As Crônicas da Luz e da Escuridão - Livro 1
5 O gatilho desenfreado - Vayne
Notas iniciais
– Não podemos simplesmente aparecer em Noxus e mata-los — disse Garen.
– E não temos suprimentos — falou Lux.
– Na verdade, antes de sair na missão eu peguei um pouco de água e comida no bar — falei — mas é muito pouco, então podemos ir para Piltover pegar mais, numa cidade tão tecnológica deve haver de monte.
– Então vamos! — exclamou Lux.
Começamos a caminhar em direção de Piltover, depois de uma hora, todos começaram a reclamar com a fome, então peguei meus suprimentos e fizemos um almoço antes de continuar.
Depois do que pareceu duas horas, ouvi um barulho, eram passos.
– Esperem — sussurrei.
Vi duas sombras em meio das árvores, uma era grande e a outra pequena, logo sai da arvore que estava escondida e falei:
– Parem ai mesmo!
– Acho que não — disse uma voz feminina, as duas figuras saíram das sombras das árvores, eram Darius e Leblanc.
Era a melhor oportunidade para mata-los, iria saciar um pouco da minha sede pelo sangue dos oito noxianos.
– Olhem, dois Crownguard e uma Vayne a solta por aí — disse Leblanc, ela sabia.
– Vamos acabar com eles de uma vez! — exclamou Garen.
Lux ativou seu cajado, Leblanc teleportou para as arvores a nossa direita, deixando uma marca dourada no chão ao lado de Darius, depois teleportou para as árvores atras de nós deixando uma marca roxa aonde estava, Lux lançou uma Ligação da Luz em direção de Leblanc que voltou ande estava a marca roxa, ela pode voltar para aonde estão as marcas, pensei.
Joguei um dardo nela para ter certeza disso, e como suspeitava ela voltou para aonde estava a marca dourada, aonde tinha acabado de começar uma luta entre Darius e Garen.
Então Leblanc lançou uma corrente dourada em direção de Garen, que, já sem sua espada, pois havia sido jogada para longe num golpe de Darius, prendeu os braços e pernas de Garen junto ao corpo, então Darius deu um soco no estomago de Garen, que caiu no chão uivando de dor.
Darius correu em direção da Lux e eu em direção da Leblanc.
Peguei minha besta e fiquei invisível, Leblanc olhando para os lados a minha procura, fui para suas costas e lancei uma flecha que perfurou suas costas.
Leblanc gritou de dor, mas ainda assim lançou uma esfera dourada em minha direção, tentei desviar, mais a esfera me seguiu, quando atingiu meu peito, uma dor surgiu intensa e a esfera desapareceu, Leblanc teleportou em mim e voltou, causando uma grande dor pelo meu corpo todo, porém, lancei mais uma flecha antes dela fazer algo, então, no mesmo momento que a flecha a atingiu, ela se dividiu em duas Leblancs, e elas saíram correndo em direções opostas , no momento em que ia matar uma das Leblancs, um clarão de luz surgiu e Lux gritou:
– DEMACIAAAA
Então quando o clarão cessou, as duas Leblancs já estavam muito longe.
Olhei para trás, Darius estava com as roupas chamuscadas, e estava começando a correr, Lux jogou uma Ligação da Lux em sua direção mais ele desviou e fugiu rápido demais, não havia como pega-lo.
Lux correu em direção do Garen que disse:
– Estou bem, porem Vayne deve estar ferida, as magias de Leblanc são bem fortes.
Lux correu em minha direção, com olhares preocupados e disse:
– Você está bem?
– Não — respondi — esses golpes realmente ferem.
– Como iremos prosseguir? — Perguntou Lux — ou você consegue andar?
Antes de dizer que poderia tentar Garen falou:
– Posso carrega-la, já fiz isso antes.
– Não — protestei.
– Vayne — disse Lux — é o único geito.
Realmente aquele era o único jeito, então Garen me colocou sobre seus ombros e prosseguimos a viajem.
O resto da viajem foi tranquila, a não ser para Garen, que teve que me carregar, depois de cinco dias, avistamos a bela e tecnológica Piltover, ao se aproximar da entrada, vimos um carro com uma policial dentro, ou melhor, uma xerife.
– Oque fazem aqui? — perguntou a xerife.
– Olá Caitlyn, estamos aqui para pedir suprimentos e assistência medica — falou Lux
– Luxanna, Piltover não quer se meter em suas brigas de Noxus contra Demacia, então se dermos apoio em uma de suas missões, nos estaríamos nos declarando aliados de Demacia — Disse Caitlyn.
– Não estamos em missão alguma — falei — eles nunca admitiriam alguém como eu no exercito deles.
– Então por que vocês três estão aqui? — perguntou Caitlyn
– Porque... Estamos ajudando a Vayne — inventou Garen — eles não admitem ela no hospital depois que ela causou grandes problemas lá
– Hum, é bom que estejam falando a verdade, por que se não iremos ajuda Noxus — Falou Caitlyn.
– Tudo bem, é verdade — afirmei.
– Então entrem — disse Caitlyn batendo nos bancos de trás do carro.
Entramos no carro e ela saiu em direção da cidade, os prédios de Piltover eram em maioria grandes e brancos, demorou um tempo para chegarmos a um prédio alto e branco, porem tinha um "mais" vermelho grande na sua fachada, o hospital.
Entramos no prédio e logo Caitlyn falou com a recepcionista, que nos levou para o quarto 25A, que me deitou na cama e começou a fazer vários tipos de exames, depois de um dia, os exames saíram e eles me colocaram dentro de um tubo, dentro do tubo saíram mãozinhas que começaram a colocar ossos no lugar e cuidar de ferimentos, depois que elas acabaram, soltou um gás verde que parou com minha dor e os ferimentos melhoraram um pouco, depois que me tiraram eu estava bem.
Quando sai da sala, encontrei o Garen e a Lux com mochilas em suas costas, logo que saímos do hospital, ouvimos um barulho de bomba, mais confusão, pensei, porem vi uma garota magricela e cabelos azuis, com uma metralhadora e um canhão, correndo de uma mulher com cabelos rosas e duas grandes manoplas que soltavam fumaça, Caitlyn e sua patrulha estava atras da mulher com manoplas.
A mulher com a metralhadora estava vindo em nossa direção, então gritou:
– Parada Vi, quero fazer um acordo.
– Não haverá nenhum acordo com você Jinx! — Gritou Vi batendo suas manoplas uma na outra.
– Esta bem então, vamos conversar Luxanna e Garen Crownguard — disse Jinx
– Oque você está fazendo? — perguntou Vi furiosa — Você nunca falou sério na sua vida!
– Cale-se grandalhão — disse Jinx, que caiu na gargalhada — agora vamos falar sério, Katarina quer falar com vocês dois, na saída leste da cidade.
Garen e Lux arregalaram os olhos
– Aceitamos — falei
– Não! — exclamou Garen — ela pode ser perigosa, e pode estar com os outros!
– Porém não podemos perder essa oportunidade de mata-la — falei — e tenho planos se for uma emboscada.
– Então vocês aceitam? — perguntou Jinx animada.
– Sim — disse Lux — pode realmente ser uma oportunidade.
– Muito bem — disse Lux — adeus Grandalhona e menina que anda com a Grandalhona!
– Aonde você pensa que vai — disse Vi — Acabou para você, esta encurralada.
Jinx, Lux, Garen e eu olhamos para os lados, haviam policias de Piltover por todos os lados porém Jinx sorriu.
Ela colocou o canhão entre as pernas e o ligou, num jato de fogo e fumaça ela saiu voando pelos ares de Piltover e lá em cima gritou:
– Adeusinho — então lançou um grande míssil em direção da Vi, porem calma a Vi alertou a todos:
– Ela não tem coragem de matar sua diversão — e como se ela fosse um Guru, o canhão bateu no chão e quicou, Jinx deu uma gargalhada e desapareceu no céu.
Eu, Lux e Garen nos entreolhamos, e rumamos em direção da saída leste de Piltover.
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