As Crônicas De Névoa
4 Capítulo 3
Notas iniciais
- Fala! Como saímos daqui? — Interroguei gritando.
- N-Não tem como sair... — O garoto alto respondeu de cabeça baixa.
Arregalei os olhos e sai correndo em círculos. Comecei a dar chutes, socos e cabeçadas na garganta da grande fera azul, arranhei inúmeras vezes aquilo que chamamos de estômago, e saltei com força em cima da enorme e gosmenta língua da criatura.
Senti uma tremedeira no chão, ou melhor, na língua gosmenta. Era como um terremoto daqueles onde não sobrevive nem uma mosca.
O pequeno menininho, apontou para o lado esquerdo da barriga do monstro do Lago Ness, isso me deixou apavorada, pois... Uma onda verde de saliva grudenta e nojenta veio em nossa direção, nos levando para fora da barriga do monstro, como se tivéssemos sido cuspidos.
Ver a luz do dia novamente foi um alivio, mais o que é pior é que estávamos nos ares, sendo atirados para muito, muito longe.
Meu corpo tocou o gramado de uma floresta nublada e repleta de sombras escuras.
- Hei, vocês! Meninos! Acordem! — Eu berrei balançando os dois garotos que estavam comigo na barriga do monstro, e que agora, dormiam.
- O que... — O garoto algo disse sem nenhum tom de interrogação.
- Vamos dar o fora daqui! Por favor! — Disse eu assustada.
- Tudo bem... Vamos Joy. — O mesmo garoto falou chamando seu irmão menor.
Andamos rápido, bem rápido. Pude avistar uma senhora sentada em uma pedra rachada. Ela cantarolava algo bem baixinho, e parecia me observar pelo canto dos olhos, isso é apavorante.
Ela vestia uma camiseta preta de mangas cumpridas por baixo de uma jaqueta de couro estilo os integrantes de uma banda de Heavy Metal antigo dos anos 80, e usava uma bermuda jeans desbotada, juntamente a um sapato marrom descolado. Era o tipo de vovó que todo mundo desejava ter, a vovó descolada.
Ela rosnou baixinho, percebi que seus pés se transformavam em pedra, era incrível! Seu corpo todo se transformou em rochas, e por mais impossível que pareça, essas rochas começaram a correr atrás de mim.
- Corre garota, corre! — O menino alto gritou para mim, me puxando junto ao seu irmão mais novo.
- Ah! — Soltei um pequeno gritinho, e comecei a correr ofegante.
Fale com o autor