As Crônicas De Nárnia: Resgate De Cair Paravel
2 A Casa do Fauno
Então é isso que tem depois da grande cortina roxa? Um tronco de árvore enorme e oco? Uma casa. Cheia de porta retratos de faunos perecidos com Dimitri. Livros, muitos livros. Uma lareira. Um tapete no chão. Uma escada com no máximo 10 degraus. Preciso me andar corcunda.
“Desculpe, eu vivo no castelo e quase não venho aqui. Eu era do tamanho de sua irmã pela última vez que vim aqui.” Ele diz.
Ele provavelmente não cuidava da casa, já que não vinha mito aqui, mas ela estava em ótimo estado. Talvez estivesse mais arrumada que minha própria casa na Grande Inglaterra.
“Como são seus nomes?” pergunta.
“Laíse e Rose” Laíse responde.
“Venham! Sentem-se.” Ele aponta para três sofás em volta de uma mesa e uma lareira do lado. Provavelmente o terceiro sofá é para ele. Ele caminha até um canto da sala onde tem um fogão manual e várias panelas estranhas. Depois de 1 minuto volta de lá com uma bandeja. Nela tem uma pequena jarra e três chás. “Minha especialidade” diz.
“O quê estamos fazendo aqui?” pergunto.
“Bem, provavelmente por que Aslam as trouxe.” Ele senta.
“Quem é Aslam?” Laíse pergunta.
“Essa é uma pergunta que todos humanos fazem. Bem, ele é um grande leão. Mas não tenham medo, ele é bom. E ele é o Rei de Nárnia e Além Mar.” Diz.
“Por que ele nos traria aqui?” pergunto.
“Bem, há algumas semanas houve boatos de que povo de Calormânia invadiria Nárnia, tomaria o Castelo de Cair Paravel e faria todos os animais – falantes e não falante – de escravos eternos. Bem, esses boatos se concretizaram. Há 3 dias eles invadiram Cair Paravel, e estão lá, no Castelo, sendo servidos por nossos preciosos animais falantes. Isso é um crime que Aslam não suporta, maltratar os animais falantes. Aslam mandou vocês duas aqui para libertá-los.” Diz.
“Se ele é o rei, ele deveria vir aqui, não?” digo.
“Ele mandou vocês aqui. Ele confia em vocês. E se ele confia em vocês provavelmente derrotar aqueles calormânos seria mais fácil que respirar.” Ele diz.
“Nós não podemos.” Me levanto. “Somos frágeis e...”
“Olhe, você quer voltar para casa não quer?” diz.
“Sim” respondo prestando atenção.
“Se Aslam as trouxe aqui, só levará vocês duas de volta se completarem a missão.” Ele diz.
“Vamos Rose, nós precisamos salvar eles.” Laíse diz empolgada. “E você quer voltar para Inglaterra não é? Para nosso mundo?”.
“Então?” Dimitri pergunta.
“Tudo bem, mas se alguma de nós corrermos risco, parámos.” Falo. “Eba!” Laíse comemora.
“Tudo bem. Primeiro precisam trocar estes trapos. Subam, há um quarto lá com três camas, vocês só usaram duas, ou as três se precisarem de espaço. Há uma cômoda, na terceira gaveta tem vestidos para vocês.” ele diz apontando para a escada.
Nós subimos. È um quarto meio pequeno e as camas também. “Vamos juntar as três camas para nos dar mais espaço. Empurre!” digo.
As três camas já estão juntas e há mais espaços para andar. Pegamos os vestidos e nos trocamos.
Laíse escolheu um vestido rosa bebê com flores bordadas. Eu escolhi um vestido verde com alguns detalhes brancos. Ele me deixa confortável. Todos são confortáveis. Sinto que posso fazer qualquer movimento sem o vestido me atrapalhar. Descemos para o fauno. Ele está sentado no sofá lendo algum.
“Ótimo! Que bom que há vestidos de todos os tamanhos. Agora precisam de armas.” Ele diz.
“Isso está indo longe demais.” Digo.
“Pare de ser chata.” Laíse diz com um sorriso irônico.
Dimitri trás uma caixa cor-de-bronze com a cabeça de um leão na parte de cima. Abre-a. Lá dentro existe um arco e flechas. Ele as tira de dentro e me dá. “Isto é para você. Se você confiar nisto, ele nunca errará.” Sorri.
Depois ele puxa uma capa e a entrega para Laíse, junto com uma adaga. “A capa a protegerá do mal. Confie. E a adaga você irá precisar, em algum momento.”
Ele a dá um cinto para colocar a adaga e Laíse veste a capa. La dá uma volta e sorri.
“Nunca a tire.” Ele aconselha.
“Precisam treinar. Agora não, amanhã. Quando o sol estiver nascendo. Agora precisam dormir.” diz.
“Pera ai, se eles tomaram o castelo, por que você está aqui? Já que disse que era aliado do rei.” Pergunto.
“Eu consegui fugir. Assim como vários outros aliados.” Ele responde.
“Existem outros? Podemos conhecê-los?” Laíse pergunta.
“Amanhã, em nossa reunião depois do pôr-do-sol.” Ele diz.
Subimos e ele continua em baixo. Arruamos nossos presentes em uma mesa perto de nossas camas. A mesa é feita de ouro com detalhes riquíssimos. “Valeria uma fortuna no nosso país.” Penso. As camas são confortáveis e cheiram a rosa. Como se o colchão fosse feito de rosas.
“Isto é sonho?” Laíse me pergunta.
“Amanhã descobriremos.” Digo.
Não percebo quando durmo. Eu tive um daqueles sonos sem sonhos. Como se você só tivesse dormido por um minuto. Olho em volta pelos pequenos buracos da árvore, está escuro. Dimitri já está acordado fazendo nosso café da manhã. Acordo Laíse. Vamos juntas para mesa onde a mesma jarra de ontem está cheia novamente. Mas com um liquido diferente. Deve ser café? Não importa. Estou morrendo de fome que comeria qualquer coisa. Sento-me e pego uma xícara. Coloco o liquido da jarra e pego um pão. Está crocante e delicioso. Não é como um pão da Inglaterra, sem gosto. “Esses pães estavam no meu estoque. São pães do castelo.” Explica.
“Que coisa mais gostosa.” Laíse diz depois de beber um gole do liquido.
“É o café de Nárnia!” Dimitri diz com um sorriso. Estou começando a achar que as coisas em Nárnia são mil vezes melhores e mais gostosas que as comidas da Inglaterra. Um frango da Inglaterra, mesmo sendo um dos melhores já feitos, não se compara a um pequeno pedaço de uma maçã de Nárnia.
“Comam, depois me encontrem lá fora para o seu treinamento.” Ele diz saindo pela cortina roxa.
Comemos em silêncio. A luz de fora vai se intensificando. O que significa que o sol está nascendo.
“Pronta pra ir?” pergunto.
“Vamos.” Laíse diz determinada.
Vamos para perto das nossas camas onde deixamos nossos presentinhos que Dimitri nos deu.
Quando saímos, uma arena está formada. Alvos, pista e outras coisas estão montadas.
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