As Cobras Não São Más
13 Capítulo 13 Uma Oportunidade
Notas iniciais
É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.
– Capítulo Treze –
Uma Oportunidade
O Ministério da Magia, lugar que na medida do possível, tenta manter em ordem o mundo bruxo. O atual Ministro da Magia Kingsley Shacklebolt, tinha para o seu auxílio, conselheiros, estes que o ajudavam na tomada de decisões ou o ajudavam com ideias para a melhora do mundo bruxo.
Um desses conselheiros, que, aliás, era um dos mais novos, andava de um lado para o outro na confortável sala que ele possuía no Ministério. Seus pensamentos estavam a mil e de minuto em minuto voltava a sua mesa para avaliar algumas anotações e fotos antigas.
Draco estava com uma ideia tão fixa em sua mente, e isso o deixava cada dia mais obcecado. Quando resolveu se sentar outra vez alguém bateu na porta e ele pediu que entrasse.
- Com licença Sr. Malfoy. – disse uma mulher bem vestida, seus cabelos eram castanhos e cacheados e seus olhos eram cor de avelã. – Chegou uma coruja para o senhor – disse ela entregando uma carta – E também o Sr. Potter está ai fora, disse que veio trazer o relatório do setor de aurores.
- Obrigado, Clarisse. – disse Draco olhando fixamente a carta que recebera – Peça que entre.
- Pode entrar Sr. Potter. – disse a secretária e Harry entrou na sala, em seguida Clarisse saiu e fechou a porta.
- Sente-se Potter. – disse Draco indicando uma cadeira a sua frente – Pode esperar um minuto?
Harry assentiu e Draco abriu a carta que continha poucas linhas.
Avaliei o seu pedido e resolvi aceitar o seu caso em nome da velha amizade, porém o garoto é nascido trouxa, então não espere muita informação.
P.P.
Draco sorriu satisfeito e voltou a olhar para Harry.
- Então Potter – disse ele – Porque trouxe tão cedo o relatório? Era só para depois de amanhã.
- Quero tirar um folga. – disse Harry entregando três rolos de pergaminho a Draco. – Pensei em dar mais atenção para Astória, não que isso seja da sua conta.
Draco gargalhou enquanto Harry o observava aborrecido.
- Qual é a graça Malfoy?
- Você está deixando de cumprir os seus deveres como marido e ela está reclamando? – perguntou Draco cínico.
- Você é ridículo Malfoy. – disse Harry. – Fica com a sua risada que eu já vou indo.
- Ah não Potter, não vai ainda. – disse Draco tentando segurar mais uma gargalhada – Você parece tenso, aconteceu alguma coisa?
- E isso te interessa? A gente se odeia Malfoy.
- Somos uma família Potter. – disse Draco com uma tentativa frustrada de parecer sério – Bom, os Weasley´s de uma certa forma te adotaram então somos praticamente uma família.
- Você realmente quer saber ou está entediado? – perguntou Harry irritado.
- Estou entediado e preciso de uma razão para viver. – disse Draco fazendo drama enquanto Harry girava os olhos.
- Ok, se você quer mesmo saber. – disse Harry – Estou tentando ter outro filho.
- Tentando? – perguntou Draco se esforçando para parecer solidário – Está querendo me dizer que você não consegue...
- Não é isso Malfoy! – disse Harry indignado enquanto Draco respirava com alívio. – Eu quero tirar uma folga pra viajar com ela e convencê-la a ter um filho.
- Então ela não quer ter outro filho? – disse Draco – Deixa eu adivinhar, tem alguma coisa a ver com vaidade nisso?
- Que bom que você ainda conhece bem a minha esposa. – disse Harry azedo.
- Ora Potter, você é tão ingênuo. – disse Draco – É só mexer na poção que ela toma para evitar filhos e está tudo resolvido.
- Esse é o seu jeito para tudo? – perguntou Harry – Trapacear?
- Você quer um filho legítimo e Astória está sendo egoísta. – disse Draco triunfante – Pare de ser tão correto e comece a fazer as coisas do jeito errado. A propósito, quem você pensa em deixar no comando enquanto você tenta fecundar sua esposa?
- Rony.
- Ele já parou de beber? – perguntou Draco sério.
- Ele não bebe no horário de trabalho. – Harry o defendeu.
- Nós precisamos de um líder sóbrio Potter, principalmente no setor de aurores. – disse Draco obvio.
- Ele vai ficar sóbrio. – disse Harry.
- Eu só digo uma coisa Potter. – disse Draco – Coitada da Hermione, que a respeito, está lecionando em Hogwarts só para não ficar perto dele.
Harry respirou fundo e observou as coisas jogadas na mesa de Draco.
- E essas fotos? – perguntou curioso.
- Trabalho extra. – respondeu Draco naturalmente.
- Esse trabalho será do meu departamento? – perguntou Harry.
- Esse não. – disse Draco.
- Ok. – disse Harry se levantando – Eu mando o nome de quem vai me substituir, até o final da tarde. – disse se direcionando a porta – E obrigado pelo conselho?
- Sobre o Weasley?
- Não. Sobre a poção da Astória.
***
- Você não acha que é muita reunião só para a primeira semana de aula? – Sarah perguntou quando ela e os outros monitores saiam da sala da Profª Silverstone.
- Eu até a entendo. – disse Josh – Ela foi nomeada esse ano como Subdiretora, eu também ia querer fazer tudo certo.
- Você já faz tudo certo Hammes, certo até demais – disse Rose com um ar debochado passando por eles e virando um corredor.
- Eu sempre achei que os Sonserinos que provocassem os Grifinórios e não o contrário. – disse Sarah quando Rose saiu de visão.
- Ela só falou isso porque sou amigo da Melanie. – disse Josh realmente não dando importância ao que Rose falara. – Elas meio que se odeiam.
- Meio? – disse Sarah descrente – Fiquei sabendo que elas quase se atracaram na aula de DCAT.
- Ok, elas não se suportam. – disse Josh sorrindo.
Sarah sorriu.
- Vocês são amigos há muito tempo? – perguntou ela.
- Desde o primeiro ano. – respondeu Josh relembrando – Lembro que começamos a nos falar na aula de Feitiços.
- Legal uma amizade assim não é? – disse Sarah avistando um banco e se sentando em seguida, Josh a acompanhou. – Ter sempre alguém com quem contar.
- É, eu sei que sempre posso contar com ela. – disse Josh se sentindo levemente desconfortável.
Sarah e Josh ficaram em silêncio por um momento, apenas olhando para o nada, Josh sabia que Sarah queria dizer alguma coisa, pois, as mãos da garota estavam inquietas e de tempo em tempo ela lhe lançava um olhar nervoso.
- Você já disse a ela como se sente? – Sarah perguntou tão de repente que Josh a encarou tentando entender a pergunta.
- O que?
- Você já disse para a Malfoy sobre os seus sentimentos por ela? – perguntou Sarah agora corando furiosamente.
- Desculpe. – pediu Josh confuso – Mas do que você está falando?
- Peço que não me ache uma intrometida. – disse Sarah cuidadosa – Mas dá pra perceber que você sente algo além de amizade por ela.
Josh respirou fundo antes de voltar a falar.
- Está tão obvio assim? – perguntou Josh dando um leve sorriso para Sarah que assentiu retribuindo o sorriso – Enfim, quero que saiba que eu não te acho intrometida, mas, te acho uma garota doce e linda. Bom, sobre a Mel, ela já sabe o que sinto por ela e ela não sente o mesmo.
- Sinto muito.
- Talvez tenha sido minha culpa... a forma como falei pra ela, foi tão idiota. – Josh lamentou.
- Mas que bom que a amizade de vocês continuou a mesma. – disse Sarah tentando animá-lo – E agora você sabe que pode partir para uma outra opção... tentar se apaixonar de novo.
- Acho difícil. – disse Josh suspirando – A Mel é incrível.
- Porque não tenta? – perguntou Sarah agora fixando o olhar nos de Josh – Sabe às vezes a felicidade está bem na sua frente e...
- E?
- Nada. – disse Sarah abaixando a cabeça – Eu tenho que ir agora Josh, foi muito bom falar com você.
- Você está se sentindo bem? – perguntou ele preocupado.
- Estou ótima. – disse Sarah se levantando – Até logo.
- Até logo. – disse Josh pensativo, observando Sarah se afastar, quando uma ideia veio e ele se levantou abruptamente e chamou por ela – Sarah! – ela se virou – A gente pode... conversar de novo?
Ela sorriu e assentiu antes de sair correndo alegre pelo corredor.
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