As Confissões de Haruno Sakura
1 Escrevendo um livro.
Notas iniciais
Até agora eu não consigo entender como eu consegui ficar em recuperação em literatura, quer dizer É LITERATURA POXA!Só porque eu faltei a algumas aulas e não fiz algumas atividades aquele rabugento me atormenta, mas eu sinto que o professor Kakashi nutre um profundo rancor por mim desde o dia em que eu o peguei lendo um de seus livros pornográficos (e espalhei para toda escola) o que é tremendamente injusto, pois ele é que deveria parar de ler essas coisas em publico, o pervertido que deveria ser punido não eu.
Bom mas o fato é que Kakashi me disse que eu somente iria para o segundo ano se eu escrevesse um livro. Eu gostaria que vocês prestassem muita atenção nessa parte: — Um livro. Ele ao contrario dos outros professores que só pedem para que você copie todos os exercícios dados em sala, me pediu que eu escrevesse um livro sobre a pessoa e/ou fato que é mais importante na minha vida, o que em nome da calcinha e sutiã combinando de Hitler ele estava pensando para me obrigar a fazer isso? Eu tentei o convencer de todos os modos possíveis (e não asquerosos) de que isso era ridículo, e sabe o que ele me disse, prestem atenção e vejam se podem acreditar:
–“Bom Sakura, se você está achando muito difícil eu posso reduzir seu trabalho” Ele disse enquanto coçava seus cabelos grisalhos, e eu gritei de alegria, o que me rendeu um olhar zangado da bibliotecária, eu ainda estava animada quando disse:
–“Parece que um pouco de bom senso entrou na sua cabeça Kakashi-sensei, quer dizer, um livro? Você só podia estar brincando!” Ele me olhou com uma cara entediada, e afastou o cabelo dos olhos dizendo:
–“250 páginas, inicialmente eu iria te pedir um livro de 300, mas visto que é algo realmente difícil eu deixo que faça apenas 250.”
Vocês podem acreditar? Eu não. E é por isso que eu estou escrevendo isto, pois eu resolvi que irei falar no meu livro sobre a pessoa mais incrível e extraordinária desse mundo: EU! Espero que você aprecie minha historia, querido professor. (Sim, eu sei que você esta revirando os olhos Kakashi e é melhor parar com isso)
Sabe eu poderia passar horas me descrevendo, mas eu acredito que você já me conhece bem, também com a minha beleza e personalidade incrível séria difícil não?! HEHE Então eu começarei falando de algo que está me incomodando profundamente. Eu não tenho a chave da porta do meu quarto. Não sei por que não posso ter uma chave na porta do meu quarto. Não tenho privacidade, é como se eu estivesse no Big Brother, meu pai provavelmente acha meu sofrimento engraçado e toda vez que sugiro alguma coisa aqui em casa todo mundo começa a sacudir a cabeça e a fazer “tsc, tsc, tsc”. É como viver numa casa cheia daqueles cachorros de brinquedo que balançam a cabeça, ou uma casa cheia de... deixa para lá... Eu não poder ter uma chave na porta do meu quarto é o menor dos meus problemas.
– Por que não? – perguntei calmamente a minha mãe (pegando-a num dos raros minutos em que ela não estava assistindo a mais uma novela brega).
– Por que você pode sofrer algum acidente e a gente não vai ter como entrar – respondeu ela.
– Acidente de que tipo?
– Bem, você pode desmaiar.
Foi aí que o meu pai entrou na discussão.
– Você pode tacar fogo na sua cama e ser sufocada pela fumaça.
Qual é o problema dessa gente? Eu sei por que eles não querem que eu tranque minha porta. É porque esse seria o primeiro sinal de que eu estou ficando adulta e eles não aguentam essa idéia porque isso significa que vão ter que cuidar de suas próprias vidas e me deixar em paz.
Eu gostaria de deixar bem claro neste momento, que tirando a mim meu pai é o mais são nesta família, por ai vocês veem o que eu venho sofrendo desde a infância. Mas professor Kakashi eu sinto em dizer que este é apenas um fato corriqueiro no meu cotidiano.
Atualmente existem seis coisas erradíssimas na minha vida:
1. Tenho uma daquelas espinhas internas que nunca vai estourar e conservará sua vermelhidão durante os próximos dois anos.
2. Essa espinha está no meu nariz.
3. Tenho um irmão de três anos que talvez tenha feito xixi no meu quarto.
4. Eu nunca arrumarei um namorado.
5. Eu sou muita feia e preciso ser internada num asilo para gente feia.
6. Eu nunca arrumarei um namorado.
Eu juro que tento não ser dramática, mas é mais forte que eu. Deve ser culpa das novelas mexicanas da minha mãe. Aliás, eu acho que ela está pirando de vez, ela agora insiste em dizer que eu tenho um namoradinho escondido. Quem dera. Se bem que eu não aguento mais pensar em garotos, já me sinto enjoada dos garotos e ainda nem tive nada com eles, tudo o que eu sei é que não aguento mamãe e minhas tias insistindo com essa historia de namoradinhos BLERGH Oh, meu Deus, não me obrigue a ser uma lésbica como a Ellen DeGeneres ou a Srta.Tomoyo a secretária do diretor, e não precisa franzir as sobrancelhas Kakashi, todo mundo já sabe sobre ela. Aliás, o que é que as lésbicas fazem?
Eu pensei em perguntar isso pra minha mãe uma vez mas desisti depois de lembrar da ultima vez que a perguntei alguma coisa, mamãe tem a mentalidade de um Teletubby, só que não tão evoluída.
Aliás falando em mentes pouco desenvolvidas eu vi o Naruto hoje, eu estava descendo a rua do mercadinho aqui perto de casa quando ele gritou:
–Oi, Linda! -O que foi muito gentil da parte dele, eu admiro a honestidade. Naquela hora eu estava indo encontrar com a Ino e a Hinata, pois nós tínhamos combinado de dar inicio a nossa La Marche Avec Mistério o que para os leigos (lê-se professor com tendências a leituras eróticas) significa passeio misterioso, nós concordamos em nos vestir para essa caminhada de modo “esportivo casual” por isso eu vesti bermudas caqui, botinhas e uma blusa preta de gola roulê, com um colar de pérolas que eu comprei por 2,99. Estava tentando fazer um look Brigitte Bardot jovem, o que é uma pena porque: a) não sou nada parecida com ela e b) não sou loura, coisa que, como todos nós sabemos, é a marca registrada dela. Eu gostaria de ser loura, se me deixassem, mas sinceramente lá em casa é como no jardim de infância.
– Vou tingir meus cabelos de louro, qual o produto que você recomenda? — perguntei para a minha mãe.
Ela fingiu que não me ouviu e continuou a vestir meu irmãozinho. Mas Papai ficou uma fera.
– Você tem quinze anos. Só tem esse cabelo há quinze anos e já quer mudá-lo! Já pensou como ficará entediada com ele aos trinta? Qual será a cor da vez quando chegar lá?
Francamente, o meu pai não percebeu a cor do meu cabelo até hoje?!Não é exatamente o que eu chamaria de entediante.
–Eu virei para a minha mãe e disse:
– Ah, acho que ouvi uma voz guinchando e fazendo uns barulhos esquisitos, mas me enganei. Fui.
Enquanto corria até a porta, ouvi meu pai gritando:
– Parece que você acha que só porque é sarcástica e consegue colocar o delineador em linha reta vai tirar boas notas nos exames de admissão para a universidade!!!
Exame de admissão olha só, acho que meu pai se perdeu no século passado, antes da invenção do Enem.
Assim que desci a rua encontrei com as duas jumentas (Ino e Hinata) me esperando na esquina.
–Batendo ponto colegas?- Perguntei me juntando a elas.
–Não, estávamos esperando a meretriz principal chegar- Respondeu Ino bancando a esperta com aquela cara de pastel de frango.
Eu preciso dizer uma coisa sobre a Ino. Eu a detestava quando era criança, na verdade ainda detesto (♥), mas hoje em dia somos amigas, você não deve se lembrar muito bem dela Kakashi, por que ela não é tão fabulosamente fabulosa como eu, então irei te refrescar a memória. Ino é loira, com olhos entediantemente azuis como o céu e tem 1,75 além das pernas mais compridas que qualquer outra garota da nossa classe, ou seja, detestável. Ino também estava vestida como Brigitte Bardot, se bem que eu poderia chamar de cosplay já que ela se parecia exatamente igual a maldita atriz francesa.
–Ino você me enoja. Disse enquanto a olhava de cima a baixo -Bom dia Hinata! Você está linda como sempre. –Eu falei depois de observar todo o desperdicio de espaço que Ino é. Hinata (certeza que você conhece essa nerd Kakashi) realmente parecia ótima em um vestido de bolinhas até um pouco antes dos joelhos de cintura marcada, eu acho que a única em que o estilo não combinava era eu. Uma lástima para Brigitte, perdeu uma ótima oportunidade.
Em La Marche Avec Mistério, nós andamos para cima e para baixo na Rua Principal, só falando em francês e a todo momento eu pedia informações as pessoas que passavam dizendo as frases que eu tinha decorado:- "Où la Gare, s'il vous plaît?" e "Au secours, j'oublie ma tête, aidez-moi, s'il vaus plaît." E eles me olhavam como se eu tivesse algum problema mental, iniciantes.
Aí pintou ... um cara realmente demais, ele era alto e branco como uma folha A4, na verdade eu diria que ele precisa de um pouco de vitamina D se o visual branquelo vampírico não combinasse tão bem com seus olhos pretos e a franja que caia no seu rosto, ele elevou o estilo emo a um novo patamar, um patamar sexy e perigoso ... Ino queria ir falar com ele, mas Hinata ficava dizendo que ela iria nos fazer passar vergonha, então enquanto elas discutiam eu fui até lá, não sei por que, mas banquei a manca, além de francesa.
Ele tinha olhos realmente bonitos ... devia ter uns dezenove anos. De qualquer forma, fui andando toda torta até ele e disse:
– Excusez-moi. Je suis Française. Je ne parle pas I'anglais. Parlez-vous Français?
Felizmente ele fez cara de quem não entendeu xongas, bem sonhador. Eu fiz um meio beicinho. Cindy Crawford disse que se você colocar sua língua atrás de seus dentes de trás ao sorrir, isso torna seu sorriso realmente sexy. É impossível falar, é claro, a não ser que você queira parecer uma pateta.
Bem, de qualquer forma, o gato respondeu:
– Você está perdida? Eu não falo francês.
Eu fiquei perplexa (e beiçuda).
– Au secours, monsieur — suspirei.
Ele pegou meu braço:
– Olha, não tenha medo. Vem comigo.
Ino e Hinata pareciam espantadas: ele, um cara maravilhoso, me levando para um lugar qualquer. Eu ia mancando atraentemente ao lado dele. Mas não por muito tempo, aliás, pois entramos logo numa padaria francesa, onde a mulher atrás do balcão também era francesa.
A francesa falou francês comigo durante uns quarenta anos. Fiquei balançando a cabeça até o limite do nível humano e aí simplesmente saí correndo da loja deixando Ino e Hinata que fingiam comprar pães pra trás. O garoto maravilhoso ficou espantado ao ver minha manqueira curar tão depressa. Agora eu realmente terei que tingir o cabelo se quiser sair para fazer compras de novo nesta cidade.
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