As Crônicas da QA
1 Prólogo
O sol se punha atrás das montanhas que se espalhavam por toda a extensão de Quamtum Abyss, colorindo os telhados com tons de laranja e ressaltando a sombra do grande castelo afastado do vilarejo.
Ali era a região conhecida como centro dos heróis do país Yooha. Justiceiros, caçadores de tesouros, aventureiros, mercenários e, até mesmo, criminosos faziam parte da cidade, alguns residiam ali enquanto outros apenas estavam de passagem ou em busca novas missões.
Quamtum Abyss, ou QA, como era comumente chamada, tinha suas histórias correndo em outros territórios por abrigar os maiores heróis da atualidade. O famigerado “Castelo Top 10 da QA” era o lar dos melhores, mais caros e populares aventureiros. Conhecidos por seus grandes feitos e missões de alto risco, Shadow, Phoenix, Bushido, Nekro, Angie, Joker, Eduarth, Fires, Maid e Angelus eram aqueles que ocupavam o ranking atual respectivamente.
Recentemente a cidade havia ficado mais agitada que o normal e pessoas de todo o país estavam indo para lá a fim de se aproveitar de um caso extraordinário que prometia colocar o aventureiro que o resolvesse entre os tops: o sumiço do Segundo, Phoenix.
Espiculava-se brandamente sobre a sua morte e sobre a passividade com a qual os outros tops agiram diante de seu sumiço. Até então, nenhum dos grandes havia tomado a frente das investigações e tão pouco pareciam se importar com o companheiro. Entretanto a notícia deixou os demais heróis em polvorosa.
Durante as últimas duas semanas, todos os dias grupos saiam ao raiar do sol em suas jornadas em busca de resolver o enigma do Phoenix – Ainda que as esperanças de encontra-lo com vida estivessem se esvaindo, quem achasse o corpo certamente seria ovacionado em todo o país e, talvez, até mesmo viesse a ocupar o lugar do falecido. Quando a noite começava a cair, os viajantes e heróis recém-chegados seguiam para suas casas ou para as tavernas e estalagens, que faziam ecoar risadas e conversas altas e animadas por todas as ruelas escuras do centro da cidade como se fossem pontos luminosos e barulhentos espalhados de forma sinuosa.
O único lugar sobre o qual a noite caia completamente escura sem as luzes barulhentas salpicadas, era o Exilio do Limbo, que ficava depois da Floresta Densa no extremo Leste da cidade onde ninguém se arriscava a ir, pois era lá que ficava “Ban” – A prisão de alta segurança para onde eram enviados os mais temíveis criminosos do país. Os guardas de Ban eram chamados de Mods e ninguém conhecia suas identidades ocultadas sob capuzes negros. Comumente ouviam-se estórias nas tavernas sobre pessoas que conheceram um Mod e sobre como suas auras malignas capazes de paralisar o mais forte dentre os mais corajosos com apenas um olhar. Outros ainda afirmavam que se você se aproximasse do Limbo durante a noite era possível ouvir os choros de arrependimento das almas daqueles que foram mortos durante as torturas do Ban.
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