As Crônicas Dos Retardados.
43 Super Torta e Cupcake Maravilha Salvam o Dia
Notas iniciais
Quero agradecer a bella jackson styles e Elena Deveraux pelas recomendações! Muito obrigada, garotas!
POV. Carol Peruzzo
A neve caia suavemente sobre Hogwarts. Os flocos brancos rodopiavam graciosamente pelo ar antes de pousarem, como se Quione estivesse atirando a neve como Perséfone atira flores. O dia de neve estava tranquilo e lindo, aquele tipo de dia que nos leva a pensar e refletir, um silêncio sereno e... Ah, quem eu quero enganar?
– AO MEU COMANDO! – gritei para Harry e Rony – UM, DOIS, TRÊS E... ATACAR!
– AHH! – gritou a minha tropa detrás a muralha de neve.
Bolas de neve voaram sobre o campo inimigo. Havíamos nos divido em dois times: Fred, George e Gina e Rony, Harry e eu. Sinceramente, acho que meu time está na desvantagem. Nós só temos um ruivo, eles têm três. Ruivos são legais.
A resposta do time adversário foi uma chuva de bolas de neve.
– Carol, hora do armamento pesado – Harry disse – Acabe com eles. Torture-os física e psicologicamente, faça-os implorar por misericórdia e então, só então, dê-lhes uma morte lenta e...
– Harry, é só uma guerra de bolas de neve.
– Ah, sim.
Espiei por cima da nossa muralha. Os olhos de Fred, Gina e George me encararam de volta. Fiquei de pé.
– Rendam-se ou sofram a fúria de Poseidon! – declarei.
– E qual seria a sua fúria, Carol? Vai tacar um atum na nossa cara? – zombou George – Que medinho de você.
Sorri e ergui os braços. Centenas de bolas de neve ergueram-se no ar, o rosto de Gina perdeu a cor.
– Neve é água congelada – falei presunçosa.
As centenas de bolas de neve voaram na direção do time adversário, soterrando os ruivos.
– UH! – gritei fazendo high-fives com Harry e Rony – NINGUÉM SUPERA A GRIFINÓRIA!
– Carol, todos nós somos da Grifinória – lembrou Rony – E eu não deveria estar preocupado com o fato de que meus irmãos estão soterrados em neve?
Os dois saíram correndo até o monte para desenterrar Gina, Fred e George. Hermione aproximou-se.
– Isso é tão infantil – ela disse desaprovadora – Temos dezesseis anos e vocês ainda brincando de guerra de bolas de neve?
Joguei uma bola de neve na cara dela.
– Recalcada – mostrei a língua – Minha mãe vai saber disso, hrum.
Hermione suspirou limpando o rosto e puxou minha mão, me colocando de pé.
– Venha – ela disse já me puxando para dentro do castelo – Temos lição de casa, Carol.
– Ahh – gemi de desaprovação – Professores são tão malignos por passar lição de casa no Natal!
– Sim, são, mas nós temos que fazê-la.
Atenção, Atena, acho que você tem uma filha em Hogwarts. Hermione ainda não foi reclamada. Obrigada pela atenção.
Entramos no castelo e fomos para a Torre da Grifinória, mas, no caminho, Hermione disse:
– Olha lá, Carol.
Olhei na direção apontada e suspirei. Lá estava ele. Nathan Hightower, um aluno da Lufa-Lufa. Ele é mais feio que o Hades [N/Hades: #bolado] e é bonzinho demais, como é de se esperar de um aluno da Lufa-Lufa. Mas o que faz todas as garotas – e até garotos – da escola olharem para ele é o cabelo. Um glorioso e sedoso cabelo radiante como o sol. Dizem que uma garota da Corvinal cheirou o cabelo dele e até hoje está internada numa clínica de reabilitação, porque o cheiro do cabelo dele é viciante.
– Meu sonho é um dia passar a mão naquele cabelo – falei observando o cabelo voar enquanto o dono andava apressadamente pelos corredores.
– É o sonho de todas nós – Hermione concordou.
– Será que o Papai Noel realiza meu desejo? – perguntei saltitante enquanto andávamos – Eu enviei minha carta para ele. “Querido Papai Noel, esse ano eu fui uma boa garota. Ou mais ou menos, eu só espanquei cinco otários e humilhei um único deus grego idiota. Esse ano, meu desejo é poder passar a mão no lindo cabelo de Nathan Hightower. Ficarei muito feliz com isso. Atenciosamente, Carol. PS: Avise a Fada do Dente que ainda estou esperando o um dólar pelo meu dente”.
Hermione me encarou.
– Carol – ela disse – O Papai Noel não existe.
Encarei-a descrente por um segundo, então comecei a rir.
– Claro que existe! Eu já o encontrei! – falei – Meu irmão Percy até saiu na pancada com ele! Nesse dia eu também me casei com Jack Frost. É ele quem está fazendo essa nevasca, sabia? Ele é bem legal!
Hermione me encarou por alguns segundos, murmurou algo como Melhor não contrariar e continuou a andar.
– E você? O que quer de Natal? – perguntei.
– Livros – ela disse contente – Quero ganhar o terceiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo.
– Robb e Catelyn Stark morrem, Ygritte morre, Joffrey Baratheon morre, Tywin Lannister morre – falei.
– NÃÃÃÃÃÃO! – Hermione caiu no meio do corredor e começou a chorar agarrada às minhas pernas.
Todos que passavam pararam e começaram a olhar para ela.
– Qual o problema da sangue ruim? – perguntou Malfoy franzindo a testa.
– George R. R. Martin quebrou seu coração – expliquei dando tapinhas nas costas de Hermione.
– Casamento Vermelho?
– Sim.
– Entendo – ele suspirou – Eu mesmo quando li chorei por horas. Não pelo Stark, claro, por mim quero que ele morra. Mas pelo Vento Cinzento, pobre lobo.
Assenti.
– Hermione, fique de pé – puxei-a e dei-lhe um tapa na cara – Acalme-se.
– Sim, estou calma – ela disse respirando fundo – Pelo menos Jon Snow ainda está vivo.
– Não.
– Ó MERLIN! – ela voltou a se jogar no chão e chorar como uma condenada.
Tive que puxar a idiota até a Torre da Grifinória murmurando palavras de tranquilidade, como LEVANTA DO CHÃO, VAGABUNDA! e TODOS MORREM NAQUELE LIVRO MESMO! SE DUVIDAR, ATÉ A DAENERYS VAI EMBORA ANTES DO FIM DA SAGA! Isso não a ajudou a parar de chorar.
Coloquei-a na poltrona, liguei o rádio e coloquei na estação oficial de Apolo.
– E agora – disse a voz de Apolo no rádio – Vamos com a nova música da diva do pop Travis Stoll: Funk dos Magrelos, com participação de Leo Valdez!
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Ai, ai, ai...
Me chamam de esqueleto humano
De peixe agulha, de saco de osso
É o funk dos magrelos
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
"Se eu te abraçar tu quebra"
Isso é mentira, é conversa do povo
Na verdade o que o povo não sabe
É que eu sou magrelo, mas sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Pros bombados e pros gordinhos
Pros playboy preconceituoso
Memoriza isso aqui na cabeça
Eu sou magrelo, mas sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Eu sou magrelo, mas eu sou gostoso
Tem mina que prefere malhado
Eu entendo, gosto é gosto
Mas eu já te mandei a dica,
Quem é magrelo é que é gostoso
Hermione fez uma careta e desliguei o rádio. Leo não devia se misturar com esse tipo de gente. Com muito esforço, comecei a fazer a lição de casa. Claro que foi o Snape que passou as tarefas.
– SOCORRO! – ouvimos um grito vindo do corredor.
Foi uma desculpa bem vinda para jogar a lição num canto e correr com Hermione para fora do Salão Comunal da Grifinória. No caminho, tropecei no monte de casacos e chapéus que estava no chão (malditos grifinórios, todos desorganizados) e saí correndo com um manto preto com desenho de torta preso nos ombros, um lenço com dois buracos nos olhos, um chapéu preto e um par de botas que Harry usa quando quer seduzir Draco [N/Harry: SÃO MINHAS BOTAS DE QUADRIBOL!] Hãn ham, vou fingir que acredito.
Quando chegamos ao corredor, Hermione e eu nos deparamos com Dumbledore dançando na frente de Neville.
– SOCORRO! – gritou Neville – MERLIN, SOCORRO! TEM UM DIRETOR VELHO DANÇANDO NA MINHA FRENTE! AHHH!
Saí correndo, pulei e dei uma voadora no ombro de Dumby, que saiu voando pelo corredor. Há! Quem é a heroína agora, Percy?! Neville me olhou encantado.
– Obrigado – ele disse – Quem é você, salvadora?
Um relâmpago correu pelo céu iluminando o corredor e o meu rosto [N/Zeus: Desculpa, eu espirrei] e um vento fez meu manto ondular.
– Eu sou a Super Torta, a protetora dos fracos e oprimidos – falei com o vento ainda batendo no meu rosto – A que protege os grifinórios, corvinos e lufanos e que chuta bundas de sonserinos oxigenados. A destemida, a heroica, a brava, a audaciosa, a...
– Temos lições de casa para terminar – disse Hermione. Ela também tinha sido agarrada por roupas dos grifinórios. Usava um manto rosa com estampa de cupcake preso nos ombros, um lenço lilás com dois buracos nos olhos, botas brancas e luvas vermelhas.
– E quem é ela? – perguntou Neville apontando.
Coloquei meu braço nos ombros de Hermione.
– Essa – falei – É a minha fiel escudeira: Cupcake Maravilha!
– Cupcake Maravilha, jura? – murmurou Hermione fazendo um facepalm.
– Obrigado, salvadoras – disse Neville com os olhos brilhando.
E assim, nossa vida dupla começou.
* * *
– Ouviram essa notícia? – perguntou Rony animado a noite enquanto todos nós estávamos confortavelmente reunidos na Sala Comunal ao redor do fogo – Agora existe uma heroína em Hogwarts! Super Torta, esse é seu nome.
– E uma escudeira também – lembrou Hermione irritada – Lembrem-se da escudeira. Cupcake Maravilha é inteligente, linda e...
– Ninguém liga para Cupcake Maravilha – falei – A Super Torta é linda, sexy e diva.
– Eu queria conhecê-la – disse Harry – Deve ser uma alma bondosa.
Hermione deu uma risada escandalosa e dei-lhe uma careta. Eu sou uma alma bondosa, sim? Por isso taquei uma almofada na cabeça dela.
No dia seguinte, eu e minha gangue (Rony, Harry e Hermione. E a Gina de penetra) estávamos indo para o Salão Principal saltitantes como gazelas. Então, um Sonorus foi ouvido.
– SOCORRO! SOCORRO! – a voz de Nathan Hightower, o feio de belos cabelos – ALGUÉM ME AJUDE!
O formato de uma torta brilhou no teto de Hogwarts, a Torta-Sinal. Hermione e eu nos entreolhamos.
– Tenho que ir ao banheiro – anunciou Hermione.
– Não vai encontrar um trasgo de novo, viu? – recomendou Rony.
– Nem seja possuída pelo espírito de Voldemort – disse Harry. Gina deu-lhe um tapa.
– E eu tenho que... – falei – É... Bem, eu tenho que ir. Até.
Saí correndo com Hermione deixando os três confusos. Entrei em uma cabine do banheiro e Hermione entrou em outra. Saímos cinco minutos depois, já vestidas como Super Torta e Cupcake Maravilha.
– Mas que zona é essa no meu banheiro? – perguntou a Murta que Geme saindo flutuando de uma cabine – Oh, Super Torta e Cupcake Maravilha! Sou fã de vocês!
– Então nos ajude, brava fantasma – falei – Preciso que você nos ajude a chegar até nos tubos de ventilação de Hogwarts.
Ela assentiu e nos indicou a entrada da ventilação. Entrei na frente e fui rastejando pelos tubos. Um pouco deselegante para um super herói, mas se Percy segurou o céu pela Annabeth, eu posso rastejar pelos tubos de ventilação (ah, porque ninguém segura o céu por mim?).
Chegamos ao local onde Nathan estava olhando horrorizado para um livro. Hermione e eu pulamos da abertura da tubulação na frente do lufano de cabelos lindos. Ele nos olhou surpreso.
– De onde vocês saíram? – perguntou ele chocado.
– De onde precisarem de nós – falei orgulhosa – Estaremos em todos os lugares onde existiram fracos e oprimidos, onde a injustiça existir, onde bundas precisarem ser chutadas, onde...
– Qual o problema? – perguntou Hermione a Nathan.
– Minha lição de Poções – ele apontou para o livro – É tão difícil!
Olhei para Hermione. Ela se adiantou e alguns minutos depois, a lição estava feita.
– Oh, obrigado! – ele exclamou – Como posso recompensá-las?
– Seu cabelo – dissemos ao mesmo tempo.
– Hein?
– Podemos tocar seu cabelo? – perguntei.
Ele deu de ombros. Estiquei a mão e toquei os belos cachos dourados, tão sedosos! Afrodite se sentiria humilhada ao ver esse cabelo! Era como acariciar um cachorrinho lindinho que estava montado num unicórnio deslizando num arco-íris enquanto chove Nutella. Hermione começou a cheirar a cabeça do garoto.
– Tem o cheiro da felicidade – ela suspirou.
Peguei uma tesoura e cortei um tufo do cabelo.
– Ei! – ele exclamou.
– Desculpa – sorri guardando o cabelo no bolso – Vamos, He... Digo, Cupcake Maravilha.
Subimos novamente na tubulação.
– Eu vou por ali – Hermione indicou o caminho com a cabeça – Tenho História da Magia agora. Na verdade, nós duas temos essa aula agora, mas tenho certeza que você não vai.
– Acertou.
– Nos vemos mais tarde.
Segui rastejando pelas tubulações até achar um corredor vazio. Abri a grade e, com toda a minha habilidade, desci da tubulação de costas, mas meu pé ficou preso. Ou seja, fiquei pendurada de ponta cabeça no meio do corredor.
– Super Torta? – perguntou uma voz.
Virei-me (ou o máximo que alguém pendurado pelo pé pode fazer) e vi Malfoy.
– Ah, sim, oi – Draco conseguia ficar ainda mais feio visto de cabeça para baixo, impressionante.
– Porque você está de ponta cabeça no meio de um corredor de Hogwarts? – ele perguntou franzindo a testa.
– Eu... Estou procurando forças do mal – afirmei olhando para os lados – Aqui está limpo! Agora, pode me ajudar a sair daqui?
– Está presa, não está?
– Basicamente.
Draco sorriu e se aproximou.
– Você está fazendo um trabalho ótimo como super-heroína – disse ele perto demais do meu rosto – Eu só queria saber quem é você debaixo dessa máscara.
– Vai por mim, meu rosto fica melhor coberto.
– Você tem um pouco de sotaque americano – ele ergueu as sobrancelhas – Sua voz é familiar.
Fechei a boca. O que Carol Peruzzo nunca diria a Draco Malfoy?
– Você é tão legal e gentil – sorri simpática forçando o sotaque britânico – Agora, voltando ao assunto principal, não dá para me tirar daqui? O sangue está indo para a minha cabeça e isso é tão incômodo...
Estávamos um olhando para os olhos do outro, só que eu ainda estava pendurada. Ele não vai me beijar enquanto estou de ponta cabeça, né? Odeio o Homem-Aranha! Quando Draco se aproximou, fechei os olhos e...
– SUPER TORTA! SUA MORTE ESTÁ VINDO PELAS MÃOS DE BOLINHO CUTI-CUTI! – gritou Voldemort saindo de algum lugar. Ele estava fantasiado de bolo de aniversário, mas a falta de nariz ainda era notável.
Nunca fiquei tão feliz em ver um vilão.
– NUNCA! – empurrei Draco para o outro lado do corredor – LUTAREMOS!... Mas primeiro me tira daqui, por favor.
Voldemort fez o favor de tirar o meu pé da tubulação e me colocar delicadamente no chão. Viram como ele é um vilão legal? Harry é o recalcado da história.
– Está tudo bem? – Voldemort perguntou – Quer um chá ou um remédio?
– Não, estou bem. Obrigada – fiquei de pé.
– Ótimo. Se precisar de qualquer coisa é só dizer... AGORA, SUPER TORTA, A TORTA QUE SOBREVIVEU, VENHA PARA A MORTE!
Peguei minha varinha enquanto Voldemort sacava a dele.
– Espera – falei erguendo as mãos – Antes de lutarmos e tals, você não tinha que ir lutar com o Harry? Sabe, ele é o seu inimigo.
– Flor, eu não sou o Voldemort, eu sou o Bolinho Cuti-Cuti – explicou ele – E a inimiga do Bolinho Cuti-Cuti é a Super Torta!
– Ah, okay. E como você entrou em Hogwarts? Nós não temos uma proteção contra carecas ou algo assim?
– O BOLINHO CUTI-CUTI NÃO É CARECA! – gritou apontando para o cabelo verde – SÓ O VOLDEMORT É! – ele ergueu a varinha – AVADA KEDAVRA!
E, algo invés do brilho verde mortal, um brilho de glitter saiu de sua varinha. Pulei para o lado.
– Avada Kedavra solta purpurina? – perguntei descrente.
– É glitter, estúpida. E eu sou especial. Na verdade, eu estava pensando esses dias: Porque eu sou o Lord das Trevas? Porque não posso ser o Lord do Brilho? Ou Lord da Purpurina? Seria melhor!
– Realmente – concordou Draco sarcástico, que ainda estava jogado no chão – Lord da Purpurina faria seus inimigos tremerem!
– Não é? – Bolinho Cuti-Cuti não percebeu o sarcasmo – Enfim, tenho que rever isso. E porque Comensais da Morte? Porque não Comensais do Brilho? Oh, sim! Os Comensais do Brilho seguem o Lord da Purpurina! E também...
Cansei de ouvir aquele papo ridículo e joguei uma das minhas armas de Super Torta – uma espátula de metal para cortar torta – na testa de Bolinho Cuti-Cuti, ele caiu desmaiado. Draco me olhou encantado.
– Por Merlin, quem é você? – perguntou.
Outro relâmpago surgiu no lado de fora do castelo e iluminou meu rosto [N/Zeus: Foi mal! Adoro cenas dramáticas!]
– Eu sou a espada da escuridão – disse orgulhosa — Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio, a luz que trás consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem, o...
– Você não é da Patrulha da Noite.
– Affe. Me deixa, garoto chato.
* * *
Finalmente, o Natal chegou. Hermione, Rony e Harry não foram para casa, então tivemos a Torre da Grifinória toda para nós.
– Onde estão Super Torta e Cupcake Maravilha? – perguntava a voz no rádio – Nossas duas heroínas resolveram vários casos durante esse mês e agora parecem ter tirado uma semana de férias de Natal. Onde quer que vocês estejam, garotas, feliz Natal e obrigado!
De nada, pensei satisfeita.
Minha meia de Natal estava pendurada na lareira entre as meias de Hermione e Rony. Abri-a, esperando doces, mas achei algo muito melhor.
– Oh, minha Zeuza! – gritei – Minha meia de Natal está cheia do cabelo de Nathan Hightower!
– ME DÁ! ME DÁ! – gritou Gina pegando a meia das minhas mãos. Rony e Gina começaram a brigar pelo cabelo sedoso e cheiroso. Harry, Hermione e eu ficamos observando a briga e rindo.
De repente, um grito foi ouvido e o Torta-Sinal brilhou no céu cinzento de inverno. Troquei um olhar com Hermione.
Hora da ação.
Notas finais
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