho poucas cabanas... Vocês terão que dividir.
_Sem problemas – Disse Pamy gentilmente – Obrigado por nos acolher, pode descansar.
_Um lobo e sua matilha não descansam – Sussurrou Jeff ao se retirar – A caçada nunca pode terminar.
_Então... – Disse Elvis – Excluindo os animais da contagem, somos nove e temos quatro cabanas, podemos nos agrupar em três duplas e um trio.
_Os mais pequenos vão formar o trio – Disse Dennys olhando para Natan, Henrique e Leslian.
_O Natan é muito espaçoso! – Discordou Henrique – Não vou conseguir descansar em paz!
_Não fala besteira! – Protestou Natan – Eu durmo como se fosse uma pedra.
_Henrique! – Disse Pamy seriamente – Faça o que Ppu disse.
_Certo... – Disse Henrique ao entrar na cabana – Leslian entrou posteriormente, Natan olhou para todos, gesticulou positivamente sorrindo e também adentrou.
_Você vai dormir comigo – Disse Thaina ao segurar Leonardo pelo braço e o puxá-lo para uma das cabanas – Que as estrelas observem os sonhos de todos!
_Certo... – Disse Leonardo sorrindo – Pessoal, eu concordo eu dormir com a bruxa, boa noite!
_É o “príncipe” falando! – Disse Thaina ao adentrar na cabana junto com Leonardo.
_Ppu – Disse Pamy sonolenta – Vamos dormir, assim como Natan você também gosta de treinar golpes físicos durante seus sonhos, mas se me chutar eu te chuto mais forte.
_As ordens! – Disse Dennys sarcasticamente – Boa noite!
_Paladino... – Disse Elvis – Parece que dividiremos a cabana.
_Não me chame assim – Disse Marcos sorrindo – Diante das chamas de Inferus você me chamou de maninho, isso soa de uma forma muito mais honesta e leal.
_Certo, maninho – Respondeu Elvis sorrindo e entrando na cabana – A verdadeira aliança não existe em tropas treinadas, mas sim em um bando de amigos.
_Tens razão! – Disse Marcos ao entrar na cabana antes de observar lentamente os arredores – Que a luz nos guarde.
–--
Caminhando pelas solitárias ruas queimadas do Vilarejo Cinzento, o antigo comissário encostou-se em uma parede e cobriu-se com um resto de pano que encontrou.
_Essa é a brisa gélida que nós tanto amávamos? – Disse Giussep lentamente – Torturante.
_É só acender uma fogueira! – Disse uma voz grave se aproximando e lançando alguns gravetos – Verás o conforto que a luz pode fornecer.
_O que é você?! – Disse Giussep levantando-se assustado ao fitar aquela estranha figura, um jovem garoto de olhos esverdeados e cabelos lisos, porém alguns pequenos galhos com poucas folhas emergiam de sua cabeça, sua pele era coberta por algo que se assemelhava a escamas, porém eram de madeira, franzino e sorridente, o estranho ser se aproximou rindo.
_Antigamente as pessoas diziam algo que soava mais ou menos... Hã... Como “obrigado”! – Disse o estranho ser arvoroso – Mas você está em uma situação pior que a minha, então eu desculpo sim.
_Você é uma árvore?! – Disse Giussep surpreso.
_Árvore não! – Disse o ser irritado – Sou um ent! Meio homem e meio árvore.
_Não dê atenção a ele – Disse uma voz fina se aproximando, o comissário fitou um pequeno brilho amarelado vindo em sua direção, uma pequena garota voando com asinhas minúsculas e segurando uma varinha – Não tem andado muito bem.
_O que é isso?! – Disse Giussep pasmo – Estou sonhando?
_Velho... – Disse o ser arvoroso – Esse comissário... Pensei que fosse mais esperto.
_Eu sou a fada Haru – Disse a fada sorrindo – Este meu amiguinho fofinho é o Lucas, nós ouvimos seu pranto e viemos ajudá-lo.
_Um ent e uma fada? – Disse Giussep – Como podem me ajudar?
_Nós buscamos a mesma coisa que você – Disse Lucas seriamente – Buscamos vingança!
_Mas primeiro vamos dormir um pouquinho – Disse Haru se espreguiçando e diminuindo a intensidade de seu brilho.
_Não confio em vocês! – Disse Giussep nervoso.
_Fica tranquilo, rosto de pão amassado – Disse Lucas se deitando – Se quiséssemos te matar, poderíamos ter feito isso enquanto você dormia.
_Tenho minhas dúvidas – Disse Giussep ao pegar os gravetos que Lucas havia lhe arremessado para produzir uma fogueira.
–--
O nascer do sol foi belo, seus raios iluminaram o mundo e forneceram o calor que todos os povos desejavam, sobre uma mesa nos campos do Acampamento Sentinela o pequeno rato Ramon roía um coração.
_Que falta de modos, Ramon! – Disse Bartolomeu pousando sobre a mesa – Você sabe muito bem que não estamos em nossa torre onde a chefe lhe dava toda a liberdade para sair mordendo tudo e todos, esculpindo esses desenhos ridículos com significados banais e petulantes.
_Não se precisa de liberdade quando se deseja expressar o amor! – Disse Ramon de forma graciosa – Ai... Minha doce Juanita....
_Lá vem você com essa história novamente – Disse Bartolomeu – Sabe muito bem que essa rata não existe!
_Não venha com essa! – Disse Ramon encarando Bartolomeu com fúria — Fortes almas existem e coexistem quando também existe amor, você não sabe o que é amar, sofrer todos os dias com a saudade e viver os pequenos breves momentos que escorregam como uma cascata, amar é...
_Uma perfeita ressonância de almas – Disse Dennys se aproximando e juntando-se a mesa – Não questione o rato, o amor confunde a cabeça de todos.
_Olha vejam só! – Disse Elvis s e aproximando junto com Marcos – Ppu falando sobre amor? Haha
_Também queremos participar! – Disseram Pamy, Thaina e Leonardo ao se juntarem a mesa – Bom dia!
_Escutem, crianças – Disse Ramon andando elegantemente sobre a mesa e coçando seu bigode – Vou lhes ensinar o que é o amor.
_O rato vai falar de amor? – Disse Jeff sorridente ao também se unir aos jovens – Essa eu quero ver!
_Todos têm, ou digo, meus pequenos, terão alguém por quem sonharão todas as noites – Disse Ramon com um sorriso malicioso – Quando encontrarem essa pessoa, devem segurar sua mão, ou sua pata, hehe, olharem bem nos olhos e... Bela donzela, me empresta sua mão?
_Eu? – Perguntou Pamy surpresa ao entender-lhe a mão – Tudo bem.
_Isso, minha doçura – Disse Ramon ao abraçar o dedo indicador de Pamy – Você olha bem nos olhos, utiliza o velho abraço de carinho, e com muita malandragem rouba um beijo.
_Acordamos! – Disse Henrique ao se aproximar junto com Leslian e Natan – É... Por que tem um rato beijando o dedo da minha irmã?
_Ops! – Disse Ramon, todos gargalharam fortemente.
_Está na hora de agirmos – Disse Elvis encerrando as brincadeiras – Devemos aproveitar ao máximo esse dia reluzente.
_Qual é o plano, professor? – Perguntou Natan curioso.
_Turma – Disse Elvis levantando e apoiando-se sobre a mesa – Todos temos impressionantes habilidades únicas, sejam elas em combate, em suporte ou até mesmo em relacionamentos amorosos, porém temos uma desvantagem numérica perante a legião, portanto devemos iniciar um recrutamento de membros.
_Interessante – Disse Leslian – Mas não existem mais soldados em nenhum vilarejo.
_Excelente observação, minha cara – Disse Elvis ao posicionar um livro sobre a mesa – É por isso que não estamos buscando soldados, buscamos heróis!
_Heróis? – Questionou Leonardo – Tem certeza que estou no grupo certo?
_Tenho certeza absoluta – Respondeu Elvis sorrindo – Em minhas viagens para adquirir conhecimento eu encontrei e descobri muitos seres incríveis portadores de poderes que se usados para o bem poderiam mudar o curso da história que estamos querendo traçar.
_ Quem são essas pessoas? – Perguntou Marcos.
_Vou lhes mostrar – Disse Elvis abrindo o livro e arrancando algumas páginas.
_Não rasgue o livro... – Disse Pamy raivosa.
_Isso também me machuca muito, Pamy – Disse Elvis se dirigindo para Pamy e entregando-lhe uma das folhas que havia destacado – Mas é necessário...
Elvis começou a distribuir algumas folhas a todos, posteriormente disse.
_Vamos fazer isso separadamente, tempo é uma variável crucial.
_Quem é esse moço no papel? – Perguntou Thaina confusa – Essa coisa que ele está empunhando é uma lança?
_Marcelo, o lanceiro – Disse Elvis – Ele é um habilidoso mestre em combate, já conseguiu perfurar uma rocha com sua estocada, você deverá recrutá-lo, no papel existem informações sobre ele e como encontra-lo.
_Planejou muito bem isso – Disse Jeff encarando seu papel – Mas ainda não entendo por que vamos precisar de um coveiro.
_Ele se apresentou para mim como Carvalho, o coveiro – Disse Elvis – Um jovem que vive aos prantos, muito machucado pelas trevas, porém aprendeu a se utilizar de alguns poderes da mesma.
_Por que eu não ganhei nenhum papel? – Perguntou Henrique.
_Você irá junto com Leslian e Natan – Disse Elvis – O gavião do luar, Felipe, esse será o recruta de vocês, um grande arqueiro com habilidades extremas.
_Maninho... – Disse Marcos ao mostrar-lhe seu papel – Isso está correto?
_Sim – Disse Elvis sorrindo – Um imortal, um grande homem forte capaz de arrancar árvores da terra com suas mãos, não consegui descobrir seu nome, mas seu coração era bondoso.
_Eu vou buscar uma garota! – Disse Pamy sorrindo – Teremos mais companhia Thaina!
_Julia, a jovem druida – Disse Elvis – Conheci a muito tempo quando viaja pelas florestas antigas, com seus conhecimentos e poderes, teremos uma grande vantagem sobre a legião.
_Professor? – Disse Leonardo ao levantar sua mão – Tem certeza que pretende me enviar para as montanhas?
_Você é o mais indicado, Bigode – Disse Elvis – Irá ao templo celestial encontrar um jovem monge, ele usa as mesmas vestes a anos, talvez possa lhe ajudar criando algo com seus tecidos, fora que tem um vilarejo ao pé da montanha com muitas garotas belas.
_Sério?! – Disse Leonardo sorrindo – Ao oeste não é?
_Sua missão é recrutar o monge! – Disse Thaina enfurecida – Nada mais!
_Eu vou só vender algumas joias, nada mais! – Disse Leonardo sorridente.
_Elvis... – Disse Dennys lentamente encarando seu papel – Se essa é a pessoa que devo recrutar, creio que você vai atrás dê...
_Sim – Disse Elvis lentamente – Há muito tempo os guardiões foram separados, devemos reuni-los novamente, pela força das marés e pela voracidade dos ventos.
_Que assim seja! – Disse Dennys determinado – Faremos isso!
_O mundo é violento e sombrio, senhores – Disse Elvis lentamente – Tomem cuidado em suas buscas e missões.
_Nada é tão gélido quanto o poder das sombras — Disse Marcos – Mas qualquer tolo que acredite no sonho de um mundo melhor pode emanar o calor para disseminá-las.
_Resistentes – Disse Pamy – Vamos fazer o nosso melhor!
_É... – Disse Henrique – Podemos almoçar antes?
–--
Amarrados e sendo puxados por cavalos negros, Alex, Shu e Gabi seguiam irritados em direção a um acampamento próximo, cercado por estacas e correntes de prata, um arroio dos legionários negros.
_Será que eu não sou digno de ser transportado para a capital? – Berrou Alex – Eu quero ser preso em uma prisão de verdade!
_Alex! – Sussurrava Gabi – Eles vão nos matar se você continuar a berrar!
_Prefiro morrer! – Gritou Alex olhando furioso para todos os outros cavaleiros negros – Não vejo uma garrafa nem de suco nesse lugar infernal!
Os cavaleiros trancafiaram todos os camponeses e os jovens heróis em uma grande cela e ficaram a treinar com suas espadas sobre a luz do luar.
_Droga... – Disse Alex sentando-se no chão – Vou morrer sóbrio...
_Pare de reclamar um pouco! – Resmungou Gabi – Ainda estamos vivos, isso é o que importa!
_Esperem eles cansarem – Disse Shu lentamente – Talvez eu consiga fazer com que escapemos desse lugar!
_Deveriam falar em um tom mais baixo – Disse Goku ao se aproximar da cela – Como querem escapar dessa maneira?
_Um mago! – Disse Shu surpreso – Até mesmo vocês estão servindo a legião.
_Tomem! – Disse o mago jogando-lhes uma garrafa de cerveja – Talvez isso melhore o ânimo de vocês, esperem uma boa oportunidade.
_Até que eles têm coração – Disse Gabi sorrindo – Veja, Alex.
_Nenhum legionário iria compartilhar cerveja conosco – Disse Alex desconfiado – Tem algo errado.
_Acha que está envenenada? – Perguntou Shu.
_Estando ou não – Disse Alex tirando a rolha da garrafa – Eu começo virando!
Os três jovens beberam e degustaram da cerveja com muito amor, apreciaram cada gota com afinco, faltando poucos goles para finalizá-la, Shu a pegou e levantou exclamando:
_Se eu for morrer! Que morra feliz, pois a vida é somente uma! – Virou a garrafa em sua boca e ingeriu todo o líquido, repentinamente começou a tossir e bater em seu peito.
_Hahaha – Gargalhou Alex – Fraquinho ele!
_Não... – Disse Gabi espantada – Ele está engasgado com alguma coisa!
Gabi bateu com força nas costas de Shu, esse cuspiu uma chave no chão a sua frente, todos ficaram espantados, sem dizer nada, Alex pegou a chave e a colocou sorrateiramente no cadeado das celas que os prendiam, encaixava perfeitamente.
_É a chave da cela... – Disse Alex sorrindo.
_É inútil – Disse Gabi – Assim que deixarmos a cela dezenas de legionários vão nos prender novamente.
_Não poderão fazer isso... – Disse Shu maliciosamente ao pegar sua flauta — Se estiverem sonhando com suas luxúrias.
–--
Capítulo 6 – A Chama Branca
Autor: Elvis Costa de Souza (Pec)
Coautor: Marcos Vinicius Batista Lourenço (Ou maninho, xD)
Observação: Pessoal, desculpem por esse capítulo ter demorado tanto tempo para ser lançado, estive com alguns problemas e isso diminuiu um pouco minha criatividade, escritores também sofrem as vezes...
Mande seu feedback, sua opinião é muito importante, se encontrar erros, também pode enviar uma mensagem para que eu os corrija.
Fale com o autor