As Crônicas Dos Retardados.

35 Se Beber... Não Chame a Carol para ser a Madrinha.


Notas iniciais
Antes de vocês me perseguirem com lanças e forcados, vou dar algumas explicações sobre eu não estar postando tanto:
1 - Provas, trabalhos, testes surpresas... Droga, Atena!
2 - Estou plenamente convencida que a minha professora de Desenho Geométrico é uma Fúria.
3 - Minha criatividade foi traficada para a Turquia e-e
Quero agradecer a diva divônica da Debby Valdez! Um dia eu ainda te dou um abraço! Obrigada pela linda recomendação!
E, sim, eu sei que a Luna e o Neville não ficam juntos, a J.K. Rowling disse eles não ficam juntos. Mas eu sou Nevilluna, então fim da história! U-U
Espero que gostem!

FLASHBACK ON

Luna me entregou o convite do casamento. Era branco com lindos detalhes dourados.

- Não acredito – eu disse sorrindo – Luna Lovegood? Ou melhor, Luna Lovegood Longbottom? Isso é ótimo, Luna!

Abracei-a.

- Eu quero que você seja a madrinha – disse Luna – Sempre foi uma grande amiga, Carol. Você e Gina vão ser as marinhas do meu casamento!

- Vai ser um prazer – sorri.

Neville e Luna iam se casar! Isso vai ser ótimo!

Rony e Harry convidaram Neville para uma despedida de solteiro. Não estou certa se isso vai ser bom. Já era noite quando o pessoal chegou à Mansão Malfoy. Não aquela antiga que me dá arrepios até hoje, uma nova (afinal, os Malfoys podem ser uns babacas, mas eles têm dinheiro para isso).

- Olá – disse Draco fingindo educação – Sejam bem vindos e blábláblá. Eu sei que despedidas de solteiro contam só com os garotos – ele olhou para mim e Hermione – Mas eu fui subordinado, então todos nós estamos aqui.

- Subordinado? – perguntou Rony.

- Eu comprei gel de cabelo para ele — dei de ombros. Invadi a casa, peguei uma garrafa de Whisky de Fogo na geladeira e a ergui, sorridente – Vamos comemorar! UH!

FLASHBACK OFF

Abri os olhos lentamente. Demorei alguns segundos para compreender que estava na sala de estar da Mansão Malfoy. O que Hades estou fazendo aqui? Sentei-me e vi que estava vestida de Finn, de Hora de Aventura. Sentido, para que?

Olhei para o lado e vi Draco roncando, vestido de Jake. Okay, isso ficou ainda mais estranho.

- Acorda – dei um tapa na cara da Doninha. É, eu sou uma pessoa muito carinhosa.

Draco abriu os olhos e me encarou. Piscou confuso algumas vezes e perguntou:

- Porque estamos vestidos como um desenho trouxa?

- Se eu soubesse, te responderia.

Ele se sentou e olhou para os lados.

- O que, em nome de Merlin, aconteceu aqui? – perguntou. Havia garrafas de Whisky de Fogo por todo o lado, algumas flores de lótus pela metade e um Rony abraçado a um panda de pelúcia – O que o Weasley está fazendo na minha casa? O que o Potter está fazendo na minha casa?!

- Uma orgia – falei e ele me olhou perplexo.

- Sério?

- Nós não nos lembramos de nada. Pode ter acontecido.

Draco revirou os olhos. Irritadinho ele, viu? Cocei a nuca e chutei Harry, que estava deitado de bruços no chão.

- Acorda aí, vagabundo – falei — Só porque você derrotou Voldemort, não significa que você pode ficar de vadiagem.

Harry resmungou e ergueu-se pelos cotovelos.

- Cara... Que dia é hoje? – perguntou com a voz rouca.

- Acho que... – forcei a cabeça um pouco – É dez de maio.

Hermione levantou do sofá num salto.

- Dez de maio?! – gritou para Zeus e o mundo – O CASAMENTO É HOJE! QUE HORAS SÃO?

- Ér... Onze horas da manhã, em ponto – respondeu Draco olhando no relógio da parede.

- O CASAMENTO VAI SER MEIO DIA! – Hermione parecia prestes a explodir de raiva, frustração e irritação – LEVANTEM, VAGABUNDOS, TEMOS UM CASAMENTO PARA...

Ela parou e arregalou os olhos. Todos nós olhamos na direção em que ela olhava, e adivinha quem eu vi?

Blackjack, o pégaso.

- Blackjack? – exclamei surpresa – O que você faz aqui, homem? Digo, cavalo.

- Eu vim para a party, patroa. Eu amo uma boa festa! – disse ele em sua língua “cavalesca” – A melhor parte foi quando você e o Draco começaram a fazer um cosplay de Hora de Aventura! Eu morri de rir! E, bem, sem querer ofender, mas é normal ter um garoto nu no quintal?

Levantei assustada e corri até a janela. Neville Longbottom estava pelado e largado no quintal.

- MEUS OLHOS! – gritei cobrindo meus olhos – SOCORRO! CHAMA O IBAMA! A SWAT! O BOPE! SOCORRO, CAPITÃO NASCIMENTO! BATMAN! AQUAMEN! QUALQUER UM!

- Alguém vá tirar o noivo pelado do quintal, por favor – pediu Hermione exausta.

Empurramos Harry e um Rony sonolento para o quintal. Draco chamou o elfo doméstico e o mandou limpar a casa.

- O QUE? VOCÊ TEM UM ELFO DOMÉSTICO? – berrou Hermione escandalizada – ISSO É UM ABSURDO! TRABALHO ESCRAVO!

- Granger, está é minha casa. E eu sou preguiçoso, então sim, eu tenho um elfo doméstico – ele apontou para o elfo – Ele se chama Floquinho.

- Posso perguntar por quê? – perguntei.

- Eu tinha cinco anos quando dei esse nome, caramba – o loiro fez uma expressão emburrada.

Harry e Rony entraram carregando um Neville usando uma tanga com estampa de oncinha que eu não tive coragem de perguntar onde eles arranjaram. Hermione arrastou Harry, Rony e eu para fora para podermos aparatar na Toca.

- E você – ela apontou para Draco – Se arrumem, voltamos em quinze minutos.

- Me obrigue! – exclamou Draco.

- Se você não estiver pronto em quinze minutos, você sabe o que eu sou capaz de fazer – dei meu olhar medonho Número 7. Draco se encolheu e trancou a porta da casa.

Aparatamos na Toca, entramos correndo, nos arrumamos também correndo e já aparatamos de volta na Mansão Malfoy. Cara, a Hermione é obsessiva com horários!

POV. Harry Potter

Carol espancou a porta da Mansão Malfoy.

- DRACO ESTEVINO GODOFREDO LÚCIO MALFOY, ACHO BOM VOCÊ JÁ ESTAR PRONTO PARA...

Ela parou de gritar quando Draco abriu a porta. A filha de Poseidon corou e coçou a nuca.

- Hum... É, você está pronto – ela disse, Draco sorriu – Alguém sabe que horas são?

- Onze e meia – respondi olhando meu relógio de pulso – Temos que ir logo.

- Certo, quem trouxe o carro? – perguntou Hermione.

Cri, cri, cri...

- O que é carro? – perguntaram Draco e Rony.

- E porque temos que ir até o casamento de carro? – perguntou Carol – Somos bruxos, podemos aparatar!

- Luna e eu vamos nos casar num lugar onde não se pode aparatar – respondeu Neville – Vamos nos casar em uma igreja trouxa.

- Droga! – exclamou Hermione irritada – Como vamos chegar lá?

Todos ficaram em silêncio, pensando. Então, Carol deu um sorriso brilhante.

- Já sei o que fazer – ela disse – BLACKJACK, SEU PÉGASO VIRA-LATA, VENHA AQUI!

Um pégaso negro surgiu de algum lugar e parou do lado de Carol, que começou a falar com ele. Eu sempre disse que ela era louca.

- Um pégaso não pode levar seis pessoas, mas eu tenho uma solução – ela montou o pégaso – Eu volto em dez minutos!

E saiu voando. Estranho, muito estranho.

Dez minutos depois

- CADÊ AQUELA MENINA? – berrou Hermione descontrolada – EU VOU MATÁ-LA SE NÓS CHEGARMOS ATRASADOS AO CASAMENTO! MALFOY, ONDE ELA ESTÁ?

- EU SEI LÁ! – gritou Draco.

Hermione deu-lhe um tapa na cara.

- CADÊ A CAROL? – berrou Hermione.

- EU NÃO SEI, SUA LOUCA! – gritou Draco.

Outro tapa.

- CADÊ?

- EU NÃO SEI!

Mais um tapa.

- CAAADÊ?

- EU JÁ DISSE QUE NÃO SEI, MERDA!

- Parem de gritar! – mandou Neville, e eles ficaram quietos.

Depois de mais cinco minutos junto a uma Hermione insana, uma buzina soou do lado de fora da Mansão Malfoy. Corremos para a entrada e Draco abriu o portão. Uma Ferrari vermelha novinha virou a esquina e parou na nossa frente.

Eu dou um abraço em quem adivinhar quem era a criatura dentro da Ferrari.

- Isso – Neville apontou para o veículo – é que um carro.

- E aí? – Carol sorriu – O que estão esperando? Entrem, temos um casamento para ir. E ponham o cinto de segurança, eu posso bater em alguma coisa.

Draco sentou no banco do passageiro, e o resto de nós teve que se apertar atrás.

- Onde você arrumou essa Ferrari? – perguntei – Você não roubou, roubou?

- Não, claro que não – Carol começou a mudar a estação da rádio – Eu... Peguei emprestado.

- Você roubou?! – exclamou Hermione.

- Eu já disse que não, desgraça – Carol colocou óculos escuros, botou My Songs Know What You Did In The Dark no último volume e deitou o pé no acelerador – Se segurem.

E saiu cantando pneu da Mansão Malfoy. Ela acelerou tanto que achei que minha pele ia descolar do rosto. Rony assumiu uma coloração esverdeada. Neville se abraçou e fechou os olhos. Hermione fechou as mãos em punhos. Draco se segurou no carro, com medo de ser levado pelo vento.

- NÓS VAMOS MORRER! – gritou Rony agarrando-se a Hermione.

- CAROL! – gritei acima do vento – E OS POLÍCIAIS?

- QUERIDO, A NÉVOA SERVE PARA ISSO! – ela riu – VIVA OS SEMIDEUSES!

Aquela lunática esta dirigindo tão rápido que mal víamos as casas e as pessoas passando ao nosso lado. Carol desviou de alguns carros e continuou dirigindo, cantando junto.

- So light ‘em up, up, up! Light ‘em up, up, up! Light ‘em up, up, up! I’m on fire!

Fechei os olhos para não continuar vendo aquele absurdo de velocidade.

- CAROL! – gritou Draco – PORQUE VOCÊ ESTÁ DIRIGINDO TÃO RÁPIDO, MULHER?

- PORQUE EU NÃO QUERO ME ATRASAR PARA O CASAMENTO – Carol desviou de um carro.

- VOCÊ JÁ TIROU A SUA CARTEIRA DE MOTORISTA? – berrou Hermione.

- Ér... Não.

- O QUE?!

Carol não respondeu por que fez uma curva e quase nos jogou para fora do carro.

- VOCÊ TEM NOÇÃO DE COMO ISSO É PERIGOSO? – berrou Neville.

- EU NASCI PARA O PERIGO! – respondeu Carol levantando as mãos e gritando para a rua – UH!

Todos nós estávamos com o coração na boca. Ela vai nos matar!

- Sério, gente, relaxem – a filha de Poseidon olhou para nós e sorriu gentilmente – Eu aprendi a controlar a Névoa no acampamento. Os mortais estão vendo um carrinho de sorvete com um motorista levemente irritadiço, o que é muito normal. Não há perigo.

- Ér... Só tem um – mencionou Draco.

- Qual?

- AQUELE CAMINHÃO QUE VAI BATER NA GENTE!

- AHH!

Carol agarrou o volante, virou para a esquerda e desviou de um caminhão. Essa foi por pouco! A nossa motorista lunática freou bruscamente num semáforo e respirou fundo.

- Todo mundo vivo? – perguntou.

- Acho que deixei meu estomago lá atrás – murmurou Rony fracamente, ainda agarrado a Hermione.

- Ah, vocês são um bando de viadinhos – resmungou Carol – Na minha época...

- Na sua época?

- É legal começar frases assim. Enfim, na minha época, nós montávamos em cavalos de guerra, corríamos por quilômetros a fio debaixo do sol com somente uma escassa mochila de suprimentos e não nos borrávamos de medo! Nós gostávamos!

- Mas você só tem dezenove anos...

- Harry, mais um comentário impertinente e eu te arremesso para fora desse carro, entendeu?

Assenti e encolhi no banco. O semáforo abriu, Neville proferiu uma prece a Merlin e Carol acelerou novamente. Depois de muitos gritos, Rony vomitando o café da manhã para fora do carro e um noivo traumatizado, a psicótica freou e me jogou de cara contra o bando do passageiro.

Draco estava abraçado às pernas e com os olhos arregalados.

- Nunca mais – ele murmurou – Malditos trouxas por inventarem um veículo monstro como esse. Maldito trouxa que deu essa Ferrari a Carol. Maldita Carol. Quero a minha mãe...

Carol abriu a porta do carro, levantou calmamente, tirou os óculos escuros e sorriu para nós.

- Essa foi uma ótima viagem, não foi? Enfim, garotos, vão para os seus lugares – ela ordenou – Hermione, vamos achar Luna.

POV. Carol Peruzzo

Nossa, que povo fresco. Eu já tive que voar numa estátua de porco gigante e não reclamei! (longa história) Fui com Hermione — ainda tremendo um pouco por causa da viagem – para dentro da igreja, onde Gina recebia os convidados.

- Carol! Hermione! – Gina nos abraçou – Achei que vocês iam se atrasar!

- Por pouco não nos atrasamos mesmo – sorri. Hermione me deu um olhar mal humorado.

- Venham, eu levo vocês para os seus lugares.

Gina nos guiou até a primeira fileira de cadeiras e foi embora receber mais convidados. Harry, Rony e Draco chegaram um pouco depois e sentaram-se conosco.

- Apesar de odiar Hera, eu adoro casamentos – comentei com Draco – São tão bonitos.

- É – ele concordou.

- Até a Luna está se casando – falei olhando-o – Engraçado, não é? Que ela esteja se casando e eu não.

- Muito engraçado – Draco começou a olhar para os botões de seu casaco. Bati a mão na testa. Depois o Rony é que é lerdo.

Uma música bonitinha começou a tocar. Neville entrou acompanhado pela sua avó, que estava com uma sorridente expressão de “Graças a Merlin me livrei desse traste!”. Quando Neville já estava no altar, as portas se abriram e de lá saiu Luna acompanhada de seu pai. Ela estava muito bonita com aquele vestido branco e... Os brincos de rabanete.

Tudo bem, ela está se casando com o Neville, então acho que ela não está com a sanidade perfeita mesmo. Gina e Hermione já estavam se dissolvendo em lágrimas. Eu, hein.

- Luna Lovegood – disse o juiz de casamento – Você aceita Neville Longbottom como seu legítimo esposo, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

- Aceito.

- E Neville Longbottom, você aceita Luna Lovegood como sua legítima esposa, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

- Aceito.

- Se alguém tem algo que possa impedir este casamento, se pronuncie agora ou se cale para sempre.

- PAREM O CASAMENTO! – gritei ficando de pé. Todos na igreja me olharam assustados e eu comecei a rir – Brincadeira. É que eu sempre quis dizer isso! Podem continuar o casamento, estou com fome e quero ir atacar os docinhos.

E sentei novamente. Ai, como eu sou engraçada!

Depois de o juiz de paz dizer mais um monte de coisas entediantes, finalmente disse:

- E então, pelos poderes em mim investidos, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Luna e Neville se aproximaram... E Rony ficou de pé gritando e agitando os braços acima da cabeça:

- EU ESTOU COM FOME! VOCÊS VÃO TER BASTANTE TEMPO PARA SE BEIJAR NA LUA DE MEL! AGORA VAMOS COMER ANTES QUE EU RECORRA AO CANIBALISMO!

Como ninguém queria ver Rony tendo um ataque de pelancas, fomos para a melhor parte do casamento: A comida. Bolos, cupcakes, brigadeiros, beijinhos, baba de moça, pé de moleque, língua de sogra (sério, quem inventou o nome desses doces?).

- Pessoal – disse Luna depois de algumas horas de festa – Eu vou jogar o buquê!

POV. Gina Weasley

Luna virou-se de costas, levantou os braços e jogou o buquê de hortênsias para o ar. O buquê rodopiou graciosamente antes de começar a cair. Estiquei os braços, faltava alguns centímetros para eu pegá-lo... E então Carol me deu uma cotovelada no olho e pegou o buquê.

- UH! – gritou a filha de Poseidon dançando – SOU FODA!

Harry ajudou a me colocar de pé enquanto Carol corria e pulava em cima de Draco. Depois eu cuspo no sanduíche dela, ela reclama! [N/Carol: VOCÊ FAZ O QUE?] Hãn... Nada não...

Depois de várias horas de festa, a festa do casamento começou a ficar como todas as outras: Chata e estranha. Carol e Draco já tinham desaparecido a várias horas; Rony ensinava Neville a fazer Quadradinho de 8 no meio da pista de dança; Sr. Lovegood dançava uma valsa com Sra. Longbottom; Harry roncava em cima da mesa; Luna saltitava de um lado para o outro cantando Sra. Longbottom, Sra. Longbottom, Sra. Longbottom!. Ou seja: Estava horrível.

Por isso, crianças, nunca contratem a Carol para ser a madrinha do seu casamento.

[N/Carol: Ué, e a culpa do Rony ser um funkeiro retardado, Luna ser uma demente e Harry estar bêbado é minha?!]

Não, mas eu tinha que culpar alguém.

[N/Carol: E porque eu?!]

Porque é legal, sei lá.

[N/Carol: Idiota ¬_¬"]