As Corujas Voaram

1 Pelos que se foram e os que ficaram


Notas iniciais
Eu pensei nisso hoje de manhã... Tive que escrever!!

No dia em que Voldemort desapareceu, o mundo bruxo comemorou.

Festas, reencontros e muita alegria! Um momento em que ninguém ligou para os trouxas, em que corujas voaram no meio de prédios, bem a vista: a descrição foi perdida, mesmo que por um único momento.

Mas não importava: o psicopata se fora, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado morrera.

[HAHAHAHA! Mal sabiam eles].

— Graças a Merlim! — Era o que diziam: — Dumbledore nos salvou! – As pessoas, por que elas nunca tem noção? Milhares morreram: capturados, assassinados e torturados. — Mas Dumbledore nos salvou, de novo!

Para o inferno com Dumbledore. Antes dessa Guerra acabar, pessoas se sacrificaram por cada alma neste planeta, escolheram morrer por vocês. E sim, Dumbledore era uma delas – porém não era todas.

A Ordem da Fênix, um segredo, ninguém nunca se lembrou dela, das pessoas que morreram em batalha com aquele maldito distintivo, que chegaram sangrando no Largo Grimmald n° 12, na sola de entrada, nos quarto e na cozinha, enquanto Molly limpava seus ferimentos chorando, porque eram feitiços cuja cura eles não tinham.

Os sangue-puros de famílias ricas que apoiavam o tirano, mas que se voltaram contra eles e disseram o que sabiam para o Ministério, ajudando da forma que podiam, fazendo com que não tivessem casa para se abrigar, mãe, pai ou irmão para quem pedir ajuda, que deram tudo para fazer o que achavam certo e que à quem ninguém nunca deu crédito.

Aqueles aurores que choravam todas as noites antes de dormir em acampamentos, caçando Comensais e temendo que encontrassem Aquele Que Não Deve Ser Nomeado. Novatos e veteranos, traumatizados e neuróticos, sabendo que se a loucura não os salvasse ela os destruiria – e ela salvou e destruiu, de qualquer jeito, ninguém que participou daquela merda ganhou. Ninguém nem sobreviveu. Apenas ficaram lúcidos, seguindo a rotina que achavam viver antes – até fugirem da realidade a qual não pertenciam.

Então, por que, naquele dia em que Voldemort desapareceu e o mundo bruxo comemorou, onde corujas voaram e a descrição foi perdida, ninguém se deu ao trabalho de acender uma vela para as pobres almas desfeitas na Guerra?

Por que ninguém se importavam se elas iriam encontrar o seu caminho na morte?

Por que ninguém se importava com o distúrbio daqueles que enxergavam Comensais da Morte no espelho?

Porque Dumbledore os havia salvado. Dumbledore e o Ministro!

Por mais que Voldemort tivesse desaparecido, aquele também deveria ser um dia triste, de respeito por aqueles que batalharam por aquela paz [temporária] em segredo. Por todos aquele que viveram calados e morreram em silêncio.

Notas finais
Gente, duas palavras: críticas construtivas. Ou não, apenas digam "oi, ficou 'adjetivo escolhido'!", se quiserem (: XOXO, Alice!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!